Débora Karpowicz em frente à Fonte Talavera, na Prefeitura, onde as ciganas costumam ficar para ler a sorte. Foto Luis Ferreirah/ Divulgação
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A pesquisadora Débora Soares Karpowicz escolheu o dia 24 de maio, data em que se comemora, em todo o mundo, o dia de Santa Sarah Cali ou Kali (que significa “negra”), padroeira do povo cigano, para lançar seu livro de estreia, “Ciganos – História, Identidade e Cultura“. A obra analisa em que medida a longa tradição cultural cigana e sua condição de povo nômade, ágrafo e excluído social e politicamente de várias formas, em vários continentes, há vários séculos, se preserva na vida cotidiana de quatro grupos de ciganos que viveram – e ainda vivem – em localidades diferentes do Rio Grande do Sul, a partir do início do Século XXI. O projeto é uma iniciativa da Associação Clube ArteparaTodos, que venceu o Edital 21/2016, obtendo o financiamento do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural (Fumproarte), ligado à Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Devido às medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), o lançamento ocorrerá de forma virtual, por meio de um live que contará com a participação da autora e será mediada pela jornalista e produtora cultural Silvia Abreu. O evento será transmitido em tempo real, simultaneamente enquanto ocorre, por meio das redes sociais do projeto: http://www.instagram.com/ciganoshistoria e http://www.facebook.com/CiganosHistoria – Pensar a história dos ciganos é perceber que tudo aquilo que reproduzimos, que escutamos, muitas vezes, não é verdadeiro, então, quando nos apropriamos da real história desse grupo, da sua identidade, da sua cultura, constatamos o quanto temos a aprender com esse povo, avalia Débora Soares Karpowicz. E acrescenta: – Eu diria que o meu maior aprendizado com os ciganos, particularmente os quatro grupos que analisei nestes dois anos de convivência, em que estive presente em seus acampamentos, foi a resiliência, afirma. Segundo Débora, desde o Século XVI, particularmente no Brasil, os ciganos vêm sofrendo constantes ataques. – São discriminados, perseguidos pela polícia e por grande parte da população. A despeito disso, eles continuam lutando, observa. – Eles lutam para garantirem sua identidade, por pertencimento, para manterem-se e para serem ciganos. Portanto, temos muito que aprender com eles, com sua cultura, que é diversa, que é una, que é plural. A resiliência e a luta cigana ainda são os principais valores que eu aprendi com este povo”, conclui. “Ciganos – História, Identidade e Cultura” foi escrito a partir de sólida pesquisa e de entrevistas com grupos de ciganos de Porto Alegre e Região Metropolitana e não ciganos em diferentes bairros de Porto Alegre, além de observações junto à comunidade cigana que trabalha no Centro de Porto Alegre e, em grande parte, mora na Região Metropolitana, ao longo de dois anos. Tal estudo é fruto do trabalho de conclusão de mestrado no curso de História, desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), por Débora Soares Karpowicz, hoje doutora na mesma área. Débora conta que os motivos que a fizeram se dedicar ao tema iniciaram, primeiramente, da observação de um grupo de ciganas, atuando no Centro de Porto Alegre, e da forma como as pessoas se relacionavam com aquelas mulheres. A partir de aí, decidiu iniciar o estudo visando o seu mestrado em História. Foi quando constatou a escassa bibliografia existente sobre o assunto a ser investigado. – Ao iniciar minha pesquisa, há cerca de 10 anos, não havia na minha faculdade nenhum estudo científico sobre este grupo étnico. Eu encontrei, apenas, um livro na área de Filosofia e alguns apontamentos, bem dispersos. Existem, sim, pesquisas relevantes sobre o tema, mas não no Rio Grande do Sul, pelo o menos no período em que eu fiz minha investigação. Provavelmente, já tenha outras pesquisas de relevância, mas nas últimas vezes que eu procurei, de fato, não tinha absolutamente nada, então isso foi uma das razões que me fizeram pesquisar, explica a autora.
