Glau Barros lança canção sugerindo como serão os romances na era pós-pandemia

Nestes tempos de quarentena, fica-se a imaginar como serão os encontros, afetos e abraços na era pós-pandemia. Pensando nisso, o músico Edison Guerreiro compôs a canção “E foi assim”, uma forma de sonhar com esse momento novo que todos, ansiosos, aguardam com muita expectativa. Glau Barros interpreta a canção, acompanhada de Jefferson Marx(violão e cavaquinho), que também assina os arranjos e a edição do vídeo, e Edison Guerreiro na caixinha de fósforos.

O trabalho foi realizado de acordo com o modo de produção da quarentena, ou seja, cada um da sua casa. O lançamento é nesta quarta-feira, dia 20 de maio, às 19h, nas redes sociais da cantora.

Serviço:

Lançamento do vídeo “E foi assim”, com Edison Guerreiro,Glau Barros e Jefferson Marx

Dia 20 de maio, quarta-feira, às 19h, nas redes sociais da cantora

Facebbok: Glau Barros

Instagran: @glaubarros

Youtube: Glau Barros

Ficha Técnica:

Título da música: “E foi assim”

Autor: Edison Guerreiro

Arranjos: Jefferson Marx

Voz: Glau Barros

Violão e Cavaquinho: Jefferson Marx

Percussão: Edison Guerreiro

Edição de vídeo: Jeferson Marx

Acesso ao vídeo:

http://drive.google.com/open?id=13csDdpnYy68DIBR-4MeowQMLw9l2oi–

O novo trabalho de Adriana Deffenti em “Controversa4”, no Mistura Fina virtual

A apresentação em ambiente virtual de Adriana Deffenti dá continuidade à programação do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito, nesta quinta-feira, 21 de maio. A transmissão é feita pelas redes sociais do Mistura Fina, pelo link: www.facebook.com/misturafinamusica/, a partir das 18h30min. Para este projeto, a cantora e compositora apresenta “Controversa4”, título do seu novo álbum e show. A artista preparou um cenário diferente para cada canção. A iniciativa leva a assinatura da Fundação Theatro São Pedro, por meio da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS.

O show “Controversa4” tem como base o repertório do seu novo trabalho, com canções de sua autoria, Arthur de Faria, Bianca Obino, Ramiro Macedo e Nei Lisboa. Somam-se outros temas, de discos anteriores e outros compositores gaúchos. Contemporâneo e experimental, “Controversa4″ mostra uma nova MPB rio-grandense, executada com precisão por um trio delicado e potente, em que a voz de Adriana movimenta-se de forma sublime e visceral.

Suspensas desde o dia 19 de março, em acordo com as medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), a programação Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito foi retomada no dia 16 de abril, a fim de garantir a continuidade do projeto e o trabalho dos artistas participantes, bem como minimizar os efeitos do isolamento provocado pela crise sanitária no Brasil.

Sobre o Mistura Fina

A programação Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito encontrava-se em plena execução, desde agosto de 2019, cumprindo-se as 40 sessões previstas, com apresentações no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, com muito sucesso. O recomeço das sessões foi no dia 05 de março, quando da reabertura do TSP. Neste mesmo mês, ocorreram os dois primeiros shows, restando ainda 20 a serem realizados. Entretanto, com o agravamento da situação de controle da proliferação do COVID-19, todas as atividades do TSP foram suspensas, ainda por tempo indeterminado, aguardando-se a evolução da crise sanitária e seus desdobramentos.

Mais informações:

http://www.teatrosaopedro.com.br/

(http://www.facebook.com/misturafinamusica)

Sobre a convidada

Cantora e compositora de Porto Alegre, Adriana Deffenti começou seus estudos de música aos nove anos, se especializando em flauta transversal. Antes de se lançar como cantora em 1998, teve diversas experiências em dança, teatro e música, do clássico ao contemporâneo. Como cantora, seu foco está na voz e suas intermináveis maneiras de expressão, transitando naturalmente por diferentes estilos em interpretações de técnica elaborada. Sua música é uma mistura de muitos gêneros diferentes, como o folklore argentino, jazz, samba, mas essencialmente MPB (música popular brasileira).

Tem três CDs lançados: Peças de Pessoas [2002], Adriana Deffenti [2006] e Controversa [2019], trabalhos recompensados com o Prêmio Açorianos de Música (mais importante prêmio do estado do Rio Grande do Sul, Brasil) na categoria Melhor Intérprete de MPB.

