Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Semana Fashion Revolution 2020 joga luz sobre a segurança dos trabalhadores da moda

    Semana Fashion Revolution 2020 joga luz sobre a segurança dos trabalhadores da moda

    Sob o contexto da pandemia que está mudando o mundo, o movimento aborda, de 20 a 26 de abril, os temas consumo, composição das roupas, condições de trabalho e ações coletivas.

    Desde a tragédia do Rana Plaza, em 2013, o Fashion Revolution mobiliza a sociedade em prol de uma indústria da moda que respeite e valorize a natureza e a vida de todos que fazem parte da sua cadeia produtiva. Neste momento não é diferente. Em tempos de crise, é necessário atentar principalmente para os mais vulneráveis, que na moda, é falar sobre quem ocupa as pontas: as pessoas que fazem nossas roupas.

    “Esse é o momento de repensar o consumo. Agora temos a oportunidade de mudar nossos hábitos para caminhar por uma vida mais leve e com mais propósito”, propõe Livia Duda, coordenadora do movimento Fashion Revolution em Porto Alegre. As atividades, neste ano, serão on-line, entre os dias 20 e 26 de abril, e a programação está disponível no site: http://semanafashionrevolution.com.br/.

    Livia Duda. Foto: Geo Cereça/ Divulgação

    A crise decorrente da Covid-19 está prejudicando milhões de trabalhadores em todo o mundo. Em Bangladesh, o segundo maior produtor global de itens de vestuário, já foi calculado em quase 3 bilhões de dólares a quantidade de pedidos cancelados de acordo com a revista Forbes. A situação local é considerada apocalíptica, pois além de muitos estarem desempregados, a situação é nada favorável para um isolamento social, pois muitos dos trabalhadores vivem em moradias precárias, sem acesso à água limpa e produtos de higiene. No Brasil a realidade não é tão diferente. Pedidos cancelados, fábricas paralisadas e muitos trabalhadores impossibilitados de produzir, em uma realidade onde muitos dependem da produção diária para se alimentar.

    Seguindo a determinação do Ministério da Saúde Federal e do Governo do Estado local, para conter a disseminação do Covid-19, o Fashion Revolution não irá realizar nenhuma atividade presencial e incentiva que, neste momento, a garantia da segurança (de saúde e financeira) de todos os trabalhadores do setor, seja a prioridade, tanto para os empresários, quanto para o governo e sociedade civil.

    A campanha de 2020 da Semana Fashion Revolution aborda quatro temas: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. Esses temas, que aprofunda a narrativa do movimento, nunca se mostraram tão importantes quanto nesse momento de desafios que a pandemia está nos submetendo. Mais do que nunca precisamos questionar o modelo de consumo o qual a sociedade como um todo está imersa, e quais os impactos que a cultura da descartabilidade têm sobre trabalhadores e o meio ambiente. Mais do que nunca precisamos nos interessar sobre a composição das roupas, e o que isso representa na rotina de todos os trabalhadores que manuseiam químicos diariamente, impactando na sua saúde, e na saúde do solo e das águas.

    As condições de trabalho precárias na Indústria da moda, que sempre foram questionadas pelo movimento, se mostram exacerbadas em momentos como esse. Com demissões em massa e reduções de salário acontecendo na indústria, é colocada ainda mais luz sobre a vulnerabilidade dos trabalhadores. A falta de transparência, que muitas vezes encoberta a falta de responsabilidade das empresas para com seus trabalhadores, cria condições perfeitas para que pessoas sejam negligenciadas em detrimento ao lucro.

    O Fashion Revolution acredita que a capacidade de empatia coletiva é fortalecida por nossa experiência global compartilhada. Precisamos usar do privilégio de ficar em casa nesse momento, que deveria ser um direito de todos, para amplificar nossas vozes. Agora, mais do que nunca, precisamos promover ações coletivas para que tenhamos ainda mais voz na luta por uma cadeia de moda mais justa.

