Cresce o número de entidades da sociedade civil que manifestam seu apoio à greve dosprofessores da rede pública estadual.
Nessa quarta-feira, representantes de sindicatos, federações e centrais sindicais estiveram na sede do Cpers/Sindicato para comunicar o apoio à paralisação dos educadores, prestando também solidariedade aos alunos que ocupam as escolas estaduais.
Recebidos pela direção do Cpers, estiveram no local representantes Sindicato dos Professores do Ensino Privado(Sinpro), Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (Sindibancários), Federação dos Trabalhadores em estabelecimentos de Ensino do Rio Grande do Sul (Feteesul), Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS (Fetrafi/RS), Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do RS (FTIA/RS),Federação Democrática do Sapateiro/RS, Central Única dos Trabalhadores RS (CUT/RS) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS).
Os representantes das entidades sindicais se comprometeram a visitar as escolas ocupadas pelos alunos, prestando apoio político e material, com donativos. Também irão se juntar às manifestações que os professores estão fazendo para pressionar o governo estadual a atender suas reivindicações.
A presidente do Cpers, Helenir Schürer, considerou de grande importância o apoio das entidades gaúchas. “Mostra que o apoio à nossa paralisação está sendo ampliado de forma significativa”, declarou.
Vieira da Cunha
O secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha, deixou oficialmente o cargo, depois de se reunir com o governador Ivo Sartori. Ele concorrerá à prefeito de Porto Alegre, pelo PDT, e tem até a quinta-feira para se afastar do cargo que exerce no Poder Executivo, segundo a legislação eleitoral.
A saída de Vieira da Cunha desagradou setores do PMDB, porque altera a aliança que o partido mantém com os pedetistas na prefeitura da capital.
O PDT, no entanto, vai procurar manter um de seus representantes como Secretário da Educação, já que a o cargo está na cota trabalhista do governo Sartori. O partido tem sete deputados na Assembleia Legislativa e o governo estadual precisa de seus votos para aprovação de seus projetos.

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