Um dos mais ativos agente cultural e curador de artes plásticas de Porto Alegre, o artista visual e arquiteto Fábio André Rheinheimer celebra 33 anos de sua primeira exposição individual com “A Tempestade”. Agora ele deixa o papel de pedra para se tornar vitrine. O cenário de cultura e artes no Estado na década de 2010/2019 foi cheio de percalços, avanços, recuos e conquistas já que, como disse a ex- presidenta Dilma Roussef, “não está fácil pra ninguém”. No meio desse emaranhado da cultura da aldeia emergiram artistas fazendo o que eles mais gostam e sabem fazer, mostrar seus trabalhos, ao lado de gerações anteriores que nunca deixaram o facho de luz da civilização e da arte local se apagar. Assim, toda vez que a roda da cultura se move, através de seus artistas tarefeiros, de instituições oficiais e privadas, público e outros agentes, Porto Alegre se justifica no verão ( e no resto do ano) exercendo sua condição de esquina do mundo. Que isso se repita muitas e muitas vezes nessa década que iniciou agora em 1920, são os votos da redação do JÁ Porto Alegre. Higino Barros André Rheinheimer celebra 33 anos de sua primeira exposição individual. Fotos: Juliana Baratojo/ Divulgação
O texto abaixo é da jornalista Tatiana Csordas
“A exposição “A Tempestade” tem vernissage na quinta-feira, dia 9, das 17h30 às 20h, no Espaço Cultural Correios (Av. Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Acesso pela Avenida Sepúlveda). A mostra fica em cartaz até o dia 9 de fevereiro de 2020. Entrada franca.
“Ao longo dos 33 anos de atuação nas artes, Rheinheimer participou de diversas exposições coletivas, individuais e salões de arte, apresentando obras como artista e como curador. “A Tempestade” é fruto de um projeto de pesquisa estabelecido a partir do exercício pictórico, em que o resultado são fotografias, registros desse processo.
Durante a pesquisa, que levou às obras da exposição, o artista alterou as pinturas continuamente, sobrepondo umas às outras compondo assim novas imagens, que surgiam e se extinguiam sucessivamente, em um processo de constante transformação. O resultado são paisagens marítimas, sob efeito de intensa agitação atmosférica, em obras com densa carga dramática. “É um projeto que representa pontualmente uma parcela das possibilidades desenvolvidas até o momento e que ainda pode ganhar novas formas”, revela o artista.
“Esse projeto tem por referência dois elementos fundamentais, que se relacionam: a produção dos artistas impressionistas e o estilo ukiyo-e, um gênero de xilogravura e pintura japonesa”, explica o artista. Entre importantes nomes que se dedicaram ao estilo ukiyo-e destaca-se a produção de Katsushika Hokusai, que tem em A Grande Onda de Kanagawa sua obra mais célebre, que acabou servindo como um dos principais elementos de referência teórica para Rheinheimer.
As imagens selecionadas para esta mostra são os registros de uma contínua investigação pictórica. “A Tempestade” é composta por 16 obras impressas em tecidos diversos com grandes dimensões e em adesivo sobre PVC. Entre esses materiais estão tecidos utilizados normalmente na decoração e na moda, como Linarte, Linho Madrid, em uma parceria com a Casa Rima, e neoprene. As fibras apresentadas em grandes dimensões, de 1,40 m por 2,30 m, dão novas cores e características às obras pela estrutura de seus fios, compondo quase que uma nova criação a partir das pinturas originais.”
Exposição “A Tempestade” de Fábio André Rheinheimer Local: Espaço Cultural Correios Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Acesso pela Avenida Sepúlveda Vernissage: 9 de janeiro, das 17h30 às 20h Período: Até 9 de fevereiro de 2020 Visitações: de terça a sábado, das 10h às 18h, e aos domingos, das 13 às 17
Dentro da programação do Instituto Estadual do Livro (IEL) na Feira do Livro de Porto Alegre está uma mesa em homenagem ao escritor Aldyr Garcia Schlee (1934-1918) e o lançamento do fascículo biobliográfico “Escritores Gaúchos – Série Digital: Aldyr Garcia Schlee”. O evento será realizado no próximo sábado, dia 2 de novembro, às 14h, na Sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Andradas, 1223), com entrada franca.
Editado pelo IEL, instituição da Secretaria de Estado da Cultura do RS, o volume será disponibilizado gratuitamente na internet, através do endereço eletrônico ielrs.blogspot.com e conta com relatos, imagens e trechos da obra que resgatam a trajetória do autor homenageado, bem como sua última entrevista. Participam da atividade Alfredo Aquino, Luiz-Olyntho Telles da Silva e Maria Eunice Moreira.
