|
|


|
|


De quantas línguas diferentes se faz o Rio Grande do Sul? A partir do dia 6 de setembro, o projeto Sons do Sul – uma cartografia linguística apresenta um mapeamento sonoro de sete línguas faladas no Rio Grande do Sul: Língua Pomerana, Talian, Japonês, Polonês, Guarani, Kaingang e Iorubá. A iniciativa será lançada em um bate-papo online no site oficial (http://sonsdosul.com.br/), às 19h, com a participação da professora de Talian Maria Inês Chilanti e do agente cultural nigeriano e falante de Iorubá Kayzee Fashola, ambos integrantes do Colegiado Setorial de Diversidade Linguística do RS.

Através de uma biblioteca interativa de sons, a plataforma permite que os visitantes tenham contato com falantes de diferentes idiomas. Já a área de vídeos do site traz entrevistas bilíngues ou em português, de modo a contextualizar a presença das línguas nas respectivas comunidades. O projeto é uma iniciativa da Riobaldo Conteúdo Cultural e foi realizado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, com recursos da Lei nº 14.017/20 (Lei Aldir Blanc).

Pesquisa realizada
A plataforma é o resultado de uma pesquisa jornalística-cultural realizada com falantes dos idiomas em diversas cidades do Rio Grande do Sul, como Casca, São Lourenço do Sul e Ivoti. A narrativa foca nos modos de vida e na centralidade de cada língua na cultura que envolve os entrevistados. Desta forma, entram em cena falantes como a professora da colônia japonesa de Ivoti, Iaioi Tao, a agricultora familiar Odília, que fala Talian desde criança em Antonio Prado, e a artesã Mbyá-Guarani Viviana Patrícia, moradora da aldeia do Cantagalo, em Viamão.

A diversidade linguística do Brasil é um elemento essencial no mosaico de manifestações populares e do patrimônio cultural imaterial do país. O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, revelou que há 274 línguas indígenas faladas em território brasileiro, isso sem contar as línguas crioulas, de imigração e afro-brasileiras também presentes no Brasil.

No entanto, essa diversidade corre perigo, como mostra um relatório da Unesco publicado em 2016. Segundo o estudo, das cerca de 6.700 línguas faladas no mundo, 50% estão ameaçadas de desaparecer até o final deste século. Instrumentos de políticas públicas de cultura são essenciais não apenas para salvaguardar e manter essas línguas como também para proteger em especial as culturas dos grupos sociais minoritários, na medida em que, segundo o Guia de Pesquisa e Documentação do Inventário Nacional de Diversidade Linguística (Iphan, 2016), “se encontram em posição de maior vulnerabilidade linguística.”

Sons do Sul parte da iniciativa de pesquisadores e trabalhadores da cultura residentes no Rio Grande do Sul, motivados pela diversidade e pela riqueza do patrimônio cultural do Brasil. O projeto tem o objetivo de contribuir para a visibilidade dessas línguas, de modo a inspirar que cada vez mais falantes e agentes culturais se voltem para a valorização do plurilinguismo.

O texto abaixo é do jornalista Paulo César Teixeira:
“Poucos lugares simbolizaram tão bem a efervescência dos anos 1980 em
Porto Alegre quanto o bairro Bom Fim, principal reduto boêmio e cultural
da capital gaúcha nas últimas décadas do século 20. E, no Bom Fim, havia
um ponto de convergência – o Escaler, bar fundado em 1982 por um
marujo às margens do Parque da Redenção, em meio a jacarandás e sob
o brilho da lua.
Inscrito na memória afetiva de duas ou três gerações como espaço
privilegiado de diversão e arte, o Escaler acumulou milhares de histórias
na lembrança e na imaginação dos que por lá aportaram. Já estava na
hora de contá-las e revivê-las. É o que faz neste livro o dono do bar,
Antônio Carlos Ramos Calheiros, o Toninho do Escaler – antes de tudo, um agitador cultural, que soube direcionar energias plurais sem retirar-
lhes a fluidez e a espontaneidade –, em depoimento ao jornalista Paulo César Teixeira, autor de Esquina maldita, Nega Lu – Uma dama de barba
malfeita e Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre.

