Autor: da Redação

  • Rádio: governo comemora o crescimento da audiência nas emissoras públicas

    Rádio: governo comemora o crescimento da audiência nas emissoras públicas

    Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está comemorando o desempenho das emissoras públicas de rádio que tiveram “crescimento histórico” de audiência em 2025.

    Uma pesquisa da Kantar IBOPE Media registrou o fortalecimento da Rádio MEC e Rádio Nacional. Os índices ainda são relativamente baixos, mas representam a “maior participação de mercado em toda a série histórica, desde 2010”.

    A Rádio Nacional FM de Brasília alcançou 1,49% de share, porcentagem do total de ouvintes da praça, mantendo uma curva contínua de crescimento: os anos de 2023, 2024 e 2025, com participações de 1,36%, 1,42% e 1,49%, respectivamente.

    A Nacional FM do Rio de Janeiro também apresentou crescimento, consolidando o desempenho da faixa estendida: o número de ouvintes por minuto cresceu 49% entre 2024 e 2025.

    Em Recife, onde a Nacional atua em parceria com a Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC), a rádio também teve aumento na audiência: 17% na comparação entre o último quadrimestre de 2024 e o mesmo período de 2025.

    Já em São Paulo, o último quadrimestre de 2025 registrou um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2024, confirmando a tendência de ampliação de público contínuo da emissora na maior praça do país.

    Na MEC FM de Brasília, a audiência cresceu 59% na comparação entre o quarto trimestre de 2024 e o de 2025, refletindo o fortalecimento da emissora na capital federal.

    A MEC FM do Rio de Janeiro também manteve trajetória positiva em 2025, com aumento no número de ouvintes por minuto em relação ao ano anterior. Além disso, os anos de 2024 e 2025 representam os melhores resultados da emissora desde 2012 em participação de mercado.

    Um dos principais destaques da pesquisa foi a identificação de rejuvenescimento do perfil do público. Nas quatro praças pesquisadas, a Nacional foi a rádio com maior afinidade junto ao público de 15 a 24 anos entre todas as emissoras mensuradas pela Kantar, evidenciando o processo de rejuvenescimento da marca e sua crescente conexão com as novas gerações.

    Em Belo Horizonte, a MEC se destacou como a rádio com maior afinidade junto ao público de 15 a 24 anos, indicando elevado potencial de consolidação da emissora em uma nova e estratégica praça.

    “Os resultados confirmam o fortalecimento do projeto de radiodifusão pública da EBC, fundamentado na diversidade de conteúdos, na inovação editorial, na valorização da cultura brasileira e na ampliação do acesso à informação de qualidade”, avalia o gerente-executivo de Rádios, Thiago Regotto.

    Nesta semana, a TV Brasil e a Rádio Nacional, emissoras públicas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançaram um novo programa esportivo com três nomes consagrados do jornalismo esportivo brasileiro: Juca Kfouri, José Trajano e Lúcio de Castro. A atração estreia na segunda-feira (26), às 18h, na TV Brasil e no YouTube da emissora, e às 20h em toda a rede da Rádio Nacional.

    “Este novo programa reforça o compromisso da EBC com um jornalismo esportivo que não se limita ao resultado e ao entretenimento. No Trio de Ataque, o futebol funciona como instrumento para reflexões mais profundas sobre questões sociais, culturais e do cotidiano, impulsionando debates que estimulam o pensamento crítico do público”, disse o presidente da EBC, Andre Basbaum.

    (Com informações da Agência Brasil)

  • Porto Alegre ganha novo local de arte, o Espaço Físico, no Bom Fim

    Porto Alegre ganha novo local de arte, o Espaço Físico, no Bom Fim

     

    Porto Alegre acaba de ganhar, no Bom Fim, bairro cult da cidade, um novo endereço de arte para exposições, com ateliê e cursos de pintura, desenho, História da Arte e mentorias. Trata-se do Espaço Físico, comandado por Ana Zavadil, mestre em História, Teoria e Crítica de Arte e ex-curadora-chefe do MARGS e do MACRS.

