A literatura feita por índios em discussão com Yaguarê Yamã e Daniel Munduruku, na Feira do Livro

A 65ª Feira do Livro de Porto Alegre recebe nesta terça-feira, dia 12 de novembro, os autores indígenas Yaguarê Yamã e Daniel Munduruku. Eles participam de atividades com o foco na discussão sobre Educação e Literatura dos Povos Indígenas, como atrações do Ciclo O Autor no Palco, no Teatro Carlos Urbim: Yaguarê Yamã às 14h e Daniel Munduruku às 15h30.
Já às 19h30, os escritores indígenas Daniel Munduruku e Yaguarê Yamã participam do Ciclo A Hora do Educador – A Literatura dos povos indígenas, no Teatro Carlos Urbim, com mediação de Rodrigo Venzon. A mesa-redonda é voltada para professores, bibliotecários e outros mediadores da leitura, professores e alunos da Educação para Jovens e Adultos.
Sobre os autores indígenas:
Yaguarê Yamã (Ozias Yaguarê Yamã Glória de Oliveira Aripunãguá), além de escritor de literatura infanto- juvenil e fantástica, é ilustrador, professor, geógrafo e ativista indígena amazonense, filho de pai sateré e mãe maraguá. Nasceu em Manaus (1973) e cresceu no paranã do Urariá, município de Nova Olinda do Norte, localidade de Novo Horizonte Yãbetue’y, aldeia indígena maraguá. Inicialmente viveu entre a aldeia, o
interior ribeirinho (paraná do Limão) e as cidades de Parintins e Manaus, antes de morar por seis anos em  São Paulo, onde licenciou-se em Geografia pela UNISA – Universidade de Santo Amaro, e iniciar a carreira de professor, escritor, ilustrador e também palestrar temáticas indígenas e ambientais na companhia de
importantes lideres indígenas.
Em 2004 retornou ao Amazonas com o objetivo de retomar o processo de
reorganização do povo Maraguá e de lutar pela demarcação de suas terras. Criou a ASPIM – Associação do Povo Indigna Maraguá, com sede em Nova Olinda do Norte, na qual militou por seis anos como vice- coordenador, diante das diversidades e ameaças de madeireiros e traficantes de animais e de drogas que atuam na região. É autor do projeto “De volta às origens” que atua na reorganização territorial dos
descendentes de povos indígenas ressurgidos, e seu reconhecimento, além do resgate da cultura e da língua falada.
No período de 2016\2017 atuou na Fundação Estadual do Índio – FEI, órgão do governo do estado do Amazonas, em Manaus, como Coordenador de Cultura. De volta a Nova Olinda do Norte, tem dado continuidade no movimento indígena no município, dessa vez visando a luta pelo território e a expansão do mesmo. Desde então, tem atuado em palestras por todo o Brasil.
É autor de 26 livros. Alguns, com prêmios nacionais e internacionais como o Altamente Recomendável (FNLIJ), Wirth Ravens da Biblioteca de Munique (Alemanha) e os selecionados para a Feira de Bologna (Itália) e PNBE. Todos visando a inserção do índio na sociedade e a divulgação da cultura indígena sem preconceito e sem estereótipos, num movimento nacional denominado “Literatura Indígena”. Como ilustrador, é especialista em grafismos indígenas e tem trabalhos em seus próprios livros e participação em obras de outros autores. Nas artesplásticas tem participação na obra “Etnias do sempre Brasil”, da escultora Maria Bonomi, com duas placas de bronze, exposto no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Daniel Munduruku participa do Ciclo O Autor no Palco

Comentários

Deixe uma resposta