Compõe desde o início dos anos 2000, mas só após 2013 direcionou seu trabalho à criação de canções. Atualmente tem sua canção “Controversa” executada por diversos intérpretes da cena local e nacional.

Site: http://www.adrianadeffenti.com.br

Acesse o link: http://youtu.be/0smwADvUva8

Tour Virtual conta a história do casarão sede da Pinacoteca Ruben Berta

A Coordenação de Artes Plásticas (CAP) da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), em comemoração ao Dia Internacional dos Museus celebrado nessa terça-feira,  dia 18 de maio, programou uma série de postagens nas redes sociais da CAP. Nos posts, imagens fotográficas e pesquisas historiográficas do novo Memorial Pinacoteca Ruben Berta, que foi viabilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, e que será aberto ao público após o relaxamento das medidas de distanciamento social, necessárias frente à pandemia do novo coronavírus. As postagens iniciam na segunda-feira,18, na página da Coordenação de Artes Plásticas no Facebook e no perfil do Instagram.
Memorial Pinacoteca Ruben Berta – Se a memória funciona como um teatro vivo do passado, o cenário deste teatro pode ser o local onde se viveu, seja uma paisagem natural, urbana ou mesmo uma casa. E uma casa preservada por muitos e muitos anos ativa as memórias de quem nela viveu, além de alimentar a imaginação dos que a visitam pela primeira vez. Partindo desta ideia em breve será inaugurado o memorial com antigas fotografias, informações históricas, objetos de uso cotidiano e peças arqueológicas localizadas em escavações no antigo casarão da Pinacoteca Ruben Berta (Rua Duque de Caxias, 973, Centro Histórico).
A bela edificação de fachada eclética e planta baixa característica da arquitetura luso-brasileira remonta ao século XIX, já aparecendo registrada num mapa de 1839. Foi sucessivamente residência de diversas famílias – os Silva Guerra, os Saibro Pinto e os Bezzera, até que a partir de 1945 virou sede do Tribunal Regional Eleitoral – TRE, instituição que ali permaneceu instalada até 1974. Neste tempo, o que era sala de jantar passou a receber as Sessões do Pleno do Tribunal. Outra sala, a de estar, passou a ser ocupada pela Presidência do TRE, os quartos no sótão viraram escritórios e o porão se transformou numa marcenaria para a confecção de urnas eleitorais. Por fim, o pátio perdeu o chafariz, recebendo o almoxarifado, os fichários com os dados dos eleitores e a sala do cafezinho dos funcionários.
As memórias dos antigos funcionários do TRE e dos descendentes da família Bezerra – crianças quando habitaram a casa nos anos 1940 – ficam atiçadas, os corações aceleram e os olhos brilham a cada visita ao casarão. Após muitos anos abandonado e praticamente transformado em ruínas na década de 1990, voltou a se destacar na paisagem urbana após uma cuidadosa restauração promovida pelo Programa Monumenta. Desde o tombamento como patrimônio histórico e com a transformação da casa, em 2013, em sede da Pinacoteca – adquiriu novo estatuto de espaço para uso coletivo, recebendo exposições de artes visuais, recitais de música erudita, visitas de escolas, palestras e cursos. Desta forma foram atraídos diferentes públicos e olhares sempre curiosos sobre aqueles cômodos que já abrigaram tantas histórias, encontros, festas e amores.
 
Dia Internacional dos Museus – Memorial Pinacoteca Ruben Berta
Instagram: @artesplasticaspoa
Facebook: Coordenação de Artes Plásticas (http://www.facebook.com/artesplasticaspoa)
Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973, Centro Histórico – Porto Alegre

A tradição cultural cigana no RS, em livro da pesquisadora Débora Soares Karpowicz

Débora Karpowicz em frente à Fonte Talavera, na Prefeitura, onde as ciganas costumam ficar para ler a sorte. Foto Luis Ferreirah/ Divulgação

 

A pesquisadora Débora Soares Karpowicz escolheu o dia 24 de maio, data em que se comemora, em todo o mundo, o dia de Santa Sarah Cali ou Kali (que significa “negra”), padroeira do povo cigano, para lançar seu livro de estreia, “Ciganos – História, Identidade e Cultura“. A obra analisa em que medida a longa tradição cultural cigana e sua condição de povo nômade, ágrafo e excluído social e politicamente de várias formas, em vários continentes, há vários séculos, se preserva na vida cotidiana de quatro grupos de ciganos que viveram – e ainda vivem – em localidades diferentes do Rio Grande do Sul, a partir do início do Século XXI.