Altair Martins autografa na Feira do Livro, no dia 17/11, às 17 horas. Foto de Santiago Martins/ Divulgação
Geraldo Hasse
Dois irmãos separados por brigas familiares se reencontram depois de 20 anos e empreendem uma viagem de carro de Porto Alegre a Buenos Aires. Esse é o resumo do livro Os Donos do Inverno (255 páginas, Dublinense, 2019), recém-lançado por Altair Martins, “um dos mais surpreendentes escritores de sua geração”, segundo o crítico José Castello. Martins tem 45 anos, é professor de literatura na PUCRS e já ganhou alguns prêmios com suas ficções marcadas pela dor de ser humano.
O caso deste livro é assim mesmo: os irmãos adolescentes tiveram uma briga de socos no dia do enterro do irmão mais velho, após o que cada um sai para seu lado e nunca mais se vêem até combinar a viagem ao Sul. Uma viagem maluca cujo objetivo é: levar os ossos do irmão falecido ao Hipódromo de Palermo, na capital argentina, onde ele exerceria sua profissão (jóquei) caso não tivesse a carreira interrompida pelo acidente. Os ossos vão num saco plástico dentro de uma caixa de isopor. Para evitar problemas na BR-116, descem por São José do Norte.
No terceiro dia, a grande aventura termina na corrida noturna de segunda-feira em Palermo. É uma ficção bem posta na pista pois contém elementos da realidade: o pai de Altair Martins era jóquei e empresta seu nome profissional (C. Martins) à personagem representada pelos ossos dentro da caixa de isopor. O irmão chamado Elias é professor de biologia e tem o dom de conversar com os cavalos. O outro, Fernando, é o motorista que trabalha com um táxi e costuma concordar com tudo o que dizem seus passageiros.
Viajando por um mil e tantos quilômetros ao longo da paisagem do litoral, os dois irmãos, mais o falecido, repassam a época em que viveram, os três, no mesmo quarto, dividindo um beliche e uma cama, na cidade de Guaíba, hoje com 100 mil habitantes, mas na década de 70 pouco mais do que um bairro separado da capital por um mundaréu de água que alguns dizem ser rio e outros, lago. Na realidade, Guaíba pode ser uma figuração da Palermo de Porto Alegre, assim como Palermo poderia ser o Cristal de Buenos Aires.
Para compreender certas metáforas, não é preciso conversar com cavalos. O fato é que o autor desta resenha não se lembra de ter lido qualquer ficção que tenha cavalos de corrida como personagens. Por isso, se cogita até de realizar uma sessão de autógrafos no Hipódromo do Cristal, onde se encontram pessoas que conviveram com o C. Martins de verdade e talvez se disponham a apostar R$ 44,90 no livro de um escritor que admite fazer “ficção a partir de alguma realidade”. É o que fazem muitos escritores, embora não admitam a mescla do vivido com o inventado.
Sem dúvida, não é preciso ser turfista, basta ser gaúcho para aceitar que um dos irmãos viajantes tenha o dom de entender-se com os cavalos. Sem nunca perder a mão, o autor esmera-se numa “tocada” capaz de restabelecer o clima da literatura conhecida, nos anos 1970, como o realismo mágico ou fantástico.
Segurando bem as rédeas de sua história, Altair Martins faz uma rica viagem ao Sul profundo, esse sul mítico que liga Porto Alegre às duas capitais do Prata. Uma viagem de resgate, de busca de identidades extraviadas. Sem dúvida, uma bela história que registra a travessia São José do Norte-Rio Grande, a passagem por Santa Vitória do Palmar e Punta del Este.
Em Montevidéu, os irmãos reconciliados encontram um veterano que afirma ter trabalhado em Porto Alegre com Rubén Paz, quando este jogou no Internacional. O sujeito mora na Calle de La India Muerta, nos confins da cidade. A narrativa mistura fatos naturais a aspectos lendários. Em Colonia do Sacramento, um encontro mítico com a História com H.
Em Buenos Aires, por fim, parece perfeitamente natural que os cavalos falem com os hermanos visitantes e estes os compreendam, servindo tais façanhas como incentivo à reconciliação das sociedades latino-americanas separadas por pequenas barreiras e unidas por línguas parecidas. Por coincidência, no livro, os cavalos do Brasil, do Uruguai e da Argentina falam a mesma língua. Para ellos, no hay problemas.
Quem estiver em Florianópolis no próximo dia 12 de setembro, uma quinta-feira, tem a oportunidade única de ver/ouvir um grande espetáculo de música de concerto: Mariana Mihai, soprano romeno-americana, que reside em Nova York e é sucesso mundial, se apresenta na capital catarinense nessa data.