Sobre a autora: Débora Soares Karpowicz é doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em História (PUCRS-2011). Graduada em História (PUCRS-2009). Desenvolveu pesquisa de doutorado relacionada à História da Penitenciária Feminina Madre Pelletier de Porto Alegre (RS-Brasil). Atua, principalmente, nas seguintes linhas de investigação: História do Brasil, História do Rio Grande do Sul, História das Ideias, História das Instituições, Etnicidade, Identidade, História dos Ciganos. Sobre o ArteparaTodos: O ArteparaTodos é uma associação de artistas, fundada em 2006, sem fins lucrativos, que tem como objetivo estimular, valorizar e divulgar as artes em seus mais variados gêneros, estilos e formas de expressão. A associação visa à colaboração entre artistas, propondo encontros e trocas de experiências, ajudando na produção de exposições e auxiliando na organização profissional dos artistas. As parcerias entre os artistas, outras associações, empresas públicas e privadas, completam os objetivos da associação. O ArteparaTodos divulga e colabora com todas as formas de arte, manifestações culturais e movimentos artísticos. Acesse: http://www.arteparatodos.art.br/ Lançamento do livro “Ciganos – História, Identidade e Cultura”. Live no Instagram e Facebook, com Débora Soares Karpowicz. Mediação: Silvia Abreu Quando: 24 de maio de 2019, 18h Redes Sociais: Instagram: http://www.instagram.com/ciganoshistoria Facebook: http://www.facebook.com/CiganosHistoria |
Autor: da Redação

A tradição cultural cigana no RS, em livro da pesquisadora Débora Soares Karpowicz

Soldados que combateram a Guerrilha do Araguaia ganham voz em documentário
Às margens do Rio Araguaia, um grupo de militantes comunistas se mobilizou para tentar construir uma revolução a partir do campo, aos moldes de Cuba e da China. O contexto era o de um regime militar em seu momento mais rígido, entre as décadas de 1960 e 1970. Para impedir os planos dos guerrilheiros, o Exército Brasileiro enviou tropas para o local, culminando em uma das passagens mais sangrentas da história brasileira: a Guerrilha do Araguaia. As memórias de alguns desses militares vêm à tona no documentário “Soldados do Araguaia”, de Belisario Franca, uma produção da Giros Filmes a ser exibida no Curta!. Marginalizados pela historiografia oficial por sua filiação ao Exército e, também, pelo próprio Exército por terem feito denúncias contra a corporação, esses ex-soldados – recrutas de baixa patente – finalmente têm voz no longa, e compartilham suas versões dos fatos: “Eu servi ao Exército Brasileiro, mas eu não me orgulho”, revela um deles.
Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha, os ex-soldados narram suas histórias e enfrentam seus traumas decorrentes do conflito. A exibição é na Sexta da Sociedade, 22 de maio, às 22h35.
Episódio inédito de “Matizes do Brasil” fala da vida e obra de Helio Oiticica
Considerado autor de uma obra conhecida por sua originalidade e versatilidade, Helio Oiticica se consolidou como um dos maiores e mais revolucionários artistas plásticos brasileiros. Ele é o personagem do episódio inédito de “Matizes do Brasil”, série que vem sendo exibida no canal Curta!.
Oiticica realizou trabalhos envolvendo escultura, pintura, objetos, instalações, performances e ensaios críticos. Criou polêmicas ao frequentar o Morro da Mangueira e fazer uma obra em homenagem a um bandido, executado por um esquadrão da morte. Esse episódio é abordado na série, assim como sua influência sobre a Tropicália. Morto em 1980, o artista tem trabalhos nos acervos de alguns dos principais museus e galerias do mundo, como a Tate Modern, na Inglaterra.
“Matizes do Brasil” é uma produção da Giros Filmes, dirigida por Bianca Lenti e viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O episódio estreia na Terça das Artes, 19 de maio, às 23h30.
Segunda da Música – 18/05
21h30 – “Blitz, O Filme” (Documentário)
O documentário apresenta a história de uma das bandas pioneiras do pop-rock brasileiro, a Blitz. O longa-metragem explora seu surgimento sob a lona do Circo Voador, na década de 1980, as turnês internacionais e o enorme sucesso do grupo nos dias atuais. Diretora: Paulo Fontenelle. Duração: 104 minutos. Horários alternativos: 19 de maio, terça, às 01h30 e às 15h30; 20 de maio, quarta, às 9h30; 23 de maio, sábado, às 13h10; 24 de maio, domingo, às 19h35.Terça das Artes – 19/05
23h30– “Matizes do Brasil” (Série) – Episódio “Helio Oiticica”