    Durante a Semana Fashion Revolution, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de abril, o Fashion Revolution convida a todos a questionar #QuemFezMinhasRoupas, e demandar que as marcas de moda protejam e deem suporte para os trabalhadores de sua cadeia de produção, A programação, que acontece simultaneamente em mais de 100 países, será totalmente digital e irá promover o debate sobre como podemos revolucionar a história da moda rumo à um setor mais transparente, ético e limpo.

    Acompanhe a programação de atividades da Semana Fashion Revolution em todo o país no hotsite Semana Fashion Revolution e siga nossas redes para ter mais informações. Faça parte da revolução. Seja Curioso. Descubra. Faça algo!

    Alguns dados da indústria da moda no mundo:

    – Mais de 90% dos trabalhadores da indústria global do vestuário não têm possibilidade de negociar os seus salários ou condições de trabalho. Fonte: IndustriALL.

    – 80% dos países violaram o direito à negociação coletiva. Fonte: IUTC, 2019,

    – 77% dos varejistas britânicos acreditam que há uma probabilidade de escravidão moderna em sua cadeia de suprimentos. Fonte: Hult Research & Ethical Trading Initiative, 2016.

    – O vestuário é a segunda categoria de produtos de maior risco para a escravidão moderna. Fonte: Wolk Free Foundation, 2018.

    – Cerca de 150 bilhões de peças são produzidas anualmente. Fonte: Materiais de Vestuário Sustentáveis, 2015.

    – Comprar uma camisa de algodão produz as mesmas emissões que dirigir um carro por 56 quilômetros. Fonte: Oxfam, 2019.

    – A produção de têxteis à base de plástico utiliza cerca de 342 milhões de barris de petróleo por ano. Fonte: Ellen MacArtthur Foundation, 2017.

    – Mais de 700 mil fibras podem sair da nossa roupa numa simples lavagem. Fonte: Napper and Thompson, 2016.

    Para saber mais:

    @fash_rev_brasil

     #SemanaDigital

    #FashionRevolution

     #QuemFezMinhasRoupas

    #DoQueSãoFeitasMinhasRoupas

  • O som do Bluegrass Porto-Alegrense no Mistura Fina virtual

    O som do Bluegrass Porto-Alegrense no Mistura Fina virtual

    As apresentações virtuais do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito, prosseguem nessa quinta-feira, dia 23 de abril, tendo como atração o Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense. A transmissão é feita pelas redes sociais do Mistura Fina, pelo link: www.facebook.com/misturafinamusica/, a partir das 18h30min.

    Suspensas desde o dia 19 de março, em acordo com as medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), a programação foi retomada no último dia 16, a fim de garantir a continuidade do projeto e o trabalho dos artistas participantes, bem como minimizar os efeitos do isolamento provocado pela crise sanitária no Brasil. A iniciativa leva a assinatura da Fundação Theatro São Pedro, por meio da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS.

    A programação do Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito encontrava-se em plena execução, desde agosto de 2019, cumprindo-se as 40 sessões previstas, com apresentações no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, com muito sucesso. O recomeço das sessões foi no dia 05 de março, quando da reabertura do TSP. Neste mesmo mês, ocorreram os dois primeiros shows, restando ainda 20 a serem realizados. Entretanto, com o agravamento da situação de controle da proliferação do Covid-19, todas as atividades do Theatro São Pedro foram suspensas, ainda por tempo indeterminado, aguardando-se a evolução da crise sanitária e seus desdobramentos.

    Mais informações:

    http://www.teatrosaopedro.com.br/

    (http://www.facebook.com/misturafinamusica)

    Mais sobre o Bluegrass:

    Influenciados pelo bluegrass music, gênero musical oriundo dos Estados Unidos que utiliza somente instrumentos acústicos, o Conjunto Bluegrass Porto-Alegrensetem, em sua formação, os músicos Marcio Petracco (mandolin/bandolim), Heine Wentz (fiddle/violino), Ricardo Sabadini (guitar/violão) e José Baronio (bass/baixo).

