Autor: da Redação

  • Três mulheres e a homenagem da Ospa a Stravinsky

    Três mulheres e a homenagem da Ospa a Stravinsky

     

    No Brasil e no Exterior, as mulheres conquistam cada vez mais posições de destaque na música de concerto. Priscila Bomfim está na ponta desse movimento: foi a primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No próximo sábado, ela é a regente convidada da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), no concerto Stravinsky 50. Ao seu lado no palco, estarão as solistas do dia: a violinista Brigitta Calloni e a oboísta Viktoria Tatour.

    A apresentação começa às 17h, com público presencial limitado na Casa da OSPA e transmissão ao vivo pelo YouTube. O ingresso pode ser trocado por 1kg de alimento não perecível (mais detalhes abaixo).

    A regente Priscila Bomfim. Foto: OSPA/ Divulgação

    Priscila nasceu e iniciou seus estudos musicais em Portugal, onde venceu seu primeiro concurso, de piano, aos nove anos de idade. Hoje, com 46 anos, concilia a carreira de pianista com a regência. Também trabalha para que outras mulheres possam ter oportunidades no universo da música de concerto: é uma das fundadoras da Orquestra Sinfônica de Mulheres do Rio de Janeiro e regente convidada da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca Chiquinha Gonzaga, formada por alunas da rede municipal de escolas do Rio de Janeiro, no programa Orquestra nas Escolas.

    Priscila é a primeira mulher a conduzir a OSPA nesta temporada, mas não será a única. Já no próximo sábado, a Casa da OSPA recebe a renomada maestra Ligia Amadio, que foi, inclusive, uma das referências de Priscila. “É importante, principalmente para o público jovem, ter a referência de uma mulher na regência. Eu tive a Ligia Amadio, que é uma grande líder e tem feito esse trabalho de valorização”, conta Priscila, que regerá a OSPA pela primeira vez. “Passamos por um período com poucas mulheres na regência orquestral. Agora sinto que há grandes movimentos internacionais dando destaque para maestras. Aqui no Brasil há uma geração de mulheres que têm buscado a regência e inevitavelmente vão assumir cargos de titular, assistente ou diretora artística e musical”, completa a regente. 

    Priscila reforça a importância de ter ao seu lado duas mulheres como solistas: a violinista brasileira Brigitta Calloni e a oboísta russa Viktoria Tatour, ambas integrantes da OSPA. Elas interpretam “Concerto Duplo para Oboé e Violino”, de Johann Sebastian Bach. Brigitta assinala um traço interessante da peça: “O oboé e o violino têm um registro em comum, então eles são intercambiáveis em muitas situações… Este concerto que vamos tocar, por exemplo, também pode ser tocado com dois violinos. No segundo movimento, isso fica evidente porque os dois instrumentos tocam em diálogo, no mesmo registro, e as vozes ficam entrelaçadas”. 

    O carro-chefe do concerto é “Pulcinella”, balé de Igor Stravinsky que será executado em versão suíte para orquestra (sem bailarinos), com oito movimentos e passagens instrumentais substituindo trechos cantados da obra original. Esta versão estreou em dezembro de 1922, com a Boston Symphony Orchestra regida por Pierre Monteux. Priscila observa que em 2021, ano em que se completam 50 anos da morte do gênio russo, esta obra não poderia faltar: “Sempre ouvia desde antes de sonhar em ser maestra e fazê-la agora é um sonho e um desafio”. “Pulcinella” é uma obra do período neoclássico do compositor e incorpora características rítmicas do classicismo.

    “Árias e Danças Antigas, Suite nº 1”, de Ottorino Respighi, completa o programa. Assim como o balé de Stravinsky, esta obra do século XX remete à sonoridade de danças antigas. Respighi nutria grande interesse por peças italianas e francesas populares nos séculos XVI e XVII, que inspiram esse trabalho.

    Agosto Laranja

    O concerto “Stravinsky 50” é alusivo ao Agosto Laranja, mês comemorativo da superdotação. Segundo a AGAAHSD (Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação), a incidência de pessoas AH/SD pode chegar a mais de seis milhões no Brasil. A ONG criada em outubro de 1981 luta pelos direitos das Pessoas com Altas Habilidades/Superdotação, principalmente para que recebam a educação adequada às suas necessidades.

    Priscila Bomfim (regente – Brasil)

    Priscila Bomfim foi a primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atualmente é maestra assistente. Vem realizando concertos com diversas orquestras no Brasil e tem um trabalho voltado para a inclusão da mulher no mercado da música de concerto: participou da fundação da Orquestra Sinfônica de Mulheres do Rio de Janeiro e é regente convidada da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca “Chiquinha Gonzaga”, formada por alunas da rede municipal de escolas do Rio de Janeiro, no programa “Orquestra nas Escolas”.Foi uma das seis maestras escolhidas para a 4ª Residência do “Linda and Mitch Hart Institute” para Mulheres Regentes, do The Dallas Opera (Texas/EUA). Graduou-se na UFRJ em Piano e Regência Orquestral e é Mestra em Performance em Piano, com um relevante trabalho sobre Leitura à Primeira Vista.

    Brigitta Calloni. Foto: Cícero Rodrigues- OSPA/ Divulgação

    Brigitta Calloni (violino – Brasil)

    Brigitta Calloni graduou-se na Universidade Mozarteum/Salzburg e é mestre pela Michigan State University. Foi membro da Salzburg Chamber Soloists, com a qual realizou diversas turnês internacionais e integrou as orquestras sinfônicas de Flint, West Michigan e Lansing, além do grupo International Chamber Soloists. De volta ao Brasil, foi violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira e atualmente é segundo violino solista da OSPA. Apresentou-se como solista em frente à OSPA, Orquestra Unisinos-Anchieta e Sphaera Mundi. Mantém intensa atividade camerística, com destaque a diversas participações nos concertos da série de música de câmara da OSPA.