Hélio Oiticica é considerado autor de uma das mais originais e revolucionárias produções artísticas brasileiras, graças ao seu caráter inovador e, muitas vezes, polêmico. Realizou trabalhos envolvendo pintura, escultura, objetos, instalações, performance e escrita. Algumas marcas de sua obra são a abertura à participação do espectador, o uso das cores – em geral vibrantes – e o experimentalismo. Este episódio de “Matizes do Brasil” convida grandes conhecedores do legado do artista, como César Oiticica Filho, Felipe Scovino e Ligia Canongia, para comentarem sobre a trajetória dele, dando ênfase a alguns de seus trabalhos mais famosos. Diretora: Bianca Lenti. Duração: 26 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 20 de maio, quarta-feira, às 03h30 e às 17h30; 21 de maio, quinta-feira, às 11h30; 23 de maio, sábado, às 19h10; 24 de maio, domingo, 09h50.Quarta de Cinema – 20/05
20h – “Filmes que Marcaram Época” (Série) – Episódio: “Wall Street”
Cada episódio desta série documental fala sobre um filme cult específico, seu diretor e sua época. Lançado em 1987, “Wall Street” é o quinto longa-metragem de Oliver Stone e o primeiro filme de ficção a retratar de maneira realista o mundo americano das altas finanças durante a presidência de Ronald Reagan. Oliver Stone conta a ascensão e queda de Bud Fox, um dos “garotos de ouro” que prosperaram em Wall Street durante esse período. Ambicioso, cínico, disposto a fazer qualquer coisa para ganhar mais dinheiro, Bud Fox consegue um emprego com Gordon Gekko, um dos especuladores mais implacáveis de Wall Street. No episódio, descobrimos que Oliver Stone não ficou satisfeito, inicialmente, com a interpretação de Gekko pelo ator Michael Douglas e chegou a reclamar com ele. Douglas mudou sua atuação e acabou conquistando um Oscar. Direção: Remi Lainé. Duração: 52 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 21 de maio, quinta-feira, às 0h e 14h; 22 de maio, sexta-feira, às 08h; 23 de maio, sábado, às 10h; 25 de maio, domingo, às 0h.Quinta do Pensamento – 21/05
22h25 – “Cacaso na Corda Bamba” (Documentário)
Filho de uma família rural e destinado a trabalhar com criação de gado, Antonio Carlos de Brito encontrou na poesia um sentido para a vida, transformando-se em Cacaso. O artista multifacetado, que incendiou a juventude carioca em aulas e discussões sobre a arte, mudou a poesia brasileira, sendo um dos precursores do movimento marginal. Irônico e perspicaz, Cacaso foi responsável por reunir um grande número de artistas e intelectuais em projetos e parcerias, deixando um indiscutível legado literário e musical. Direção: José Joaquim Salles e PH Souza. Duração: 88 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 22 de maio, sexta-feira, às 2h25 e às 16h25; 23 de maio, sábado, às 21h20; 24 de maio, domingo, 12h;Sexta da Sociedade – 22/05
22h35 – “Soldados do Araguaia” (Documentário)
Soldados do Araguaia é um documentário que se propõe a dar voz às memórias e traumas de recrutas de baixa patente do Exército Brasileiro que combateram na sangrenta e nebulosa Guerrilha do Araguaia. Marginalizados pela historiografia oficial por sua filiação ao Exército e pelo próprio Exército por suas denúncias contra a corporação, esses personagens encontram aqui uma oportunidade inédita de compartilhar sua versão dos fatos. Da convocação junto às comunidades ribeirinhas e rurais até a dispensa após o extermínio da guerrilha comunista, os relatos dos ex-soldados compõem uma narrativa em que recrutas e guerrilheiros se confundem debaixo da opressão militar. No Vietnã brasileiro, os vencedores retornam apenas como fantasmas: mesmo aqueles capazes de ultrapassar a psicose, o alcoolismo, o desejo de suicídio e inúmeras manifestações de estresse pós-traumático precisam lutar até hoje para superar os episódios de abuso e violência que sofreram e testemunharam. Direção: Belisario Franca. Duração: 72 min. Classificação: 14 anos. Horários alternativos: 23 de maio, sábado, às 2h30 e 15h10; 24 de maio, domingo, às 21h35; 25 de maio, segunda-feira, às 16h25; 26 de maio, terça-feira, às 10h30.O cinema mágico de Fellini, em curso on line, com Cassio Starling Carlos
O sonho, a magia, o circo, a memória, o grotesco e o carnavalesco são as faces mais evidentes da obra de Federico Fellini. O diretor italiano, cujo centenário de nascimento está sendo celebrado em 2020, ajudou a definir o conceito de “autor” no cinema por meio de uma estética que funde o realismo e o imaginário. Seu cinema em primeira pessoa ultrapassa os limites do narcisismo ao combinar aspectos da miséria e da comédia humanas com aspectos da cultura popular, construindo uma obra, cujas imagens encantam os sentidos e nos fazem pensar.
O curso “As Máscaras de Fellini”, ministrado por Cassio Starling Carlos, é uma oportunidade para quem tem interesse em se aprofundar nas múltiplas camadas da obra do diretor e descobrir aspectos encobertos pela uniformidade do termo “felliniano”.
As aulas serão oferecidas online, por meio de “lives”, permitindo a interação de todos em tempo real. Entre as aulas expositivas teremos encontros virtuais para discutir filmes, trocar percepções e identificar afinidades. Desse modo, o curso será também uma oportunidade para sairmos do isolamento.