    Bluegrass é o apelido do estado do Kentucky, “The Bluegrass State”, e é de lá que veio o grupo que deu nome ao estilo, “Bill Monroe and His Blue Grass Boys”. Bill Monroe é considerado o pai da música bluegrass. “Nosso repertório é exclusivamente de músicas desse gênero. As raízes dessa música remontam aos imigrantes irlandeses, escoceses e ingleses, fugidos da fome que passaram na Europa em meados do século XVIII. Eles colonizaram a região dos montes Apalaches, e junto com eles trouxeram sua cultura musical. O bluegrass também teve influência dos afro-americanos, que foram os responsáveis pela introdução do banjo nos Estados Unidos”, conta Sabadini.

  • Coletivo Errático lê dois textos no “Ciclo Vera Karam, 60 anos”

    A Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) continua o ciclo de leituras on-line Vera Karam 60 anos, nesta sexta-feira, 17. O Coletivo Errática apresentará leituras de dois textos da autora, Maldito Coração, Alegra-me Que Tu Sofras e Dá Licença, Por Favor? As leituras poderão ser acompanhadas a partir das 19h no canal do YouTube da Coordenação de Artes Cênicas CAC. Também estarão disponíveis no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook (@secretariadaculturapoa)

    Dá Licença, Por Favor?”, de 1994, é uma comédia curta cujos protagonistas, Mulher e Homem, são parte do público de uma peça de teatro prestes a começar. A pergunta trivial “tem alguém sentado aqui?”, feita pelo Homem à Mulher, dá início a um inusitado diálogo que, em instantes, vai do espiritismo à luta de classes, graças às investidas da Mulher que, se num primeiro momento parecem um tanto absurdas, evidenciam-se, a cada momento, como um instrumento que desvela as múltiplas dimensões daquele encontro fortuito. O texto nos lembra de uma situação corriqueira que faz falta nesses tempos de distanciamento social: ir ao teatro, encontrar conhecidos e desconhecidos, esperar, assistir à peça.

    Maldito Coração, Alegra-me Que Tu Sofras estreou em 1996. Oscila entre drama e comédia com a mesma velocidade com que pulamos entre uma memória e outra. Memória? Ficção? Qual a diferença? Ao compartilhar com o público uma história de amor, Mulher, única personagem da peça, nos convida a conhecer o próprio processo pelo qual cria sua memória e elege a melhor forma de contar sua história. Assim, a história muda conforme é contada, ganha outros contornos, novos fatos, a história melhora. Neste texto, Vera Karam põe para dançar ideias normalmente vistas como opostas, mentira-verdade, realidade-ficção, loucura-sanidade,  mas que se entrelaçam e deslocam em um relato ágil, engraçado e emocionante.

    Ciclo de leituras on-line Veram Karam 60 anos – Reunirá artistas que tinham relação próxima à escritora. “Convidamos alguns dos mais importantes artistas da nossa cidade e amigos da autora para lerem alguns de seus textos”, comenta o coordenador de Artes Cênicas da SMC, Fernando Zugno.

    As leituras serão no formato on-line, através de plataformas digitais, com os artistas em suas residências, respeitando o momento de reclusão que se faz necessário no momento. A CAC organizou com os artistas para que se reunissem de forma remota e fizessem as leituras dos textos, que serão gravados no computador, editados e veiculados no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook.

    Vera Karam – É referência no Estado e no Brasil pelo seu humor, inteligência dos seus textos e complexidade psicológica de seus personagens. Falecida em 2003, Vera estaria hoje com 60 anos. “Nada mais justo do que prestar uma linda homenagem trazendo à luz novamente sua obra, pela voz e interpretação de importantes artistas gaúchos”, comenta Zugno.

    Programação

    Sexta-feira, 17- Dá Licença, Por Favor? / Maldito Coração, Me Alegra Que Tu Sofras, com Coletivo Errática – 19h A Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) continua o ciclo de leituras on-line Vera Karam 60 anos, nesta sexta-feira,17. O Coletivo Errática apresentará leituras de dois textos da autora, Maldito Coração, Alegra-me Que Tu Sofras e Dá Licença, Por Favor? As leituras poderão ser acompanhadas a partir das 19h no canal do YouTube da Coordenação de Artes Cênicas (CAC) e também estarão disponíveis no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook.