O projeto é uma iniciativa da Associação Clube ArteparaTodos, que venceu o Edital 21/2016, obtendo o financiamento do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (Fumproarte), ligado à Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Devido às medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), o lançamento ocorrerá de forma virtual, por meio de um live que contará com a participação da autora e será mediada pela jornalista e produtora cultural Silvia Abreu. O evento será transmitido em tempo real, simultaneamente enquanto ocorre, por meio das redes sociais do projeto: http://www.instagram.com/ciganoshistoria e http://www.facebook.com/CiganosHistoria

– Pensar a história dos ciganos é perceber que tudo aquilo que reproduzimos, que escutamos, muitas vezes, não é verdadeiro, então, quando nos apropriamos da real história desse grupo, da sua identidade, da sua cultura, constatamos o quanto temos a aprender com esse povo, avalia Débora Soares Karpowicz. E acrescenta: – Eu diria que o meu maior aprendizado com os ciganos, particularmente os quatro grupos que analisei nestes dois anos de convivência, em que estive presente em seus acampamentos, foi a resiliência, afirma.

Segundo Débora, desde o Século XVI, particularmente no Brasil, os ciganos vêm sofrendo constantes ataques. – São discriminados, perseguidos pela polícia e por grande parte da população. A despeito disso, eles continuam lutando, observa. – Eles lutam para garantirem sua identidade, por pertencimento, para manterem-se e para serem ciganos. Portanto, temos muito que aprender com eles, com sua cultura, que é diversa, que é una, que é plural. A resiliência e a luta cigana ainda são os principais valores que eu aprendi com este povo”, conclui.

“Ciganos – História, Identidade e Cultura” foi escrito a partir de sólida pesquisa e de entrevistas com grupos de ciganos de Porto Alegre e Região Metropolitana e não ciganos em diferentes bairros de Porto Alegre, além de observações junto à comunidade cigana que trabalha no Centro de Porto Alegre e, em grande parte, mora na Região Metropolitana, ao longo de dois anos. Tal estudo é fruto do trabalho de conclusão de mestrado no curso de História, desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), por Débora Soares Karpowicz, hoje doutora na mesma área.

Débora conta que os motivos que a fizeram se dedicar ao tema iniciaram, primeiramente, da observação de um grupo de ciganas, atuando no Centro de Porto Alegre, e da forma como as pessoas se relacionavam com aquelas mulheres. A partir de aí, decidiu iniciar o estudo visando o seu mestrado em História. Foi quando constatou a escassa bibliografia existente sobre o assunto a ser investigado. – Ao iniciar minha pesquisa, há cerca de 10 anos, não havia na minha faculdade nenhum estudo científico sobre este grupo étnico. Eu encontrei, apenas, um livro na área de Filosofia e alguns apontamentos, bem dispersos. Existem, sim, pesquisas relevantes sobre o tema, mas não no Rio Grande do Sul, pelo o menos no período em que eu fiz minha investigação. Provavelmente, já tenha outras pesquisas de relevância, mas nas últimas vezes que eu procurei, de fato, não tinha absolutamente nada, então isso foi uma das razões que me fizeram pesquisar, explica a autora.

Sobre a autora:

Débora Soares Karpowicz é doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em História (PUCRS-2011). Graduada em História (PUCRS-2009). Desenvolveu pesquisa de doutorado relacionada à História da Penitenciária Feminina Madre Pelletier de Porto Alegre (RS-Brasil). Atua, principalmente, nas seguintes linhas de investigação: História do Brasil, História do Rio Grande do Sul, História das Ideias, História das Instituições, Etnicidade, Identidade, História dos Ciganos.

Sobre o ArteparaTodos:

O ArteparaTodos é uma associação de artistas, fundada em 2006, sem fins lucrativos, que tem como objetivo estimular, valorizar e divulgar as artes em seus mais variados gêneros, estilos e formas de expressão. A associação visa à colaboração entre artistas, propondo encontros e trocas de experiências, ajudando na produção de exposições e auxiliando na organização profissional dos artistas. As parcerias entre os artistas, outras associações, empresas públicas e privadas, completam os objetivos da associação. O ArteparaTodos divulga e colabora com todas as formas de arte, manifestações culturais e movimentos artísticos.

