Zaffari investe R$ 42 milhões em melhorias nas suas lojas

O grupo Zaffari está investindo R$ 42 milhões para instalar novos equipamentos em suas principais lojas em Porto Alegre.

Balcões frigoríficos abertos foram retirados também na loja da rua Fernando Machado, no Centro / JÁ

Os balcões frigoríficos abertos estão sendo trocados por novos expositores, que são fechados, garantindo conforto térmico para os clientes e temperatura mais estável para a conservação dos produtos.
Segundo o diretor, Claudio Luiz Zaffari, as novas unidades da empresa, como o Zaffari Hípica, aberto no início deste ano na Zona Sul da Capital, e a segunda loja da Cia Zaffari em Canoas, que será inaugurada no segundo semestre de 2017, já iniciam suas operações com expositores refrigerados de média temperatura com as portas de proteção.
Outras unidades estão passando pelo processo de substituição dos expositores, como as do Zaffari Ipiranga, o Zaffari Lima e Silva, Zaffari Fernando Machado e o Zaffari Petrópolis, na sua ampliação.
Avisos nos tapumes prometem aos clientes “concluir os serviços o mais breve possível” / JÁ

“Num cronograma de aproximadamente 18 meses, deveremos concluir as melhorias possíveis nas demais unidades com troca de expositores e revitalização de sistemas, numa estimativa de investimento de R$ 42 milhões, dentro da capacidade das tradicionais indústrias fornecedoras”, diz a nota do diretor.
“É importante ressaltar que as duas tecnologias (expositores abertos e expositores com portas), são usuais nas lojas de autosserviço em diversos países, sendo os expositores refrigerados abertos a mais comum. Mas a tecnologia de expositores fechados que está sendo adotada, gera uma sensação de conforto térmico ao cliente e torna mais homogêneas as temperaturas das lojas pela sua maior estabilidade, devido ao fechamento”.
As reformas incluem novo telhado na área de descarga na loja da rua Fernando Machado / JÁ

Treinamento aos funcionários

A necessidade de aperfeiçoar os equipamentos de refrigeração ficou evidente durante o clima quente do verão, quando o serviço de vigilância sanitária da Saúde municipal apreendeu carnes e frios na loja da Ipiranga, 3000, por estarem expostos acima da temperatura ideal nos balcões frigoríficos abertos. Foram duas autuações, em setembro de 2016 e janeiro deste ano.
Em maio, gerentes gerais de loja, gerentes operacionais, representantes dos departamentos de recursos humanos, comercial e de controle de qualidade das 35 lojas da rede Zaffari na Capital participaram de uma aula de capacitação da Prefeitura: “Dialogando com a Vigilância Sanitária sobre alimento seguro”. O diretor Claudio Luiz Zaffari foi um dos que foram ouvir a médica veterinária Ana Helena Maia, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Segundo o secretário adjunto da SMS Pablo Stürmer, a iniciativa terá continuidade no segundo semestre, levando orientação a outras redes supermercadistas e estabelecimentos.
Na ocasião, Claudio Luiz Zaffari disse que, mais do que uma relação cordial, a capacitação oferecida pela Equipe de Vigilância de Alimentos (EVA) contribui para que os gestores da empresa conheçam com mais profundidade os problemas e irregularidades encontrados para minimizar riscos e garantir a segurança para os alimentos comercializados nas 35 lojas Zaffari da cidade.
A palestra sobre segurança dos alimentos para gerentes do Zaffari foi na sede administrativa do grupo, dia 4 de maio / Foto: Patrícia Coelho/PMPA

Na palestra, a veterinária Ana Helena Cunha Maia [foto] citou três regras de ouro a serem perseguidas pelos responsáveis pelas lojas: identificação dos alimentos de risco, controle de temperatura do alimento à venda e controle de tempo que o produto pode ficar exposto à manipulação para minimizar a proliferação de bactérias. Alimentos de origem animal são os que merecem mais atenção: os produtos refrigerados devem ser mantidos abaixo de 5 graus Celsius. Os quentes, acima de 60 graus Celsius. “Na faixa dos 5 aos 60 graus, o risco de proliferação de bactérias e agentes patogênicos é maior”, explicou.

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