    Dá Licença, Por Favor?” –  De 1994, é uma comédia curta cujos protagonistas, Mulher e Homem, são parte do público de uma peça de teatro prestes a começar. A pergunta trivial “tem alguém sentado aqui?”, feita pelo Homem à Mulher, dá início a um inusitado diálogo que, em instantes, vai do espiritismo à luta de classes, graças às investidas da Mulher que, se num primeiro momento parecem um tanto absurdas, evidenciam-se, a cada momento, como um instrumento que desvela as múltiplas dimensões daquele encontro fortuito. O texto  lembra de uma situação corriqueira que faz falta nesses tempos de distanciamento social: ir ao teatro, encontrar conhecidos e desconhecidos, esperar, assistir à peça.

    Maldito Coração, Alegra-me Que Tu Sofras –  Estreou em 1996. Oscila entre drama e comédia com a mesma velocidade com que pulamos entre uma memória e outra. Memória? Ficção? Qual a diferença? Ao compartilhar com o público uma história de amor, Mulher, única personagem da peça, nos convida a conhecer o próprio processo pelo qual cria sua memória e elege a melhor forma de contar sua história. Assim, a história muda conforme é contada, ganha outros contornos, novos fatos, a história melhora. Neste texto, Vera Karam põe para dançar ideias normalmente vistas como opostas, mentira-verdade, realidade-ficção, loucura-sanidade,  mas que se entrelaçam e deslocam em um relato ágil, engraçado e emocionante.

    Ciclo de leituras on-line Veram Karam 60 anos – Reunirá artistas que tinham relação próxima à escritora. “Convidamos alguns dos mais importantes artistas da nossa cidade e amigos da autora para lerem alguns de seus textos”, comenta o coordenador de Artes Cênicas da SMC, Fernando Zugno.

    As leituras serão no formato on-line, através de plataformas digitais, com os artistas em suas residências, respeitando o momento de reclusão que se faz necessário no momento. A CAC organizou com os artistas para que se reunissem de forma remota e fizessem as leituras dos textos, que serão gravados no computador, editados e veiculados no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook.

    Vera Karam – é referência no Estado e no Brasil pelo seu humor, inteligência dos seus textos e complexidade psicológica de seus personagens. Falecida em 2003, Vera estaria hoje com 60 anos. “Nada mais justo do que prestar uma linda homenagem trazendo à luz novamente sua obra, pela voz e interpretação de importantes artistas gaúchos”, comenta Zugno.

    Programação

    Sexta-feira, 17, 19h – Dá Licença, Por Favor? / Maldito Coração, Me Alegra Que Tu Sofras, com Coletivo Errática
    Canal do YouTube da Coordenação de Artes Cênicas CAC e também  estarão disponíveis no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook.

  • Campanha arrecada doações de alimentos para profissionais da cultura

    Campanha arrecada doações de alimentos para profissionais da cultura

    A prefeitura está arrecadando doações para trabalhadores da cultura. Realizada pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC) em parceria com a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e entidades da categoria, a campanha tem como como objetivo reduzir os impactos da pandemia de coronavírus no setor. Já foram doadas 100 cestas básicas para a comunidade artística da Capital.

    As doações de cestas básicas, produtos de higiene pessoal e de limpeza podem ser feitas até o dia 17 de abril,  no Museu Joaquim Felizardo (rua João Alfredo 582, Cidade Baixa) das 9h às 12h nas segundas, quartas e sextas-feiras. Devido às restrições de deslocamento, é indicado que os produtos sejam adquiridos através de empresas que realizam entregas. Se necessário, uma equipe as SMC pode ir retirar as doações no endereço indicado pelo doador. Mais informações e agendamentos podem ser realizados pelo telefone (51) 3289-8064.

    Com o fechamento de espaços culturais e a suspensão de eventos, artistas, técnicos e outros profissionais da área deixaram de obter renda com shows e demais atividades. Para tentar minimizar a situação, a SMC recebeu as demandas das entidades representativas dos artistas e de profissionais do setor que fazem o acompanhamento e o cadastro daqueles que estão em situação vulnerável, como músicos, atores, bailarinos, técnicos e outros profissionais.

