Depois da polêmica que se instaurou ao longo desta quinta-feira, a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) garantiu o pagamento das horas extras dos servidores e afirmou que não irá exonerar servidores.
O estopim da crise foi um documento interno da Susepe, alertando para o risco de motins e falta de detentos em audiências, devido à falta de servidores.
O documento foi divulgado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs).
Na manhã desta quinta, o diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal, Mário Pelz, colocou o cargo à disposição.
À tarde, diretores de 10 presídios gaúchos pediram demissão através de carta coletiva.
A justificativa apresentada foi a “inviabilidade total de gestão”, em função da falta de recursos — humanos, materiais e financeiros — e que extrapola os “limites legais e racionais de segurança”.
No final da tarde, a Superintendente da Susepe, Marli Ane Stock, concedeu entrevista coletiva na sede do órgão.
Marli afirmou que o pedido de suplementação das horas extras já foi atendido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Secretaria da Fazenda (Sefaz).
Foram liberados, após análise pelo Tesouro do Estado, R$ 4,8 milhões, atendendo à solicitação de verbas encaminhada na última terça-feira (31).
Os recursos têm por finalidade complementar o custeio das horas extras dos meses de maio e junho, que serão pagas após a integralização da folha salarial.
Através de nota, o órgão afirmou que não cogita aceitar o desligamento de Mário Pelz do Departamento de Segurança e Execução Penal.

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