Exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a percorrer o México

 

Depois de um ano em exibição na Galeria Frida Kahlo da Universidade Autônoma de Sinaloa (UAS), em Culiacán, a exposição “Clara Pechansky y sus 33 amigas” começa a ser mostrada por outras cidades do México. As amigas de Clara, no caso, são artistas gaúchas, ou que possuem fortes laços com o Brasil.

A primeira parada da mostra é nesta sexta-feira (26/03), na cidade de Mazatlán. A inauguração, na Casa Haas, dirigida pela artista e gestora cultural Dory Perdomo, contará com a presença do professor Jorge Luis Hurtado Reyes, diretor da Galeria Frida Kahlo e curador da mostra no México. A Casa Haas está incluída no Património Histórico, com apoio do Instituto de Cultura, Turismo e Arte de Mazatlán.

Convite Casa Haas/ Divulgação

Clara tem sido entrevistada pela mídia mexicana, devido ao ineditismo que é mostrar 40 obras de artistas brasileiras. As obras são todas executadas sobre papel, em técnicas como desenho, gravura, pintura, técnicas mistas, colagem e fotografia. A seleção das artistas foi realizada por Clara em 2019, num critério que abrangeu desde emergentes até consagradas, permitindo um grande arco de tendências e estilos (em www.pechansky.com.br, pode-se ver a mostra na área Exposições).

Casa Haas, em Mazatlán, México, recebe exposição de Clara Pechansky. Foto: Divulgação

A itinerância deve se estender por alguns meses, percorrendo outras cidades do México, até chegar à capital, sempre com o suporte cultural e curadoria da Universidade Autônoma de Sinaloa.

Fotografia e literatura, em livro dos fotógrafos Guto Monteiro e Iara Tonidandel

Obra que une fotógrafos e escritores será apresentada na próxima segunda-feira, dia 29 de março, às 20 horas. É o “Projeto Grão – imagens, palavras, eternidade”, dos fotógrafos Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, sob a coordenação do escritor, músico e publicitário Rubem Penz. O lançamento integra a programação da Semana de Aniversário de Santo Antônio da Patrulha e poderá ser acompanhado no link: https://www.facebook.com/prefasap.

O patrulhense Guto Alminhana Monteiro e a portoalegrense Iara Tonidandel vão apresentar essa obra que nasceu da inspiração de suas imagens transformadas em crônicas e foi viabilizada a partir de um financiamento coletivo.  O livro também traz uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, (que faleceu em março de 2020) , com uma foto que ele fez do pai em Cuba.

O coordenador do livro Rubem Penz e os fotógrafos Iara Tonidandel e Guto Monteiro. Foto: Divulgação.

Integram a publicação os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Eles foram convidados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos participantes do projeto.

Foto Iara Tonidandel/ Divulgação

Com 200 páginas, o livro já está disponível para venda e pode ser adquirido pelo email [email protected], com o assunto Compra do Grão, ao custo de R$ 75. Também é possível solicitá-lo diretamente dos autores no Instagram: @clickiara e @guto_alminhana.

Foto: Guto Alminhana Monteiro/ Divulgação

 

O que: lançamento do “Projeto GRÃO – imagens, palavras, eternidade”

Quando: 29/03 às 20h

Onde: https://www.facebook.com/prefasap

Como: Live – apresentação Raffaela Reis (da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha)
Páginas: 200
Valor: R$ 75
Para encomendar o livro: 
[email protected]il.com (assunto Compra do Grão)

Foto Iara Tonidandel/ Divulgação

 

Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira: um olhar histórico e amoroso sobre Porto Alegre

No dia do aniversário de 249 anos da cidade, Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira, dois  premiados autores que moram na capital gaúcha, falam de seus trabalhos e trocam ideias sobre os relatos à margem de Porto Alegre. Nessa sexta feira, 26 de março, às 19 horas no Facebook @libretoseditora e no Youtube Libretos100.