    Viktoria Tatour- OSPA/ Divulgação.

    Viktoria Tatour (oboé – Rússia)

    Mestre pela Academia de Música da Bielorrússia, especializou-se em desempenho instrumental na fundação Musique Espérance da Unesco com Pierre Pierlot. Atuou como professora da cátedra de instrumentos de sopro de madeira da Academia de Música da Bielorrússia. Chegou ao Brasil em 1997, estabelecendo-se primeiramente em Manaus, onde foi o oboé principal da Orquestra Amazonas Filarmônica. Em 2004 mudou-se para Porto Alegre, onde trabalha como o primeiro oboé, leciona no Conservatório Pablo Komlós e tem atuado como convidada em outras orquestras.

    Visita segura

    Em acordo com as orientações do Governo do Estado do RS referentes à pandemia da Covid-19, o concerto seguirá os seguintes protocolos de segurança: ocupação reduzida da Casa da OSPA (menos de 30%), disponibilização de álcool gel aos visitantes, uso obrigatório da máscara, medição de temperatura na entrada, distanciamento social nos espaços de passagem e na ocupação das poltronas da Sala de Concerto. Também é possível acompanhar os concertos da OSPA gratuitamente e ao vivo pelo canal da orquestra no YouTube e pela plataforma #CulturaEmCasa.
    Assista ao concerto!

  • Plataforma Sons do Sul e a biblioteca sonora com sete línguas faladas no RS

    Plataforma Sons do Sul e a biblioteca sonora com sete línguas faladas no RS

    De quantas línguas diferentes se faz o Rio Grande do Sul? A partir do dia 6 de setembro, o projeto Sons do Sul – uma cartografia linguística apresenta um mapeamento sonoro de sete línguas faladas no Rio Grande do Sul:  Língua Pomerana, Talian, Japonês, Polonês, Guarani, Kaingang e Iorubá. A iniciativa será lançada em um bate-papo online no site oficial (http://sonsdosul.com.br/), às 19h, com a participação da professora de Talian Maria Inês Chilanti e do agente cultural nigeriano e falante de Iorubá Kayzee Fashola, ambos integrantes do Colegiado Setorial de Diversidade Linguística do RS.

     Representante do idioma Japonês. Ivoti/RS. R

    Através de uma biblioteca interativa de sons, a plataforma permite que os visitantes tenham contato com falantes de diferentes idiomas. Já a área de vídeos do site traz entrevistas bilíngues ou em português, de modo a contextualizar a presença das línguas nas respectivas comunidades. O projeto é uma iniciativa da Riobaldo Conteúdo Cultural e foi realizado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, com recursos da Lei nº 14.017/20 (Lei Aldir Blanc).

    Viviana Patrícia, Guarani. Porto Alegre

    Pesquisa realizada

    A plataforma é o resultado de uma pesquisa jornalística-cultural realizada com falantes dos idiomas em diversas cidades do Rio Grande do Sul, como Casca, São Lourenço do Sul e Ivoti. A narrativa foca nos modos de vida e na centralidade de cada língua na cultura que envolve os entrevistados. Desta forma, entram em cena falantes como a professora da colônia japonesa de Ivoti, Iaioi Tao, a agricultora familiar Odília, que fala Talian desde criança em Antonio Prado, e a artesã Mbyá-Guarani Viviana Patrícia, moradora da aldeia do Cantagalo, em Viamão.

    Kaingang. Passo Fundo/RS. 

    A diversidade linguística do Brasil é um elemento essencial no mosaico de manifestações populares e do patrimônio cultural imaterial do país. O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, revelou que há 274 línguas indígenas faladas em território brasileiro, isso sem contar as línguas crioulas, de imigração e afro-brasileiras também presentes no Brasil.

    Kayzee Fashola, Yorùbá. Porto Alegre/RS.

    No entanto, essa diversidade corre perigo, como mostra um relatório da Unesco publicado em 2016. Segundo o estudo, das cerca de 6.700 línguas faladas no mundo, 50% estão ameaçadas de desaparecer até o final deste século. Instrumentos de políticas públicas de cultura são essenciais não apenas para salvaguardar e manter essas línguas como também para proteger em especial as culturas dos grupos sociais minoritários, na medida em que, segundo o Guia de Pesquisa e Documentação do Inventário Nacional de Diversidade Linguística (Iphan, 2016), “se encontram em posição de maior vulnerabilidade linguística.”

    Denise Bartz, pomerana-

    Sons do Sul parte da iniciativa de pesquisadores e trabalhadores da cultura residentes no Rio Grande do Sul, motivados pela diversidade e pela riqueza do patrimônio cultural do Brasil. O projeto tem o objetivo de contribuir para a visibilidade dessas línguas, de modo a inspirar que cada vez mais falantes e agentes culturais  se voltem para a valorização do plurilinguismo.

  • O Escaler em livro, nas memórias e trajetória de seu dono, Toninho.

    O Escaler em livro, nas memórias e trajetória de seu dono, Toninho.

    O texto abaixo é do jornalista Paulo César Teixeira:

    “Poucos lugares simbolizaram tão bem a efervescência dos anos 1980 em
    Porto Alegre quanto o bairro Bom Fim, principal reduto boêmio e cultural
    da capital gaúcha nas últimas décadas do século 20. E, no Bom Fim, havia
    um ponto de convergência – o Escaler, bar fundado em 1982 por um
    marujo às margens do Parque da Redenção, em meio a jacarandás e sob
    o brilho da lua.