Segundo o material de divulgação, “o espetáculo “Ensemble New York” foi criado especialmente para a ocasião. O programa inclui obras de Chopin, Puccini, Franz Lehar, Gershwin, Lloyd Weber, Ennio Morricone, Jaime Ovalle Vicente Paiva e Jaime Redondo, Pedro Miguel Marquéz, Marcos Portugal e os mais consagrados compositores da Romênia. Clarinetista Garrick Zoeter. Foto: Divulgação
Mariana estará acompanhada pelo clarinetista americano Garrick Zoeter, dono de “uma performance absolutamente dominante, tecnicamente soberba e radiante com a majestade sobrenatural, tudo com uma visão excepcional”, segundo o The Washington Post. Junto no palco, o trio se completa com o premiado pianista catarinense Guilherme Amaral, mestre em música pela UDESC.”
O evento internacional é promovido pela Pró-Música – uma das mais tradicionais e renomadas entidades Culturais de Santa Catarina – dia 12 de setembro, às 20h30min, no Teatro Pedro Ivo, Norte da Ilha de Santa Catarina. Venda de ingressos nas bilheterias dos teatros Pedro Ivo, Ademir Rosa (CIC) e Blueticket. Mais informações: (48) 99971 1398 99176 3498. A presidente da Pró Música, Neyde Borges Coelho, respondeu às perguntas formuladas por Higino Barros A presidente da Pró Música, Neyde Borges Coelho. Foto: Divulgação
PERGUNTA: O QUE SIGNIFICA PARA A PRÓ-MÚSICA E PARA O PÚBLICO EM GERAL, A APRESENTAÇÃO DESSE TRIO?
RESPOSTA: A Pró-Música, ao festejar 46 anos em 2019, tem muito a comemorar pelo seu histórico de realização de eventos nacionais e internacionais que marcaram a vida de nossa cidade. Só para se ter uma ideia, citaremos como exemplo o ballet Giselle, Lago dos Cisnes, Kirov Ballet da Rússia, Ballet da Ópera de Paris, as orquestras sinfônicas da Côte D´Azur, Charlottenbourg –Berlim, Orquestra Bach da Gewandhaus de Leipzig, Orquestra de Montreal, Coro da Capela Real e Orquestra de Copenhagen, além de inúmeras óperas, musicais, o Festival de Canto Aldo Baldin, pianistas nacionais e internacionais, conjuntos de câmara e música bem brasileira. Mais de 1.000 eventos.
Com essa iniciativa, a Pró-Música colocou Florianópolis no mapa cultural dos espetáculos mundiais e que eram privilégio de grandes metrópoles. E, paralelamente, ela vem formando plateia exigente para suas temporadas artísticas.
Assim, assistir Mariana Mihai, uma das mais expressivas estrelas mundiais do canto lírico, o fantástico clarinetista Garrick Zoeter, juntamente com o grande artista catarinense, pianista Guilherme Amaral, é realmente uma rara oportunidade para a nossa cidade.
PERGUNTA: COMO SE CHEGOU AO NOME DELA?
Temos um amigo em comum que nos comunicou a vinda ao Brasil, em 2019, de Mariana Mihai, soprano romeno-americana e Garrick Zoeter um dos mais brilhantes clarinetistas americanos. Ao fazermos uma pesquisa sobre Mariana Mihai, nos deparamos com uma carreira consagradora, o que nos levou imediatamente a convidá-la para fazer parte da Temporada 2019 da Pró-Música Florianópolis, juntamente com Garrick Zoeter. Foi então que convidamos para fazer parte do trio, o premiado pianista Guilherme Amaral.
O passo seguinte, foi a montagem de um programa especial com essa formação, um trio formado por Voz, Clarinete e Piano, o que não deixa de ser algo inédito.
Mariana Mihai, soprano romeno-americana, se apresenta dia 12 de setembro. Foto: Divulgação
Assim, escolhemos músicas da Broadway, de filmes famosos, árias de operetas, óperas, jazz, músicas romenas e brasileiras, destacando, em momentos alternados, o talento de cada um dos três artistas. Estão no repertório obras de Frédéric Chopin, Giacomo Puccini, Franz Lehar, George Gershwin, Lloyd Weber, Ennio Morricone, Jaime Ovalle, Vicente Paiva e Jaime Redondo, Pedro Miguel Marquéz, Marcos Portugal e os mais consagrados compositores romenos. Como curiosidade do programa, uma provocativa peça para Clarinete e Compact Disc do compositor britânico Nicola Resanovic que inclui ruídos de fábricas, uma operadora de telefonia, combinando com o som lírico do clarinete e percussão. Extremamente rápido e energético. Uma paródia da vida moderna através do talento do clarinetista Garrick Zoeter.
PERGUNTA: ALÉM DA SOPRANO, CEREJA DO BOLO, DIGAMOS, HÁ DOIS GRANDES INSTRUMENTISTAS. ELES JÁ VINHAM PARTICIPANDO DE APRESENTAÇÕES DELA OU É ALGO MONTADO PARA ESTE ESPETÁCULO
RESPOSTA: Mariana e Garrick Zoeter apresentam-se juntos, regularmente, em concertos, em vários países da Europa, Romênia e EUA. Eles residem nos EUA e são casados.
