Um protesto contra a “cultura do estupro” reuniu cerca de três mil manifestantes, a maioria mulheres, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, nesta quarta-feira.
A concentração iniciou pouco depois das 17 horas em seguida iniciou-se uma marcha em direção ao Palácio Piratini, sede do governo estadual.
Na frente do palácio, pintaram palavras de ordem no asfalto e marcaram as mãos com tinta vermelha o chão e as paredes. Pouco depois das 19 horas a manifestação se dispersou.
Além da cultura do estupro, o ato protestou contra o projeto de lei 5069, que dificulta o aborto legal em caso de estupro. As manifestantes pediam ainda a saída da secretária nacional de Políticas para Mulheres, ex-deputada Fátima Pelaes.
O caso do estupro coletivo de uma adolescente motivou também uma manifestação do centro do Rio de Janeiro, no mesmo horário. Centenas de mulheres exibiam cartazes como “Machismo mata”, “estamos todas sangrando” e outras palavras de ordem “contra o machismo e em defesa dos direitos das mulheres”.
“Quando eu acordei, tinham 30 homens em cima de mim”, repetiram 30 vezes as mulheres presentes em ato organizado a Candelária, no Centro do Rio. Cerca de 500 mulheres, de diferentes idades, grávidas e com crianças, participaram da manifestação.
Elas fizeram ecoar no Centro da cidade, em um dos horários mais movimentados, palavras de ordem contra o patriarcado, machismo e a favor do aborto. “É no fuzil, é na peixeira, vamos montar um batalhão de guerrilheiras”, gritaram. “Lutar sem Temer”, bradavam em seguida.
























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