    Inscrito na memória afetiva de duas ou três gerações como espaço
    privilegiado de diversão e arte, o Escaler acumulou milhares de histórias
    na lembrança e na imaginação dos que por lá aportaram. Já estava na
    hora de contá-las e revivê-las. É o que faz neste livro o dono do bar,
    Antônio Carlos Ramos Calheiros, o Toninho do Escaler – antes de tudo, um agitador cultural, que soube direcionar energias plurais sem retirar-
    lhes a fluidez e a espontaneidade –, em depoimento ao jornalista Paulo César Teixeira, autor de Esquina maldita, Nega Lu – Uma dama de barba
    malfeita e Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre.

    Toninho do Escaler/ Foto: Divulgação

    A live de lançamento do livro Escaler: quando o Bom Fim era nosso,
    Senhor! acontece na 3a feira, dia 31/8, a partir das 20h, na página do
    evento no Facebook (bit.ly/3kkExRr), com participação de convidados
    especiais.

    No Bom Fim, o Escaler reunia uma plêiade de tribos tão díspares quanto
    punks, góticos e metaleiros, que se juntavam aos remanescentes da onda
    hippie e aos primeiros rappers da praça.
    – Tinha tudo a ver com a concentração de pessoas ligadas à arte e à
    cultura – anota o saxofonista King Jim, um dos fundadores da banda
    Garotas da Rua.
    – Era o gueto underground da cidade – diz Marco Aurélio Lacerda, o Coié,
    líder das bandas de blues Neon e Rabo de Galo.
    – O Escaler foi o local mais libertário e revolucionário do Bom Fim. Em
    parte, pela sensação de liberdade de se estar ao ar livre, junto à Redenção, mas também – e principalmente – pela proposta do bar, que
    se somava à onda da contracultura – analisa o jornalista Emílio Chagas.
    O Território Livre do Bom Fim consagrado no fumódromo durante o verão
    da lata. O show do Bebeto Alves assistido por uma multidão que lotou a
    avenida José Bonifácio, cancelando a missa dominical na Igreja Santa
    Terezinha.

    As campanhas Vote para Presidente (deu Brizola na cabeça!), Cometa
    Amor no Escaler (Toninho instalou um telescópio para ver o cometa
    Halley na porta do bar); Escaler e os Discos Voadores (lançando bandas
    independentes) e tantas outras.
    O circo Escaler Voador, que trouxe a Porto Alegre Rita Lee, Tetê Espíndola,
    Titãs, Lobão, Ultraje a Rigor e muitos outros para apresentações sob a
    lona junto ao Gigantinho. As reuniões dançantes aos domingos, que
    deram origem ao Baile da Cidade.
    O candidato Toninho do Escaler, o Verde Maduro. A Lei Seca no Bom Fim.
    A repressão policial nas madrugadas da Osvaldo Aranha. O fim do sonho.
    O exílio nas Bandas Orientais.
    O Toninho conta todas essas histórias no livro mais esperado do ano!
    Desfrutemo-las como se navegássemos num bote salva-vidas (significado
    original do nome do bar) em meio a tempos caretas e sombrios.”

    SERVIÇO
    Obra: Escaler: quando o Bom Fim era nosso, Senhor!
    Autor: Antônio Calheiros, em depoimento a Paulo César Teixeira
    Editora: Ballejo Cultura & Comunicação
    Formato: 16×23
    Páginas: 196
    R$: 71,00
    CONTATOS – WhatsApp/ e-mails
    Toninho (53) 98143-4473 (puntal@bol.com.br)
    Paulo César Teixeira (51) 999185863 (paulocesar.teixeira@uol.com.br)

  • “A Nuvem Rosa”, filme de Iuli Gerbase, terá pré-estreia no Cine Farol Santander

    “A Nuvem Rosa”, filme de Iuli Gerbase, terá pré-estreia no Cine Farol Santander

     Numa mescla de clássicos e novidades, o Cine Farol Santander traz de volta uma personalidade para o cinema, através das parcerias com consulados e embaixadas, além das mostras temáticas, como a que está em cartaz atualmente, das diretoras francesas, em parceria com a embaixada da cinemateca da França, e parcerias com cineastas gaúchos, como é o caso do filme A Nuvem Rosa, da diretora Iuli Gerbase, que terá uma semana em pré-estreia a partir do dia 26 de agosto. No dia 28, às 17h30min, a diretora irá comentar o filme na sessão das 17h30.

    Sua história é sobre uma nuvem rosa tóxica que surge pelo mundo, forçando todos a ficarem confinados. Giovana fica presa em um apartamento com Yago, um homem que havia recém conhecido em uma festa. Enquanto esperam a nuvem passar, eles precisam aprender a viver juntos como um casal. Ao longo dos anos, Yago vive sua própria utopia, enquanto Giovana sente-se cada vez mais aprisionada. A Nuvem Rosa teve sua estreia mundial no 2021 Sundance Film Festival – World Dramatic Competition

    A equipe

    Iuli Gerbase, realizadora brasileira, estudou Cinema e Escrita Criativa. Aos 20 anos começou a trabalhar como assistente de direção e dirigir seus curtas, alguns deles selecionados para diversos festivais internacionais como TIFF e Havana Film Festival. A Nuvem Rosa, drama com toques de surrealismo e sci-fi, é seu primeiro longa-metragem. O filme teve estreia no festival de Sundance em janeiro de 2021 e está circulando pelo mundo, tendo recebido o prêmio de Melhor Filme no Sofia International Film Festival, na Bulgária. Iuli está atualmente desenvolvendo seu segundo longa-metragem.