 

Os dois têm em comum a escolha de Porto Alegre como cenário de seus livros. Rafael pesquisa histórias antigas e misteriosas para contá-las em obras como “Tragédia da Rua da Praia”, “Teatro de Arena”, a “Dama da Lagoa” e “1935”. Paulo César busca locais e personagens surpreendentes, que trata em seus livros “Esquina Maldita”, “Nega Lu – uma dama de barba mal feita” e “Rua da Margem”, mesmo nome do site que mantém há quatro anos.

Quem são:

Rafael Guimaraens é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. Exerceu diversas funções nas assessorias de imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Governo do Estado do RS e Assembleia Legislativa do RS.

Rafael Guimaraens Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha – Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

 Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

 Já Paulo César Teixeira Escritor e jornalista em atividade desde 1980,  destaca cenários e personagens da história recente de Porto Alegre e, com isso, busca elementos para compreender a transformação da paisagem da cidade.

Paulo César Teixeira. Foto: Tânia Meinerz/ Divulgação

Essa preocupação está presente nos quatro livros publicados até agora. Esquina Maldita (Libretos), por exemplo, mostra o gueto boêmio que reuniu artistas, hippies e ativistas políticos, entre as décadas de 1960 e 1970, no Bom Fim. Já Nega Lu – Uma Dama de Barba Malfeita (Libretos), vencedor do Prêmio Associação Gaúcha de Escritores 2016/Categoria Não Ficção, revela a personagem irreverente que antecipou, em duas ou três décadas, as conquistas sociais e comportamentais de negros e homossexuais consolidadas no começo do século 21.

Darcy Alves – Vida nas Cordas do Violão (Libretos), por sua vez, conta a trajetória do cantor e violonista que acompanhava Lupicínio Rodrigues no século passado, e que se transformou numa figura cult da boemia porto-alegrense no início dos anos 2000. Por fim, Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre (Libretos) apresenta as melhores reportagens do Rua da Margem, além de matérias inéditas, que reconstituem a história e a paisagem da Cidade Baixa guiadas pelos olhos de antigos moradores do bairro mais boêmio e cultural da capital gaúcha.

Como jornalista, Paulo César, o Foguinho, tem textos publicados em Istoé, Veja, Época, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Jornal do Comércio e Diário do Sul. Ganhou o Prêmio ARI (Associação Riograndense de Imprensa) de Reportagem Cultural por Um certo Erico Veríssimo e A Rua da Margem, matérias publicadas pela revista Aplauso, em 2005 e 2008.

SERVIÇO

Live Porto Alegre: Relatos à margem com os escritores Rafael Guimaraens e Paulo César Teixeira

Dia 26 de março, às 19 horas no Facebook @libretoseditora e no Youtube Libretos100.

 

O desafio de se tornar mãe, em tempos de pandemia, ganha espetáculo teatral virtual

A gaúcha radicada há dez anos em Salvador, Josy Acosta, estreia no dia 3 de abril, no Youtube, um espetáculo teatral sobre os desafios da maternidade na pandemia.“Yèyé” (em yorubá arcaico pode ser traduzido como mãe) é fruto do projeto Mama África, aprovado no Prêmio das Artes Jorge Portugal.

A peça foi construída a partir de uma pesquisa de campo na Fundação Pierre Verger, local onde a atriz e sua equipe escutaram a griote Vovó Cici contar histórias de orixás femininos. “Pedi à Vovó que contasse histórias que versassem sobre mulher-guerreira, mulher-encantamento e mulher-mãe. Depois, entrei em sala de ensaio com o professor Negrizu, arte-educador e coreógrafo da Escola Olodum, para trabalhá-las corporalmente e, só então, o roteiro surgiu. Escolhemos falar sobre a ‘mulher-mãe’, a orixá que é mãe do ser humano, um espetáculo que dialoga com as minhas memórias da infância, com a religiosidade de matriz africana e com os ensinamentos que a maternidade me trouxe”, conta Josy.