PROGRAMA
Aula 1 (19 de maio, terça-feira): caricatura e espetáculo
A definição do universo de Fellini em seus trabalhos como desenhista, jornalista e roteirista. Mulheres e Luzes (1951) e Abismo de um Sonho (1952). Poder da ilusão e crítica da manipulação. O modo narrativo fragmentado e suas relações com outros meios.
Aula 2 (23 de maio, sábado): Neorrealismo e transfiguração do real
A estética italiana do pós-guerra como ponto de partida da primeira fase da obra. Como Fellini absorve e ultrapassa a matriz neorrealista? Crítica social e desilusão, comédia e melancolia: de Os Boas Vidas (1953) a Noites de Cabíria (1957)
Aula 3 (26 de maio, terça-feira): Giulietta Masina, musa e clow, atriz e personagem
A importância da protagonista da vida e da obra do diretor, fragilidade e resiliência. Melina, Geolsomina, Cabíria, Giulietta e Amélia: masina como alter ego de Fellini. A noção de autor expandida.
Aula 4 (30 de maio, sábado): A autoria hiperbólica
O apogeu modernista: A Doce Vida (1960) e Oito e Meio (1963). Marcello Mastroiani, ator duplo do autor. O artista devorado pela criação: Toby Dammit (1968)
Aula 5 (02 de junho, terça-feira): A morte no centro do picadeiro
Finitude e história. O passado morto-vivo: Satyricon (1969), Os Palhaços (1970) e Roma (1972).
Aula 6 (06 de junho, sábado): Fellini e Nino Rota, gênios siameses
A parceria com o compositor responsável pela construção da musicalidade felliniana. Amarcord (1973), filme transatlântico.
Aula 7 (09 de junho, terça-feira): Fellini político
O fascismo que assombra o passado e o presente. Ensaio de Orquestra (1979). Olhares ferinos sobre o machismo e o feminismo: Casanova (1976) e Cidade das Mulheres (1980).
Aula 8 (13 de junho, sábado): O adeus de Fellini
Os filmes crepusculares: E La Nave Va (1983), Ginger e Fred (1985), Entrevista (1987) e A Voz da Lua (1990).
PROFESSOR
Cassio Starling Carlos é mestre em Multimeios pela Unicamp, crítico de cinema da Folha de S.Paulo e pesquisador da história do audiovisual. Organizou e editou as coleções Cine Europeu, Charles Chaplin, Grandes Diretores do Cinema, entre outras, todas publicadas pela Folha.
INFORMAÇÕES
Período: de 19/05 a 13/06 de 2020
Carga horária: 24 horas em 8 encontros
Terças – das 19h às 22h
Sábados – das 15h às 18h
Investimento: R$360,00 (à vista)
Alunos que já fizeram três cursos realizados pelo Escola no Cinema tem desconto de 20% para pagto à vista (R$288,00).
Vagas: 20 pessoas (mínimo de 15 para a realização do curso)
Os alunos inscritos receberão uma solicitação de pagamento através do Pagseguro.
Os certificados serão entregues após término do curso.
Inscrições: atendimento@escolanocinema.com.br

OSPA Live apresenta repertório vocal com obras de Verdi, Ravel e Debussy
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) segue com o compromisso de levar música de concerto ao público, durante a pandemia da Covid-19, e apresenta, neste sábado (16), às 17h, a terceira edição do projeto OSPA Live. Transmitido pelo canal do YouTube da orquestra, o próximo recital tem um programa eclético, com peças de Claude Debussy (1862-1918), Maurice Ravel (1875-1937) e Giuseppe Verdi (1813-1901). Os convidados para essa edição são os cantores Andiara Mumbach (soprano), Flávio Leite (tenor) e Daniel Germano (baixo-barítono), que interpretam as obras com a instrumentação de André Carrara (piano), músico da OSPA. A direção artística é do maestro Evandro Matté.
Sobre o OSPA Live
Projeto da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, são realizados recitais, com número reduzido de músicos, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A OSPA é uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da Temporada 2020 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Banrisul, Alibem e Porto Alegre Airport. Apoiador da Temporada Artística: Sulgás. A realização é da Fundação OSPA e Fundação Cultural Pablo Komlós.
OSPA LIVE
Quando: 16 de maio de 2020, às 17h
Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA
Acesso em bit.ly/ospa-youtube
Programa:
Andiara Mumbach (soprano)
Claude Debussy (1862-1918)
-Clair de lune
-Pierrot
-Apparition
-Pantomime
Ronaldo Miranda (1948-)
-Cantares
Flávio Leite (tenor)
Maurice Ravel (1875-1937)
Cinco Melodias Populares Gregas
– Chanson de la mariée
– Là-bas, vers l’église
– Quel galant m’est comparable
– Chanson des cueilleuses de lentisques
– Tout gai!
