Professores em greve farão ato em frente ao Piratini

Higino Barros
O Comando de Greve do Cpers/Sindicato está reforçando o chamado para os professores da rede pública do Estado em greve participarem da plenária que será realizada na próxima segunda-feira, dia 30, às 10 horas, em frente ao Palácio Piratini.
O ato é para discutir o ensino e pressionar o governador Ivo Sartori a apresentar propostas concretas na nova rodada de negociação entre governo e grevistas, marcada para o dia 31.
À tarde, os professores participam da audiência pública sobre o PL 044, o qual prevê a privatização das escolas públicas, que será realizada às 14 horas na Assembleia Legislativa.
Nessa sexta-feira, os professores tomaram conhecimento da decisão do governo em parcelar novamente os salários dos funcionários do Estado. Os servidores que recebem até R$ 3 mil terão salários depositados na próxima terça-feira, dia 31 de maio. Mas a folha de pagamento de maio foi rodada com seis faixas e será zerada apenas no dia 13 de junho.
“Não podemos mais admitir esse desrespeito que se repete mês após mês. Pagar nossos salários em dia e na sua integralidade é o mínimo que esse governo tem a obrigação de fazer”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
Para a dirigente sindical, a decisão do governo penaliza os professores, mas ao mesmo tempo fortalece a greve, já que aumenta o número de escolas paradas pelo movimento e pela ocupação de alunos.
A mobilização dos professores contra o governo obteve uma vitória significativa. O economista Flávio Comin, contratado pela Secretaria Estadual da Fazenda, por R$ 195 mil, para elaborar um estudo visando acabar com o Plano de Carreira dos Professores desistiu do trabalho.
Segundo Comin, os alertas do Cpers sobre os danos que a análise ia causar ao magistério e a pressão da sociedade em geral, o fizeram pedir rescisão do contra
Como ficou a folha de pagamento de maio:
Faixa 1: R$ 3 mil
Faixa 2: R$ 500
Faixa 3: R$ 750
Faixa 4: R$ 1,1 mil
Faixa 5: R$ 5 mil
Faixa 6: Saldo

Comentários

Deixe uma resposta