Foto: Josy Acosta e Maisha – Arquivo Pessoal

Nascida há 37 anos na zona leste da Capital gaúcha, na comunidade do Campo da Tuca, Josy Acosta começou a estudar teatro com bolsa de estudo para uma oficina com Lisa Becker – que desde 2006 vive na Europa –, na Casa de Cultura Mario Quintana. Mais tarde, formou-se atriz na Escola de Teatro Popular da Tribo de Atuantes “Ói nóis aqui Traveiz” e, finalmente, pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Mas foi no grupo Caixa-Preta, do diretor Jessé Oliveira, do qual foi uma das protagonistas do espetáculo “Antígona BR”, que começou seu interesse pelo teatro negro. Mestre em Artes Cênicas pelo programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, em 2013 fundou a Acosta Produções Artística, totalmente dedicado à difusão de produções artísticas que valorizam o legado cultural afrodescendente.

Vovó Cici. Foto: Foto Ismael Silva/ Divulgação

Vinte mães

Para construir o roteiro, a atriz realizou encontros virtuais com vinte mães de diversas partes do país, que participaram de uma convocatória pública, para trocar experiências sobre maternidade em tempos de pandemia, um momento da nossa história potencializado pela carga emocional e o acúmulo de trabalho, principalmente das mulheres. Nesse momento de confinamento e de distanciamento social quem acolhe, aconchega e as escuta? Elas e seus bebês foram presenteados com camisetas exclusivas, produzidas pela marca BlackPim, responsável pelo figurino do espetáculo.

Mama África dialogou diretamente com a comunidade do Engenho Velho de Brotas e arredores, tanto na realização da pesquisa, como dos ensaios e formação da equipe técnica. O espetáculo “Yèyé” segue a linha dos trabalhos anteriores do Grupo Ìwà, valorizando a musicalidade e recursos corporais para contar histórias. Acompanham a atriz em cena os músicos Juliana Almeida e Gabriel Carneiro, que divide os arranjos com Pedro Acosta. Com trilha assinada por Toni Edson e direção do cineasta Ailton Pinheiro, a montagem foi gravada em um espaço cultural da capital baiana e ficará disponível para visualização no Youtube até 10 de abril.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO
Estreia do espetáculo Yèyé
Quando: 
03 de abril | 16h
Onde: Youtube do Grupo Ìwà – http://bit.ly/iwagrupo
Instagram: @grupoÌwà

FICHA TÉCNICA
Coordenação de produção, roteiro, direção e atriz: Josy Acosta
Atriz mirim: Maisha Bárbara
Produtora executiva: Karla Janaína
Assistente de direção: Amanda Cervilho
Assistente de produção: Francine Cardoso
Preparador corporal, coreógrafo e dançarino: Negrizu
Griote entrevistada: Vovó Cici
Trilhas: Toni Edson
Diretor musical e arranjador: Pedro Acosta
Músico instrumentista e arranjador: Gabriel Carneiro
Percussionista: Juliana Almeida
Ilustrador: Pablo Santos
Figurino: BlackPim e Francine Cardoso
Costureiros: Adriano Silva e Maria Luiza Santana
Maquiagem: Douglas Navarro
Fotógrafo: Ismael Silva
Gestão de mídias e iluminadora: Bruna Immich
Programadora visual: Amanda Nascimento
Coordenador de audiovisual: Ailton Pinheiro
Vídeo mapping: Magno Black
Técnico de som: Jeferson Souza
Imagens e edição do teaser do processo criativo: Márcio Soares e Uriel Santana
Produção audiovisual: Ori Imagem e som
Assessoria de Imprensa: Iele Portugal

Associação de Circo do Rio Grande do Sul lança site oficial e cartilha

No Dia do Circo no Brasil, 27 de março,  a  Associação de Circo do Rio Grande do Sul – Circo Sul – respeitosamente apresenta: o lançamento do site oficial da associação https://assocircors.org.br/ e o lançamento da cartilha de circo (em versão digital).

A Associação de Circo do Rio Grande do Sul

– Circo Sul é fruto de anos de luta e nasceu institucionalmente em 2018 em função da necessidade de representar a classe artística circense do Estado do RS junto aos órgãos públicos e privados, estaduais e municipais, bem como junto à sociedade civil. Desde então, vem realizando um trabalho comprometido com os seus associados. Promove atividades sociais, culturais e educacionais e desportivas que contribuam para a integração da comunidade circense, além de difundir e desenvolver o circo em geral.

