Cleber Dioni Tentardini
Porto Alegre, nove horas da manhã do dia 30 de março de 2026. No “coração” do Centro – que já foi histórico em tempos passados, e limpo -, em um trecho de cerca de 500 metros, entre as ruas General Câmara e Senhor dos Passos, existem mais de 50 imóveis comerciais de porta de rua fechados, a maioria com placas de aluga-se.
Só na Rua da Praia são 30. Eram 45 vazios no ano passado, mas notei novos ‘xing lings’ na Andradas.
Se estender a caminhada pela avenida Independência, da Santa Casa até a Ramiro Barcelos, dá para acrescentar mais uns 15 imóveis de calçada com as cortinas cerradas. Isso, sem contar os inúmeros imóveis comerciais e residenciais vazios nos prédios, andares acima.
Soube que vários escritórios de advocacia debandaram na região. Fato que abalou cafés, bares e restaurantes. Um Centro desabitado e pouco frequentado se torna um risco para a segurança da população e do patrimônio.
Na Borges, m ais imóveis fechados e a restauração do viaduto Otávio Rocha é um suspiro de alívio.
Enfim, o salvador da pátria do Centro, o bravo Mercado Público, que garante o maior movimento, com ou sem goteiras. Ah, e o charmoso Chalé da Praça XV, com seu entorno sinistro.
O Centro desta pequena cidade grande, como dizia Mário Quintana, carece de muito mais atenção.