    A primeira exposição, uma coletiva, foi aberta sábado (24/01) no endereço, à Rua Felipe Camarão, 700, sala 101, a poucos metros da Avenida Osvaldo Aranha, na região central da cidade. A mostra, em cartaz até 11 de abril, reúne 22 artistas, sob a curadoria de Zavadil.

    Ela, que também acumula a experiência de curadora assistente da 10ª Bienal Mercosul (2015), vem organizando um curso de características inéditas a ser lançado em breve.

    Com vários ambientes no andar térreo do imóvel, Espaço Físico tem como logomarca, ao lado do nome, um sinal de parênteses preenchido com a letra X. A curadora deu à primeira exposição o título “E tudo inicia com o Espaço Físico”.

    Obra de Otto Sulzbach . Foto Carlos Souza/ Divulgação

    O novo espaço significa a realização de um sonho para a curadora, formada pelo IA/UFRGS (Instituto de Artes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) há mais de 20 anos. “A exposição inaugural do Espaço Físico assume o mesmo título que define o tema e o conceito do espaço. E Tudo inicia com o Espaço Físico reúne artistas de diversas gerações, apresentando obras em múltiplas modalidades artísticas, organizadas a partir da investigação do espaço físico como condição material, conceitual, sensível e experiencial da prática artística”, explica ela.

    A curadoria, acrescenta Zavadil, propõe o espaço como ponto de partida da produção de sentido, examinando relações entre corpo, matéria, forma, percepção e sensibilidade artística. “Como projeto inaugural, a exposição articula diferentes temporalidades da produção artística e inaugura o programa expositivo como campo estruturado de reflexão, experimentação e produção de conhecimento”.

    Público na abertura da exposição no Espaço Físico – Foto Carlos Souza/ Divulgação

    Dezenas de pessoas ligadas às artes compareceram à abertura da mostra, entre elas Gilberto Perin, Graça Craidy, Rosane Morais, Kika Hermann, Tereza Albano e Vera Carlotto. Os visitantes apreciaram as obras e conheceram os ambientes do imóvel em meio ao coquetel de inauguração.

    O Espaço Físico funcionará de segunda a sexta, das 13h às 17h e aos sábados das 9h às 13h. Whats: 51 9 9914 5819.

    Curadora Ana Zavadil com a artista Helena d’Avila e sua obra/ Divulgação

    Participantes da primeira exposição

    A mostra inaugural é integrada por: Alexandra Eckert, Augusto Lima, Beatriz Dagnese, Clara Koppe, Edson Possamai, Fátima Pinto, Fernando da Luz, Flávio Morsch, Griseldes Vieira, Helena d’Avila, Isabel Marroni,  Kika Costa, Lisi Wendel, Mara Castilhos, Marinelsa Geyer, Mary Marodin, Mylène d’Huyer, Otto Sulzbach, Rita da Rosa, Simone Barros, Umbelina Barreto e Yas Almeida.

    SERVIÇO

    Exposição: “E tudo inicia com o Espaço Físico”

    Coletiva: 22 artistas

    Curadoria: Ana Zavadil

    Onde: Espaço Físico

    Endereço: Rua Felipe Camarão, 700, sala 01, Bom Fim, Porto Alegre

    Visitação: de segunda a sexta, das 13h às 17h; sábado, das 9h às 13h

    Entrada gratuita

     

  • Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    Passeios com o Memorial do MP-RS: “A Praça da Matriz e o Positivismo”

    O Memorial do Ministério Público do RS realiza nesse sábado, 24 de janeiro, a continuação das caminhadas orientadas pelo professor José Francisco Alves, pesquisador e autor do livro “A Escultura Pública de Porto Alegre” (2022).
    O novo roteiro de Passeios com o Memorial vai tratar de duas importantes obras do nosso patrimônio Cultural, o *Monumento a Júlio de Castilhos* (1913) e a *Biblioteca Pública do Estado* (1912-1922).
    • *24 de janeiro*, Sábado,
    • Encontro às *10h*, no Memorial do MP-RS, Praça da Matriz, 110
    • Inscrições gratuitas realizadas pelo WhatsApp *(51) 99731-7119*
    • Vagas limitadas
    O Monumento a Júlio de Castilhos, em seu tempo considerado um dos pais fundadores da República, foi encomendado logo após a sua morte, em 1903. Para executá-lo, o governo do estado contratou o escultor e pintor Décio Villares, do Rio de Janeiro, sendo os bronzes modelados e fundidos na França. Constitui-se em um dos principais monumentos a políticos brasileiros.
    Divulgação
    A Biblioteca Publica do Estado é um dos mais interessantes palácios das belas artes (arquitetura, escultura e pintura) do Rio Grande do Sul. Foi construído em dois momentos, sendo a primeira parte concluída em 1912; a segunda, em 1922. A sua fachada é a única do mundo, destacando uma visão de mundo muito particular, o calendário positivista, fazendo de um prédio laico (Biblioteca) e público um veículo de propaganda do poder, então empolgado pelo Partido Republicano Rio-grandense, identificado com teses e com o jargão Positivista, corrente sociológica concebida por Augusto Comte.
  • Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em  noite de música, brilho e nostalgia