Neste ano, em meio à pandemia, a Circo Sul desenvolveu um novo instrumento de comunicação e divulgação de material para os seus sócios: o seu site. Na página, os internautas poderão encontrar dados da organização, seu histórico, seu estatuto e uma área especial para exposição de fotos de alguns de seus eventos.

No site, elaborado pela empresa dalee.dev (https://dalee.dev/) haverá espaço para a publicação de artigos sobre o setor circense, o compartilhamento de notícias, editais, eventos e oportunidades de trabalho para os artistas de circo, entre outros itens. Também haverá um espaço especial para a divulgação do trabalho de cada um dos seus associados, para facilitar a contratação por potenciais clientes.

Por fim, vamos conhecer a segunda versão da Cartilha de Circo, instrumento de luta da classe circense por reconhecimento e atenção às necessidades dos artistas, bem como à Legislação vigente específica para os circos itinerantes, que vem em formato Digital para facilitar o acesso ao maior número de circenses gaúchos. Na cartilha também é encontrado o primeiro mapeamento dos associados e das modalidades com as quais trabalham.

A diretoria da Circo Sul é formada por: Presidente – Luciano Fernandes. Vice Presidente – Felipe Farinha. Secretária Geral – Consuelo Vallandro. Secretário Adjunto – Vinicius Zucatti. Tesoureira – Dominique Andujar. Tesoureiro Suplente – Ramon Ortiz. Conselho Fiscal, Patrícia Sacchet e Vanessa Bonaldo. Contatos com a imprensa: Consuelo Vallandro Barbo Fone: (51) 98427-2207

Um panorama das artes visuais, em pequeno formato, de várias regiões do mundo

 

O Projeto Miniarte Internacional, criado e coordenado pela artista visual Clara Pechansky, já definiu o tema e também os locais e datas das duas exposições a serem realizadas este ano no Estado. Os artistas que atenderem à convocatória produzirão obras sobre a temática que mais se impõe neste momento histórico da humanidade: VIDA. As obras serão apresentadas ao público em 18×18 cm, tradicional formato da Miniarte, fundada em 2003.

O lançamento da 40ª edição ocorrerá no próximo dia 22 de março (segunda-feira), quando o regulamento (em português, inglês e espanhol) estará disponível aos interessados no site www.miniartex.org. As inscrições para artistas brasileiros serão recebidas entre 5 de abril e 30 de junho.

São convidadas especiais da coordenadora nessa edição as artistas Darmeli Araujo, Débora Irion, Eliane Santos Rocha, Esther Bianco, Inês Benetti, Flávia de Albuquerque, Liana Timm, Rita Gil, Thid Dalcol e Zoravia Bettiol. Outros artistas reconhecidos, inclusive do exterior, também são convidados de Clara Pechansky para a presente Miniarte.

Zoravia Bettiol e seu trabalho/ Fotos Divulgação da artista

Rita Gil e sua obra . Fotos: Divulgação da artista

Gramado e Porto Alegre

A Miniarte Vida será aberta em 4 de setembro e irá até 10 de outubro no Centro Municipal de Cultura de Gramado, com patrocínio da Secretaria da Cultura da cidade. Na sequência, de 4 a 26 de novembro, a mostra será remontada na Gravura Galeria, em Porto Alegre. As exposições serão instaladas fisicamente e estarão abertas à visitação presencial, seguindo os protocolos sanitários das autoridades.

Eliane Santos Rocha e seu trabalho. Foto: Divulgação da artista –

Débora Irion e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

O objetivo do Miniarte Internacional é apresentar um panorama das artes visuais de várias regiões do mundo. Democratizante e inclusiva, a proposta acolhe os trabalhos inscritos sem submetê-los à seleção. As obras são expostas em ordem alfabética, permitindo a conexão de uma diversidade de influências culturais sem que se perca a individualidade de cada artista. A produção coletiva será reunida num catálogo virtual

Flávia de Albuquerque e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

Inês Benetti e sua obra. Fotos: Divulgação da artista
Inês Benetti e sua obra. Fotos: Divulgação d artista
Ester Bianco e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

Por meio do Projeto Miniarte Internacional, o Brasil já estabeleceu parcerias artísticas com Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Irlanda do Norte, Itália, México, Portugal e Taiwan em edições anteriores.