A live de lançamento do livro Escaler: quando o Bom Fim era nosso,
Senhor! acontece na 3a feira, dia 31/8, a partir das 20h, na página do
evento no Facebook (bit.ly/3kkExRr), com participação de convidados
especiais.
No Bom Fim, o Escaler reunia uma plêiade de tribos tão díspares quanto
punks, góticos e metaleiros, que se juntavam aos remanescentes da onda
hippie e aos primeiros rappers da praça.
– Tinha tudo a ver com a concentração de pessoas ligadas à arte e à
cultura – anota o saxofonista King Jim, um dos fundadores da banda
Garotas da Rua.
– Era o gueto underground da cidade – diz Marco Aurélio Lacerda, o Coié,
líder das bandas de blues Neon e Rabo de Galo.
– O Escaler foi o local mais libertário e revolucionário do Bom Fim. Em
parte, pela sensação de liberdade de se estar ao ar livre, junto à Redenção, mas também – e principalmente – pela proposta do bar, que
se somava à onda da contracultura – analisa o jornalista Emílio Chagas.
O Território Livre do Bom Fim consagrado no fumódromo durante o verão
da lata. O show do Bebeto Alves assistido por uma multidão que lotou a
avenida José Bonifácio, cancelando a missa dominical na Igreja Santa
Terezinha.

As campanhas Vote para Presidente (deu Brizola na cabeça!), Cometa
Amor no Escaler (Toninho instalou um telescópio para ver o cometa
Halley na porta do bar); Escaler e os Discos Voadores (lançando bandas
independentes) e tantas outras.
O circo Escaler Voador, que trouxe a Porto Alegre Rita Lee, Tetê Espíndola,
Titãs, Lobão, Ultraje a Rigor e muitos outros para apresentações sob a
lona junto ao Gigantinho. As reuniões dançantes aos domingos, que
deram origem ao Baile da Cidade.
O candidato Toninho do Escaler, o Verde Maduro. A Lei Seca no Bom Fim.
A repressão policial nas madrugadas da Osvaldo Aranha. O fim do sonho.
O exílio nas Bandas Orientais.
O Toninho conta todas essas histórias no livro mais esperado do ano!
Desfrutemo-las como se navegássemos num bote salva-vidas (significado
original do nome do bar) em meio a tempos caretas e sombrios.”

SERVIÇO
Obra: Escaler: quando o Bom Fim era nosso, Senhor!
Autor: Antônio Calheiros, em depoimento a Paulo César Teixeira
Editora: Ballejo Cultura & Comunicação
Formato: 16×23
Páginas: 196
R$: 71,00
CONTATOS – WhatsApp/ e-mails
Toninho (53) 98143-4473 (puntal@bol.com.br)
Paulo César Teixeira (51) 999185863 (paulocesar.teixeira@uol.com.br)