    Samba pra Namorar e Edu Moreira celebram bailes de clube em noite de música, brilho e nostalgia

    Depois de uma estreia marcada por público animado e muitos elogios, o Baile de Carnaval do Grezz retorna em 2026 para sua segunda edição, reafirmando-se como um dos eventos mais charmosos e afetivos do calendário carnavalesco de Porto Alegre. No dia 1º de fevereiro, a partir das 21h, o Grezz (Rua Almirante Barroso, 328 – bairro Floresta) volta a ser palco de uma noite que resgata a elegância, o brilho e a atmosfera dos grandes bailes de clube que marcaram época.

    Idealizado pelo grupo Samba pra Namorar, comandado por Andréa Cavalheiro e André Nascimento, em parceria com o cantor Edu Moreira, o evento nasceu do desejo de reviver os antigos altos bailes de Carnaval — aqueles que uniam música de qualidade, figurinos caprichados, pista cheia e um clima de celebração coletiva. O sucesso da primeira edição confirmou que havia público e saudade desse formato, impulsionando a realização do segundo ano.

    No palco, o público encontrará uma super banda, com arranjos sofisticados e energia contagiante. “Vamos ter o glamour das antigas marchinhas, unindo-as com as músicas dançantes como axé baiano, sambas enredo históricos do carnaval e músicas populares consagradas da nossa MPB, ao som de uma banda com sopro, cordas, Percussão, Rainhas de bateria e três cantores”, afirma André Nascimento. Tudo isso em um ambiente moderno e acolhedor, que oferece farto cardápio e uma carta de bebidas que agrada os gostos mais variados.

    Edu Moreira, Andréa Cavalheiro e André Nascimento. Crédito Ana Maidana / Divulgação

    Mais do que um baile, o evento se consolida como um encontro entre passado e presente, tradição e contemporaneidade, reunindo diferentes gerações em torno da música, da dança e da alegria que só o Carnaval sabe proporcionar. Os ingressos estarão à venda em breve, e a expectativa é repetir — e ampliar — o êxito do ano anterior, com mais uma noite de brilho, fantasia e celebração.

    SERVIÇO

    O QUE: Baile de Carnaval do Grezz

    DATA: 01 de fevereiro

    HORÁRIO: 18h (abertura da casa) – 21h início do show

    LOCAL:  Grezz (R. Alm. Barroso, 328, Floresta, Porto Alegre).

    INGRESSOS: já disponíveis e variam de acordo com a antecipação:

    Lote Promocional: R$ 40,00 + taxas

    Primeiro lote: R$ 50,00 + taxas

    Segundo lote: R$ 60,00 + taxas

    Terceiro lote: R$ 70,00 + taxas

     

    COMPRA PELO SITE:

    https://www.sympla.com.br/evento/aquece-de-carnaval-no-grezz-samba-pra-namorar-andrea-cavalheiro-andre-nascimento-e-edu-moreira/3269366?algoliaID=b06cb9cec2988f80b5e20462674a8c81&share_id=copiarlink

  • Exposição apresenta esculturas têxteis para proteger os corpos contemporâneos

    Exposição apresenta esculturas têxteis para proteger os corpos contemporâneos

     Mostra “Arquiteturas Corporais”, da artista visual Susane Kochhann, será aberta no sábado (10), às 11h, no Museu de Arte do Paço

    A artista visual Susane Kochhann apresenta no Museu de Arte do Paço a exposição “Arquiteturas Corporais”, resultado de sua mais recente pesquisa no campo do têxtil. Ela exibe, em uma instalação, 13 esculturas têxteis – também chamadas de armaduras. A curadoria da mostra é de Fábio André Rheinheimer.