    O prefeito Nelson Marchezan Júnior ressalta que o momento é de desafio e exige trabalho conjunto da sociedade e do poder público. “Em função da pandemia, precisamos unir esforços para ajudar categorias que estão passando por dificuldades”, enfatiza. “Artistas e técnicos estão impossibilitados de fazer o seu trabalho. Em parceria com a Fasc, associações e entidades de classe, mobilizamos a campanha de cestas básicas e doações que atendam a urgência que vivemos”, acrescenta o secretário de Cultura, Luciano Alabarse.

    A Associação dos Músicos do RS (Assmurs) é uma das entidades que está recebendo as doações. “Apelamos para órgãos governamentais e a sociedade em geral para que nos auxiliem, pois nossos músicos estão passando muitas dificuldades”, comenta o presidente da associação, Rodrigo Lentino Machado.

    Os interessados em obter mais informações e preencher cadastro devem procurar as entidades listadas abaixo:

    Associação dos Músicos do RS (Assmurs)
    E-mail- assmurs@gmail.com
    Telefone- (51) 3178.4316

    Associação Estadual dos Escultores do Rio Grande do Sul (Aeergs)
    E-mail – contato@aeergs.com.br

    Associação Chico Lisboa
    E-mail – chicolisboa@chicolisboa.com.br
    telefone – (51) 3224 6678

    Casa dos Artistas
    E-mail – casadoartistars@gmail.com

    Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do RS (Sated-RS)
    E-mail – satedrs@satedrs.org.br
    Telefone – (51) 3226-1921

    Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS (Aptc-RS)
    E-mail – aptcrs@gmail.com

  • Músicos do Litoral Norte gravam clipe que convida à reflexão sobre o momento atual

    Músicos do Litoral Norte gravam clipe que convida à reflexão sobre o momento atual

    Bastante impactada pelo isolamento social, a classe dos músicos precisou se adaptar, se reinventar. Usando os recursos disponíveis, especialmente aparelhos de celular, músicos do Litoral do Rio Grande do Sul se reuniram para criar uma canção de conteúdo bastante oportuno.

    “Tempo de dar um tempo” (composição com letra de Renato Júnior e música de Mário Tressoldi) é um convite a “rever a rotação”, a “angústia dessa pressa”, propondo: – “Deixa a alma te alcançar!”.

    A composição conta com a participação de Mário Tressoldi, Flávio Júnior e Chico Saga (Grupo Chão de Areia), Juliano Gonçalves (JJSV), Adriana Sperandir (Os Sperandires), Loma, Clóvis Fortes, Márcia Freitas, Monyca Ramos, Rodrigo Munari, Renato Júnior, Cri Ramos e Nilton Júnior.

    O vídeo produzido retrata os bastidores da gravação e, também, parte do cotidiano dos artistas, isolados com seus familiares, seguindo as orientações dos órgãos competentes. “Tempo de dar um tempo” é um convite à reflexão, um convite a aproveitar este momento para olhar (e sentir) coisas importantes da vida, muitas vezes encobertas pela “pressa”, companheira constante no mundo moderno. Diz o refrão:

    O tempo pediu um tempo pra revelar o espaço.
    Agora, pressa e futuro cedem lugar ao abraço.
    O tempo pediu um tempo, aí resolveu parar …
    Reajustou os ponteiros pra então RECOMEÇAR!

    Contatos:
    Mário Tressoldi: 51.998421779  |   Renato Júnior: 51.984040380
    Link para a versão e alta do clipe:

  • Ciclo de leituras “Vera Karam 60 anos” apresenta “Vera, vero”, conto da escritora

    Ciclo de leituras “Vera Karam 60 anos” apresenta “Vera, vero”, conto da escritora

     

    A Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) continua o ciclo de leituras on-line “Vera Karam 60 anos”, nesta quarta-feira, dia 15. Margarida Peixoto e Marcelo Ádams, atores, diretores e professores de artes cênicas, integrantes da Cia. Teatro ao Quadrado, participam do projeto com a leitura do conto Vera, vero. A leitura estará disponível no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook (@secretariadaculurapoa), a partir das 19h. O vídeo ficará disponível on-line.