    Atriz, bailarina e diretora, Renata de Lélis é graduada em teatro (Brasil) e mestre em Dança (Lisboa). É atriz de teatro e audiovisual desde 2005, tendo recebido cinco prêmios de melhor atriz. É membro-fundadora do Coletivo Habitantes e dirige o Coletivo Criação Kamikaze. É diretora e roteirista dos curtas NAU (pré-produção) e TERATOMA (em circuito de festivais), em que também é atriz. É codiretora e atriz do clipe-vídeo dança “Apatia”, música de Rita Zart. Seus últimos trabalhos em longa-metragem são ‘O Avental Rosa’, 2019, de Jayme Monjardim; ‘A Colmeia’, 2020, de Gilson Vargas; e ‘A Nuvem Rosa’, de Iuli Gerbase.

    Eduardo Mendonça é ator, roteirista e locutor de rádio. No cinema, atuou nos longas-metragens ‘Menos que Nada’, de Carlos Gerbase; ‘Legalidade’, de Zeca Brito; ‘Os Bravos Nunca Se Calam’, de Márcio Schoenardie e ‘A Nuvem Rosa’, de Iuli Gerbase. Pelo curta ‘Folha em Branco’, de Iuli Gerbase, recebeu o prêmio Histórias Curtas RBSTV (2011) de melhor ator coadjuvante. No teatro recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante de 2010 pelo espetáculo ‘Milkshakespeare’. É um dos protagonistas das séries ‘Fora de Quadro’ e ‘Necrópolis’, disponível no Netflix.

    Fundada em 2011, a Prana Filmes e produziu cinco longas-metragens, três curtas-metragens e duas séries de televisão. Atualmente está pré-produzindo o longa-metragem ‘Jepotá’ e a série de televisão ‘Centro Liberdade’ e pós-produzindo e desenvolvendo sete projetos. Seus principais destaques são os longas-metragens: ‘A Nuvem Rosa’ (2021), selecionado para Sundance,Yonlu (2018), vencedor do Prêmio Abraccine – Melhor primeiro longa-metragem brasileiro na 41a Mostra Internacional de São Paulo, ‘Bio – construindo uma vida’, vencedor de três prêmios no 45° Festival de Cinema de Gramado e ‘Legalidade’ (2019), com estreia no 35o Chicago Latin Film Festival.

    FICHA TÉCNICA

    Escrito e Dirigido por Iuli Gerbase

    Elenco: Renata De Lélis, Eduardo Mendonça, Girley Brasil Paes, Kaya Rodrigues, Helena Becker

    Produção Executiva: Patricia Barbieri

    Direção de Fotografia: Bruno Polidoro

    Direção de Arte: Bernardo Zortea

    Montagem: Vicente Moreno

    Supervisão de Pós-Produção: Daniel Dode e Gustavo Zuchowski

    Efeitos Visuais: Dot

    Desenho de Som Kiko Ferraz e Chrístian Vaisz

    Mixagem: Ricardo Costa

    Trilha Sonora Original: Caio Amon

    A NUVEM ROSA

    105min / 2k / Color / 2021

    Pré-estreia dia 26 de agosto

    Até dia 01 de setembro com sessões às 15h e 17h30min

    CINE FAROL SANTANDER

    Rua Sete de Setembro, 1028, Centro, Porto Alegre

    Telefone: 51 – 3013.3698

    Ingressos: R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (meia)

    Na bilheteria do Farol Santander ou no site da Sympla

    85 lugares – no momento com lotação máxima de 50%

    Mais informações no site da Prana Filmes: www.pranafilmes.com.br

  • O “Diário Poético”, de Luana Leites, poeta com paralisia cerebral motora

    O “Diário Poético”, de Luana Leites, poeta com paralisia cerebral motora

    Moradora da Restinga Velha, em Porto Alegre, a jovem Luana Leites, está ajudando a quebrar paradigmas que envolvem pessoas com deficiências (PcD).  Aos 21 anos e com paralisia cerebral motora, ela está lançando o livro Diário Poético, nos formatos digital (e-book) e audiolivro. A distribuição será gratuita para escolas da rede pública, municipal e estadual, e também para as privadas que tenham interesse no material.

    De acordo com o último censo do IBGE, em 2010, 46 milhões de brasileiros possuíam alguma limitação capaz de comprometer a mobilidade. Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.

    Chegar aonde cheguei, não foi fácil. Sofri preconceito por parte de muitos colegas, enquanto cursava o Ensino Fundamental regular na rede pública de ensino. Muitas pessoas subestimam a capacidade de pessoas portadoras de necessidades especiais, por acreditarem que não podemos participar de forma ativa e, tampouco, estarmos inseridos na sociedade”, relembra Luana, que começou a escrever aos 11 anos. Para ela, a leitura e a escrita de poesias funcionam como válvula de escape na luta contra o preconceito. “A literatura sempre me ajudou a enfrentar as dificuldades de aceitação, já que escrevendo eu me sentia – e sinto – livre”, conta.

    O livro tem mais de 35 poesias escritas durante a pandemia.  “Esse projeto mostrará a importância da poesia, para refletir sobre a vida, se sentir compreendido enquanto ser social e humano, incentivando com que as pessoas em toda sua diversidade expressem, e não reprimam os seus sentimentos. Também se constrói com o livro uma oportunidade de quebrar com paradigmas do capacitismo, que ainda estão presentes no modo de pensar as deficiências”, diz Luana

    Os atores Vinicius Mello e Lucila Clemente interpretarão as poesias no audiolivro. “Quero ser um exemplo, transmitir coragem para pessoas parecidas ou iguais a mim, para que realizem e nunca desistam de seus sonhos, por mais dificuldades que encontrem. Seja qual for o sonho, seja qual for a dificuldade, somos capazes”, conclui.