Reynaldo Hahn (1874-1947)
À Chloris
Daniel Germano (baixo-barítono)
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Oh, chi piange? – Ópera Nabucco
George Gershwin (1898-1937)
I Got Plenty O’ Nuttin’ – Porgy and Bess
Jerome Kern (1885-1945)
Old Man River – Show Boat
André Carrara (piano)
Evandro Matté (direção artística)

“Repertórios da Quarentena”, da Rádio da Universidade, traz obra inédita de Júlio Herrlein
Para marcar a décima edição de sua série on-line “Repertórios da Quarentena”, a Rádio da Universidade apresenta nesta quinta-feira (14), às 17h, obra inédita do músico Julio Herrlein. O instrumentista e professor do Instituto de Artes da Ufrgs, também conhecido como Chumbinho, compôs “Lúmina” especialmente para a série, que desde o dia 12 de abril vem compartilhando um pouco do que os professores e alunos de graduação e pós-graduação em Música da universidade têm produzido durante esse período de isolamento social. A composição, escrita para dois violões e registrada a partir da intimidade da casa do músico, será estreada em vídeo nas redes sociais da Rádio.
Julio Herrlein, muito atuante na cena de música instrumental e jazz de Porto Alegre, teve sua formação de graduação, mestrado e doutorado toda voltada à composição. O foco de seu trabalho como docente está nas disciplinas de Prática Musical Coletiva, do bacharelado de Música Popular, e Improvisação Musical. Ele também já se dedicou ao ensino de Harmonia, Análise, Percepção e Prática de Estúdio Digital. ‘Lúmina’, composta durante a pandemia, é dedicada a Luciana Etchegaray, sua companheira de vida e de trabalho com quem está dividindo a quarentena.
Em duas edições semanais, às 11h nos domingos e às 17h nas quintas-feiras, “Repertórios da Quarentena” exibe gravações produzidas pelos músicos da Ufrgs em seus lares. O conjunto de participações já contemplou música barroca, transcrições ou arranjos inéditos, peças da música de concerto nacional e obras populares autorais, entre outros estilos. A proposta é abranger a diversidade da produção musical da universidade, bem como contemplar artistas em diferentes momentos de suas trajetórias. Todos os vídeos podem ser assistidos nos canais da emissora no Facebook (@radiodauniversidade), Instagram (@radioufrgs) e YouTube (Rádio da Universidade – Ufrgs).
A Rádio tem investido em séries e novos podcasts para falar de cultura em tempos de pandemia. Além de “Repertórios da Quarentena”, estão disponíveis on-line para ouvir as playlists “Escuta Ufrgs”, criadas pela emissora no YouTube e no Spotify, com trabalhos dos músicos da universidade, e os podcasts “Rádio-Leitura” e “Respira Cultura”, ambos divulgados nas principais plataformas de streaming. Para saber mais sobre esses projetos, basta acessar http://www.ufrgs.br/destaquesradio/.

Fantaspoa anuncia vencedores do festival online e a compra de longa-metragem por empresa canadense
O Fantaspoa anuncia os vencedores de seu primeiro festival online, o Fantaspoa At Home, composto por 35 curtas-metragens de todo o mundo que tocavam em temas correlatos à pandemia de COVID-19. Os premiados foram definidos por votação popular:
– Melhor Curta Internacional: Eclosión, de Alejo Rébora
– Melhor Curta Nacional: Às Vezes Ela Volta, de Matheus Maltempi
– Melhor Curta Gaúcho: Pra Ficar Perto, de Lucas dos Reis
O Festival Fantaspoa At Home é uma iniciativa que, além de disponibilizar ao público filmes de forma gratuita, visa estimular a produção fílmica. Tendo como regras principais a realização no ambiente domiciliar, sem a formação de aglomerações e utilizando os equipamentos que o participante possuía em casa, percebeu-se um amplo exercício de criatividade, com usos de formatos e técnicas diversas, resultando num rico recorte deste momento ímpar da história da humanidade. A seleção reuniu trabalhos que conseguiram contornar as limitações impostas pela ausência de recursos, revelando e reafirmando o talento de artistas do mundo inteiro.

Às Vezes Ela Volta – Melhor Filme Nacional/ Divulgação Pensando no aspecto histórico do atual contexto que estamos vivendo, e continuamente incentivando a realização audiovisual e a promoção de novos e promissores talentos, a Fantaspoa Produções selou acordo com a empresa canadense Raven Banner Entertainment, que adquiriu os direitos de distribuição de uma compilação, sob a forma de longa-metragem, formada exclusivamente por filmes do festival online. A obra se chamará “The Pandemic Anthology” (em português, “A Antologia da Pandemia”) e será divulgada no próximo Marché du Film do Festival de Cannes, a ser realizado em junho. A seleção é composta por oito filmes brasileiros e sete estrangeiros.