    A leitura dramática de Vera,vero dirigida por Marcelo Ádams, apresentará um aspecto menos conhecido da obra da autora: seus contos. “Assim como sua produção para teatro, seus contos são prolíficos em flagrar personagens tragicômicas em ações surpreendentes”, comenta Ádams.

    Ciclo de leituras on-line Veram Karam 60 anos – reúne artistas que tinham relação próxima à escritora. “Convidamos alguns dos mais importantes artistas da nossa cidade e amigos da autora para lerem alguns de seus textos”, comenta o coordenador de Artes Cênicas da SMC, Fernando Zugno.

    As leituras serão no formato on-line, através de plataformas digitais, com os artistas em suas residências, respeitando o momento de reclusão que se faz necessário no momento. A CAC organizou com os artistas para que se reunissem de forma remota e fizessem as leituras dos textos, que serão gravados no computador, editados e veiculados no blog maisteatro.org e na página da SMC no Facebook.

    Vera Karam – é referência no Estado e no Brasil pelo seu humor, inteligência dos seus textos e complexidade psicológica de seus personagens. Falecida em 2003, Vera estaria hoje com 60 anos. “Nada mais justo do que prestar uma linda homenagem trazendo à luz novamente sua obra, pela voz e interpretação de importantes artistas gaúchos”, comenta Zugno.

    Programação

    Quarta-feira, 15 – Por Que Você Não Disse Que Me Amava, como Marcelo Ádams, direção de Margarida Peixoto

    Sexta-feira, 17- Dá Licença, Por Favor? / Maldito Coração, Me Alegra Que Tu Sofras, com Coletivo Errática

    Segunda-feira, 20 – A Floresta e o Visitante, com Grupo Pretagô

  • Fantaspoa anuncia festival online com premiações que somam mais de R$ 50.000,00

    Fantaspoa anuncia festival online com premiações que somam mais de R$ 50.000,00

    Após recentemente criar uma plataforma na qual disponibiliza filmes gratuitamente a pessoas de todo o mundo, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre anuncia o lançamento do Festival Online Fantaspoa at Home.

    Acatando as recomendações das maiores autoridades científicas de saúde do planeta para contenção da pandemia do COVID19, o festival visa estimular, além da apreciação de obras, a produção fílmica.

    O concurso selecionará aproximadamente 40 curtas brasileiros e estrangeiros que explorem o gênero fantástico – podendo ser ficção-científica, fantasia, animação, horror, bizarro, thriller, documentário ou vídeo-ensaio – e que incluam temas correlatos à pandemia que a humanidade atualmente enfrenta. As produções devem respeitar a quarentena e o isolamento social – ou seja, as filmagens deverão ocorrer nas residências dos realizadores, com colaborações apenas virtuais ou pelos moradores das casas.

    O festival prevê votação online do público, que escolherá os vencedores da seleção. Grande destaque do programa, a premiação contempla, além do Prêmio Aquisição Elo Company para o melhor curta nacional, serviços para produções futuras que somam o equivalente a mais de cinquenta mil reais, cedidos gentilmente por amigos do Fantaspoa em prol de sua continuidade. Dessa forma, os vencedores terão uma base muito sólida para realizarem seus futuros projetos, contando com consultoria de profissionais de alto reconhecimento no mercado cinematográfico, como Pedro Rivero (roteirista do filme sensação do momento, “O Poço), Rodrigo Teixeira (produtor de, entre outros, o oscarizado “Me Chame pelo Seu Nome), Andy Muschietti  (de “It” e “It – Capítulo 2”, grandes sucessos mundiais de bilheteria de anos recentes); e Marco Dutra (multipremiado diretor de “As Boas Maneiras”e “Trabalhar Cansa”). Além disso, os próximos filmes dos vencedores têm garantidos pôsteres (confeccionados por Elizabeth Schuch), músicas-tema (compostas por German Suane), DCPs (criados pela Black Lagoon), legendas (geradas pelo Fantaspoa e pelo Festival Macabro) e correções de cor (pela Core Grading).