A maneira apaixonada e exuberante do clarinetista americano Garrick Zoeter com seu instrumento é reconhecida e admirada em todo o mundo. A revista “Clarinet”recentemente descreveu sua interpretação como “extraordinária, seu som demostra o domínio completo de todas as demandas técnicas e efeitos que são requeridos desta peça, sua arte e virtuosidade são convincentes. Este é um dos melhores desempenhos de clarinete que eu analisei em minha crítica. ” Enquanto o jornal The Washington Post descreveu recentemente uma performance recente dele como “absolutamente dominante, tecnicamente soberba e radiante com a majestade sobrenatural, tudo com uma visão excepcional ”.
PERGUNTA: SE QUISER ACRESCENTAR ALGO MAIS, FIQUE À VONTADE.
Gostaríamos de repassar as palavras do conceituado crítico musical, Francisco Vidal sobre a arte de Mariana Mihai:
“Temos diante de nós uma cantora com a maior técnica possível e bela interpretação. Presença maravilhosa, com o raro dom da comunicação, uma artista. Excelentemente preparada, pronta para um grande sucesso …
Mariana Mihai é uma presença extraordinariamente bela no palco e um excelente controle de voz com uma interpretação sensível e legato maravilhoso em toda a performance. Instinto inato de coloração emocional, uma sensação de vir de dentro da poesia e da música…a sensibilidade humana que irradia da performance de Mariana Mihai é tocante e magnética … ”
Um programa imperdível!
GUILHERME AMARAL
Sobre o pianista Guilherme Amaral, entre seus mestres estão Álvaro G.V. da Silva e Maria Bernardete Castelán Póvoas, Christiane Ast, Espanha, França e Alemanha, Nehama Patkin (Austrália), Luiz Henrique Senise, Eduardo Monteiro, Ney Fialkof, Eva Maria Alexandre, Fernando Lopes, Huub de Leew (Holanda), Eudóxia de Barros Lacerda, Marcelo Bratke, Eduard Shulkin (Alemanha), Cristina Ortiz, Alexander Mindoyants (Rússia) e Paulo Alvares (Brasil/Alemanha).
Prêmios -Concurso Estadual de Piano (SC, 1994) – 3o lugar, Concurso Jovens Intérpretes (SC, 1996) – 2o lugar, Concurso Nacional Performance (1995) – 2o lugar, Concurso Latino-Americano Art Livre (SP, 1997), Concurso Nacional Madga Tagliaferro (SP, 2000) – entre os 5 finalistas, Concurso Nacional Art Livre (SP, 2003) – 3o lugar, Concurso Latino Americano de Duos de Câmera, junto com o violinista Luiz Fernando São Thiago (PR, 2004) –1o lugar e Concurso Latino Americano de Piano Solo (PR, 2004) – 2º lugar. Em 2006 foi vencedor nas categorias Piano Solo e Duo com Piano do Concurso Jovem Destaque realizado no Fórum de Cultura e Ciência da UFRJ, no Rio de Janeiro
PERGUNTA: GUILHERME, COMO VOCÊ SE SENTE TOCANDO COM DOIS RENOMADOS NOMES DA MÚSICA DE CONCERTO ATUAL?
RESPOSTA: Me sinto muito grato pela oportunidade de apresentar ao público catarinense um recital com repertório selecionado por músicos deste nível e, sobretudo, que será executado por profissionais de altíssimo nível. Fico muito feliz por ter sido convidado a participar como pianista deste recital, pois isso representa a confiança que a Pró-Música Florianópolis tem pelo meu trabalho. Oportunidades como esta materializam o meu desejo de que o público tenha sempre contato com arte de qualidade.”
Sucesso nas três temporadas que realizou desde o Porto Verão Alegre até aqui, a comédia TOC traz, além de diversão, claro, reflexão, humor, amizade, parceria, encontros. O fato de não estarmos sozinhos com nossas angústias, medos ou alegrias é sempre reconfortante e transformador. E é esse o recado de Artur José Pinto, autor do texto de ‘TOC – uma comédia obsessiva compulsiva’, comédia que está encantando os gaúchos que lotam todas as sessões. Com ingressos já disponíveis no site da Uhuu, volta a cartaz agora no Teatro CIEE, de 08 a 11 de agosto.
O espetáculo dirigido por Lutti Pereira coloca em cena, quatro personagens com diferentes personalidades e tipos de TOC (transtornos obsessivos compulsivos), que se encontram num improvável consultório. Enquanto esperam pelo famoso Dr. Clóvis Schartzmann para uma sessão de psicoterapia, compartilham suas vidas e desenvolvem uma estranha relação. Após as apresentações de quinta, sexta e sábado, haverá debates com profissionais da área da psicanálise e público presente.