Pra Ficar Perto – Melhor Filme Gaúcho/ Divulgação TÍTULOS DA ANTOLOGIA
Às Vezes Ela Volta, de Matheus Maltempi (Brasil)
Baldomero, de Martín Blousson (Argentina)
Disneyloka 2093, de Erick Ricco (Brasil)
Eclosión, de Alejo Rébora (Argentina)
Estúpidemia, de Junior Larethian (Brasil)
Jérôme: Um Conto de Natal, de Beatriz Saldanha (Brasil)
The Last Day, de Guillermo Carbonell (Uruguai)
A Mancha na Parede, de Daniel Pires (Brasil)
Pique Esconde Macabro, de Julio Napoli (Brasil)
Psicopompo, de Giordano Gio (Brasil)
Quarentena Sem Fim, de Fabrício Bittar (Brasil)
Roach, de Emerson Niemchick (EUA)
Scoped Out, de Adam Rebora e Miles Strong Austin (EUA)
Strain Roulette, de Andreas Kyriacou (Chipre)
Unearthed, de Karl Holt (Reino Unido)

A farsa da economia do desejo, no novo livro de Eduardo Moreira
Autor de “Desigualdade & caminhos para uma sociedade mais justa e O que os donos do poder não querem que você saiba”, o economista Eduardo Moreira publica pela Editora Civilização Brasileira seu novo livro: “Economia do desejo – A farsa da tese neoliberal”. A obra tem orelha assinada por Frei Betto e prefácio de Luiz Gonzaga Belluzz. O lançamento virtual acontecerá ao vivo nessa terça-feira, dia 12 de maio, às 20h, no Youtube.
Procurando uma resposta para “qual deve ser o objetivo de uma sociedade justa e solidária”, Eduardo Moreira utiliza-se de um profundo estudo sobre desigualdade que alia suas vivências profissionais com seus conhecimentos de economia para demonstrar as problemáticas do sistema capitalista e do modelo neoliberal. Ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual), o economista conquistou o respeito de grandes líderes de esquerda com um discurso contundente contra a Reforma da Previdência proposto pelo governo Bolsonaro.
Por meio de experiências que ultrapassam as salas de aula, o autor apresenta conceitos e ferramentas para refletirmos a importância do papel do Estado e o motivo da concentração de riqueza apenas em uma parcela mínima da população.
Como forma de desenvolver o pensamento crítico no leitor, Moreira apresenta tabelas e relatos para exemplificar a diferença entre economia do desejo e economia da necessidade. Dentre outras histórias que conta ao decorrer da obra, o autor compartilha sua ida a uma cooperativa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), onde conversa com moradores, visita a agroindústria local e conclui a importância de “não se descuidar da economia da necessidade e impor limites para a economia do desejo dentro do grupo”, como cita no livro.
“O papel do Estado como realocador reside em escolher de quem irá tirar riquezas, para quem irá entregar e qual legado deixará como resultado. E, em cada um desses passos, existe a possibilidade de promover a economia da necessidade, ou de abdicar a ela, e de frear ou estimular a economia do desejo” trecho de Economia do desejo (Ed. Civilização Brasileira)
SOBRE O AUTOR
Eduardo Moreira é graduado em engenharia pela PUC-Rio, com ênfase em economia pela Universidade da Califórnia em San Diego. Ex-sócio do Banco Pactual (hoje BTG Pactual) e fundador da Brasil Plural e da Genial investimentos, foi eleito pela revista Época Negócios um dos quarenta brasileiros de maior sucesso com menos de 40 anos e pela revista Investidor Institucional um dos três melhores economistas do Brasil. É autor de diversos livros, entre eles os best-sellers Encantadores de vidas, Investir é para todos e O que os donos do poder não querem que você saiba.

Mostra virtual de Rochelle Costi exibe peças encontradas em escavações de Porto Alegre
A Coordenação de Ares Plásticas (CAP) da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) inicia na terça-feira,12, a exposição virtual Ex-passado – Plano de Expansão, da artista visual Rochelle Costi. Planejada inicialmente para ocupar o Porão da Pinacoteca Aldo Locatelli durante as comemorações da Semana de Porto Alegre, a mostra foi adaptada para as mídias digitais, em função da pandemia deo novo Cornavírus, que exige isolamento social. As postagens serão realizadas nas terças-feiras dos meses de maio e junho, nas redes sociais da CAP.
Ex-passado – Plano de Expansão – a mostra busca revisar as relações entre a população porto-alegrense, os objetos e o espaço da cidade, a partir de dejetos encontrados em escavações arqueológicas em locais às margens do Guaíba, onde o descarte de lixo era permitido pelo Código de Posturas entre os séculos XVIII e XIX. Uma primeira fase foi desenvolvida a partir de peças do século XIX, selecionadas entre mais de cem mil fragmentos da escavação na Praça Rui Barbosa. Esteve em exibição entre novembro e dezembro de 2019, no Centro Popular de Compras Pop Center, construído exatamente sobre o terreno da escavação.