    As inscrições para o Festival Online Fantaspoa at Home deverão ser realizadas até o dia 17 de abril de 2020 no site www.filmfreeway.com/fantaspoaathome. Os valores arrecadados de submissões, de U$ 5,00 (cinco dólares) para filmes nacionais e U$ 15,00 (quinze dólares) para filmes estrangeiros, serão totalmente revertidos, deduzidos os descontos da plataforma Filmfreeway, para o crowdfunding do 16º Fantaspoa, que está disponível na plataforma Catarse no endereço www.catarse.me/fantaspoa16. A campanha já alcançou 50% da meta prevista e estará no ar até o dia 28 de abril.

    Já a plataforma de streaming online Fantaspoa At Home entra em sua segunda semana no ar, com mais sete longas-metragens que fizeram parte da história do festival. Todos os filmes podem ser assistidos de forma gratuita e com legendas em português no endereço www.fantaspoaathome.com – disponível até o dia 22 de maio.

  • Blues, rock e jazz ao vivo no Instagram, em curso de João Maldonado

    Blues, rock e jazz ao vivo no Instagram, em curso de João Maldonado

     

    Nessa terça-feira , dia 14, o pianista João Maldonado vai ministrar o curso “Blues para Rock e para o Jazz” ao vivo, pelo Instagram. Os encontros ocorrerão às terças e quintas, sempre às 17h, até o dia 30 de abril.

    Segundo Maldonado, o objetivo é aproveitar a quarentena para ampliar o conhecimento sobre o blues, principalmente,composição, improvisação e a sua influência no rock e no jazz. A Aula Magna” (14) terá a participação do jornalista e jazzófilo Paulo MoreiraEle falará sobre blues e a trajetória do jazz, desde seu início em New Orleans até suas manifestações mais recentes. João

    Maldonado tem uma trajetória de 37 anos como pianista, organista, guitarrista, compositor, produtor musical e mais de 50 obras. Primeiro pianista de blues do Estado e ex-tecladista do TNT, tocou e gravou com diversos músicos e bandas de rock, jazz, blues, entre eles: Solon Fishbone, Fernando Noronha, Charles Master, Garotos da Rua e Acústicos e Valvulados. Em 1998, foi considerado o melhor músico de blues do Chile, onde viveu seis anos. Tocou com vários artistas internacionais, como o pianista Ron Levy (BB King), Kenny Neal, Larry McCray, Laura Brown e Shana Huges.

    O primeiro disco de jazz BEAUTY foi lançado no final do ano passado. Com doze músicas, todas compostas por Maldonado, o álbum reúne estilos, como o rap, o regionalismo e dos povos indígenas, ao jazz. O pianista convidou a rapper Negra Jaque para compor uma música sobre beleza; o artista plástico Bu’ú Kennedy, membro do Clã Üremirin Sararó – Fátria Patrilinear do povo Ye’pá mahsã da Amazônia –, para recitar uma poesia sobre o mesmo tema nalíngua tukana; e o regionalista Ernesto Fagundes para tocar seu bombo leguero em uma música que leva o nome do artista.

    Além de Maldonado, integram João Maldonado Quintet Amauri Iablonovski (sax soprano), João Rizzo (trompete), Everson Vargas (baixo acústico) e Cesar Audi (bateria). BEAUTY contou ainda com as participações de Alex Prinz”Anjinho” (trompete), Gunter Kramm Jr. (sax), Huberto”Boquinha” (trombone) e Julio Rizzo (trombone).

    SERVIÇO
    Curso/ Live “Do Blues para o Rock e para o Jazz”
    Quando:
    14, 16, 21, 23, 28 e 30 de abril | Terças e Quintas | 17h

    Onde: http://www.instagram.com/joao_maldonadoii/

     

  • Projeto Mistura Fina, do TSP, abre série de shows virtuais com Simone Rasslan

    Projeto Mistura Fina, do TSP, abre série de shows virtuais com Simone Rasslan

    Suspensas desde o dia 19 de março, em acordo com as medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), as apresentações do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito terão continuidade no mês de abril, de forma virtual, com transmissão pelas redes sociais do projeto Mistura Fina pelo link (www.facebook.com/misturafinamusica/), sempre às quintas-feiras, a partir das 18h30min.

