A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul encomendou ao Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Econômico, da Universidade do Federal do Paraná, um estudo para avaliar o impacto de um polo carboquímico na economia gaúcha.
O professor Alexandre Alves Porsse, coordenador do Programa, apresentou resultados preliminares do trabalho no seminário sobre carvão, promovido pela Fiergs na quarta-feira passada, 29/11. Além de Porsse, a equipe de pesquisadores é formada pelos professores Kenia Souza e Terciani Sabadini.
O estudo considera um investimento de 2 bilhões de dólares para implantar uma unidade de gaseificação do carvão, que seria matéria prima para um complexo industrial carboquímico. A estimativa é de uma produção de 2,14 milhões de metros cúbicos de gás por dia.
O primeiro impacto seria na produção de carvão, que saltaria para 3,5 milhões de toneladas por ano, quase o dobro do volume produzido atualmente.
Implantado em quatro anos, a partir de 2019, o polo carboquímico teria reflexos em 65 setores da economia regional.
Ao longo de vinte anos, o complexo acrescentaria mais R$ 19,7 bilhões ao PIB estadual, gerando mais R$ 1,2 bilhões em ICMS e 2.000 empregos diretos, além de 3.400 empregos indiretos.
O impacto dessa produção alcançaria inclusive setores da economia em Santa Caterina e no Paraná.
Segundo o professor Alexandre Porsse, o estudo foi iniciado há dois meses e tem previsão de conclusão em janeiro de 2019. O estudo final também vai simular os impactos de investimentos complementares em outra plantas, como ureia, amônia e metanol.
Universidade do Paraná estuda impacto do polo carboquímico no RS
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