Liana Timm e sua obra – Fotos: Divulgação da artista

Darmeli Araujo e sua obra. Fotos: Divulgação da artista-

Com 65 anos de carreira profissional, a artista visual e gestora cultural Clara Pechansky define a força do formato 18×18: “Assim como a menor palavra pode ter tanto poder quanto o mais longo discurso, também uma pequena obra de arte pode ter um grande impacto sobre o observador”.

CLARA PECHANSKY RESPONDE

Higino Barros

Pergunta: Como tem sido trabalhar com arte visual em tempos de pandemia?

Clara Pechansky: Tenho meu estúdio em casa, então para trabalhar em desenho e pintura não houve mudanças. Mas meu outro estúdio, que fica no Bom Fim, onde dou aulas de Arte, está fechado desde março de 2020.

Pergunta: A questão do presencial e o virtual nas artes visuais. Quais vantagens e desvantagens?

CP: Com o impacto da grande crise, o PROJETO MINIARTE INTERNACIONAL, que criei em 2003 e que chegou às edições 38 e 39 em 2020, foi transformado em virtual, e as inscrições foram gratuitas. A edição 38, Miniarte Verdade, teve 400 inscrições do Brasil e do exterior, entre obras de artistas visuais e minitextos de poetas e escritores. Para a edição 39, também virtual, convidei 53 artistas gaúchos, e foi uma coprodução com a Universidade de Sinaloa, no México, portanto também reuniu artistas de vários países. Com a ajuda da minha amiga Liana Timm, foi possível produzir catálogos virtuais sobre as duas exposições, que estão no website da Miniarte (www.miniartex.org)

Pergunta: Qual leitura que faz da arte visual no RS ? E fora daqui?

CP: No mundo todo, após o susto inicial, houve uma aceleração na criação de arte por causa da pandemia. Profissionais aumentaram significativamente sua produção, e amadores começaram a descobrir que a Arte pode ser uma excelente maneira de expressar sentimentos e sensações, mesmo para quem nunca lidou com materiais artísticos. Esse fenômeno é universal, aconteceu com todos, artistas emergentes e consagrados, e novas formas de comunicação foram geradas. Isso vale para artistas visuais, mas também para músicos, dançarinos, atores, performistas em geral. Todos foram descobrindo novas maneiras de mostrar seu trabalho.

Pergunta: O que espera da arte visual pós pandemia? Esse tema vai impactar de que forma os artistas?

CP: Não há dúvida, após um ano de pandemia, que algumas formas novas de canalizar a criação artística foram descobertas e vieram para ficar. Além disso, novas plataformas foram sendo experimentadas: algumas deram certo, outras se esgotaram ao natural, por excesso de uso, ou por mau uso. Nós, artistas visuais, acostumados a receber um grande público nas nossas exposições, aprendemos que é possível criar mostras híbridas, presenciais e virtuais ao mesmo tempo. Estou participando de um projeto internacional que o coordenador chama de “phygital”, ou seja, simultaneamente digital e físico.

Pergunta: quais os planos para 2021:

CP: A partir de 22 de março, vou lançar a MINIARTE VIDA, edições nº 40 e nº 41 do Projeto Miniarte Internacional. Será uma exposição com convocatória em português, inglês e espanhol, prevista para receber mais de uma centena de artistas. Para participar basta se inscrever e seguir o regulamento (www.miniartex.org). A Miniarte não pede currículo e não faz seleção de participantes, é um projeto democrático que aceita todos os estilos e idades.  A inauguração presencial vai ser em setembro, no Centro Municipal de Cultura de Gramado, e em novembro, na Gravura Galeria de Porto Alegre. Afora isso, tenho convites para participações aqui e lá fora, ou seja, sigo trabalhando diariamente, mas sempre tentando me adaptar aos acontecimentos de cada dia.