    Cada escultura têxtil ou armadura mede em média 2,10 x 1,50m e é confeccionada em algodão cru e retalhos de tecidos sintéticos reaproveitados, alinhando-se aos princípios da economia circular. “As armaduras em forma de esculturas têxteis impõem-se no espaço como uma presença ao mesmo tempo monumental e sensível”, avalia Susane, profissional com carreira afirmada em Santa Maria e em ascensão no estado – ela formou-se em Artes Visuais pela UFSM em 2016.

    Artista visual Susane Susane Kochhann/ Divulgação

    Sua atual coleção teve início com uma pesquisa imagética baseada no Construtivismo Russo, movimento artístico que sempre a inspirou por explorar formas geométricas, cores vibrantes e a integração entre arte, design e vida cotidiana. A partir desse legado, construiu cada traje – outra denominação dada às peças – por meio da justaposição de recortes geométricos coloridos que, ao se encontrarem, estabelecem tensões, equilíbrios e ritmos visuais. Assim, opina a artista, as armaduras deixam de ser meros objetos de proteção e tornam-se arquiteturas corporais que evocam energia, movimento e transformação.

    A.artista Susane Kochhann veste uma das armaduras FOTO Júlia Gomes/ Divulgação

    Ela lembra que o uso de armaduras acompanha a humanidade desde a Antiguidade. “O imaginário comum associa o termo ao metal, mas armaduras são, em essência, qualquer vestimenta concebida para oferecer proteção ampliada ao corpo, uma segunda pele capaz de resguardar, amortecer impactos e simbolizar força”, explica Susane. “Nas artes visuais, essas estruturas protetivas aparecem como signos de poder, autoridade e resistência”, observa.

    De acordo com  a artista, os trajes que apresenta expandem essa compreensão. “Concebi as peças como armaduras de proteção para o corpo contemporâneo: o corpo que enfrenta pressões materiais e biológicas, o corpo que persiste, que resiste, que se afirma. São esculturas têxteis que operam simultaneamente como vestimentas e escudos”, detalha.

    Artista Susane Kochhann veste uma de suas esculturas têxteis FOTO Júlia Gomes/ Divulgação

    “Entre tradição e reinvenção, proponho uma reflexão sobre aquilo que nos protege — física, simbólica e emocionalmente — e sobre como o corpo, em sua vulnerabilidade e potência, continua sendo, para mim, o primeiro e o último território de resistência”, conclui Susane.

    Associação entre arte e moda

    Em seu texto curatorial, Fábio Rheinheimer reforça que a artista evoca a tradição ancestral de abrigo e proteção, diante dos desafios iminentes e perigos externos aos quais o corpo é submetido desde os primórdios.

    Na atualidade, ressalta o curador, as armaduras poéticas oportunizam pontual reflexão sobre a ressignificação do fazer artístico a partir da associação entre arte e moda, sob livre orientação de elementos de composição iconográficos do Construtivismo Russo, no caso. “Portanto, segundo a transversalidade do conhecimento aplicado na produção artística”, sublinha Rheinheimer.