Foto de Pedro Mendes/ Divulgação Artur José Pinto, ator, dramaturgo e diretor teatral, é autor de outros grandes sucessos do teatro gaúcho, como Homens de Perto e Inimigas Íntimas. Lutti Pereira é ator e diretor e participa ativamente da cena das artes cênicas de Porto Alegre. Daniel Lion , um dos figurinistas mais requisitados e premiados do teatro gaúcho, retorna aos palcos como ator, depois de 18 anos sem atuar. Letícia Kleeman recebeu este ano o Prêmio Açorianos de melhor atriz coadjuvante pela montagem ‘Nós (em Off)’. Além de atriz, é requisitada modelo e protagoniza importantes editoriais de moda. Vinícius Petry, músico e ator, integrou a Cia. Teatro di Stravaganzza, o grupo Teatro Novo, a Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais e atualmente faz parte do elenco do Grupo Cuidado que Mancha. Juliana Barros é atriz e produtora e também tem uma carreira repleta de premiações e participações em importantes espetáculos da cena de Porto Alegre.
Foto: Pedro Mendes/ Divulgação
Críticas sobre o espetáculo:
“Divertida, inteligente e bem realizada.
O desenvolvimento da trama e a agilidade dos diálogos, bem abrasileirados e muito naturais, garante a qualidade do espetáculo que diverte e prende a atenção de todos, arrancando contínuas gargalhadas, tal o inusitado das situações.” – Antônio Hohlfeldt /JC
“Passando do trágico ao cômico, os personagens encaram as suas fobias através de uma nova perspectiva: o outro…É uma comédia atemporal que tem tudo para seguir arrancando aplausos e risadas por muitas temporadas no cenário teatral gaúcho e quiçá alçar voos maiores. Eu recomendo. É uma terapia intensiva de bom humor e algo mais.” – Ana Paula Bardini /Blog Teatrando Por Aí “É um retrato de cada um de nós. Como somos. Com nossas manias e fragilidades emocionais…Além de rir muito podemos refletir e nos ver no espelho das personagens que expõem sua condição bem humana.” – Roberto Antunes Fleck “Surpreende quando estamos diante do encontro natural do ator com o tom cômico, assim despertando uma surpresa em cena e não só o óbvio da narrativa. Por isso no final da apresentação foi unânime os calorosos aplausos da plateia diante do espetáculo.” – José Henrique Alves / Blog Crítica & Diálogo
Ficha técnica:
Texto: Artur José Pinto / Direção: Lutti Pereira / Elenco: Daniel Lion, Juliana Barros, Letícia Kleemann e Vinícius Petry / Cenografia e figurinos: Daniel Lion / Iluminação: Fernando Ochoa / Trilha sonora: Vinícius Petry / Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten / Assessoria de redes sociais: Pedro Santos / Fotos de divulgação: Pedro Mendes / Programação visual : Top Agencia / Realização e produção: Lutti Pereirae Daniel Lion / Classificação etária: 14 anos / Duração: 60min
TOC – UMA COMÉDIA OBSESSIVA COMPULSIVA
De 08 a 11 de agosto, de quinta a sábado às 21h e domingo às 18h
Teatro CIEE – Rua Dom Pedro II, 861. São João. Telefone (51) 3363-1111
Ingressos antecipados:
R$ 80,00 plateia
R$ 60,00 mezanino
No site: http://uhuu.com/evento/rs/porto-alegre/toc-uma-comedia-obsessiva-compulsiva-7919
Bilheteria do Teatro CIEE (sem taxas):
Rua Dom Pedro II, 861 – Higienópolis – Porto Alegre
De segunda a sexta, das 10h às 18h
Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country (sem taxas):
Avenida Túlio de Rose, 80 | 301 – Porto Alegre, RS.
De segunda a sábado, das 13h às 21h | domingos e feriados, das 14h às 20h
Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito.
Meia-entrada/descontos: 50% de desconto para idosos (com idade igual ou superior a 60 anos);
50% de desconto para estudantes;
50% de desconto para pessoas com deficiência e acompanhantes quando necessário.
O benefício de meia-entrada é assegurado para 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento, conforme o Decreto nº 8.537/15.
Na terça-feira, 23 de julho, às 19h, na Pinacoteca Aldo Locatelli (Paço dos Açorianos – Praça Montevidéu, 10) inauguram as exposições Mostra Coletiva do 3º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea e BIO-I, do artista David Ceccon. A entrada é gratuita. Mostra Coletiva
Com curadoria de Diego Groisman, a mostra reúne obras de dez artistas selecionados por um júri brasileiro, composto por Adriana Boff, Bruna Fetter, Diego Groisman, Paulo Miyada e Patrice Pauc e um júri francês do Centre Intermondes, representado por Edouard Mornaud e Flavie Monnier.