Acesse: http://www.arteparatodos.art.br/

Lançamento do livro “Ciganos – História, Identidade e Cultura”. Live no Instagram e Facebook, com Débora Soares Karpowicz. Mediação: Silvia Abreu

Quando: 24 de maio de 2019, 18h

Redes Sociais:

Instagram: http://www.instagram.com/ciganoshistoria

Facebook: http://www.facebook.com/CiganosHistoria

Soldados que combateram a Guerrilha do Araguaia ganham voz em documentário

Às margens do Rio Araguaia, um grupo de militantes comunistas se mobilizou para tentar construir uma revolução a partir do campo, aos moldes de Cuba e da China. O contexto era o de um regime militar em seu momento mais rígido, entre as décadas de 1960 e 1970. Para impedir os planos dos guerrilheiros, o Exército Brasileiro enviou tropas para o local, culminando em uma das passagens mais sangrentas da história brasileira: a Guerrilha do Araguaia. As memórias de alguns desses militares vêm à tona no documentário “Soldados do Araguaia”, de Belisario Franca, uma produção da Giros Filmes a ser exibida no Curta!.

Marginalizados pela historiografia oficial por sua filiação ao Exército e, também, pelo próprio Exército por terem feito denúncias contra a corporação, esses ex-soldados – recrutas de baixa patente – finalmente têm voz no longa, e compartilham suas versões dos fatos: “Eu servi ao Exército Brasileiro, mas eu não me orgulho”, revela um deles.

Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha, os ex-soldados narram suas histórias e enfrentam seus traumas decorrentes do conflito. A exibição é na Sexta da Sociedade, 22 de maio, às 22h35.

Episódio inédito de “Matizes do Brasil” fala da vida e obra de Helio Oiticica

Considerado autor de uma obra conhecida por sua originalidade e versatilidade, Helio Oiticica se consolidou como um dos maiores e mais revolucionários artistas plásticos brasileiros. Ele é o personagem do episódio inédito de “Matizes do Brasil”, série que vem sendo exibida no canal Curta!.

Oiticica realizou trabalhos envolvendo escultura, pintura, objetos, instalações, performances e ensaios críticos. Criou polêmicas ao frequentar o Morro da Mangueira e fazer uma obra em homenagem a um bandido, executado por um esquadrão da morte. Esse episódio é abordado na série, assim como sua influência sobre a Tropicália. Morto em 1980, o artista tem trabalhos nos acervos de alguns dos principais museus e galerias do mundo, como a Tate Modern, na Inglaterra.

“Matizes do Brasil” é uma produção da Giros Filmes, dirigida por Bianca Lenti e viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O episódio estreia na Terça das Artes, 19 de maio, às 23h30.

Segunda da Música – 18/05

21h30 – “Blitz, O Filme” (Documentário)
O documentário apresenta a história de uma das bandas pioneiras do pop-rock brasileiro, a Blitz. O longa-metragem explora seu surgimento sob a lona do Circo Voador, na década de 1980, as turnês internacionais e o enorme sucesso do grupo nos dias atuais. Diretora: Paulo Fontenelle. Duração: 104 minutos. Horários alternativos: 19 de maio, terça, às 01h30 e às 15h30; 20 de maio, quarta, às 9h30; 23 de maio, sábado, às 13h10; 24 de maio, domingo, às 19h35.

Terça das Artes – 19/05

23h30– “Matizes do Brasil” (Série) – Episódio “Helio Oiticica
Hélio Oiticica é considerado autor de uma das mais originais e revolucionárias produções artísticas brasileiras, graças ao seu caráter inovador e, muitas vezes, polêmico. Realizou trabalhos envolvendo pintura, escultura, objetos, instalações, performance e escrita. Algumas marcas de sua obra são a abertura à participação do espectador, o uso das cores – em geral vibrantes – e o experimentalismo. Este episódio de “Matizes do Brasil” convida grandes conhecedores do legado do artista, como César Oiticica Filho, Felipe Scovino e Ligia Canongia, para comentarem sobre a trajetória dele, dando ênfase a alguns de seus trabalhos mais famosos. Diretora: Bianca Lenti. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 20 de maio, quarta-feira, às 03h30 e às 17h30; 21 de maio, quinta-feira, às 11h30; 23 de maio, sábado, às 19h10; 24 de maio, domingo, 09h50.