Numa mescla de clássicos e novidades, o Cine Farol Santander traz de volta uma personalidade para o cinema, através das parcerias com consulados e embaixadas, além das mostras temáticas, como a que está em cartaz atualmente, das diretoras francesas, em parceria com a embaixada da cinemateca da França, e parcerias com cineastas gaúchos, como é o caso do filme A Nuvem Rosa, da diretora Iuli Gerbase, que terá uma semana em pré-estreia a partir do dia 26 de agosto. No dia 28, às 17h30min, a diretora irá comentar o filme na sessão das 17h30.
Sua história é sobre uma nuvem rosa tóxica que surge pelo mundo, forçando todos a ficarem confinados. Giovana fica presa em um apartamento com Yago, um homem que havia recém conhecido em uma festa. Enquanto esperam a nuvem passar, eles precisam aprender a viver juntos como um casal. Ao longo dos anos, Yago vive sua própria utopia, enquanto Giovana sente-se cada vez mais aprisionada. A Nuvem Rosa teve sua estreia mundial no 2021 Sundance Film Festival – World Dramatic Competition
A equipe
Iuli Gerbase, realizadora brasileira, estudou Cinema e Escrita Criativa. Aos 20 anos começou a trabalhar como assistente de direção e dirigir seus curtas, alguns deles selecionados para diversos festivais internacionais como TIFF e Havana Film Festival. A Nuvem Rosa, drama com toques de surrealismo e sci-fi, é seu primeiro longa-metragem. O filme teve estreia no festival de Sundance em janeiro de 2021 e está circulando pelo mundo, tendo recebido o prêmio de Melhor Filme no Sofia International Film Festival, na Bulgária. Iuli está atualmente desenvolvendo seu segundo longa-metragem.
Atriz, bailarina e diretora, Renata de Lélis é graduada em teatro (Brasil) e mestre em Dança (Lisboa). É atriz de teatro e audiovisual desde 2005, tendo recebido cinco prêmios de melhor atriz. É membro-fundadora do Coletivo Habitantes e dirige o Coletivo Criação Kamikaze. É diretora e roteirista dos curtas NAU (pré-produção) e TERATOMA (em circuito de festivais), em que também é atriz. É codiretora e atriz do clipe-vídeo dança “Apatia”, música de Rita Zart. Seus últimos trabalhos em longa-metragem são ‘O Avental Rosa’, 2019, de Jayme Monjardim; ‘A Colmeia’, 2020, de Gilson Vargas; e ‘A Nuvem Rosa’, de Iuli Gerbase.
Eduardo Mendonça é ator, roteirista e locutor de rádio. No cinema, atuou nos longas-metragens ‘Menos que Nada’, de Carlos Gerbase; ‘Legalidade’, de Zeca Brito; ‘Os Bravos Nunca Se Calam’, de Márcio Schoenardie e ‘A Nuvem Rosa’, de Iuli Gerbase. Pelo curta ‘Folha em Branco’, de Iuli Gerbase, recebeu o prêmio Histórias Curtas RBSTV (2011) de melhor ator coadjuvante. No teatro recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante de 2010 pelo espetáculo ‘Milkshakespeare’. É um dos protagonistas das séries ‘Fora de Quadro’ e ‘Necrópolis’, disponível no Netflix.
Fundada em 2011, a Prana Filmes e produziu cinco longas-metragens, três curtas-metragens e duas séries de televisão. Atualmente está pré-produzindo o longa-metragem ‘Jepotá’ e a série de televisão ‘Centro Liberdade’ e pós-produzindo e desenvolvendo sete projetos. Seus principais destaques são os longas-metragens: ‘A Nuvem Rosa’ (2021), selecionado para Sundance,Yonlu (2018), vencedor do Prêmio Abraccine – Melhor primeiro longa-metragem brasileiro na 41a Mostra Internacional de São Paulo, ‘Bio – construindo uma vida’, vencedor de três prêmios no 45° Festival de Cinema de Gramado e ‘Legalidade’ (2019), com estreia no 35o Chicago Latin Film Festival.

FICHA TÉCNICA
Escrito e Dirigido por Iuli Gerbase
Elenco: Renata De Lélis, Eduardo Mendonça, Girley Brasil Paes, Kaya Rodrigues, Helena Becker
Produção Executiva: Patricia Barbieri
Direção de Fotografia: Bruno Polidoro
Direção de Arte: Bernardo Zortea
Montagem: Vicente Moreno
Supervisão de Pós-Produção: Daniel Dode e Gustavo Zuchowski
Efeitos Visuais: Dot
Desenho de Som Kiko Ferraz e Chrístian Vaisz
Mixagem: Ricardo Costa
Trilha Sonora Original: Caio Amon
A NUVEM ROSA
105min / 2k / Color / 2021
Pré-estreia dia 26 de agosto
Até dia 01 de setembro com sessões às 15h e 17h30min
CINE FAROL SANTANDER
Rua Sete de Setembro, 1028, Centro, Porto Alegre
Telefone: 51 – 3013.3698
Ingressos: R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (meia)
Na bilheteria do Farol Santander ou no site da Sympla
85 lugares – no momento com lotação máxima de 50%
Mais informações no site da Prana Filmes: www.pranafilmes.com.br

Moradora da Restinga Velha, em Porto Alegre, a jovem Luana Leites, está ajudando a quebrar paradigmas que envolvem pessoas com deficiências (PcD). Aos 21 anos e com paralisia cerebral motora, ela está lançando o livro Diário Poético, nos formatos digital (e-book) e audiolivro. A distribuição será gratuita para escolas da rede pública, municipal e estadual, e também para as privadas que tenham interesse no material.
De acordo com o último censo do IBGE, em 2010, 46 milhões de brasileiros possuíam alguma limitação capaz de comprometer a mobilidade. Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