    As escolas públicas e privadas, interessadas em adquirir gratuitamente o material, poderão entrar em contato através do telefone: (51) 93614865 ou pelo instagram (@diariopoeticodiario).

     

  • “Vida de Cadeirante”, um drama do cotidiano nas fotos de Jorge Aguiar

    “Vida de Cadeirante”, um drama do cotidiano nas fotos de Jorge Aguiar

    “Meio Fio – Vida de Cadeirante” é o título da exposição do fotojornalista Jorge Aguiar, que está até o dia 27 de agosto,  na Câmara Municipal de Alvorada (RS).
    Trata-se de uma “imersão fotográfica e social”, segundo  o autor.
    A exposição  registra o dia a dia de moradores de Alvorada e região, todos com problemas de mobilidade, cadeirantes, que apesar de inúmeros problemas, fazem da falta de oportunidade e intolerância, sua força para lutar e resistir.
    Fotojornalista há 45 anos, Jorge Aguiar participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É fundador do Instituto Luz Reveladora Photo da Lata, instituição sem fins lucrativos que ministra oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas de vulnerabilidade social, e idealizador do Projeto Click da Kombi – Escola de Fotografia Itinerante.
  • “Vídeoperformance”, experimentação de linguagem, une dança, circo e performance

    “Vídeoperformance”, experimentação de linguagem, une dança, circo e performance

     

    A experimentação de corpos que reconhecem a si mesmos como corpos falantes e que questionam o corpo socialmente construído é o ponto de partida da vídeoperformance Epiceno. Produzida e dirigida pela artista Carol Martins, a pesquisa de intersecção de linguagem (que une dança, circo e performance) estreia dia 26 de agosto nas redes sociais (IGTV do @projetoepiceno no Instagram) e irá integrar a programação do 28ª Porto Alegre em Cena, que este ano ocorre de 19 a 31 de outubro, em formato híbrido.

    Contemplado pelo Edital Criação e Formação Diversidades das Culturas – realizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), em parceria com a Fundação Marcopolo – o trabalho foi executado com recursos da Lei Aldir Blanc n°14.017/20. A equipe de mais de 20 profissionais contou com R$ 30 mil para a realização do projeto, que envolveu, além das gravações em set de filmagem, duas oficinas de preparação corporal.

    Consuelo Vallandro,_performer.Foto: Aline_More / Divulgação

    Epiceno é um substantivo utilizado para designar animais com apenas um gênero (onça ou jacaré, por exemplo). A partir disso, oito performers (Bruno Fernandes, Consuelo Vallandro, Gabi Faryas, Guilherme Gonçalves, João Om, Jordan Maia, Marcelo Reis e Rita Spier) atravessam significados predeterminados de negociação entre feminino/masculino, criando uma ficção de si mesmos. Alterando o equilíbrio e o desequilíbrio possível em pernas de paus, eles apresentam ao expectador corpos que podem ser humanos, animais, plásticos, artificiais, que alteram também sua estatura normal.

    Roteirizado pelo artista Hiperlinque,o experimento inédito foi construído ainda com a colaboração de artistas que ministraram duas oficinas complementares ao trabalho de criação do elenco: Luciano Fernandes (Equilibrar-se em perna de pau) e Carlota Albuquerque (Poéticas Corporais). “O projeto aconteceu, em sua maior parte, em formato virtual – exceto as aulas de perna de pau, que foram realizadas em espaço aberto”, destaca a diretora da vídeoperformance.

    Guilherme Gonçalves., performer. Foto: Roger Santos/ Divulgação

    A etapa de gravação aconteceu no Estúdio Amplo, considerando todos os protocolos de segurança para evitar a propagação da Covid-19. Além do uso de máscaras e álcool gel, a equipe manteve o distanciamento recomendado pelas autoridades de Saúde. “O cronograma de filmagens foi executado com rotatividade de participantes, para evitar aglomerações”, observa Carol. Segundo a idealizadora do projeto, durante o 28ª Porto Alegre em Cena, a vídeoperformance passará por uma releitura: nos dias 20 e 21 de outubro o elenco irá ocupar a Escadaria da Borges de Medeiros, em nichos, compondo uma instalação performática, enquanto o trabalho audiovisual já realizado será projetado nas paredes de prédios do entorno.

    Epiceno

    Apoio: Estúdio Amplo e Festival de Circo Contemporâneo (FECICO)

    Estreia: 26 de agosto no IGTV do @projetoepiceno no Instagram

    Ficha técnica:

    Produção e Direção: Carol Martins

    Assistente de produção: Jordan Maia

    Roteiro: Hiperlinque

    Elenco: Bruno Fernandes, Consuelo Vallandro, Gabi Faryas, Guilherme Gonçalves, João Om, Jordan Maia, Marcelo Reis e Rita Spier

    Figurino: Guilherme Gonçalves

    Maquiagem: Juliane Senna

    Trilha Sonora: Eduardo Xavier

    Atividades de preparação de elenco: Poéticas Corporais, com Carlota Albuquerque; e Equilibrar-se em Perna de Pau, com Luciano Fernandes

    Arte Gráfica: Marcelo Reis

    Captação, edição e montagem: E-frame – Estúdio de Criação de Conteúdo Audiovisual.

