Mesmo após a aprovação do pacote que o governador José Ivo Sartori enviou à Assembleia Legislativa – que entre outras coisas autorizou a extinção de nove fundações estaduais – os servidores públicos mantém a mobilização.
A intenção agora é evitar que se concretize o fim dessas instituições, que será selado apenas quando Sartori sancionar o projeto e dar início ao processo de extinção.
Nesta segunda-feira, 26, os servidores da Fundação Piratini, responsável pela manutenção da TVE e da FM Cultura, foram até a sede das emissoras, no Morro Santana, para protestar.
Eles estão impedidos de trabalhar por determinação do próprio governo do Estado, que concedeu licença coletiva a todos os servidores de carreira até o dia 2 de janeiro. Apenas detentores de cargos de confiança estão autorizados a entrar no prédio.
No local, a Brigada Militar dava apoio aos seguranças privados que impediam o acesso ao prédio. Os manifestantes empunhavam cartazes questionando o destino do acervo das emissoras e a decisão de impedir que os servidores trabalhem.
Havia também funcionários de outras fundações, como do Cientec, além de deputados, representantes sindicais e artistas como Zorávia Bettiol e Nelson Diniz.
Já na terça-feira à tarde, está prevista a realização da uma “última visita ao Jardim Botânico“, mantido pela Fundação Zoobotânica, também na iminência da extinção.
O evento foi criado no facebook e já tem a adesão de quase 2,5 mil pessoas. A organização pede que os interessados levem toalhas, talheres, copos, comidas e bebidas para serem compartilhados no local.

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