Reunião fracassa e professores da rede pública continuam greve

HIGINO BARROS
Em um dos seus últimos atos como secretário estadual da Educação, o titular da pasta, Vieira da Cunha, comunicou hoje aos professores em greve da rede pública que o governo não vai conceder o aumento reivindicado pela categoria.
Vieira deixa o cargo para concorrer à prefeitura de Porto Alegre e tem que se desvincular do Executivo até quinta-feira, dia 2. Ele alegou as dificuldades financeiras do Estado para a não concessão do aumento.
O Comando de Greve do Cpers/Sindicato que teve a segunda rodada de negociação com o governo saiu frustrado do encontro.
Mais uma vez o secretário da fazenda, Giovani Feltes, cuja presença era reclamada pelos professores, não compareceu à negociação. Eu seu lugar estava o secretário adjunto da Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas.
Foi entregue um documento com as respostas de 14 reivindicações feitas pelos professores.
“Eles apenas transcreveram e assinaram a falta de propostas apresentada na última reunião que tivemos”, explicou a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
“Vamos repassar este documento a todas as escolas do Rio Grande do Sul para que todos os professores e funcionários de escola vejam a falta de respeito deste governo com os educadores e a educação pública. A greve só acaba após uma negociação respeitosa e não estamos tendo”.
Segundo a dirigente sindical a postura do governo irá aumentar a participação dos professores na greve:
“Temos um responsável pela continuidade da greve, o governador José Ivo Sartori. Informamos que não vamos retroceder, vamos continuar mobilizados e cada vez mais fortes até que ele nos apresente propostas as nossas reivindicações. Este governo terá de aprender a respeitar os educadores e a comunidade escolar”, destacou.
O Comando de Greve cobrou com veemência das autoridades da Educação o cumprimento do compromisso assumido pelo governo de que não haveria repressão aos alunos que ocupam escolas em apoio à greve, e por reivindicações específicas.
Tem crescido relatos de agressões a alunos por pessoas divergentes das ocupações e de intimidação da Brigada Militar aos estudantes.

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