    A decisão da direção do TSP tem como objetivo garantir a continuidade do projeto e minimizar os efeitos do isolamento provocado pela crise sanitária no Brasil. A iniciativa leva a assinatura da Fundação Theatro São Pedro, por meio da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS.

    As apresentações virtuais iniciam na próxima quinta-feira, dia 16 de abril, sempre a partir das 18h30min, com a cantora e compositora Simone Rasslan. No dia 23, se apresentará o Conjunto Bluegrass, e no dia 30 de abril, o duo Pedrinho Figueiredo e Handyer Borba.

    A programação do Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito encontrava-se em plena execução, desde agosto de 2019, cumprindo-se as 40 sessões previstas, com apresentações no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, com muito sucesso. O recomeço das sessões foi no dia 05 de março, quando da reabertura do TSP. Neste mesmo mês, ocorreram os dois primeiros shows, restando ainda 20 a serem realizados. Entretanto, com o agravamento da situação de controle da proliferação do Covid-19, todas as atividades do Theatro São Pedro foram suspensas, ainda por tempo indeterminado, aguardando-se a evolução da crise sanitária e seus desdobramentos.

    Para acompanhar os shows de suas casas, o público deverá acessar a rede social do Mistura Fina na Internet: www.facebook.com/pg/misturafinamusica. Desta forma, é garantida a continuidade do projeto, sem prejudicar artistas que estavam já agendados para estas apresentações. As sessões virtuais serão divulgadas nos veículos tradicionais de mídia impressa, radiofônica e digital e pela rede de comunicações do Theatro São Pedro no Instagram, Twiter e Facebook, além do Facebook do próprio projeto.

     Travessia ético- poética

    Com o título de “A escuta, a canção e o silêncio: uma travessia ético-poética”, a cantora Simone Rasslan Simone Rasslan abre a série de show virtuais do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito no dia 16 de abril. A artista conta que coleciona canções. “Algumas delas, sei de cor (de coração). As canções desta coleção falam de modos de existência por dentro de práticas de silêncio. São muitos os silêncios nas canções: o que escuta, o que renuncia, o que interdita, o que devaneia, o que cria. Silêncios de ameaça, de censura, de intimidade, de cumplicidade”. Segundo Simone, “o tema do silêncio, espalhado sob várias formas – como fala, como escritos, como imagem -, também se faz ouvir na tessitura das canções, por dentro delas. Tal aproximação – entre canção e silêncio – atribui à escuta a condição para o nascimento deste trabalho”, explica a cantora.

    Este recital é o resultado do trabalho de doutorado de Simone Rassalan desenvolvido no campo da educação articulado à arte. Segunda a cantora, “justamente num tempo excessivo de imagens e verborreia em rede, nessa nova “crise da linguagem”, estejamos sendo interpelados a produzir outras formas de comunicação”. Tal mudança, acredita ela, atinge de modo central a educação e a arte. “Elas não sairão incólumes, certamente, destes tempos que nos é dado viver”, conclui.

  • “Olhe para o céu”: Planetário do Rio monta exposição com fotos feitas da janela

    “Olhe para o céu”: Planetário do Rio monta exposição com fotos feitas da janela

    O Planetário do Rio vai lançar nos próximos dias uma exposição fotográfica virtual chamada “Olhe para o Céu”.

    O planetário sempre tem essa exposição no seu hall, mas, dessa vez, o tema específico dessa edição é “O céu da sua janela”.

    O acervo da exposição será montado a partir de fotos enviadas pela população, formando, assim, galeria virtual. As fotos passarão por uma curadoria formada por astrônomos. Assim, a população será coautora da exposição.

    As fotos serão recebidas até o dia 12 de abril pelo e-mail olheparaoceu@planeta.rio Serão aceitos registros de todo o Brasil. Informações na página do Planetário do Rio,