PINHEIRO DO VALE
A novidade política desta semana é que o ex-presidente Lula mandou parar com o bordão “Fora Temer” e retirar as expressões “golpe” e “golpismo” do discurso de seu partido.
Este novo posicionamento significaria, na prática, remeter a ex-presidente Dilma para o passado.
São passos de Lula para a retomada de sua iniciativa política, sacudindo a poeira da tragédia pessoal e do comando de seu partido com vistas ao grande desafio de 2018.
Um primeiro passo é recompor o discurso com palavras de ordens propositivas. O que passou, passou.
O passo seguinte será recompor alianças consequentes ao centro. Um dos alvos é o irrequieto PMDB, que também está sem candidato.
O último lance do PT pós impeachment foi a desobediência da bancada federal às ordens estratégicas de Lula.
O PT ficou chupando o dedo. Esta seria a imagem mais aproximada do resultado da atuação da bancada de deputados federais do PT nesse episódio tragicômico em que se converteu a atuação do partido na eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados.
Tamanha barbeiragem está sendo atribuída a uma consequência colateral da tragédia do derrame e morte de Dona Mariza Letícia.
Atucanado com o colapso da mulher, Lula abandonou a bancada à própria sorte e não pode evitar o desastre.
Uma parte significativa da bancada rebelou-se contra a ordem do presidente Lula de se compor com os grandes partidos e votou contra o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ).
Sem resultado e o PT da Câmara Baixa ficou chupando o dedo, a reboque do Centrão.

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