Os artistas que integram a mostra são Alexandre De Nadal, Bruno Eder, Camila Proto, Francine Lasevitch, Henrique Fagundes, Joana Burd, Letícia Lopes, Marcelo Chardosim, Oendu de Mendonça e Vitória Macedo.
Em sua terceira edição, o Prêmio busca estimular a produção das artes visuais contemporâneas no Rio Grande do Sul, com a missão de dar apoio e incentivo para artistas em início de carreira.
A mostra tem entrada franca e ficará aberta para visitação na Pinacoteca Aldo Locatelli no Porão no Paço dos Açorianos (Praça Montevidéu, 10) até 4 de outubro. Vencedores
Letícia Lopes (1º lugar), Alexandre De Nadal (2º lugar) e Marcelo Chardosim (3º lugar).
Letícia foi premiada com uma residência artística de dois meses no Centre Intermondes, em La Rochelle, na França, com passagem e alojamento incluídos, um prêmio em dinheiro no valor de R$ 8 mil como incentivo à produção da artista, ajuda de custo para o período da estadia em La Rochelle de R$ 3 mil, além de uma bolsa de estudos na Aliança Francesa Porto Alegre. A residência está programada para os meses de agosto a setembro de 2019. O segundo e o terceiro lugar também serão premiados com bolsas de estudo na Aliança Francesa de Porto Alegre.
O segundo e o terceiro lugares também serão premiados com bolsas de estudo na Aliança Francesa de Porto Alegre.
O evento é uma realização da Aliança Francesa Porto Alegre e Ministério da Cidadania, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Timac Agro e apoio do Centre Intermondes e da Prefeitura de Porto Alegre. Exposição BIO-I
Individual do artista visual David Ceccon, vencedor da segunda edição do Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, será apresentada na Sala da Fonte, também na Pinacoteca Aldo Locatelli.
A exposição reúne os trabalhos desenvolvidos durante a residência no Centre Intermondes (La Rochelle, França) em 2018, na qual o artista voltou a sua pesquisa para as temáticas de gênero, identidades, autorrepresentação e ficção no espaço digital.
David Ceccon (1992) vive e trabalha em Porto Alegre. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desenvolve seu trabalho através de diferentes mídias, como gravura, pintura, cerâmica, objeto e fotografia. Também utiliza o ciberespaço e as redes sociais como fonte de criação para experimentação artísticas.
Em sua poética, interessa-se pelas ambiguidades das relações humanas e pelos mecanismos de construção, fragmentação e dissolução das identidades e sujeitos na sociedade contemporânea. Utilizando-se de conceitos como diferença, pós-identidade, autorrepresentação, reprodutibilidade, autobiografia e autoficção, explora os modos pelos quais performamos nossas existências sobre o mundo e transita por questões que tangem o biológico, o cultural, o fictício, o real e o virtual.
Durante a graduação, David Ceccon foi bolsista PIBIC-CNPq/UFRGS (2012-2017). Também cursou bacharelado em Letras na UFRGS entre 2009 e 2012. Estudou atuação e técnicas de expressão corporal na Escola de Teatro Teatraria entre 2015 e 2017. Foi contemplado com o Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea (2018), com o Prêmio IEAVI (2015) e com o Prêmio Açorianos nas categorias Artista Revelação e Destaque em Gravura (2016).
Serviço 3º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea BIO-I, individual de David Ceccon
Abertura: terça-feira, 23 de julho de 2019, 19h
Pinacoteca Aldo Locatelli (Paço dos Açorianos – Praça Montevidéu, 10)
Visitação: de 24 jul a 4 out 2019
Horário de visitação: segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30
Contatos: acervo@smc.prefpoa.com.br / (51) 3289 8292
Entrada gratuita
Higino Barros
O Espaço Cultural Aberto Caminho de Artes deixará o Centro Histórico de Porto Alegre/RS para o novo endereço na Zona Sul da cidade, e passará a fazer parte do bairro Tristeza, na rua Dr. Armando Barbedo, 356. A inauguração acontece no sábado dia 01, das 11h às 15h, com a exposição “O Voo da Pedra” do artista visual e fotógrafo Bebeto Alves, com curadoria de Antônio Augusto Bueno.
Para esta mostra Bebeto Alves, conhecido também por sua trajetória musical, tendo como ponto de partida a fotografia, apresenta um ensaio visual em diferentes suportes e linguagens, como objetos, vídeo, sobreposições de imagens em diferentes materiais utilizando distintas técnicas de impressão. Inclusive a transferência de uma fotografia de uma gravura rupestre do litoral Catarinense para uma pedra litográfica.
