Prisão de Lula é a "cereja do bolo" na política de 2017

ELMAR BONES
Os lobbistas de Brasilia, que fazem o meio de campo entre o estamento jurídico-político e as grandes corporações empresariais, trabalham desde os primeiros dias de janeiro com um cenário político que promete grandes emoções em 2017.
Começa no TSE onde o ministro Herman Benjamin, relator do processo, está inclinado a pedir a cassação da chapa Dilma/Temer. O julgamento deve ocorrer ainda no primeiro semestre.
A informação de que a possibilidade de cassação da chapa é grande, chegou a Temer pouco antes da sua viagem a Portugal, o que explicaria a carona que ele deu a Gilmar Mendes. Como presidente do TSE, Gilmar Mendes, atua como elemento de contenção, para preservar Temer.
Outra parte das grandes emoções virá, segundo os lobbistas, da Lava-Jato, com vistosas e ruidosas prisões que não poupariam grandes figurões enrolados nas delações premiadas, principalmente as dos diretores da Odebrecht. Nem mesmo ministros e figuras do judiciário escaparão.
As informações vazadas para a imprensa neste final de semana dão sentido a estas previsões.
Mas a culminância do processo, a “cereja do bolo”, como dizem os lobbistas em seus informes, será a prisão do ex-presidente Lula, antes do fim do ano.
Essa informação provavelmente já chegou a Lula e é o que poderia explicar o lançamento extemporâneo da sua candidatura à presidência para 2018. Como candidato, ele ganha um escudo e um palanque para denunciar a motivação política dos processos que o incriminam na Lava Jato.
Os primeiros movimentos na cena brasiliense, por enquanto, estão a confirmar as espectativas dos observadores bem posicionados. Mas, como diz o jargão, a política é dinâmica e elementos novos podem a qualquer momento alterar o cenário.
 
 
 
 

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