Quarta de Cinema – 20/05

20h – “Filmes que Marcaram Época” (Série) – Episódio: “Wall Street”
Cada episódio desta série documental fala sobre um filme cult específico, seu diretor e sua época. Lançado em 1987, “Wall Street” é o quinto longa-metragem de Oliver Stone e o primeiro filme de ficção a retratar de maneira realista o mundo americano das altas finanças durante a presidência de Ronald Reagan. Oliver Stone conta a ascensão e queda de Bud Fox, um dos “garotos de ouro” que prosperaram em Wall Street durante esse período. Ambicioso, cínico, disposto a fazer qualquer coisa para ganhar mais dinheiro, Bud Fox consegue um emprego com Gordon Gekko, um dos especuladores mais implacáveis de Wall Street. No episódio, descobrimos que Oliver Stone não ficou satisfeito, inicialmente, com a interpretação de Gekko pelo ator Michael Douglas e chegou a reclamar com ele. Douglas mudou sua atuação e acabou conquistando um Oscar.  Direção: Remi Lainé. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 21 de maio, quinta-feira, às 0h e 14h; 22 de maio, sexta-feira, às 08h; 23 de maio, sábado, às 10h; 25 de maio, domingo, às 0h.

Quinta do Pensamento – 21/05

22h25 – “Cacaso na Corda Bamba” (Documentário)
Filho de uma família rural e destinado a trabalhar com criação de gado, Antonio Carlos de Brito encontrou na poesia um sentido para a vida, transformando-se em Cacaso. O artista multifacetado, que incendiou a juventude carioca em aulas e discussões sobre a arte, mudou a poesia brasileira, sendo um dos precursores do movimento marginal. Irônico e perspicaz, Cacaso foi responsável por reunir um grande número de artistas e intelectuais em projetos e parcerias, deixando um indiscutível legado literário e musical.  Direção: José Joaquim Salles e PH Souza. Duração: 88 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 22 de maio, sexta-feira, às 2h25 e às 16h25; 23 de maio, sábado, às 21h20; 24 de maio, domingo, 12h;

Sexta da Sociedade – 22/05

22h35 – “Soldados do Araguaia” (Documentário)
Soldados do Araguaia é um documentário que se propõe a dar voz às memórias e traumas de recrutas de baixa patente do Exército Brasileiro que combateram na sangrenta e nebulosa Guerrilha do Araguaia. Marginalizados pela historiografia oficial por sua filiação ao Exército e pelo próprio Exército por suas denúncias contra a corporação, esses personagens encontram aqui uma oportunidade inédita de compartilhar sua versão dos fatos. Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha comunista, os relatos dos ex-soldados compõem uma narrativa em que recrutas e guerrilheiros se confundem debaixo da opressão militar. No Vietnã brasileiro, os vencedores retornam apenas como fantasmas: mesmo aqueles capazes de ultrapassar a psicose, o alcoolismo, o desejo de suicídio e inúmeras manifestações de estresse pós-traumático precisam lutar até hoje para superar os episódios de abuso e violência que sofreram e testemunharam. Direção: Belisario Franca. Duração: 72 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 23 de maio, sábado, às 2h30 e 15h10; 24 de maio, domingo, às 21h35; 25 de maio, segunda-feira, às 16h25; 26 de maio, terça-feira, às 10h30.

 

O cinema mágico de Fellini, em curso on line, com Cassio Starling Carlos

 

O sonho, a magia, o circo, a memória, o grotesco e o carnavalesco são as faces mais evidentes da obra de Federico Fellini. O diretor italiano, cujo centenário de nascimento está sendo celebrado em 2020, ajudou a definir o conceito de “autor” no cinema por meio de uma estética que funde o realismo e o imaginário. Seu cinema em primeira pessoa ultrapassa os limites do narcisismo ao combinar aspectos da miséria e da comédia humanas com aspectos da cultura popular, construindo uma obra, cujas imagens encantam os sentidos e nos fazem pensar.

O curso “As Máscaras de Fellini”, ministrado por Cassio Starling Carlos, é uma oportunidade para quem tem interesse em se aprofundar nas múltiplas camadas da obra do diretor e descobrir aspectos encobertos pela uniformidade do termo “felliniano”.

As aulas serão oferecidas online, por meio de “lives”, permitindo a interação de todos em tempo real. Entre as aulas expositivas teremos encontros virtuais para discutir filmes, trocar percepções e identificar afinidades. Desse modo, o curso será também uma oportunidade para sairmos do isolamento.