O JÁ Porto Alegre fez uma série de perguntas aos responsáveis pelo o espaço cultural. As respostas são de Marla Trevisan, Gestora Cultural Aberto Caminho de Artes, ao lado de Ricardo Giuliani. Pergunta: Quanto tempo a Aberto Caminho das Artes ficou no Centro Histórico?Resposta: Ficamos 4 anos no caminho dos antiquários; Pergunta: O que caracteriza a galeria? Resposta: Em verdade não é uma galeria, é um simples espaço cultural, e isso porque não temos a “qualificação” para ostentarmos esse “título” de galeria. A característica básica do espaço é a abertura de oportunidades de integração e alternativas para novos artistas. A PLURALIDADE e a arte aberta é o nosso foco fundamental. Pergunta: Qual o balanço que pode ser feito desse período? Resposta: O principal “feito” do período, além da qualidade dos artistas e curadores que estiveram conosco, foi a fixação da pluralidade e do convívio democrático entre todas as “tribos” que formam o mundo cultural porto-alegrense e gaúcho. A participação de artistas de fora do Estado e do País também representaram o reconhecimento do espaço como ambiente de referência na cidade.
Outro ponto relevante é o financiamento totalmente privado do ambiente de arte e uma prática comercial sustentada no interesse do artista e nos seus ganhos com seus trabalhos; Pergunta: O que representa a nova fase? Resposta: A ideia é continuar com o mesmo conceito. É fato que o lugar, a Zona Sul de Porto Alegre, apresenta características especiais para o “mercado” de arte. Além do mais, permite-nos abrir um diálogo mais efetivo com um público “consumidor de arte” mais expressivo. Ainda, haverá no espaço um ambiente dedicado ao trabalho do Ricardo, que ainda é pouco mostrado no nosso espaço. Pergunta: A exposição do Bebeto Alves, que encerra um ciclo e abre outro, tem qual significado? Resposta: A experimentalidade do trabalho do Bebeto e a sua capacidade criativa terminam por concentrar, em certa medida, as características do próprio espaço. Então, o “encerramento”, que não encerra, e a “abertura”, que é continuidade, pode ser expressa pela trajetória do Bebeto que, vindo da música, se abre para o mundo com novos voos criativos. A curadoria de Antônio Augusto Bueno, artista consagrado e diferenciado, confere a “certificação” da qualidade que o ABERTO sempre pede e procura entregar aos seus parceiros de caminhada. Pergunta: O que mais dá para se dizer do espaço? Resposta:Outra característica do espaço é ter consigo o nosso escritório de advocacia (na verdade, o mecenas do ABERTO). Ali, no segundo andar, seguiremos com nossas atividades profissionais, o único meio que temos para financiar e sustentar o espaço cultural sem qualquer interferência de “dinheiros” públicos ou interferências oficiais. O “consumo” dos bens culturais deve, em primeiro lugar, dar satisfações ao artista e ao público que o quer consigo. Nossa contribuição para a construção de um público “consumidor” de arte, parte das nossas possibilidades reais de, com o escritório, assegurar os meios objetivos para a manutenção e financiamento do espaço.
Higino Barros
Nascida no Uruguai, radicada em Caxias do Sul, a cantora Bibi Blue dá uma prova de sua versatilidade e capacidade vocal, ao montar o show “Parla Piu Piano”, para ser especialmente apresentado durante a Festa da Uva, em Caxias do Sul. Antes desses shows, a cantora e seu grupo, Bibi Jazz Band, se apresenta duas vezes em Porto Alegre, mostrando seu repertório tradicional de jazz.
Na capital gaúcha, a Bibi Jazz Band toca no próximo domingo, dia 24, às 18h30, no barco Cisne Branco. E na segunda-feira, dia 25, na casa noturna Dry, às 21h. Bibi já tem um público fiel na cidade. Enquanto a cena de jazz gaúcha tem variedade e quantidade de instrumentistas, são poucas as cantoras que se dedicam ao gênero no Estado. Bibi é uma das mais conhecidas. Além de liderar a Bibi Jazz Band, ela dá aula de Técnica Vocal em Caxias do Sul.
Fotos de Bruna Marchiori/ Divulgação
Sobre o novo trabalho do grupo, apresentando releituras da música popular italiana com clássicos como “Parole”,”Come Prima” , Citta Vuota, entre outras canções, ela promete fazer o público “tremer e se emocionar”. Segundo ela o ambiente, a Festa da Uva, favorece para que isso aconteça. Além dessas canções , a Bibi Jazz Band vai mostrar clássicos do jazz americano, interpretados em italiano.
Agenda de shows
24 Fev: Barco Cisne Branco – Horário Do Show 18:30hs
25 Fev: Casa Noturna Dry – Horário Do Show 21:00hs
28 Fev – Show Da Festa Da Uva ” Parla Piu Piano “- Horário- 20hs
Higino Barros
O Instituto para o Desarrollo Rural de Sudamérica (IPRDS) é uma instituição sem fins lucrativos que visa contribuir para melhorar as condições teóricas, políticas e técnicas para o desenvolvimento rural na América do Sul. Sua sede fica em La Paz (Bolívia) e anualmente ele promove, para jovens, um concurso de ensaio e ilustração que tem como tema histórias de vida de pessoas que sobrevivem à violência e perseguição existentes no campo.