    Artista Susane Kochhann veste de suas trajes/ Divulgação

    SERVIÇO
    Exposição: “Arquiteturas Corporais

    Artistavisual: Susane Kochhann

    Curador: Fábio André Rheinheimer

    Abertura: 10/01 (sábado), às 11h

    Visitação: de 12/01 a 6/3, de segunda a sexta, das 9h às 17h

    Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico de Porto Alegre

    Entrada gratuita

  • A parábola diabólica de Valter Sobreiro Junior

    A parábola diabólica de Valter Sobreiro Junior

    GERALDO HASSE
    O romance “O Demônio a Ser Pago no Estúdio dos Fundos”, de Valter Sobreiro Junior, pode e deve ser lido como uma parábola sobre o poder do Dinheiro em seu massacre habitual dos trabalhadores, especialmente os praticantes das Artes.
    É narrado na primeira pessoa por um ex-programador musical da Rádio Cultura, marca emblemática da era radiofônica no Brasil.
    Internado como insano num hospital, o protagonista central conta ao médico sobre sua admiração por uma cantora de voz angelical, Leia Singer, cujo nome é formado pelas dez letras do nome de Elis Regina,
    A partir da primeira página do livro, se desenrola uma narrativa dramática que logo se revelará propícia a ser encenada em teatro, território privilegiado do autor, que começa se referindo a uma gravação de Aquarela do Brasil, o samba-exaltação de Ari Barroso, interpretado por Leia Singer de uma forma irresistivelmente subversiva.
    “Repare como a voz meneia suave e logo reage áspera, nesse afiar bruto de punhais, rasgando de alto a baixo a cortina do passado”, diz ao médico o sujeito hospitalizado. “Perceba a ironia das fontes murmurantes, da água oleosa de dejetos e doenças que só não mata é a sede”.
    A cada verso cantado, revela-se um sentido oculto. “Surdos e tamborins, repiques e pandeiros espocam flashes de documentos falsos autenticados em cartórios, flagrantes de servidores rapinando verbas públicas no fim de semana”.
    Só Leia Singer, “a mais certeira das balas perdidas”, poderia interpretar “o verdadeiro sentido do poema inzoneiro, encharcado de suor e sangue, cachaça e banhos de ervas”. Em seguida, a cantora terá sua brilhante carreira descrita numa sucessão de 58 capítulos curtos, preenchidos por dezenas de personagens cujos nomes têm também dez letras, uma engenhosa forma de lembrar a artista sacrificada no altar da MPB.
    Leia Singer é inspirada em Elis, mas pode ser Dalva, Angela, Carmen Miranda ou qualquer estrela musical do período de meio século, a partir de 1922, em que a música popular brasileira fluiu pelas ondas do rádio e os sulcos dos discos, ambos crescentemente influenciados pelo showbiz norte-americano.
    Um livro que oferece uma visão instigante da cultura brasileira.
    “O Demônio…” é a sexta obra literária de Sobreiro, que acaba de completar 84 anos.  Começou em 1987 com “Em Nome de Francisco” (Tchê); em 1990 lançou “Petrona Carrasco”, romance premiado pelo IEL e publicado pela IGEL; em 1994 publicou “A Sombra que Avança até Valério e Outras Sombras” (Tchê/IGEL); em 1995 lançou Maragato (Editora UFPEL), peça que fez duas temporadas no  Rio; em 1997, saiu “Don Leandro ou Os Sendeiros do Sangue”. (EDUCAT/UCPel). É de sua autoria, ainda, a peça “Pai de Deus”, um “pas-de-deux” metafórico sobre a relação entre dois homens, um torturador e sua vítima. Peça de fundo político encenada há três anos no Rio de Janeiro.
    Advogado trabalhista, Sobreiro dedicou toda sua vida adulta ao teatro em Pelotas, onde foi professor (de teatro), cenógrafo e diretor. Foi um dos fundadores da Sociedade de Teatro de Pelotas e do Teatro dos Gatos Pelados, que agitaram a cidade gaúcha a partir dos anos 1960. Montou e dirigiu mais de 60 espetáculos teatrais encenados em várias cidades do Brasil e também no Uruguai.
    “O Demônio” foi editado pelo autor, que pode ser contatado no Facebook e no Instagram.
  • A arte da Galeria Bublitz chega ao litoral, a partir do dia 3 de janeiro

    A arte da Galeria Bublitz chega ao litoral, a partir do dia 3 de janeiro

    Lançamento de livro sobre tapetes orientais, Semana de Arte e leilão estão entre as atrações que iniciam no dia 3 de janeiro, em Atlântida.

    Cultura e arte no início e no fim da temporada. A Galeria Bublitz preparou diversas ações para o veraneio 2026 no litoral gaúcho. A tradicional Semana de Arte na Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA) inicia no sábado, 3 de janeiro, com o lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”, escrito pelo marchand Nicholas Bublitz. A programação segue até o dia 11 de janeiro com exposição de diversos artistas gaúchos e nacionais, tapetes orientais e objetos de decoração. A mostra terá ainda a participação de Marcelo Hübner, fazendo pinturas ao vivo, retratando cenas do litoral. A entrada é franca.