     

  • Aceleradora Lanceiros Negros promove live destacando a cena musical afro-gaúcha

    Aceleradora Lanceiros Negros promove live destacando a cena musical afro-gaúcha

     

     

    Será realizada nesta quinta-feira, dia 19 de agosto, às 20h30min, a segunda live do projeto Aceleradora Lanceiros Negros.  Participam, como convidados, o rapper Rafa Rafuagi; a cantora e socióloga Nina Fola,  e o rapper e beatmaker, Zilla, com a temática “Cena musical Afro-Gaúcha”. A mediação é da comunicadora Mallê Barcelos, com transmissão pelo Youtube (confira o “Serviço”).

     

    A Aceleradora Lanceiros Negros é um desdobramento do Festival Porongos, iniciativa criada em 2018 por jovens empreendedores gaúchos, com objetivo de impulsionar a cultura negra no Sul do Brasil. A Aceleradora Cultural é um projeto financiado pela Natura Musical, via Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul (LIC). Ao longo do segundo semestre deste ano, a diretora criativa Thaise Machado e os produtores Mauryani Oliveira e João Pedro Lopes planejam uma imersão com mais de 30 horas de atividades, com transmissão pelo Youtube.

    – Acreditamos que a arte possui papel político. Nossos corpos são políticos e, por meio dessas narrativas, propomos um projeto que busca instigar o pensar, explica a Thaise Machado. – A história de Cerro de Porongos necessita ser lembrada. Nossos profissionais precisam acessar espaços de capacitações que dialoguem com a realidade social que se aplica. O projeto tem a função de colocar artistas negros e lgbtqia+ a concorrer de forma leal no mercado cultural, conclui.

     

    A proposta consiste na criação de um espaço de acolhimento e capacitação de 20 agentes culturais negros e lgbtqia+, por meio de edital, em ambiente virtual, com inscrições gratuitas. Serão realizadas oficinas, mentorias coletivas e bate-papo “ao vivo” com profissionais da área da cultura. Posteriormente, os conteúdos das aulas serão disponibilizados no Youtube. O edital será lançado no dia 23 de agosto.

    – A arte, para população negra, sempre foi e será uma das principais ferramentas de combate ao racismo e de denunciar preconceitos, afirma Thaise Machado. A partir disso, a Aceleradora Cultural nasce em forma de manifesto, tornando presente e dando notoriedade à história dos Lanceiros Negros, que lutaram na Guerra Civil Farroupilha em troca de sua liberdade. – Buscamos, por meio da cultura, disponibilizar o conhecimento sobre um fato histórico pouco comentado no Rio Grande do Sul, ressalta a diretora criativa.

    O projeto Lanceiros Negros foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (Pró-Cultura), ao lado de Dessa Ferreira, Pâmela Amaro, Circuito Orelhas e Gravina DasMina, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 39 projetos até 2020, como Filipe Catto, Tem Preto no Sul, Borguetti e Yamandu, Zudizilla, Sons que Vem da Serra e Thiago Ramil.

    – A música propõe debates pertinentes, que impactam positivamente na construção de um mundo melhor. Acreditamos que os projetos selecionados pelo edital Natura Musical podem contribuir para a construção de um futuro mais bonito, cada vez mais plural, inclusivo e sustentável, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.

    Sobre o projeto

    Lanceiros Negros – Aceleradora Cultural é um desdobramento do Festival Porongos criado em 2018 com objetivo de impulsionar a cultura negra no Sul do Brasil. A proposta consiste na criação de um espaço de acolhimento e capacitação de 20 agentes culturais negros e lgbtqia+, por meio de edital, com inscrições gratuitas. Serão realizadas oficinas, mentorias coletivas e bate-papo “ao vivo” com profissionais da área da cultura. Confira alguns artistas e profissionais confirmados: Nina Fola, Saskia, Valéria Barcellos, Silvia Abreu, Rafa Rafuagi, Jaqueline Fernandes, Carol Anchieta, Dina Prates e Tiago Souza.

    Natura Musical

    Natura Musical é a plataforma de cultura da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu cerca de R$ 174,5 milhões no patrocínio de mais de 518 projetos – entre trabalhos de grandes nomes da música brasileira, lançamento e consolidação de novos artistas e projetos de fomento às cenas e impacto social positivo. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do País e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. Em 2020, o edital do Natura Musical selecionou 43 projetos em todo o Brasil e promoveu mais de 300 produtos e experiências musicais, entre lançamentos de álbuns, clipes, festivais digitais, oficinas e conferências. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente da música brasileira, com uma programação contínua de lives, performances, bate-papos e conteúdos exclusivos, agora digitalmente.

  • A estreia de “Classe Cordial”, espetáculo de vídeo-teatro de dois grupos do RS.

    A estreia de “Classe Cordial”, espetáculo de vídeo-teatro de dois grupos do RS.

    O Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica e a Companhia de Solos & Bem Acompanhados estão à frente do projeto “Classe Cordial” que trata de um assunto pertinente e atual na sociedade brasileira: espaços manicomiais. O espetáculo de vídeo-teatro estreia dia 23 de agosto, às 19h.

    Relatos sobre casos reais presentes em espaços manicomiais e uma pesquisa ampla sobre a temática – que vem sendo desenvolvida pela equipe do projeto desde 2020 – o espetáculo virtual propõe um debate que envolve o público e o privado. Nesse sentido, ao levar para a cena uma personagem que insere-se em ambas as esferas, o espetáculo aborda a história de muitas mulheres nesse trânsito criativo entre o real e o documental, estampando na tela uma classe cordial que se materializa no paradoxo de pessoas que discursam sobre uma forma de convívio social pacífica e agregadora, mas que, na prática, excluem, silenciam e segregam. Uma classe cordial que, muitas vezes, é constituída por todos e todas nós. Todos os dias.