PROGRAMA

 Aula 1 (19 de maio, terça-feira): caricatura e espetáculo

A definição do universo de Fellini em seus trabalhos como desenhista, jornalista e roteirista. Mulheres e Luzes (1951) e Abismo de um Sonho (1952). Poder da ilusão e crítica da manipulação. O modo narrativo fragmentado e suas relações com outros meios.

 Aula 2 (23 de maio, sábado): Neorrealismo e transfiguração do real

A estética italiana do pós-guerra como ponto de partida da primeira fase da obra. Como Fellini absorve e ultrapassa a matriz neorrealista? Crítica social e desilusão, comédia e melancolia: de Os Boas Vidas (1953) a Noites de Cabíria (1957)

Aula 3 (26 de maio, terça-feira): Giulietta Masina, musa e clow, atriz e personagem

A importância da protagonista da vida e da obra do diretor, fragilidade e resiliência. Melina, Geolsomina, Cabíria, Giulietta e Amélia: masina como alter ego de Fellini. A noção de autor expandida.

Aula 4 (30 de maio, sábado): A autoria hiperbólica

O apogeu modernista: A Doce Vida (1960) e Oito e Meio (1963). Marcello Mastroiani, ator duplo do autor. O artista devorado pela criação: Toby Dammit (1968)

Aula 5 (02 de junho, terça-feira): A morte no centro do picadeiro

Finitude e história. O passado morto-vivo: Satyricon (1969), Os Palhaços (1970) e Roma (1972).

Aula 6 (06 de junho, sábado): Fellini e Nino Rota, gênios siameses

A parceria com o compositor responsável pela construção da musicalidade felliniana. Amarcord (1973), filme transatlântico.

Aula 7 (09 de junho, terça-feira): Fellini político

O fascismo que assombra o passado e o presente. Ensaio de Orquestra (1979). Olhares ferinos sobre o machismo e o feminismo: Casanova (1976) e Cidade das Mulheres (1980).

Aula 8 (13 de junho, sábado): O adeus de Fellini

Os filmes crepusculares: E La Nave Va (1983), Ginger e Fred (1985), Entrevista (1987) e A Voz da Lua (1990).

PROFESSOR

Cassio Starling Carlos é mestre em Multimeios pela Unicamp, crítico de cinema da Folha de S.Paulo e pesquisador da história do audiovisual. Organizou e editou as coleções Cine Europeu, Charles Chaplin, Grandes Diretores do Cinema, entre outras, todas publicadas pela Folha.

INFORMAÇÕES

Período: de 19/05 a 13/06 de 2020

Carga horária: 24 horas em 8 encontros

Terças – das 19h às 22h

Sábados – das 15h às 18h

Investimento: R$360,00 (à vista)

Alunos que já fizeram três cursos realizados pelo Escola no Cinema tem desconto de 20% para pagto à vista (R$288,00).

 Vagas: 20 pessoas (mínimo de 15 para a realização do curso)

Os alunos inscritos receberão uma solicitação de pagamento através do Pagseguro.

Os certificados serão entregues após término do curso.

  Inscrições: atendimento@escolanocinema.com.br

OSPA Live apresenta repertório vocal com obras de Verdi, Ravel e Debussy

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) segue com o compromisso de levar música de concerto ao público, durante a pandemia da Covid-19, e apresenta, neste sábado (16), às 17h, a terceira edição do projeto OSPA Live. Transmitido pelo canal do YouTube da orquestra, o próximo recital tem um programa eclético, com peças de Claude Debussy (1862-1918), Maurice Ravel (1875-1937) e Giuseppe Verdi (1813-1901). Os convidados para essa edição são os cantores Andiara Mumbach (soprano), Flávio Leite (tenor) e Daniel Germano (baixo-barítono), que interpretam as obras com a instrumentação de André Carrara (piano), músico da OSPA. A direção artística é do maestro Evandro Matté.

Sobre o OSPA Live

Projeto da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, são realizados recitais, com número reduzido de músicos, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

A OSPA é uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da Temporada 2020 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Banrisul, Alibem e Porto Alegre Airport. Apoiador da Temporada Artística: Sulgás. A realização é da Fundação OSPA e Fundação Cultural Pablo Komlós.

