A eleição de Tarso Genro representa uma mudança histórica na política do Rio Grande do Sul. Não só pelo ineditismo da vitória no primeiro turno.
A maneira como foi construída a candidatura, a habilidade com que foi conduzida a campanha, a postura do candidato em seus movimentos para dentro e para fora do partido…
Está bem sinalizado o caminho para a reconstrução do projeto político do PT gaúcho, que se extraviou com o governo de Olivio Dutra e as sucessivas derrotas em Porto Alegre.
O projeto petista a partir da vitória de Tarso se reconstrói em bases mais amplas, com uma inserção mais consistente no plano nacional. E vai se expressar num projeto de desenvolvimento regional endógeno, cujas linhas centrais já foram explicitadas na campanha: respeito à diversidade regional, valorização da base produtiva local, nova política de incentivos, descentralização e participação.
Por fim e não menos importante a ascenção de um novo projeto político permitirá desalojar grupos e grupelhos partidários que se enquistaram na máquina pública e fizeram dela um puro e simples mecanismo de reprodução de seu poder.
É nesses pontos que se localizam os nichos de corrupção, que de tempos em tempos rendem escândalos. Com exceção do hiato do governo Olívio Dutra, esses grupos se revezam há mais de três décadas no poder.
A derrocada do PMDB no Estado é um fator que vai favorecer esta mudança.

Deixe uma resposta