A exposição, agora apresentada em formato de vídeo, exibe o material encontrado em escavações no Centro Histórico, abrangendo desde a época pré-colonial até os séculos XVIII e XX. Entre os locais de pesquisa estão a Praça Brigadeiro Sampaio, a Santa Casa de Misericórdia, o Mercado Público Central e o próprio Paço dos Açorianos, onde a exposição será apresentada fisicamente em data a ser definida. Há também uma peça encontrada na Ponta do Arado, na zona sul da cidade, onde se econtra uma comunidade indígena Mbya Guarani. Guardião dos acervos citados, o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo disponibilizou o material para pesquisa e registro das cinco peças selecionadas.
Rochelle Costi – Como artista multimídia, Rochelle Costi trabalha com fotografia, vídeo e instalação. A sua concepção de fotografia traz referências à prática do colecionismo, o que se reflete diretamente em seu trabalho, geralmente organizado em séries.
A artista utiliza a observação do cotidiano como ponto de partida, ativando a percepção do espectador pelo estranhamento e pela identificação com os elementos apresentados. A busca por ressignificar o improviso e a informalidade populares, potencializando a percepção das relações público-privado através da pesquisa no contexto urbano está presente em toda sua trajetória como em Quartos – São Paulo (XXIIV Bienal de São Paulo,1998), Pratos típicos (Arte Cidade II, 1987) e Dinâmica comum (Instituto Tomie Ohtake, 2005).
Ex-passado – Plano de Expansão
Início: terça-feira, 12
Facebook da Coordenação de Artes Plásticas
Instagram: @artesplasticaspoa
Site: www.pinacotecaspoa.com
Informações: acervo@portoalegre.rs.gov.br

Luana Fernandes lança a canção Lua de Outubro, nas plataformas digitais.
Há mais de oito meses, a cantora Luana Fernandes vinha planejando o lançamento de seu primeiro CD, “Lua de Outubro“, que deveria ocorrer no mês de maio. Contudo, a pandemia provocada pelo Covid-19 (novo Coronavírus) fez com que a artista mudasse seus planos, suspendendo, temporariamente, o lançamento do álbum e o show. Para não deixar seus fãs desassistidos, Luana irá lançar o single homônimo, no próximo dia 11 de maio, segunda-feira, em todas as plataformas digitais. A produção e direção musical do single (e do disco) leva a assinatura do músico e compositor Ricardo Cordeiro.
Cantora, compositora e publicitária, Luana Fernandes vem compartilhando seu processo de criação e produção do seu primeiro álbum em suas redes sociais, por meio do “Papo de Lua”, série de vídeos, dirigidos por Matheus Tomaz, que buscam aproximar a artista de seu público. Os fãs, entretanto, podem aguardar o lançamento do álbum e o show, que irá ocorrer assim que as atividades que envolvam aglomeração sejam permitidas pelas autoridades.
Luana Fernandes define o CD “Lua de Outubro”, que será lançado no segundo semestre, com 13 faixas, como a síntese de uma trajetória artística iniciada, ainda criança, em Camaquã, sua terra natal, sob o olhar carinhoso dos pais, familiares e amigos. Ao longo da adolescência, foi afirmando esta vocação, marcada por uma constante presença em festivais pelo Interior do Rio Grande do Sul e na vida cultural de sua cidade.
“Lua de Outubro” é uma composição de Catulo Fernandes e Ricardo Cordeiro. O arranjo de Cordeiro tornou melodia e arranjos mais pops, mais contemporâneo. Tem uma condução que inspira leveza, com guitarra processada e uma base de violão limpa, arejando mais a música.
Luana conta que “Lua de Outubro” é especial, desde o início. – Quando nem tínhamos pensando em criar o álbum eu já tinha decidido que este seria o nome do primeiro disco, comenta. – É uma música pop, leve e com uma letra bem jovial, quase ingênua. Meu pai escreveu para mim ainda na minha adolescência. Além disso, faz referência ao meu nome, “LUAna”, e ao mês do meu nascimento – outubro. A letra fala sobre alguém que não se contenta com sentimentos mornos, assim como eu. E traz as questões sobre meu signo, Libra, que tem regência de Vênus (eu adoro astrologia e ocultismos). Acho que consegui, de alguma forma, trazer esta atmosfera para a canção, diz.