O quadrinista Pablito Aguiar, de Alvorada, colaborador do JÁ Porto Alegre, ficou em segundo lugar, na categoria ilustração, em resultado divulgado nessa terça-feira na capital boliviana.
O trabalho foi publicado originalmente na edição do JÁ Porto Alegre na edição de novembro de 2018, dedicada à realização da Feira do Livro. E conta a trajetória de Janja, personagem real, moradora de uma comunidade Quilombola, na Estrada dos Alpes, no bairro Glória, em Porto Alegre.
Pablito Aguiar vem publicando na edição impressa mensal do JÁ Porto Alegre histórias de trabalhadores anônimos da capital gaúcha, como fizera anteriormente em jornal da cidade de Alvorada, onde reside. O trabalho em Alvorada rendeu um livro, premiado no início de 2018, no Salão de Arte e Desenho de Porto Alegre.
Texto: Higino Barros- Fotos: Tânia Meinerz
O quadrinista e cartunista carioca Ota esteve em Porto Alegre no início dessa semana e retornou ao Rio de Janeiro, onde mora, na quarta-feira. Ele veio à capital gaúcha para tratar de uma versão para o cinema do documentário a ser feito sobre uma obra sua impressa, o “Relatório Ota do Sexo”, de 2010. Que ele define como “um documentário maluco, que mistura Roger Rabbit com documentário do History Channel, vozes de dubladores famosos e de Relatório Ota”.
Otacílio Costa d’Assunção Barros, o Ota, está com 64 anos, é referência entre seus pares, já que foi editor responsável e um dos autores mais cultuados da versão brasileira da revista humorística Mad. Atualmente ele faz um trabalho independente, longe das grandes editoras, mas igualmente mordaz como no passado. Tanto na internet como em edições impressas. Seu público tem a média de 35 a 45 anos, mas ele diz que com novos personagens como “A garota bipolar” está formando leitores das novas gerações.
A Mad era uma espécie de Bíblia do quadrinho norte-americano dos anos 1970. A edição brasileira nasceu em 1974, pleno período de censura e ditadura militar. Optou por um humor iconoclasta, irreverente e calcado em comportamento, em vez do humor político vigente na época, que tentara furar a barreira rígida da censura. É comum para ele ouvir depoimentos de pessoas que dizem que foram influenciados na profissão de desenhista de quadrinhos graças à Mad.
Para celebrar a estadia dele em Porto Alegre, cartunistas gaúchos, da Grafar, entre eles, Leandro Bierhals , o Bier, Edgar Vasques, Santiago, Fábio Zimbres e outros, se reuniram na terça-feira, no bar Parangolé, na Cidade Baixa. Na oportunidade Ota falou com a reportagem do JÁ. Pergunta: O que viestes fazer em Porto Alegre? Resposta: Vim para uma reunião sobre uma versão de um documentário que será feito, um documentário maluco, que mistura Roger Rabbit com documentário do History Channel, vozes de dubladores famosos e do Relatório Ota. Vai ter animações, entrevistas com pessoas falando sobre taras sexuais. Por falar nisso, quem quiser participar é só nos procurar nas redes sociais. Vai ter mulheres falando que traem maridos, velhinhas relatando como era no tempo delas, que só podia transar na moita. Espero que esse filme vá causar, como se diz hoje… Pergunta: Os leitores de quadrinhos lembram do teu trabalho na Mad. Fale um pouco disso: Resposta: A Mad não existe mais no Brasil, no Estados Unidos continua saindo. Há dez anos me afastei da revista, em 2008. Mas fiquei 38 anos trabalhando nela e foi onde publiquei o Relatório Ota, que me tornou conhecido no País. Eu falava de sexo, drogas, ecologia, energia nuclear, qualquer assunto da moda, da época virava tema de relatório. Pergunta: Há quanto tempo está na profissão? E o como vê a cena do quadrinho brasileiro hoje, com o advento das redes sociais? Resposta: Estou em atividade há 49 anos, vou completar 50, já que comecei bem cedo. Com a internet a gente abrange um número maior de leitores. Antes era preciso comprar uma revista na banca. Esse público enorme da internet pode viralizar sua publicação e embora não receba diretamente por isso, crio um público que acaba comprando minhas revistas e publicações impressas. Ando com elas embaixo do braço em feira de quadrinhos pelo País e onde me convidam. Eu já tenho uma certa fama, vender impresso não é tão difícil para mim. Mas para quem está começando agora é um pouco mais complicado. O certo é que o mundo está mudando e a gente tem que se adaptar. É o que estou fazendo.