Porto Alegre fará parte das manifestações que estão acontecendo em todo o Brasil contra o feminicídio. Segundo a organização, o ato promovido por mulheres e artistas de Porto Alegre e região, de forma autônoma e espontânea, é em repúdio à violência de gênero e em memória daquelas que morreram por serem mulheres.
Maria Glória Poltronieri Borgesera artista e produtora, dividindo seu tempo entre São Paulo – SP e Maringá – PR, dedicada à pesquisa em dança, improvisação e na educação somática. Formada em Ballet Clássico, em 2011 iniciou sua pesquisa e estudos em Dança Contemporânea, Contato Improvisação e métodos de Educação Somática como Feldenkrais, e Técnica de Alexander. Integrou a Cia Carne Agonizante (SP) com direção de Sandro Borelli (2014 a 2016) e o Núcleo Improvisação em Contato/NIC (SP) com direção de Ricardo Neves (2014 a 2017). Estudou Circo na Associazone ArterEGO (BO-ITA) em 2017 e por meio da Cia Duo Due, iniciou e desenvolveu os trabalhos “Onomatopéias Silenciosas”, a pesquisa e criação do espetáculo “Fragile” junto a Ana Clara Poltronieri sua parceira e irmã. Em 2019 em parceria com a DJ Chá di Lirian o espetáculo “Noite Oceânica, Geral Sentiu”.
Produtora e articuladora cultural, idealizou diversos projetos em benefício da cidade de Maringá, como o ProjecT.aTo – A Dança como Ato, o Ciclo de Vivências em Danças Circulares Sagradas e a Formação Continuada em Dança. Foi praticante de Capoeira Angola e percussionista da Associação Cultural Capuêra Angola Paraguassú de Mestre Jaime de Mar Grande (BA), além de integrante do Grupo Sambaiá de Samba Raiz (Maringá).
Maria da Glória era defensora dos animais e da natureza, dos povos originários, do amor, da generosidade e da abundância. Era um ser altamente espiritualizado. No último dia 25 de janeiro visitou uma cachoeira em meio a uma mata nativa no município de Mandaguari, onde foi brutalmente assassinada.
O Ato de Repúdio ao Feminicídio – A vida pede passagem é mais que um ato político e de conscientização que tem em sua essência, informar sobre a luta e a compreensão para reduzir os atos de feminicídio e de violência contra a mulher. É também um ato de celebração à vida, a grande missão de Maria Glória em seus 25 anos de vida, procurando congregar e aglutinar as manifestações de arte, dança e expressão cultural das comunidades do Paraná que fizeram parte de sua da vida e seu trabalho, como a Capoeira, a dança contemporânea, a Poesia, o Contato e Improvisação, a Dança Circular Sagrada, a Arte Circense, o Samba de Roda, o Maracatu e todas as formas de expressão cultural que valorizam as mulheres e as defendem contra a violência e o feminicídio. Magó, presente hoje e sempre.
Em Porto Alegre terá dança, música, teatro e performance em programação a ser divulgada em breve nas redes sociais.
Ato de Repúdio ao Feminicídio – A vida pede passagem
Com dança, teatro, música e luta
Dia 09 de fevereiro, a partir das 16h
Parque da Redenção


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