Chama a atenção, ainda, neste trabalho, o cuidadoso tratamento que foi dado à identidade visual do projeto. Criado pela artista gráfica Edinara Patzlaff, a partir de fotos de Beta Iribarrem, o projeto gráfico de “Lua de Outubro” une fotografia e colagem. Foi desenvolvido com o conceito de imersão e inserção e é um convite a apreciar o tempo, as fases, os ciclos. A percepção feminina das três artistas envolvidas (Luana, Beta e Edinara) revela canções que traduzem, assim feito a lua, a conclusão de uma fase e o (re)começo de um novo momento, em que letra e melodia conjugam o tempo, ora leve, ora profundo e incerto.
Sobre Luana Fernandes
Aos 28 anos, dona de uma voz e estilo marcantes, Luana vem ganhando destaque na cena musical de Porto Alegre, onde reside há 10 anos e busca afirma-se artisticamente. Em outubro de 2019, participou do Festival de Música de Porto Alegre, classificando uma canção autoral, e em dezembro foi escolhida a Cantora 2019 – Prêmio Vitor Mateus Teixeira – concedido pela Assembleia Legislativa do RS aos destaques da cultura gaúcha, consolidando uma trajetória cultural que teve início em 2009.
Musicalmente, Luana Fernandes transita pela MPB, pop e soul, entre outros gêneros que mergulham nestas vertentes, evidenciando um vínculo com a poesia modernista nos versos que compõe. As letras refletem seus vários momentos e toda a sua subjetividade, em que o cotidiano, as questões do feminino, a fragmentação, a busca por uma identidade própria e por uma linguagem brasileira se fazem presentes. – Quando me perguntam sobre o meu estilo de música, eu costumo defini-lo como MPB, mas numa visão mais contemporânea, resume.
FICHA TÉCNICA DO SINGLE:
Músicos:
Fernando Sefrin (bateria)
Ricardo Cordeiro (violão/baixo)
Lorenzo Flach (guitarra)
Produção: Luana Fernandes | Ricardo Cordeiro | Amaro Neto
Direção Musical: Ricardo Cordeiro
Mixagem e Masterização: Amaro Neto
Direção de arte: Edinara Patzlaff
Fotografia: Beta Iribarrem
Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu
Produção Executiva: Lizandra Moraes
Redes Sociais:
http://www.luanafernandes.com/

No Projeto Mistura Fina, a vez do show virtual com João Maldonado
A apresentação em ambiente virtual do pianista João Maldonado dá continuidade à programação do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito, no próximo dia 14 de maio, quinta-feira. A transmissão é feita pelas redes sociais do Mistura Fina, pelo link: www.facebook.com/misturafinamusica/, a partir das 18h30min. A iniciativa leva a assinatura da Fundação Theatro São Pedro, por meio da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS.
O show é baseado no álbum de João Maldonado, “Beauty”, recém-lançado pela Loop Discos. Nas 12 composições do CD, a novidade é a união de ritmos, como o rap, o regionalismo e dos povos indígenas. Em uma das faixas, o pianista convidou Negra Jaque para compor uma música sobre beleza e o artista plástico Bu’ú Kennedy, membro do Clã Üremirin Sararó – Fátria Patrilinear do povo Ye’pá mahsã da Amazônia -, para recitar uma poesia sobre o mesmo tema na língua tukana. “Sou de origem indígena e quis neste disco dar voz a um povo que é constantemente atacado e ameaçado de extinção. A música é um apelo e, ao mesmo tempo, uma homenagem àqueles que parecem tão insignificantes, mas que estão na linha de frente brigando por todos nós”, diz Maldonado. “Beauty” conta, ainda, com a participação de Ernesto Fagundes, em uma música que leva o nome do artista. “Com Ernesto” mostra a sintonia entre a música gaúcha e o jazz.
Com 38 anos de carreira, João Maldonado iniciou no jazz, passou pelo rock gaúcho com o TNT e foi o primeiro pianista de blues do RS tocando com Solon Fishbone. No Chile, onde viveu por sete anos, foi considerado o melhor guitarrista de blues, até retornar ao Brasil, ao piano e ao jazz.
Suspensas desde o dia 19 de março, em acordo com as medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), a programação Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito foi retomada no dia 16 de abril, a fim de garantir a continuidade do projeto e o trabalho dos artistas participantes, bem como minimizar os efeitos do isolamento provocado pela crise sanitária no Brasil.
A programação encontrava-se em plena execução, desde agosto de 2019, cumprindo-se as 40 sessões previstas, com apresentações no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, com muito sucesso. O recomeço das sessões foi no dia 05 de março, quando da reabertura do TSP. Neste mesmo mês, ocorreram os dois primeiros shows, restando ainda 20 a serem realizados. Entretanto, com o agravamento da situação de controle da proliferação do COVID-19, todas as atividades do TSP foram suspensas, ainda por tempo indeterminado, aguardando-se a evolução da crise sanitária e seus desdobramentos.












