Após assembleia na tarde desta terça-feira, 24/10, em Porto Alegre, os servidores municipais rejeitaram a proposta do Prefeito Nelson Marchezan Júnior e decidiram manter a greve da categoria.
Em reunião na segunda-feira, a prefeitura e o Sindicato dos Municipários (Simpa) tinham acertado a retirada por 40 dias das propostas do Executivo que estão na Câmara de Vereadores e que alteram o plano de carreira dos municipários e a criação de um Grupo de Trabalho para discutir os projetos.
Mas, para o Simpa, o Executivo não cumpriu com todas as medidas acertadas na reunião. A proposta oficial da prefeitura foi recebida no começo da tarde e lida na assembleia. Sob fortes vaias, os servidores ouviram e rejeitaram o texto.
Na avaliação do Simpa, as propostas não indicam nenhuma mudança concreta na disposição do Executivo em retirar os projetos de lei, nem garantem sua rejeição na Câmara. E também não foram garantidos o fim do parcelamento dos salários, nem a reposição da inflação. Para a entidade, alguns pontos ficaram obscuros, como qual seria a participação dos servidores na GT para discutir os projetos e a indicação da prefeitura de que as propostas poderiam “andar” no Legislativo e apenas não ser votada até o início de dezembro.
A decisão de manter o movimento grevista foi votada por cerca de 3 mil servidores, segundo a direção do Simpa.
A greve municipal já dura 20 dias e nesta quarta-feira novas mobilizações devem acontecer. Uma caminhada do Hospital de Pronto Socorro (HPS) até o Paço Municipal será realizada a partir das 8h. Na sede da prefeitura, os servidores entregarão oficialmente o resultado da assembleia desta terça ao Executivo.
Nota da Prefeitura
Em resposta a decisão do Simpa, a prefeitura divulgou uma “nota de esclarecimento”: A Prefeitura de Porto Alegre lamenta a decisão do Sindicato dos Municipários de dar prosseguimento à paralisação. O Executivo encaminhou ofício ao sindicato nesta terça-feira, dia 24, reiterando os compromissos acordados durante reunião com vereadores e a direção do sindicato. Ficou acordado no encontro que o prefeito indicaria os setores da prefeitura que participariam do Grupo de Trabalho (GT) que vai discutir os projetos, e consta no ofício que as secretarias da Fazenda, de Gestão e PGM são os indicados. Os vereadores devem definir os seus representantes, assim como o sindicato deve apresentar os nomes que irão participar do GT.
Reiteramos ainda que o item 4 do ofício é claro ao expressar que o Executivo irá cumprir as decisões judiciais referentes aos dias paralisados durante o movimento grevista. O Executivo segue disposto a manter o diálogo com os sindicalistas para acabar com um movimento que prejudica os serviços públicos e os cidadãos, principalmente os mais pobres, de Porto Alegre.
Proposta de Marchezan é rejeitada e greve de servidores continua
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