Animação " A Cidade dos Piratas", de Otto Guerra, estreia em 30 salas de cinema do País

 
Entra em cartaz em 30 salas do Brasil, nesta quinta, dia 31 o filme de animação “A Cidade dos Piratas”, de Otto Guerra, que tem distribuição nacional da Lança Filmes, de Curitiba. Em Porto Alegre, o Cine Bancários e o Capitólio exibem o filme.
Aprovado em 2007, o projeto andou aos trancos e barrancos porque, no meio do processo de produção, que se baseou inicialmente nas tiras do paulistano Laerte  Coutinho sobre “os piratas do Tietê”, o famoso cartunista assumiu a identidade feminina, renegando seus personagens ligados à realidade da cidade de São Paulo.
Dando continuidade ao projeto sem rejeitar as personagens iniciais, Otto e equipe desenvolveram histórias alternativas que ganham nexo no final. Ao longo dos anos de marchas e impasses da produção, o longa de 80 minutos incorporou episódios como a própria transmutação de Laerte, que acabou aceitando participar de algumas cenas, agora como personagem-alvo de ataques e deboche do machismo vigente e da homofobia emergente no bojo da onda que elegeu o atual presidente da República.

De um modo ou de outro, “A Cidade dos Piratas” acabou se tornando um misto de documentário e ficção sobre o atual momento da realidade brasileira. Numa conversa com o público na noite de domingo, quando o filme foi apresentado a uma centena de convidados na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, Otto Guerra lembrou que a qualidade do cinema de animação do Brasil está sendo reconhecida no mundo.
Mesmo fugindo ao padrão vigente no cinema em geral, pois embaralha cinco histórias que convergem  para o final, “A Cidade dos Piratas” recebeu prêmios em  três festivais em que foi apresentado. Por isso o diretor, que começou a fazer cinema em 1978, sugeriu que seu filme seja visto como “o Bacurau do cinema de animação”, como disse alguém que assistiu a uma sessão de estréia no sábado, dia 26, em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Lula.

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