 Pergunta: Porque a presença maior de mulheres na mostra? Sempre foi assim? Isso não torna a coisa digamos, “parcial”?

CP: O que acontece é que após anos de repressão às mulheres artistas, no século XX elas passaram a ter mais predominância e começaram a mostrar seu trabalho, talvez tentando recuperar o tempo perdido. Para a exposição no México decidi convidar 33 mulheres, mas minha seleção foi absolutamente técnica. Quanto a presença maior de mulheres na Miniarte teria que ser feito um levantamento nas edições anteriores. Mas aparentemente isso é algo que vem acontecendo somente nas edições recentes. Talvez a explicação esteja numa paciência e cuidado maior para criar em um espaço muito pequeno.

 

 

Leilão de objetos de arte e históricos  terá renda revertida para o Hospital de Canela

Um dos hotéis mais tradicionais do Rio Grande do Sul deixou de existir, mas seus bens vão se transformar em artigos essenciais para os moradores de Canela. No sábado, 20 de março, às 19h, será realizado o Leilão Beneficente do Hotel Laje de Pedra para o Hospital de Canela, com realização da Família Druck e LDP Canela S/A e organização de Nicholas Bublitz, marchand da Bublitz Galeria de Arte. O leilão ocorrerá de forma virtual e poderá ser acompanhado no site: www.artebid.com.br ou pelo Instagram @bublitzgaleria. Quem estiver em Canela e quiser conhecer as peças presencialmente, poderá agendar visita individual, ao longo da semana, seguindo todos os protocolos de segurança, pelos telefones (54) 99189-8084 ou (54) 99625-6215.

Obra de Vitório Gheno / Divulgação

São 86 lotes à venda, que incluem obras de artistas como o célebre Vitorio Gheno e Paulo Amaral, Glauco Rodrigues, Nelson Jungbluth e Berenice Unikowsky, além de tapetes orientais, móveis e objetos, como piano, lustre e mesa de bilhar. O objetivo é reverter 100% da renda para a compra de equipamentos para o Hospital de Canela. Na lista de itens para aumentar a capacidade da instituição estão respiradores, monitor cardíaco e bomba de infusão. Todas as pessoas envolvidas no leilão beneficente estão trabalhando de forma voluntária. O leiloeiro é Norton Fernandes.

Nicholas Bublitz/ Foto: Karine Viana/ Divulgação

“O Hotel Laje de Pedra está na memória afetiva de muito gaúchos, inclusive da minha família. Por mais de 40 anos, ele esteve presente na história como um motivo de orgulho para a cidade e para o Estado e agora seus artigos vão se transformar em um bem ainda mais inestimável: a vida”, destaca Nicholas Bublitz.

No acervo, piano do hotel

Passado, presente e futuro

O icônico complexo hoteleiro da Serra Gaúcha recebeu hóspedes do Brasil e do mundo durante mais de quatro décadas e encerrou suas atividades em 7 de abril do ano passado. Recentemente, no final de janeiro, o Grupo Habitasul, que era proprietário do Hotel Laje de Pedra, anunciou sua venda para o grupo LPD Canela Empreendimentos e Participações, dos investidores José Paim de Andrade e José Ernesto Marino Neto. Eles planejam investir R$ 500 milhões na expansão e na modernização do complexo, que deverá ser operado por uma empresa hoteleira de 6 estrelas, ainda não presente na América Latina, de acordo com informações dos próprios investidores, na época da aquisição.

Do acervo do hotel, mesas de sinuca

Leilão Beneficente do Hotel Laje de Pedra
Onde acessar: 
www.artebid.com.br ou pelo Instagram @bublitzgaleria
Data: sábado, 20 de março
Horário: 
19h

VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual

“O VERAFRO – Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza” resultou da parada compulsória dos grupos artísticos em 2020 em função da pandemia da COVID 19. Com muita assertividade e programação ampla e diversa, trouxe à cena uma programação artística negra protagonizada pelos grupos teatrais gaúchos Pretagô e Espiralar Encruza. Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal, por meio da Lei Aldir Blanc, teve leituras dramáticas, debates, entrevistas com personalidades e estudiosos, programação formativa composta por oficinas, exposição a céu aberto e apresentações de espetáculos.

