Um homem do qual a polícia revela apenas o primeiro nome, Paulo, foi o mentor da farsa do ritual satânico que levou sete pessoas à cadeia e uma investigação policial ao ridículo.
Paulo, proprietário de um ferro velho em Novo Hamburgo, está preso desde o início de fevereiro quando desmoronou a história que ele inventou e que produziu na imprensa a maior fake news do ano, com repercussão internacional.
Segundo a versão que ele construiu, as duas crianças esquartejadas encontrados numa estrada deserta no bairro lomba Grande em Novo Hamburgo, em setembro do ano passado, foram vítimas de um ritual satânico.
Paulo foi o primeiro dos “profetas” que envolveram o delegado Moacir Fermino na trama de mentiras que sustentou essa história e que nem os três delegados da Corregedoria da Policia Civil, que trabalharam 45 dias no caso, conseguiram esclarecer cabalmente.
O delegado Fermino, que conduziu as investigações fraudulentas, foi indiciado por “falsidade ideológica” e “corrupção de testemunhas” no inquérito que a Corregedoria da Polícia apresentou à imprensa na tarde desta sexta-feira, 16.
Além de Paulo, com quem mantinha contato permanente, o delegado conduzia as investigações inspirado por um pastor evangêlico, cujo nome não foi revelado.
O delegado Fermino está afastado do cargo. Ele teve a prisão pedida pelos investigadores da Corregedoria, mas negada pela Justiça.
As motivações dos implicados – tanto do “profeta” Paulo, quanto do delegado Fermino – para inventar toda a trama ainda não estão bem esclarecidas.
O delegado Antonio Lapis, da equipe da Corregedoria que analisou o caso, disse à imprensa que a motivação de Paulo seria uma dívida de 20 mil com um dos acusados.
O crime, que deu origem à farsa, completou seis meses e segue no mais denso mistério.
Os corpos de duas crianças entre 8 e 12, esquartejadas, encontrados numa estrada no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, seguem sem identificação e as investigações voltaram “à estaca zero”.
O chefe de polícia na entrevista desta sexta-feira disse que a equipe da Delegacia de Novo Hamburgo que investiga o caso será reforçada.
O delegado Rogério Baggio, que retomou as investigações disse ao JÁ que o trabalho está concentrado no rastreamento de ligações telefônicas registradas nas Estações de Radio Base da região, em busca de pistas.
Um trabalho que o delegado define como “formiguinha” e que pode demandar um ano ou mais.
Ritual satânico: homem que inventou a farsa ainda não contou tudo que sabe
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