“Chegar aonde cheguei, não foi fácil. Sofri preconceito por parte de muitos colegas, enquanto cursava o Ensino Fundamental regular na rede pública de ensino. Muitas pessoas subestimam a capacidade de pessoas portadoras de necessidades especiais, por acreditarem que não podemos participar de forma ativa e, tampouco, estarmos inseridos na sociedade”, relembra Luana, que começou a escrever aos 11 anos. Para ela, a leitura e a escrita de poesias funcionam como válvula de escape na luta contra o preconceito. “A literatura sempre me ajudou a enfrentar as dificuldades de aceitação, já que escrevendo eu me sentia – e sinto – livre”, conta.
O livro tem mais de 35 poesias escritas durante a pandemia. “Esse projeto mostrará a importância da poesia, para refletir sobre a vida, se sentir compreendido enquanto ser social e humano, incentivando com que as pessoas em toda sua diversidade expressem, e não reprimam os seus sentimentos. Também se constrói com o livro uma oportunidade de quebrar com paradigmas do capacitismo, que ainda estão presentes no modo de pensar as deficiências”, diz Luana.
Os atores Vinicius Mello e Lucila Clemente interpretarão as poesias no audiolivro. “Quero ser um exemplo, transmitir coragem para pessoas parecidas ou iguais a mim, para que realizem e nunca desistam de seus sonhos, por mais dificuldades que encontrem. Seja qual for o sonho, seja qual for a dificuldade, somos capazes”, conclui.

As escolas públicas e privadas, interessadas em adquirir gratuitamente o material, poderão entrar em contato através do telefone: (51) 93614865 ou pelo instagram (@diariopoeticodiario).





A experimentação de corpos que reconhecem a si mesmos como corpos falantes e que questionam o corpo socialmente construído é o ponto de partida da vídeoperformance Epiceno. Produzida e dirigida pela artista Carol Martins, a pesquisa de intersecção de linguagem (que une dança, circo e performance) estreia dia 26 de agosto nas redes sociais (IGTV do @projetoepiceno no Instagram) e irá integrar a programação do 28ª Porto Alegre em Cena, que este ano ocorre de 19 a 31 de outubro, em formato híbrido.
Contemplado pelo Edital Criação e Formação Diversidades das Culturas – realizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), em parceria com a Fundação Marcopolo – o trabalho foi executado com recursos da Lei Aldir Blanc n°14.017/20. A equipe de mais de 20 profissionais contou com R$ 30 mil para a realização do projeto, que envolveu, além das gravações em set de filmagem, duas oficinas de preparação corporal.

Epiceno é um substantivo utilizado para designar animais com apenas um gênero (onça ou jacaré, por exemplo). A partir disso, oito performers (Bruno Fernandes, Consuelo Vallandro, Gabi Faryas, Guilherme Gonçalves, João Om, Jordan Maia, Marcelo Reis e Rita Spier) atravessam significados predeterminados de negociação entre feminino/masculino, criando uma ficção de si mesmos. Alterando o equilíbrio e o desequilíbrio possível em pernas de paus, eles apresentam ao expectador corpos que podem ser humanos, animais, plásticos, artificiais, que alteram também sua estatura normal.
Roteirizado pelo artista Hiperlinque,o experimento inédito foi construído ainda com a colaboração de artistas que ministraram duas oficinas complementares ao trabalho de criação do elenco: Luciano Fernandes (Equilibrar-se em perna de pau) e Carlota Albuquerque (Poéticas Corporais). “O projeto aconteceu, em sua maior parte, em formato virtual – exceto as aulas de perna de pau, que foram realizadas em espaço aberto”, destaca a diretora da vídeoperformance.