OSPA LIVE

Quando: 16 de maio de 2020, às 17h

Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

Acesso em bit.ly/ospa-youtube

Programa:

Andiara Mumbach (soprano)

Claude Debussy (1862-1918)

-Clair de lune

-Pierrot

-Apparition

-Pantomime

Ronaldo Miranda (1948-)

-Cantares

Flávio Leite (tenor)

Maurice Ravel (1875-1937)

 Cinco Melodias Populares Gregas

– Chanson de la mariée

– Là-bas, vers l’église

– Quel galant m’est comparable

– Chanson des cueilleuses de lentisques

– Tout gai!

Reynaldo Hahn (1874-1947)

À Chloris

Daniel Germano (baixo-barítono)

Giuseppe Verdi (1813-1901)

Oh, chi piange? – Ópera Nabucco

George Gershwin (1898-1937)

I Got Plenty O’ Nuttin’ – Porgy and Bess

Jerome Kern (1885-1945)

Old Man River – Show Boat

André Carrara (piano)

Evandro Matté (direção artística)

“Repertórios da Quarentena”, da Rádio da Universidade, traz obra inédita de Júlio Herrlein

Para marcar a décima edição de sua série on-line “Repertórios da Quarentena”, a Rádio da Universidade apresenta nesta quinta-feira (14), às 17h, obra inédita do músico Julio Herrlein. O instrumentista e professor do Instituto de Artes da Ufrgs, também conhecido como Chumbinho, compôs “Lúmina” especialmente para a série, que desde o dia 12 de abril vem compartilhando um pouco do que os professores e alunos de graduação e pós-graduação em Música da universidade têm produzido durante esse período de isolamento social. A composição, escrita para dois violões e registrada a partir da intimidade da casa do músico, será estreada em vídeo nas redes sociais da Rádio.

Julio Herrlein, muito atuante na cena de música instrumental e jazz de Porto Alegre, teve sua formação de graduação, mestrado e doutorado toda voltada à composição. O foco de seu trabalho como docente está nas disciplinas de Prática Musical Coletiva, do bacharelado de Música Popular, e Improvisação Musical. Ele também já se dedicou ao ensino de Harmonia, Análise, Percepção e Prática de Estúdio Digital. ‘Lúmina’, composta durante a pandemia, é dedicada a Luciana Etchegaray, sua companheira de vida e de trabalho com quem está dividindo a quarentena.

Em duas edições semanais, às 11h nos domingos e às 17h nas quintas-feiras, “Repertórios da Quarentena” exibe gravações produzidas pelos músicos da Ufrgs em seus lares. O conjunto de participações já contemplou música barroca, transcrições ou arranjos inéditos, peças da música de concerto nacional e obras populares autorais, entre outros estilos. A proposta é abranger a diversidade da produção musical da universidade, bem como contemplar artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. Todos os vídeos podem ser assistidos nos canais da emissora no Facebook (@radiodauniversidade), Instagram (@radioufrgs) e YouTube (Rádio da Universidade – Ufrgs).

A Rádio tem investido em séries e novos podcasts para falar de cultura em tempos de pandemia. Além de “Repertórios da Quarentena”, estão disponíveis on-line para ouvir as playlists “Escuta Ufrgs”, criadas pela emissora no YouTube e no Spotify, com trabalhos dos músicos da universidade, e os podcasts “Rádio-Leitura” e “Respira Cultura”, ambos divulgados nas principais plataformas de streaming. Para saber mais sobre esses projetos, basta acessar http://www.ufrgs.br/destaquesradio/.

Fantaspoa anuncia vencedores do festival online e a compra de longa-metragem por empresa canadense

O Fantaspoa anuncia os vencedores de seu primeiro festival online, o Fantaspoa At Home, composto por 35 curtas-metragens de todo o mundo que tocavam em temas correlatos à pandemia de COVID-19. Os premiados foram definidos por votação popular:

– Melhor Curta Internacional: Eclosión, de Alejo Rébora

– Melhor Curta Nacional: Às Vezes Ela Volta, de Matheus Maltempi

– Melhor Curta Gaúcho: Pra Ficar Perto, de Lucas dos Reis

O Festival Fantaspoa At Home é uma iniciativa que, além de disponibilizar ao público filmes de forma gratuita, visa estimular a produção fílmica. Tendo como regras principais a realização no ambiente domiciliar, sem a formação de aglomerações e utilizando os equipamentos que o participante possuía em casa, percebeu-se um amplo exercício de criatividade, com usos de formatos e técnicas diversas, resultando num rico recorte deste momento ímpar da história da humanidade. A seleção reuniu trabalhos que conseguiram contornar as limitações impostas pela ausência de recursos, revelando e reafirmando o talento de artistas do mundo inteiro.