    “A Galeria Bublitz tem sede em Porto Alegre, mas faz do Rio Grande do Sul sua casa. Ao longo do ano, levamos exposições e leilões para o interior, para a Serra, para o centro do Estado, para a fronteira. E no verão estamos onde os gaúchos e muitos turistas de outros Estados e até do exterior estão. O litoral vai além da praia, também é lugar para apreciar a arte e estamos felizes por promover essa nova temporada”, detalha o marchand Nicholas Bublitz.

    Nicholas Bublitz – lança livro sobre tapetes. Foto: Maurício Lima/ Divulgação

    A abertura da programação é marcada pelo lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”, um guia completo sobre o tema que aborda, em detalhes, as diferentes origens das peças e as variações e os modelos apresentados em cada país, como Irã ou Pérsia, Turquia ou Anatólia, Cáucaso, Índia, China e Ásia Central. Também cita quais são os tapetes orientais mais caros do mundo e explica as diferenças e os simbolismos dos desenhos representados em cada tapete. Por exemplo, a árvore é considerada o centro ao redor do qual tudo tem valor e vive, o bode representa força e o pavão simboliza a prosperidade.

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    O artista Marcelo Hübner também participa da Semana de Arte transformando a SABA em seu atelier, onde fará pinturas ao vivo com a temática do litoral. As cores e os traços característicos de Hübner poderão ser conferidos também nas obras expostas de diversas séries que compõem sua trajetória, como “Banhistas”, “Floristas”, “Urbanos”, “Jornais Florais” e as “Paisagens Gaúchas”; “Jardins Tropicais” e a série “Vívidas”, com figuras femininas, de teor intenso e ardente, que trazem um raio vívido de esperança para as telas.

    o artista visual Marcelo Hübner – Acervo Pessoal/ Divulgação

    Além das obras de Marcelo Hübner, a Semana de Arte da Galeria Bublitz traz mais de 400 itens, com destaque para as criações de Erico Santos, Antonio Soriano, Paulo Amaral, Paulo d’Avila, Marcelo Zeni, Mirian Garcia, Vitório Gheno, Kenji Fukuda, Fernando Ikoma, Flávio Scholles, Ênio Lippmann, Ana Caroline Becker, Sergio Lopes e João Carlos Bento.

    Os tapetes orientais, que são outra marca registrada da Bublitz, também estarão no espaço. Exclusivos e importados da Índia e do Irã trazem a tradição dos modelos Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain, Mood, Kazak e Beluche. A exposição também destaca objetos de decoração, como porcelana europeia, itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.

    A Semana de Arte funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%. São 300 tapetes orientais feitos à mão, cristais, porcelandas, prataria e outros objetos de arte.

    Depois disso, no dia 21 de fevereiro, às 19 horas, a arte volta ao litoral com um leilão especial com mais de 200 lotes entre tapetes, cerâmicas e obras de diversos artistas no Ventura Club, localizado na Av. Paraguassú, 352, no Centro de Xangri-Lá (RS).

    Programação:

    Semana de Arte no Litoral com Bublitz Galeria de Arte
    Local: 
    SABA – Av. Central, 5 – Atlântida
    Período: 
    3 a 11 de janeiro
    Horário: das 10h30 às 19h30

    Lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”
    Autor: Nicholas Bublitz
    Local: SABA
    Data: 
    3 de janeiro
    Horário: 20h
    Leilão de Arte da Galeria Bublitz
    Local: 
    Ventura Club
    Endereço:
    Data: 
    21 de fevereiro
    Horário: 19h

  • Documentário resgata Darcy Fagundes, pioneiro do tradicionalismo

    Documentário resgata Darcy Fagundes, pioneiro do tradicionalismo

    Será nesta terça, 16/12, a pré-estreia do longa-metragem Darcy Fagundes – Meu Famoso Pai Desconhecido, na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, a partir das 18h (o filme começa às 19h). Depois será exibido em festivais de cinema do país e só deve chegar ao circuito comercial em setembro de 2026.

