Artista visual Erico Santos homenageia os 254 anos de Porto Alegre

Tela sobre o Monumento aos Açorianos é parte dos dez trabalhos que serão expostos. Foto Reprodução

A Gravura Galeria de Arte homenageia os 254 anos de Porto Alegre com uma exposição do artista visual Erico Santos que retrata locais históricos da capital.

A Sala Negra da galeria, na Rua Coronel Corte Real, 647, bairro Petrópolis, recebe dez telas a óleo em que Erico usa paleta vibrante e harmoniosa, que transmite uma sensação de luminosidade, de acordo com análise do professor de artes José Francisco Alves.

Erico Santos diante da Ponte de Pedra. Um dos locais homenageados pelo artista. Foto Carlos Souza/Divulgação

A abertura da mostra “Erico Santos por Porto Alegre” acontece nesta quinta-feira, 19/03, das 17h às 19h, e a visitação se estende até 31 de março.

Já o professor Armindo Trevisan diz que Erico não abstrai do legado figurativo que devemos aos grandes mestres do passado: “É uma estética que, sem pedantismo nem pretensão, se mostra superior, e alérgica ao consumismo visual”.

Entre os trabalhos estão, por exemplo, os que retratam a Ponte de Pedra (construída entre 1848 e 1854), o Viaduto da Borges (inaugurado em 1932) e o Monumento aos Açorianos, criado pelo artista Carlos Tenius, em tributo aos imigrantes que deram origem à cidade, cuja data de aniversário é 26 de março.

Ampliando a amostragem das obras, pode-se citar ainda as pinturas da Igreja Nossa Senhora das Dores, construída em 1807 e elevada à condição de Basílica Menor pelo Papa Francisco, em 2022; e a Praça Montevidéu, de um ângulo que contempla a Fonte Talavera da la Reina, criada em 1855 pelo ceramista espanhol Juan Ruiz de Luna, o Museu do Paço (prédio da antiga prefeitura), de 1901, e o Mercado Público, inaugurado em 1869. 

Nascido em Cacequi, Erico Santos, de 74 anos de idade e 51 de carreira, morou em Santa Maria e São Paulo, antes de se estabelecer em Porto Alegre. Há cerca de 20 anos divide-se entre a capital gaúcha e Milão, onde também tem ateliê.

Bastante conhecido no estado e fora dele pelo tema das colhedeiras de flores, Erico, na exposição da Gravura, usa “tons quentes e frios que proporcionam um contraste equilibrado, em composição que confere profundidade”, acrescenta o professor Francisco Alves na sua análise. “As pinceladas soltas e expressivas de Erico, e o uso da luz e sombra, sugerem uma atmosfera dinâmica e cheia de movimento”, enfatiza o especialista. 

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