A etapa de gravação aconteceu no Estúdio Amplo, considerando todos os protocolos de segurança para evitar a propagação da Covid-19. Além do uso de máscaras e álcool gel, a equipe manteve o distanciamento recomendado pelas autoridades de Saúde. “O cronograma de filmagens foi executado com rotatividade de participantes, para evitar aglomerações”, observa Carol. Segundo a idealizadora do projeto, durante o 28ª Porto Alegre em Cena, a vídeoperformance passará por uma releitura: nos dias 20 e 21 de outubro o elenco irá ocupar a Escadaria da Borges de Medeiros, em nichos, compondo uma instalação performática, enquanto o trabalho audiovisual já realizado será projetado nas paredes de prédios do entorno.
Epiceno
Apoio: Estúdio Amplo e Festival de Circo Contemporâneo (FECICO)
Estreia: 26 de agosto no IGTV do @projetoepiceno no Instagram
Ficha técnica:
Produção e Direção: Carol Martins
Assistente de produção: Jordan Maia
Roteiro: Hiperlinque
Elenco: Bruno Fernandes, Consuelo Vallandro, Gabi Faryas, Guilherme Gonçalves, João Om, Jordan Maia, Marcelo Reis e Rita Spier
Figurino: Guilherme Gonçalves
Maquiagem: Juliane Senna
Trilha Sonora: Eduardo Xavier
Atividades de preparação de elenco: Poéticas Corporais, com Carlota Albuquerque; e Equilibrar-se em Perna de Pau, com Luciano Fernandes
Arte Gráfica: Marcelo Reis
Captação, edição e montagem: E-frame – Estúdio de Criação de Conteúdo Audiovisual.

| Será realizada nesta quinta-feira, dia 19 de agosto, às 20h30min, a segunda live do projeto Aceleradora Lanceiros Negros. Participam, como convidados, o rapper Rafa Rafuagi; a cantora e socióloga Nina Fola, e o rapper e beatmaker, Zilla, com a temática “Cena musical Afro-Gaúcha”. A mediação é da comunicadora Mallê Barcelos, com transmissão pelo Youtube (confira o “Serviço”).
A Aceleradora Lanceiros Negros é um desdobramento do Festival Porongos, iniciativa criada em 2018 por jovens empreendedores gaúchos, com objetivo de impulsionar a cultura negra no Sul do Brasil. A Aceleradora Cultural é um projeto financiado pela Natura Musical, via Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul (LIC). Ao longo do segundo semestre deste ano, a diretora criativa Thaise Machado e os produtores Mauryani Oliveira e João Pedro Lopes planejam uma imersão com mais de 30 horas de atividades, com transmissão pelo Youtube.
– Acreditamos que a arte possui papel político. Nossos corpos são políticos e, por meio dessas narrativas, propomos um projeto que busca instigar o pensar, explica a Thaise Machado. – A história de Cerro de Porongos necessita ser lembrada. Nossos profissionais precisam acessar espaços de capacitações que dialoguem com a realidade social que se aplica. O projeto tem a função de colocar artistas negros e lgbtqia+ a concorrer de forma leal no mercado cultural, conclui.
A proposta consiste na criação de um espaço de acolhimento e capacitação de 20 agentes culturais negros e lgbtqia+, por meio de edital, em ambiente virtual, com inscrições gratuitas. Serão realizadas oficinas, mentorias coletivas e bate-papo “ao vivo” com profissionais da área da cultura. Posteriormente, os conteúdos das aulas serão disponibilizados no Youtube. O edital será lançado no dia 23 de agosto.
– A arte, para população negra, sempre foi e será uma das principais ferramentas de combate ao racismo e de denunciar preconceitos, afirma Thaise Machado. A partir disso, a Aceleradora Cultural nasce em forma de manifesto, tornando presente e dando notoriedade à história dos Lanceiros Negros, que lutaram na Guerra Civil Farroupilha em troca de sua liberdade. – Buscamos, por meio da cultura, disponibilizar o conhecimento sobre um fato histórico pouco comentado no Rio Grande do Sul, ressalta a diretora criativa. O projeto Lanceiros Negros foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (Pró-Cultura), ao lado de Dessa Ferreira, Pâmela Amaro, Circuito Orelhas e Gravina DasMina, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 39 projetos até 2020, como Filipe Catto, Tem Preto no Sul, Borguetti e Yamandu, Zudizilla, Sons que Vem da Serra e Thiago Ramil. – A música propõe debates pertinentes, que impactam positivamente na construção de um mundo melhor. Acreditamos que os projetos selecionados pelo edital Natura Musical podem contribuir para a construção de um futuro mais bonito, cada vez mais plural, inclusivo e sustentável, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding. Sobre o projeto Lanceiros Negros – Aceleradora Cultural é um desdobramento do Festival Porongos criado em 2018 com objetivo de impulsionar a cultura negra no Sul do Brasil. A proposta consiste na criação de um espaço de acolhimento e capacitação de 20 agentes culturais negros e lgbtqia+, por meio de edital, com inscrições gratuitas. Serão realizadas oficinas, mentorias coletivas e bate-papo “ao vivo” com profissionais da área da cultura. Confira alguns artistas e profissionais confirmados: Nina Fola, Saskia, Valéria Barcellos, Silvia Abreu, Rafa Rafuagi, Jaqueline Fernandes, Carol Anchieta, Dina Prates e Tiago Souza. Natura Musical Natura Musical é a plataforma de cultura da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu cerca de R$ 174,5 milhões no patrocínio de mais de 518 projetos – entre trabalhos de grandes nomes da música brasileira, lançamento e consolidação de novos artistas e projetos de fomento às cenas e impacto social positivo. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do País e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. Em 2020, o edital do Natura Musical selecionou 43 projetos em todo o Brasil e promoveu mais de 300 produtos e experiências musicais, entre lançamentos de álbuns, clipes, festivais digitais, oficinas e conferências. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente da música brasileira, com uma programação contínua de lives, performances, bate-papos e conteúdos exclusivos, agora digitalmente. |
Acesse e curta os canais de comunicação do projeto: www.instagram.com/lanceirosnegrosaceleradora |

O Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica e a Companhia de Solos & Bem Acompanhados estão à frente do projeto “Classe Cordial” que trata de um assunto pertinente e atual na sociedade brasileira: espaços manicomiais. O espetáculo de vídeo-teatro estreia dia 23 de agosto, às 19h.
Relatos sobre casos reais presentes em espaços manicomiais e uma pesquisa ampla sobre a temática – que vem sendo desenvolvida pela equipe do projeto desde 2020 – o espetáculo virtual propõe um debate que envolve o público e o privado. Nesse sentido, ao levar para a cena uma personagem que insere-se em ambas as esferas, o espetáculo aborda a história de muitas mulheres nesse trânsito criativo entre o real e o documental, estampando na tela uma classe cordial que se materializa no paradoxo de pessoas que discursam sobre uma forma de convívio social pacífica e agregadora, mas que, na prática, excluem, silenciam e segregam. Uma classe cordial que, muitas vezes, é constituída por todos e todas nós. Todos os dias.

Sobre a equipe
Jardel Rocha, diretor do espetáculo, é ator e professor de teatro, além de diretor. Integra o Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica, onde recebeu cinco indicações e dois prêmios de Melhor Ator pelo espetáculo “Junho: Uma Aventura Imaginária”, incluindo a Indicação de Melhor Ator no Prêmio Olhares da Cena. É professor e diretor de Teatro na ACEFH no município de Harmonia, dirigindo grupos de crianças, adolescentes e adultos. É diretor do premiado espetáculo ‘’Filhas do Sal” e dirige a Cia de Solos & Bem Acompanhados, uma das mais atuante do estado, desde o ano de 2019.