Para o encerramento das atividades no mês de março, programou apresentações dos dois grupos: a performance Noite Espiralar, e o documentário poético Sobrevivo, ambos do Espiralar Encruza e a exibição do espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk?, do Pretagô.  No dia 30 o projeto tem seu final em grande estilo com a apresentação de documentário produzido durante o processo de execução do festival.

Dirigido coletivamente pelos dois grupos e por Thiago Lazeri, esse documentário poético visual é bastante experimental e tem como fio condutor o próprio festival e seus desdobramentos. É arte negra na pandemia, inspirada no afrofuturismo e realizada em um local de produção artística segura, trazendo fortalecimento e subjetividade’, afirma Thiago Pirajira, integrante do Pretagô.

Confira a programação:

12 de março, 20h – Performance Noite Espiralar / Youtube

A Rede Espiralar Encruza convida para uma noite de apresentações performáticas, música, dança e poesia. Com a presença das artistas do coletivo Buraco Negro, irão realizar uma noite de apresentações, construindo um espaço de liberdade para os jovens pretos, para que possam celebrar e expressar a maior potência de cada um: a vida.

Produção: Espiralar Encruza / Elenco Espiralar Encruza: CIRAdias, Eslly Ramão, Gabi Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill e Sandino Rafae / Elenco grupo Buraco Negro: Gabriel Ferreira, Mariana Amaral, Pretamina e William Freitas / Duração: 90 minutos / Classificação: livre

Frames de Sobrevivo. crédito Espiralar Encruza / Divulgação

18 de março, 20h – Exibição documentário poético Sobrevivo / Youtube

Exibição do documentário poético Sobrevivo, criação do coletivo Espiralar Encruza (2020). Uma criação audiovisual inspirada no espetáculo homônimo. O documentário será exibido no canal do VERAFRO no Youtube. Atividade gratuita.

19 de março, 20h – Exibição espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk? / Youtube

Exibição do espetáculo online Qual a diferença entre o charme e o funk, criação do grupo Pretagô (2014). A exibição da gravação do espetáculo será disponibilizada pela primeira vez em plataformas de streaming e celebra o primeiro espetáculo do grupo Pretagô que completa sete anos de existência. A exibição ocorrerá no canal do VERAFRO no YouTube. Atividade gratuita.

30 de março, 20h – Estreia mini documentário VERAFRO / Youtube

Após a estreia do documentário vai rolar o Encerramento VERAFRO com live em formato de festa e a presença de com DJ Suelen.  Após três meses de intensa programação, o evento propõe uma celebração online realizada pela plataforma Zoom e aberta ao público com acesso gratuito.

Qual a diferença entre o charme e o funk. Foto: André Olmos/ Divulgação

Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza – VERAFRO

Apresentações artísticas / encerramento do projeto

Financiamento:

Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal # LEI ALDIR BLANC – edital 09/2020 da SEDAC RS para ser realizado com recursos da Lei n. 14.017/2020

Gestão e coordenação:

UTA Produções – Thiago Pirajira

Redes VERAFRO:

Facebook: www.facebook.com/projetoverafro

Instagram: @projetoverafro

YouTube: www.youtube.com/verafro

Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,

A cantora e compositora Monique Brito apresentará o show Filha do Sol no Ecarta Musical, neste sábado, 6 de março, às 18h. O show, virtual, será transmitido pelo canal da Fundação Ecarta no Youtube (https://bit.ly/3dVv0ia).

A apresentação busca traduzir a proposta lítero-musical da artista, profundamente ligada ao feminino, aos elementos da natureza e à ancestralidade de matriz africana. No repertório, Agridoce (Monique Brito/Bruno Amaral), Dancei ao Tempo, Preto Amor, Filha do SolOde ao cuidadoMarujo, Transeunte e Íris (Monique Brito), É d’Oxum (Gerônimo) e Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio).

