Em seu primeiro pronunciamento à nação, como presidente efetivo, Michel Temer disse que “após a decisão democrática” do Senado, é hora de unir o país acima dos grupos.
Mencionou os 12 milhões de desempregados e o déficit de 170 bilhões no orçamento da União, para dar idéia “do peso da responsabilidade” que recai sobre seus ombros a partir de agora.
Enumerou as qualidades – “eficiência, sensatez, diálogo” – necessárias à pacificação do país, mas entre elas não incluiu o combate à corrupção, palavra que não entrou em seu discurso nem em sua primeira entrevista.
Comparou o governo a uma familia que gasta mais do que ganha, para justificar a necessidade de cortar gastos. Citou também como imperiosa a reforma da Previdência, para evitar sua falência.
Disse que “estabilidade política” e “segurança jurídica” são necessárias para atrair os investidores e citou a mondernização da legislação trabalhista e ampliação da livre negociação entre patrões e empregados como uma forma de combater o desemprego.
Concluiu afirmando que o Brasil retomou a auto confiança com o sucesso dos Jogos Olímpico e acenou com a pacificação e reconciliação do país.
Naquele momento, manifestações contra seu governo já ocorriam em vários Estados.

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