Deborah Finocchiaro tem um vasto currículo e inúmeros prêmios em sua carreira Estreou no teatro em 1985. Bacharel em Interpretação Teatral no DAD / UFRGS (1992) e esteve presente em centenas de trabalhos como atriz no teatro, cinema e televisão. É também diretora, locutora, produtora, apresentadora, roteirista e ministrante. Ao longo de sua carreira, recebeu 33 prêmios, entre eles 9 de Melhor Espetáculo, 18 de Melhor Atriz, 1 de Melhor Direção, 1 de Melhor Texto Adaptado, 1 de Melhor Roteiro e 3 como Melhor Artista de Teatro. Em 2006 fundou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados, que traz em seu repertório dezenas de trabalhos. Em 2014 foi a artista homenageada do 21º Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena, ganhando a biografia “A Arte Transformadora”, escrita pelo jornalista Luiz Gonzaga Lopes, que integra o 5º volume da coleção Gaúchos Em Cena. Em 2020 foi tema do documentário “Deborah! O Ato da Casa”, longa-metragem produzido durante a quarentena, direção Luiz Alberto Cassol (2020).
Thiago Silva é dramaturgo, diretor e pesquisador em Artes Cênicas com formação em Direção Teatral pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS, onde atuou como bolsista de pesquisa em Escrita Dramatúrgica. Escreveu mais de quinze textos teatrais encenados e publicados, entre eles os textos infanto-juvenis “Junho: Uma Aventura Imaginária”, que possui dois prêmios e seis indicações de Melhor Dramaturgia Original e “Alice: Além da Toca do Coelho”, vencedor do Prêmio Tibicuera de Melhor Dramaturgia.
Angelo Primon, responsável pela criação da trilha sonora, tema mais de 30 anos de brilhante carreira. Compositor, multi-instrumentista e produtor Angelo Primon é Bacaharel em Música Popular pela UFRGS e já atuou com artistas de várias tendências: Nei Lisboa, Gilberto Gil, Richard Serraria, Adriana Deffenti, Daniel Drexler, Orquestra de Câmara da ULBRA e Grupo Cuidado que Mancha, Grupo Música Mundana e Violas ao sul. Foi vencedor do Troféu Açorianos como Melhor Instrumentista categoria MPB nos anos de 2006, 2008 e 2016/17. Desenvolve pesquisas sobre as sonoridades da viola de dez cordas, viola de cocho, rabeca, oud árabe, surtarang, surbahar e sitar indiano.
Everton Wilbert Vieira, o iluminador do projeto, é formado em eletrotécnica pela Escola Técnica Prudente de Moraes. Entre suas formações detacam-se os cursos ‘Dramaturgia da luz’ e ‘Projeto caixa cênica’. Recebeu oprêmios como iluminador nos espetáculos “Filhas do sal”, e “O sonho de trás das nuvens”.
Sobre os grupos
O Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica nasceu em 2016 e mantém um caráter transversal, investigativo e de pesquisa em suas montagens, desenvolvendo trabalhos que versam sobre assuntos e perspectivas diversas, tais como o diálogo entre História e Dramaturgia, a pesquisa estética e de linguagem no Teatro Infantil e os processos de criação estética e dramatúrgica. Entre os trabalhos desenvolvidos pelo grupo, estão o documentário cênico “DESTERRO: sobre restos que não importam mais”, apresentado entre os anos de 2017 e 2018, e o espetáculo infantil “Junho: Uma Aventura Imaginária”, que já contemplou mais de cinco mil crianças em sua plateia e soma trinta prêmios. Atualmente, o grupo segue com o processo de pesquisa e criação de trabalhos adultos e infantis, entre eles “SIM ONE NINA”, espetáculo baseado na vida e obra da cantora Nina Simone, “As Viagens de Tio Cosme”, “Piquenique: Uma História de Fantasmas” e “Classe Cordial”.
A Companhia de Solos & Bem Acompanhados, um dos núcleos de criação cênica mais atuantes do Rio Grande do Sul, se caracteriza pela versatilidade, escolha de temas que estimulam a reflexão e o pensamento crítico e mescla de diferentes linguagens. Atingiu mais de quinhentas mil pessoas com seus espetáculos, oficinas e performances. Entre suas realizações estão os espetáculos “Pois é, Vizinha…”, direção Deborah Finocchiaro (1993); “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana” (2006 – além do espetáculo contém CD, lançado em 2015 e DVD, lançado em 2017); “O Macaco & A Velha”, de Ivo Bender (2011); “Um Certo Capitão Verissimo”, direção Paulo Mauro (2012); “GPS GAZA”, orientação Camila Bauer (2014); “Caio do Céu”, direção Luís Artur Nunes (2017) e “Diário Secreto de Uma Secretária Bilingue”, direção de Vinícius Piedade e Deborah Finocchiaro (2019). Os projetos “Histórias de Um Canto do Mundo – Memórias de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul” (que consiste em um espetáculo solo, um recital, um show musical e um registro da obra em livro/CD – 2008); “Palavra de Bolso – Onde a Literatura ganha Voz” (2015) e “Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados” (2018). As obras literomusicais: “A Espessura da Vida” (2018), “Leitura às Cegas” (2018); “Benção Poetinha”, a partir da obra de Vinicius de Morais (2018) e “Palavra Balada (2018). O espetáculo audiovisual “Invisíveis – Histórias Para Acordar”, direção Deborah Finocchiaro (2020). A websérie “Confessionário – Relatos de Casa”, direção Deborah Finocchiaro e Luiz Alberto Cassol (2020/2021). E os programas / podcasts “Estação Confessionário” e “Estação Sarau Voador”, ambos na Rede Estação Democracia e no Spotify (2021). Além de dezenas de indicações, recebeu inúmeros prêmios e percorreu mais de oitenta cidades no RS, Uruguai e Argentina, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.
SERVIÇO:
Classe Cordial
Estreia dia 23 de agosto, às 19h
Temporada de 23 de agosto a 14 de setembro
Disponível gratuitamente no YouTube do Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica
Redes do projeto / Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica:
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCuAt0RC6b9FqV9oaikOQbNg
Instagram: @classecordial
Facebook: https://www.facebook.com/projetoclassecordial
* Este projeto está sendo executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc n° 14.017/20.