Monique estará acompanhada de Calil Souza (teclado/piano) e Anderson Moreira (percussão).

Entrada franca

 

Os 15 anos do bar Parangolé na cena cultural gaúcha

O bar Parangolé completa 15 anos de história na próxima terça-feira (9), com foco no serviço de tele-entrega devido à pandemia de Covid-19. Ao longo dessa jornada, o bar promoveu e produziu centenas de eventos musicais, além de abrir as portas para apoiar artistas estreantes e consagrados da música e de linguagens como poesia, fotografia e dança.

“Muitas pessoas nos contam que consideram o Parangolé sua segunda casa. A gente se sente muito feliz por ter conseguido caminhar durante 15 anos, conquistando tanta simpatia de tanta gente boa”, comemora Cláudio Freitas, músico e proprietário do bar, que está sempre no balcão conversando com os amigos e clientes.

Apesar da celebração, o momento é de cautela devido à pandemia. “Para este ano, estou muito preocupado com a situação da pandemia, o bar não está economicamente bem. Mas espero resistir para que no outro ano, quem sabe, as coisas melhorem”, diz Cláudio.

O proprietário Cláudio Freita em frente do bar . Foto: Ana Laura Freitas / Divulgação

Nomeado a partir da obra homônima de Hélio Oiticica, o Parangolé tem raízes na vida cultural de Porto Alegre. Um exemplo é a Roda de Choro semanal, que ocorre desde 2006 e que faz parte da formação de uma geração de músicos hoje atuantes no cenário nacional, tornando-se ponto de encontro para artistas do gênero, como Elias Barbosa, Mathias Pinto, Luis Machado e Matheus Kleber.  Quando em visita a Porto Alegre, artistas como Yamandú Costa, Borghetinho, Hamilton de Holanda, Bebê Kermer, Luiz Barcellos, Samuca do Acordeon, Rafael Ferrari, Pedro Franco, Luiz Carlos Borges também estiveram no bar.

Entre os shows que a casa costuma oferecer diariamente, constam artistas de diversos estilos musicais, desde a música popular, erudita, instrumental, nativista, entre outros gêneros.  O Parangolé também já abrigou apresentações semanais do Prof. Darcy Alves, entre 2007 e 2013, e acabou se transformando na segunda casa desse artista que foi um ícone da música e boemia porto-alegrense. Outra artista que animou as noites musicais do estabelecimento foi a cantora uruguaia (naturalizada brasileira) Nina Moreno, excelente intérprete de tangos, boleros e demais gêneros latino-americanos.

Artes como dança e literatura também têm espaço na agenda do bar. Durante anos, o Parangolé foi palco do projeto Noches Flamencas, da Cia de Flamenco Del Puerto. Mais recentemente na história da casa, desde 2017 sedia o Projeto Leitura em Voz Alta, coordenado pela professora Luiza Milano (UFRGS), evento gratuito e aberto ao público em geral.

A casa abrigou também duas edições do Sarau Única Negra, que reúne mulheres artistas negras de Porto Alegre, com participações de Gabriela Vilanova (OSPA), Silvia Duarte, Andrea Cavalheiro, Glau Barros, Raquel Leão, Negra Jaque, Celina Alcântara, entre outras. Ainda na área musical, promoveu o Projeto Desconcerto entre 2015 e 2019, oportunizando a performance e a escuta da música clássica no ambiente informal de um bar. O Projeto Palco Parangolé, coordenado pela bailarina Paula Finn, experimentando as artes cênicas no bar, foi outro evento cultural marcante para a história do bar.

Frequentemente, a casa disponibiliza o espaço para escritores e artistas, para lançamento de livros, CDs e exposição de obras de arte. Nos últimos anos, o Parangolé apoiou eventos culturais como o Porto Alegre em Cena, Festival Internacional da UFRGS, além do lançamento da Revista de Cinema “Zinematógrafo”, cujo projeto teve início no local.