Às Vezes Ela Volta – Melhor Filme Nacional/ Divulgação

Pensando no aspecto histórico do atual contexto que estamos vivendo, e continuamente incentivando a realização audiovisual e a promoção de novos e promissores talentos, a Fantaspoa Produções selou acordo com a empresa canadense Raven Banner Entertainment, que adquiriu os direitos de distribuição de uma compilação, sob a forma de longa-metragem, formada exclusivamente por filmes do festival online. A obra se chamará “The Pandemic Anthology” (em português, “A Antologia da Pandemia”) e será divulgada no próximo Marché du Film do Festival de Cannes, a ser realizado em junho. A seleção é composta por oito filmes brasileiros e sete estrangeiros.

Pra Ficar Perto – Melhor Filme Gaúcho/ Divulgação

TÍTULOS DA ANTOLOGIA

Às Vezes Ela Volta, de Matheus Maltempi (Brasil)

Baldomero, de Martín Blousson (Argentina)

Disneyloka 2093, de Erick Ricco (Brasil)

Eclosión, de Alejo Rébora (Argentina)

Estúpidemia, de Junior Larethian (Brasil)

Jérôme: Um Conto de Natal, de Beatriz Saldanha (Brasil)

The Last Day, de Guillermo Carbonell (Uruguai)

A Mancha na Parede, de Daniel Pires (Brasil)

Pique Esconde Macabro, de Julio Napoli (Brasil)

Psicopompo, de Giordano Gio (Brasil)

Quarentena Sem Fim, de Fabrício Bittar (Brasil)

Roach, de Emerson Niemchick (EUA)

Scoped Out, de Adam Rebora e Miles Strong Austin (EUA)

Strain Roulette, de Andreas Kyriacou (Chipre)

Unearthed, de Karl Holt (Reino Unido)

A farsa da economia do desejo, no novo livro de Eduardo Moreira

 

 

Autor de “Desigualdade & caminhos para uma sociedade mais justa e O que os donos do poder não querem que você saiba”, o economista Eduardo Moreira publica pela Editora Civilização Brasileira seu novo livro: “Economia do desejo – A farsa da tese neoliberal”. A obra tem orelha assinada por Frei Betto e prefácio de Luiz Gonzaga Belluzz. O lançamento virtual acontecerá ao vivo nessa terça-feira, dia 12 de maio, às 20h, no Youtube.

Procurando uma resposta para “qual deve ser o objetivo de uma sociedade justa e solidária”, Eduardo Moreira utiliza-se de um profundo estudo sobre desigualdade que alia suas vivências profissionais com seus conhecimentos de economia para demonstrar as problemáticas do sistema capitalista e do modelo neoliberal. Ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual), o economista conquistou o respeito de grandes líderes de esquerda com um discurso contundente contra a Reforma da Previdência proposto pelo governo Bolsonaro.

 Por meio de experiências que ultrapassam as salas de aula, o autor apresenta conceitos e ferramentas para refletirmos a importância do papel do Estado e o motivo da concentração de riqueza apenas em uma parcela mínima da população.

Como forma de desenvolver o pensamento crítico no leitor, Moreira apresenta tabelas e relatos para exemplificar a diferença entre economia do desejo e economia da necessidade. Dentre outras histórias que conta ao decorrer da obra, o autor compartilha sua ida a uma cooperativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), onde conversa com moradores, visita a agroindústria local e conclui a importância de “não se descuidar da economia da necessidade e impor limites para a economia do desejo dentro do grupo”, como cita no livro.

O papel do Estado como realocador reside em escolher de quem irá tirar riquezas, para quem irá entregar e qual legado deixará como resultado. E, em cada um desses passos, existe a possibilidade de promover a economia da necessidade, ou de abdicar a ela, e de frear ou estimular a economia do desejo” trecho de Economia do desejo (Ed. Civilização Brasileira)

SOBRE O AUTOR

Eduardo Moreira é graduado em engenharia pela PUC-Rio, com ênfase em economia pela Universidade da Califórnia em San Diego. Ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual) e fundador da Brasil Plural e da Genial investimentos, foi eleito pela revista Época Negócios um dos quarenta brasileiros de maior sucesso com menos de 40 anos e pela revista Investidor Institucional um dos três melhores economistas do Brasil. É autor de diversos livros, entre eles os best-sellers Encantadores de vidasInvestir é para todos e O que os donos do poder não querem que você saiba.