    Sobre a equipe

    Jardel Rocha, diretor do espetáculo, é ator e professor de teatro, além de diretor. Integra o Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica, onde recebeu cinco indicações e dois prêmios de Melhor Ator pelo espetáculo “Junho: Uma Aventura Imaginária”, incluindo a Indicação de Melhor Ator no Prêmio Olhares da Cena. É professor e diretor de Teatro na ACEFH no município de Harmonia, dirigindo grupos de crianças, adolescentes e adultos. É diretor do premiado espetáculo ‘’Filhas do Sal”  e dirige a Cia de Solos & Bem Acompanhados, uma das mais atuante do estado, desde o ano de 2019.

    Deborah Finocchiaro tem um vasto currículo e inúmeros prêmios em sua carreira Estreou no teatro em 1985. Bacharel em Interpretação Teatral no DAD / UFRGS (1992) e esteve presente em centenas de trabalhos como atriz no teatro, cinema e televisão. É também diretora, locutora, produtora, apresentadora, roteirista e ministrante. Ao longo de sua carreira, recebeu 33 prêmios, entre eles 9 de Melhor Espetáculo, 18 de Melhor Atriz, 1 de Melhor Direção, 1 de Melhor Texto Adaptado, 1 de Melhor Roteiro e 3 como Melhor Artista de Teatro. Em 2006 fundou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados, que traz em seu repertório dezenas de trabalhos. Em 2014 foi a artista homenageada do 21º Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena, ganhando a biografia “A Arte Transformadora”, escrita pelo jornalista Luiz Gonzaga Lopes, que integra o 5º volume da coleção Gaúchos Em Cena. Em 2020 foi tema do documentário “Deborah! O Ato da Casa”, longa-metragem produzido durante a quarentena, direção Luiz Alberto Cassol (2020).

    Thiago Silva é dramaturgo, diretor e pesquisador em Artes Cênicas com formação em Direção Teatral pelo Departamento de Arte Dramática da UFRGS, onde atuou como bolsista de pesquisa em Escrita Dramatúrgica. Escreveu mais de quinze textos teatrais encenados e publicados, entre eles os textos infanto-juvenis “Junho: Uma Aventura Imaginária”, que possui dois prêmios e seis indicações de Melhor Dramaturgia Original e “Alice: Além da Toca do Coelho”, vencedor do Prêmio Tibicuera de Melhor Dramaturgia.

    Angelo Primon, responsável pela criação da trilha sonora, tema mais de 30 anos de brilhante carreira. Compositor, multi-instrumentista e produtor Angelo Primon é Bacaharel em Música Popular pela UFRGS e já atuou com artistas de várias tendências: Nei Lisboa, Gilberto Gil, Richard Serraria, Adriana Deffenti, Daniel Drexler, Orquestra de Câmara da ULBRA e Grupo Cuidado que Mancha, Grupo Música Mundana e Violas ao sul. Foi vencedor do Troféu Açorianos como Melhor Instrumentista categoria MPB nos anos de 2006, 2008 e 2016/17. Desenvolve pesquisas sobre as sonoridades da viola de dez cordas, viola de cocho, rabeca, oud árabe, surtarang, surbahar e sitar indiano.

    Everton Wilbert Vieirao iluminador do projeto, é formado em eletrotécnica pela Escola Técnica Prudente de Moraes. Entre suas formações detacam-se os cursos ‘Dramaturgia da luz’ e ‘Projeto caixa cênica’. Recebeu oprêmios como iluminador nos espetáculos “Filhas do sal”,  e “O sonho de trás das nuvens”.

    Sobre os grupos

    Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica nasceu em 2016 e mantém um caráter transversal, investigativo e de pesquisa em suas montagens, desenvolvendo trabalhos que versam sobre assuntos e perspectivas diversas, tais como o diálogo entre História e Dramaturgia, a pesquisa estética e de linguagem no Teatro Infantil e os processos de criação estética e dramatúrgica. Entre os trabalhos desenvolvidos pelo grupo, estão o documentário cênico “DESTERRO: sobre restos que não importam mais”, apresentado entre os anos de 2017 e 2018, e o espetáculo infantil “Junho: Uma Aventura Imaginária”, que já contemplou mais de cinco mil crianças em sua plateia e soma trinta prêmios. Atualmente, o grupo segue com o processo de pesquisa e criação de trabalhos adultos e infantis, entre eles “SIM ONE NINA”, espetáculo baseado na vida e obra da cantora Nina Simone, “As Viagens de Tio Cosme”, “Piquenique: Uma História de Fantasmas” e “Classe Cordial”.

