Três delegados trabalham para desvendar a farsa do ritual satânico

Três delegados estão reconstituindo as investigações para esclarecer como e porque foi armada a farsa que levou a polícia e a imprensa a acreditarem que as duas crianças esquartejadas em circunstâncias ainda não esclarecidas haviam sido sacrificadas num ritual satânico.
O delegado Marcos Meirelles, chefe da Corregedoria da Polícia onde corre o inquérito, disse ao JÁ que no prazo estabelecido, 16 de março, o trabalho estará concluído.
Por enquanto o que ele pode adiantar é que há um homem preso, suspeito de ter sido o mentor de toda a trama – induzindo as testemunhas a mentirem para a polícia.
A identidade do suspeito não foi revelada, assim como as motivações que o teriam levado a inventar a trama.
O envolvimento do delegado Moacir Fermino e outros policiais na montagem da farsa também está sendo investigado.
Fermino, um policial experiente, com 44 anos de atividade, foi quem encampou desde o início a tese duvidosa do ritual satânico, levado ao que tudo indica por suas convicções de “evangélico fervoroso”.
A partir dos testemunhos falsos, Fermino encontrou elementos para uma história completa, cheia de detalhes que chegou a apresentar à imprensa, dando o caso como elucidado, com o indiciamento de sete pessoas.
Quatro, inclusive o bruxo que teria feito o ritual, estiveram presas mais de 40 dias.
O delegado Fermino perdeu-se na coletiva que convocou para apresentar à imprensa o caso resolvido. Quando teve que explicar como havia chegado às três testemunhas, invocou a intervenção divina, dizendo que eram “profetas” que Deus havia enviado para que ele elucidasse o monstruoso crime.
A fantasia comprada pela internet chegou depois do crime / Divulgação PC / JÁ

Uma prova da manipulação é uma foto de uma capa preta com a cabeça de um lobo, que teria sido usada para “assustar as vítimas”.
A cabeça do lobo é uma máscara comprada pela internet por um filho do “bruxo”, para uma festa à fantasia, chegou ao Brasil muito depois dos corpos terem sido encontrados.
A montagem da foto reforça a versão fantasiosa do delegado, de que a indumentária foi usada no ritual em que as crianças foram sacrificadas.

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