Rajadas de vento atrapalham construção de eólica

Ventos em demasia atrapalham instalação do parque eólico (Fotos Tânia Meinerz)

Geraldo Hasse, de Osório
Os construtores do parque eólico de Osório conseguiram completar na manhã do domingo (12/3) a montagem do quarto gerador, após mais de uma semana de luta contra rajadas de vento do noroeste e nordeste – quando venta forte, os guindastes param automaticamente e são obrigados a repor no chão peças que estejam sendo içadas, porque as oscilações podem provocar acidentes graves. Até agora, em cinco meses de uma obra que envolve mais de 700 pessoas, houve nove pequenos acidentes de trabalho, sendo apenas um com afastamento do serviço: um operário caiu numa base e fraturou o esterno, segundo o engenheiro José Vilas Boas Filho, responsável pela segurança da obra.
Um balanço da construção feito no sábado, durante uma visita promovida pela prefeitura, registrou mais de quarenta bases estaqueadas, 28 bases concretadas e 80% das estradas de serviço prontas. Ou, seja, a parte dos espanhóis na obra está aparentemente dentro do prazo. Além disso, a linha de transmissão está pronta para entrar em teste, mas falta concluir a subestação de energia dentro do parque. No canteiro da obra ninguém abre o jogo, mas está na cara: quem ainda está muito lerdo – e não apenas por causa do vento que atrapalha o trabalho dos guindastes — são os alemães responsáveis pela montagem das 75 torres com seus respectivos geradores. Nos últimos dias, porém, eles começaram a correr para acompanhar os parceiros num cumprimento do prazo final – dezembro de 2006.
No sábado ao meio-dia, houve um congestionamento na Estrada do Retiro, que dá acesso ao  canteiro de obras. O trânsito foi parado momentaneamente por um batedor. Logo depois, levantando poeira, chegou a carreta transportando um superguindaste Liebherr — novo. Era o reforço que faltava para a Wobben Windpower tentar tirar o atraso na montagem das torres. Nos próximos dias, haverá dois guindastes gigantes em serviço no parque eólico.

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