A Defensoria Publica deve ajuizar na próxima semana o processo da usucapião da área remanescente da Vila Dique, onde ainda vivem cerca de 450 familias.
Do total dos moradores da vila, foram removidos 1.980 familias que estavam em área do aeroporto Salgado Filho, transferidas para o condomínio Porto Novo, na região do porto seco.
A vila resulta de uma invasão iniciada há mais de meio século e o processo de reintegração da área levou 12 anos. A remoção era indispensável para a ampliação da pista do aeroporto em mais 900 metros para que possa receber grandes cargueiros.
A ampliação da pista deve ser uma das prioridades da nova controladora do Salgado Filho, a empresa alemã Fraport AG Frankfurt, que opera os aeroportos de Frankfurt e Hannover, na Alemanha, e o de Lima no Peru.
As 450 familias remanescentes na Dique estão num terreno particular, cujo proprietário nunca requereu a reintegração de posse. “Hoje é posse mansa e pacífica”, segundo a arquiteta Cláudia Favaro, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Segundo ela, em audiência pública no ano passado, a Infraero declarou que não tinha interesse na área, porque ela não impede a ampliação da pista de pouso do Salgado Filho.
A área, um prolongamento de terra da extinta via que serve como dique da Capital, a cerca de 500 m do aeroporto, seguindo até a Freeway com casas e casebres de ambos os lados.
Usucapião vai regularizar 450 familias que restam na Vila Dique
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Cerca de 70% dos moradores tem como atividade principal a coleta e reciclagem do lixo.
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