Contemplado pelo Fumproarte em 2016, o espetáculo da da Eduardo Severino Cia de Dança, “Pelelingua Sedentobeijo” recebeu o financiamento somente em 2020 e precisou ser reformulado em função da pandemia. A Temporada de apresentações ao vivo inicia dia 27, às 23h, pelo YouTube
O que a impossibilidade do beijo suscita no corpo? Esta foi a provocação da Eduardo Severino Cia de Dança feita a sete bailarinos, isolados há 18 meses, para montagem de “Pelelingua Sedentobeijo”. O espetáculo nasce de mais uma inquietação da companhia em investigar comportamentos sociais: o ato de beijar, o desejo e o calor humano.

Contemplado pelo Fumproarte em 2016, “O Beijo” (nome inicial) recebeu o financiamento somente em 2020. Dos palcos, o projeto precisou ser reformulado para o universo online em função da pandemia. Nesta versão, Gabriel Martins, Daniel Aires, Eduardo Severino, Luciano Tavares, Marco Fillipin, Mônica Dantas, Tatiana da Rosa e Viviane Gawazee trazem à cena a sensualidade, o desejo e o erotismo na solitude.
“Corpos sedentos de pele, de língua e de toque e um vírus invisível, sem precedentes, que gera desconfiança nas relações. Todos os sentimentos extravasados no mundo virtual. Esses foram os propulsores da nossa proposta coreográfica, em que os movimentos gerados pelos estímulos internos e externos, as sensações do desejo, a carência, a falta do conforto do outro, a desconfiança, as distâncias, as ausências, as presenças diáfanas, a impotência e a nossa fragilidade construíram o espetáculo”, explica Eduardo Severino.

A temporada de apresentações ao vivo ocorre nos dias 27, 28 e 29 de agosto e 3, 4, e 5 de setembro, sempre às 23h, pelo YouTube da Eduardo Severino, em link privado. Para assistir, o público deverá enviar e-mail para pelelinguasedentobeijo@gmail.com. Por conter cenas de nudez, “Pelelingua Sedentobeijo” não é recomendado para menores de 12 anos. No dia 8 de setembro (quarta-feira) estreia clipe com todos os artistas, dirigido por Alex Sernambi e trilha de Adriana Deffenti.
FICHA TÉCNICA
Direção-geral: Eduardo Severino
Intérpretes criadores: Eduardo Severino, Gabriel Martins, Daniel Aires, Luciano Tavares, Marco Fillipin, Mônica Dantas, Tatiana da Rosa e Viviane Gawazee
Trilha sonora pesquisada: Luciano Tavares
Trilha sonora original: Adriana Deffenti
Cenografia: Rodrigo Shalako
Consultoria de figurino: Luciane Soares
Design gráfico: Adriana Sanmartin
Edição de vídeo: Alex Sernambi
Assessoria de Imprensa: Roberta Amaral
Redes sociais: Verônica Prokopp
Fotografias: Lu Trevisan
Produção: Luka Ibarra/ Lucida Cultural
Financiamento: FUMPROARTE
SERVIÇO
Pelelingua Sedentobeijo
Apresentações: 27, 28 e 29 de agosto e 3, 4, e 5 de setembro
Horário: 23h
E-mail para solicitar acesso às apresentações: pelelinguasedentobeijo@gmail.com
PROIBIDO PARA MENORES DE 12 ANOS
Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/15VY9BBY9xZ3igYKF69oJs8bmrG6liSCq?usp=sharing