Quinze pessoas foram arroladas para depor perante a comissão de sindicância que investiga irregularidades em financiamentos concedidos pelo Badesul entre 2011 e 2014. A comissão formada nesta quinta-feira, 29, é presidida pela procuradora Adriana Krieger de Melo, da PGE e tem 30 dias para apresentar suas conclusões, podendo prorrogar os trabalhos por mais um mês. Três funcionários do Badesul, Cesar Cardozo, Deise Rambo e Peter Andersen Cavalcanti completam o grupo.
Os nomes dos depoentes não foram revelados. São ex-dirigentes do Badesul, além de técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), envolvidos com uma inspeção extraordinária em contratos firmados pela instituição.
O presidente do banco à época, Marcelo Lopes deverá ser um dos depoentes. Ele já declarou que todas as operações foram regulares e que a inadimplência que causou prejuízos ao banco é consequência da crise econômica. Os interrogatórios começarão na próxima terça-feira.
A crise tem origem no descredenciamento do Badesul junto ao BNDES, fonte da quase totalidade dos recursos repassados pelo banco de fomento gaúcho. O descredenciamento, no entanto, foi revertido na última quarta por força de uma ação política do governo do Estado.
A questão do Badesul, porém, não se esgota nos contratos temerários. É recorrente uma crítica de que o Badesul tornou-se um cabide de emprego para aliados do governo. Na Assembleia, já começou a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

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