    A Companhia de Solos & Bem Acompanhados, um dos núcleos de criação cênica mais atuantes do Rio Grande do Sul, se caracteriza pela versatilidade, escolha de temas que estimulam a reflexão e o pensamento crítico e mescla de diferentes linguagens. Atingiu mais de quinhentas mil pessoas com seus espetáculos, oficinas e performances. Entre suas realizações estão os espetáculos “Pois é, Vizinha…”, direção Deborah Finocchiaro (1993); “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana” (2006 – além do espetáculo contém CD, lançado em 2015 e DVD, lançado em 2017); “O Macaco & A Velha”, de Ivo Bender (2011); “Um Certo Capitão Verissimo”, direção Paulo Mauro (2012);  “GPS GAZA”, orientação Camila Bauer (2014); “Caio do Céu”, direção Luís Artur Nunes (2017) e “Diário Secreto de Uma Secretária Bilingue”, direção de Vinícius Piedade e Deborah Finocchiaro (2019). Os projetos “Histórias de Um Canto do Mundo – Memórias de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul” (que consiste em um espetáculo solo, um recital, um show musical e um registro da obra em livro/CD – 2008); “Palavra de Bolso – Onde a Literatura ganha Voz” (2015) e “Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados” (2018). As obras literomusicais: “A Espessura da Vida” (2018), “Leitura às Cegas” (2018); “Benção Poetinha”, a partir da obra de Vinicius de Morais (2018) e “Palavra Balada (2018). O espetáculo audiovisual “Invisíveis – Histórias Para Acordar”, direção Deborah Finocchiaro (2020). A websérie “Confessionário – Relatos de Casa”, direção Deborah Finocchiaro e Luiz Alberto Cassol (2020/2021).  E os programas / podcasts “Estação Confessionário” e “Estação Sarau Voador”, ambos na Rede Estação Democracia e no Spotify (2021). Além de dezenas de indicações, recebeu inúmeros prêmios e percorreu mais de oitenta cidades no RS, Uruguai e Argentina, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.

     SERVIÇO:

    Classe Cordial

    Estreia dia 23 de agosto, às 19h

    Temporada de 23 de agosto a 14 de setembro

    Disponível gratuitamente no YouTube do Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica

    Redes do projeto / Coletivo Nômade de Teatro e Pesquisa Cênica:

    YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCuAt0RC6b9FqV9oaikOQbNg

    Instagram: @classecordial

    Facebook: https://www.facebook.com/projetoclassecordial

    * Este projeto está sendo executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc n° 14.017/20.

  • O desejo e a ausência do beijo na pandemia, na dança da Eduardo Severino Cia

    O bailarino Eduardo Severino; Foto: Lu Trevisan/ Divulgação

    Contemplado pelo Fumproarte em 2016,  o espetáculo da da Eduardo Severino Cia de Dança, “Pelelingua Sedentobeijo” recebeu o financiamento somente em 2020 e precisou ser reformulado em função da pandemia.  A Temporada de apresentações ao vivo inicia dia 27, às 23h, pelo YouTube

    O que a impossibilidade do beijo suscita no corpo? Esta foi a provocação da Eduardo Severino Cia de Dança feita a sete bailarinos, isolados há 18 meses, para montagem de “Pelelingua Sedentobeijo”. O espetáculo nasce de mais uma inquietação da companhia em investigar comportamentos sociais: o ato de beijar, o desejo e o calor humano.

    O bailarino Luciano Tavares – Foto Lu Trevisan/ Divulgação

    Contemplado pelo Fumproarte em 2016, “O Beijo” (nome inicial) recebeu o financiamento somente em 2020. Dos palcos, o projeto precisou ser reformulado para o universo online em função da pandemia. Nesta versão, Gabriel Martins, Daniel Aires, Eduardo Severino, Luciano Tavares, Marco Fillipin, Mônica Dantas, Tatiana da Rosa e Viviane Gawazee trazem à cena a sensualidade, o desejo e o erotismo na solitude.

    “Corpos sedentos de pele, de língua e de toque e um vírus invisível, sem precedentes, que gera desconfiança nas relações. Todos os sentimentos extravasados no mundo virtual. Esses foram os propulsores da nossa proposta coreográfica, em que os movimentos gerados pelos estímulos internos e externos, as sensações do desejo, a carência, a falta do conforto do outro, a desconfiança, as distâncias, as ausências, as presenças diáfanas, a impotência e a nossa fragilidade construíram o espetáculo”, explica Eduardo Severino.

    Mônica Dantas – Foto Lu Trevisan/ Divulgação

    A temporada de apresentações ao vivo ocorre nos dias 27, 28 e 29 de agosto e 3, 4, e 5 de setembro, sempre às 23h, pelo YouTube da Eduardo Severino, em link privado. Para assistir, o público deverá enviar e-mail para pelelinguasedentobeijo@gmail.com. Por conter cenas de nudez, “Pelelingua Sedentobeijo” não é recomendado para menores de 12 anos. No dia 8 de setembro (quarta-feira) estreia clipe com todos os artistas, dirigido por Alex Sernambi e trilha de Adriana Deffenti.

    FICHA TÉCNICA
    Direção-geral: Eduardo Severino
    Intérpretes criadores: Eduardo Severino, Gabriel Martins, Daniel Aires, Luciano Tavares, Marco Fillipin, Mônica Dantas, Tatiana da Rosa e Viviane Gawazee
    Trilha sonora pesquisada: Luciano Tavares
    Trilha sonora original: Adriana Deffenti
    Cenografia: Rodrigo Shalako
    Consultoria de figurino: Luciane Soares
    Design gráfico: Adriana Sanmartin
    Edição de vídeo: Alex Sernambi
    Assessoria de Imprensa: Roberta Amaral
    Redes sociais: Verônica Prokopp
    Fotografias: Lu Trevisan
    Produção: Luka Ibarra/ Lucida Cultural
    Financiamento: FUMPROARTE

    SERVIÇO
    Pelelingua Sedentobeijo
    Apresentações: 27, 28 e 29 de agosto e 3, 4, e 5 de setembro
    Horário: 23h
    E-mail para solicitar acesso às apresentações: pelelinguasedentobeijo@gmail.com
    PROIBIDO PARA MENORES DE 12 ANOS

    Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/15VY9BBY9xZ3igYKF69oJs8bmrG6liSCq?usp=sharing