    “Darcy foi o primeiro artista multimídia do Rio Grande do Sul – poeta, declamador, músico, ator de cinema e radialista”, diz o jornalista Antonio Czamanski, responsável pela produção do filme, dirigido pela também jornalista Luciane Fagundes, filha do artista.

    O mais marcante na trajetória de Darcy Fagundes foi o programa Grande Rodeio Coringa, que apresentou durante 15 anos, nas décadas de 1950/60, na Rádio Farroupilha.

    Era o programa regionalista de maior audiência no país e revelou talentos que viriam a ser grandes nomes da música. O folclorista, compositor e cantor Paixão Côrtes dizia que Darcy “reformulou toda a história da fonografia” no Rio Grande do Sul.

    A diretora Luciane Fagundes era uma menina na época, não compreendia a dimensão das atividades do pai. Começou selecionando fotografias dele, no que contou com apoio do fotógrafo Ivo Czamanski, que sugeriu que fizesse o filme. “Uma pessoa com a experiência dele em fotografia e cinema merece crédito e, então, me decidi por esse trabalho, até porque buscava recuperar ou encontrar um elo perdido na ligação entre meu pai e eu”.

    Com o falecimento de Ivo, em agosto de 2023, a tarefa de levar adiante o trabalho coube ao seu filho, Antonio Czamanski. Em três anos de trabalho, gravaram 21 entrevistas com familiares, artistas e pesquisadores, e descobriram registros inéditos do programa. Fizeram tudo sem recursos de fora. “O que vamos levar é o nosso trabalho. Temos noção de que fizemos um bom filme, um bom produto. Mas vamos depender da aceitação do público”, diz o cineasta Rogério Ferrari, que fez a montagem do filme.

  • “A Sbørnia Kontr’Atracka” de volta a Porto Alegre, para a tradicional temporada de verão.

    “A Sbørnia Kontr’Atracka” de volta a Porto Alegre, para a tradicional temporada de verão.

    Depois de uma turnê exitosa por Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, “A Sbørnia Kontr’Atracka” está de volta a Porto Alegre para a tradicional super temporada de verão. Em 2026, o espetáculo protagonizado por Hique Gomez e Simone Rasslan fará nove apresentações, de 16 de janeiro a 1ª de fevereiro, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311). Os ingressos custam R$ 160,00 (inteiro) e R$ 80,00 (meia entrada) e já podem ser adquiridos pelo site www.blueticket.com.br.

    ©2022 Nilton Santolin

    Com humor refinado, músicas cativantes e uma narrativa única, “A Sbørnia Kontr’Atracka” promete encantar tanto os fãs de longa data quanto novos espectadores. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto a seus convidados especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. Um show de luzes e projeções especiais promovem uma imersão ao universo sborniano.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    O espetáculo é uma continuação das aventuras dos excêntricos Kraunus Sang e Pletskaya, personagens que exploram temas universais com inteligência e leveza. A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    Os personagens Kraunus Sang e Pletskaya chegaram ao Brasil em 1984, fugindo de ataques de tribos hostis como os Menudos, tornando-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou continuidade em 2016, quando Kraunus uniu forças com a pianista sbørniana Nabiha, vivida pela talentosa maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, criando “A Sbørnia Kontr’Atracka”.

    Além dos palcos, a Sbørnia também conquistou outras linguagens artísticas. Em 1990, surgiu a publicação em quadrinhos “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”, e em 2013, ganhou vida no cinema com o aclamado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood.  E, recentemente, na websérie Sbørnia em Revista, que ganhou o premio de melhor performance em Série Musical, com Simone Rasslan, além de ser escolhida a Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival em 2022.

    Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

    SERVIÇO

    O QUE: A Sbørnia Kontr´Atracka

    DATA: 16,17,18,23,24,25,30,31 de janeiro e 1º fevereiro

    HORÁRIO:  sexta e sábado às 20h / domingo às 19h

    LOCAL:  Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311)

    INGRESSOS:

    R$ 160,00 (inteiro)
    R$ 80,00 (meia entrada)

     

    COMPRA PELO SITE: https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre.

     

    Pontos de venda física: apenas 2h antes do evento

    Descontos Obrigatórios

    50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

    50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

    – até 15 anos mediante RG;

    – acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

    50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

    50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de sangue.

