Começa a cair a ficha nos redutos petistas: já reconhecem que Yeda Crusius não “está morta”, como chegaram a dizer referindo-se às possibilidades de reeleição da governadora.
Talvez, menos por seus méritos e mais pelos equívocos da oposição, Yeda recompõe sua imagem e começa a ganhar terreno nas pesquisas, com a ajuda da mídia que sempre tende a ser generosa com quem tem a caneta para assinar.
Repita-se: o erro crucial da oposição foi jogar todas as fichas na possibilidade de embretar o governo Yeda com as denúncias de corrupção.
O “Fora Yeda” foi uma bandeira levantada pelo PSOL, que o PT abraçou provavelmente por medo de perder mais votos à esquerda, como já ocorreu na última eleição municipal em Porto Alegre.
Ao concentrar suas energias para colar em Yeda o rótulo da corrupção, a oposição deixou de fazer, ou não fez com a ênfase devida, a crítica à administração de Yeda.
Não quer dizer que corrupção não exista, mas na medida em a estratégia não deu certo, resta uma governadora aparentemente blindada e com um discurso de gestão que pode não ser verdadeiro, mas será eleitoralmente eficaz…
Se fechar a aliança com o PP e levar Otomar Vivian de vice, como se especula, a candidatura à reeleição estará de pé.
Na perspectiva de hoje, são pequenas as chances de Yeda.
Considere-se, porém, que ela já sofreu o maior desgaste que poderia sofrer e não é difícil concluir que Yeda está no páreo, como gostam de dizer os turfistas que comentam política.(EB)

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