Bombas de gás, balas de borracha, cavalaria, batalhão de choque. Mais uma vez o centro de Porto Alegre viveu um clima de guerra nesta terça-feira 13.
A tensão começou a se formar na Praça da Matriz, ocupada por funcionários públicos desde que o governador Sartori anunciou seu pacote para cortar fundações e autarquias e privatizar estatais.
Desde o início da tarde, milhares de servidores se concentraram na praça, diante da Assembleia Legislativa e do Palácio Piratini.
Um caminhão de som começou a transmitir discursos agressivos contra o pacote estadual e contra limitação de gastos federais, que no mesmo momento estava sendo aprovada em Brasilia.
Foguetes, buzinas, gritos, bandeiras, palavras de ordem. Um contingente da tropa de choque se mantinha a poucos metros da manifestação. As grades colocadas diante do palácio foram derrubadas. Um boneco foi queimado na entrada do prédio.
Mas o ato encerrou-se por volta das 17 horas, sem incidentes. Uma parte dos manifestantes deslocou-se para a Esquina Democrática onde começava um protesto contra a PEC 55 aprovada no Senado.
Cerca de três mil pessoas se concentravam na avenida Borges de Medeiros, quando a manifestação começou a deslocar-se, à frente os estudantes que participam de ocupações em escolas com tambores e muitas faixas e cartazes.
Alguns mascarados, com escudos feitos de pedaços de madeira se movimentam à frente da caminhada, que segue pela avenida Julio de Castilhos até o Camelódromo. Gritam em coro: “Trabalhador, presta atenção, são 20 anos sem saúde e educação”. Avançando pela Dr. Flores, entram na Salgado Filho e alcançam novamente a avenida Borges de Medeiros. Uma tentativa de entrar na Riachuelo na direção da Praça da Matriz foi barrada pelo Batalhão de Choque, com bombas de gás e balas de borracha. Os manifestantes recuam e na correria mascarados lançam pedras contra as vidraças de agências bancárias.
Reduzidos à metade, os manifestantes seguem pela Borges em direção à cidade baixa. No caminho, grupos que vem atrás, a maioria com o rosto coberto derrubam e queimam containers de lixo. A fumaça escura cobre a avenida. Um pelotão de cavalaria surge na esquina, um helicópero da BM sobrevoa a área, carros do grupo tático se posicionam. Quando a passeada alcança a avenida Loureiro da Silva ela já estava bloqueada pela EPTC. Uma fogueira com caixas de madeira, no meio da avenida, deflagrou a reação. A tropa atacou e dispersou a manifestação. Grupos seguiram pela José do Patrocínio. Viraram a queimaram vários contêiners de lixo e duas agências bancárias foram atacadas com pedras.
Também houve depredações e confronto com a polícia na Avenida Paulista, em São Paulo, onde uma pessoa foi presa.


Violência em protestos aumenta tensão às vesperas da votação do pacote
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