    Outros descontos

    50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho

     

    FICHA TÉCNICA

    Criação e direção geral: Hique Gomez

    Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan

    Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro

    Projeções visuais: Rique Barbo

    Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck

    Engenharia de som: Edu Coelho

    Assistente de produção: Camila Franarin

    Assistente técnico: Rafael Pacheco

    Camareira: Nelli Schineider

    Preparadora vocal: Ligia Motta

    Redes Sociais: Pamela Batú

    Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez

    Assessoria de Imprensa:  Adriano Cescani (51) 99664.4888

    Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin

    Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz

    Painel Led – WB Painéis de Led

    SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.

    GESTÃO CULTURAL / DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marilourdes Franarin (51) 999716021

  • Zoravia Bettiol celebra 90 anos de vida em festa para amigos, admiradores e comunidade cultural

    Zoravia Bettiol celebra 90 anos de vida em festa para amigos, admiradores e comunidade cultural

    O aniversário de 90 anos da artista visual Zoravia Bettiol será comemorado no próximo dia 16, a partir das 20h, no Encouraçado Butikin. Os organizadores da festa estão convidando a comunidade cultural, amigos e admiradores para a homenagem à mestra. O convite individual (a R$ 100,00) deve ser adquirido pelo PIX 51 99502-6687 e a presença, confirmada pelo whatsapp 21 99576-0558.

    A organização do evento, composta pelo artista André Venzon, a curadora Paula Ramos e a produtora cultural Vera Pellin, entre outros nomes ligados às artes, escolheu dar um presente coletivo e “absolutamente necessário” à artista nesta fase de sua vida: um elevador residencial.

    A compra do equipamento será custeada com a venda de 200 convites para a festa mais o valor das contribuições, por todos que desejarem colaborar, na vaquinha de arrecadação online criada para essa finalidade, cujo link é: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/zoravia-bettiol-90-anos

    Quem colaborar com valores acima de R$ 1.000,00 na vaquinha ganha uma gravura da Zoravia da Série Inventário da Inundação – P/A  [Prova de artista].

    A projeção é que a soma das receitas da festa e da vaquinha cubra os R$ 45 mil do preço do elevador e os R$ 10 mil referentes a material e mão de obra para a instalação do equipamento, num total de R$ 55 mil.

    Artista Zoravia Bettiol, FOTO Gilberto Perin/ Divulgação

    A comemoração dos 90 anos de Zoravia terá brinde, bolo, mesa de docinhos, discurso em homenagem à artista e apresentações artísticas. A animação da pista estará a cargo dos DJs Roger Lerina e Piá.

    Sete décadas de atuação

    Zoravia mora e trabalha em um mesmo imóvel, no bairro Ipanema. Seu ateliê e galeria ficam no térreo e a moradia, no andar de cima.

    Ela contorna as dificuldades de locomoção usando bengala para caminhar. Mas a orientação médica é para evitar escadas. O ato de subir e descer a escada existente na casa representa um risco diário de acidente doméstico, como queda, por exemplo. O elevador eliminaria esse risco e traria mais segurança e conforto à artista

    Artista Zoravia Bettiol, FOTO Gilberto Perin/ Divulgação

    Nascida em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1935,  Zoravia é uma das mais renomadas, admiradas e queridas artistas gaúchas, com 70 anos de atividade ininterrupta. Sua atuação artística inclui pintura, desenho, arte têxtil, gravura, objetos, murais, instalações, ilustrações e performances.

    Ao longo de sua carreira, ela envolveu-se  em importantes causas, como a reativação da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (a “Chico” Lisboa), a fundação do Movimento Gaúcho em Defesa da Cultura, a criação da Associação Cristal Florido, voltada à inclusão e formação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, a participação no Conselho Superior da Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) e a idealização do Museu das Águas de Porto Alegre, entre outras ações.

    .Artista Zoravia Bettiol, FOTO Gilberto Perin/ Divulgação

    Recentemente, na Noite dos Museus, a artista foi homenageada no Circuito Zoraviando pelas Galerias, em que seis espaços expositivos mostraram obras da mestra e trabalhos inspirados nela.

     O Encouraçado Butikin fica na Av. Independência, 936.