A Coordenação de Ares Plásticas (CAP) da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) inicia na terça-feira,12, a exposição virtual Ex-passado – Plano de Expansão, da artista visual Rochelle Costi. Planejada inicialmente para ocupar o Porão da Pinacoteca Aldo Locatelli durante as comemorações da Semana de Porto Alegre, a mostra foi adaptada para as mídias digitais, em função da pandemia deo novo Cornavírus, que exige isolamento social. As postagens serão realizadas nas terças-feiras dos meses de maio e junho, nas redes sociais da CAP.
Ex-passado – Plano de Expansão – a mostra busca revisar as relações entre a população porto-alegrense, os objetos e o espaço da cidade, a partir de dejetos encontrados em escavações arqueológicas em locais às margens do Guaíba, onde o descarte de lixo era permitido pelo Código de Posturas entre os séculos XVIII e XIX. Uma primeira fase foi desenvolvida a partir de peças do século XIX, selecionadas entre mais de cem mil fragmentos da escavação na Praça Rui Barbosa. Esteve em exibição entre novembro e dezembro de 2019, no Centro Popular de Compras Pop Center, construído exatamente sobre o terreno da escavação.
A exposição, agora apresentada em formato de vídeo, exibe o material encontrado em escavações no Centro Histórico, abrangendo desde a época pré-colonial até os séculos XVIII e XX. Entre os locais de pesquisa estão a Praça Brigadeiro Sampaio, a Santa Casa de Misericórdia, o Mercado Público Central e o próprio Paço dos Açorianos, onde a exposição será apresentada fisicamente em data a ser definida. Há também uma peça encontrada na Ponta do Arado, na zona sul da cidade, onde se econtra uma comunidade indígena Mbya Guarani. Guardião dos acervos citados, o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo disponibilizou o material para pesquisa e registro das cinco peças selecionadas.
Rochelle Costi – Como artista multimídia, Rochelle Costi trabalha com fotografia, vídeo e instalação. A sua concepção de fotografia traz referências à prática do colecionismo, o que se reflete diretamente em seu trabalho, geralmente organizado em séries.
A artista utiliza a observação do cotidiano como ponto de partida, ativando a percepção do espectador pelo estranhamento e pela identificação com os elementos apresentados. A busca por ressignificar o improviso e a informalidade populares, potencializando a percepção das relações público-privado através da pesquisa no contexto urbano está presente em toda sua trajetória como em Quartos – São Paulo (XXIIV Bienal de São Paulo,1998), Pratos típicos (Arte Cidade II, 1987) e Dinâmica comum (Instituto Tomie Ohtake, 2005).
Há mais de oito meses, a cantora Luana Fernandes vinha planejando o lançamento de seu primeiro CD, “Lua de Outubro“, que deveria ocorrer no mês de maio. Contudo, a pandemia provocada pelo Covid-19 (novo Coronavírus) fez com que a artista mudasse seus planos, suspendendo, temporariamente, o lançamento do álbum e o show. Para não deixar seus fãs desassistidos, Luana irá lançar o single homônimo, no próximo dia 11 de maio, segunda-feira, em todas as plataformas digitais. A produção e direção musical do single (e do disco) leva a assinatura do músico e compositor Ricardo Cordeiro.
Cantora, compositora e publicitária, Luana Fernandes vem compartilhando seu processo de criação e produção do seu primeiro álbum em suas redes sociais, por meio do “Papo de Lua”, série de vídeos, dirigidos por Matheus Tomaz, que buscam aproximar a artista de seu público. Os fãs, entretanto, podem aguardar o lançamento do álbum e o show, que irá ocorrer assim que as atividades que envolvam aglomeração sejam permitidas pelas autoridades.
Luana Fernandes define o CD “Lua de Outubro”, que será lançado no segundo semestre, com 13 faixas, como a síntese de uma trajetória artística iniciada, ainda criança, em Camaquã, sua terra natal, sob o olhar carinhoso dos pais, familiares e amigos. Ao longo da adolescência, foi afirmando esta vocação, marcada por uma constante presença em festivais pelo Interior do Rio Grande do Sul e na vida cultural de sua cidade.
“Lua de Outubro” é uma composição de Catulo Fernandes e Ricardo Cordeiro. O arranjo de Cordeiro tornou melodia e arranjos mais pops, mais contemporâneo. Tem uma condução que inspira leveza, com guitarra processada e uma base de violão limpa, arejando mais a música.
Luana conta que “Lua de Outubro” é especial, desde o início. – Quando nem tínhamos pensando em criar o álbum eu já tinha decidido que este seria o nome do primeiro disco, comenta. – É uma música pop, leve e com uma letra bem jovial, quase ingênua. Meu pai escreveu para mim ainda na minha adolescência. Além disso, faz referência ao meu nome, “LUAna”, e ao mês do meu nascimento – outubro. A letra fala sobre alguém que não se contenta com sentimentos mornos, assim como eu. E traz as questões sobre meu signo, Libra, que tem regência de Vênus (eu adoro astrologia e ocultismos). Acho que consegui, de alguma forma, trazer esta atmosfera para a canção, diz.
Chama a atenção, ainda, neste trabalho, o cuidadoso tratamento que foi dado à identidade visual do projeto. Criado pela artista gráfica Edinara Patzlaff, a partir de fotos de Beta Iribarrem, o projeto gráfico de “Lua de Outubro” une fotografia e colagem. Foi desenvolvido com o conceito de imersão e inserção e é um convite a apreciar o tempo, as fases, os ciclos. A percepção feminina das três artistas envolvidas (Luana, Beta e Edinara) revela canções que traduzem, assim feito a lua, a conclusão de uma fase e o (re)começo de um novo momento, em que letra e melodia conjugam o tempo, ora leve, ora profundo e incerto.
Sobre Luana Fernandes
Aos 28 anos, dona de uma voz e estilo marcantes, Luana vem ganhando destaque na cena musical de Porto Alegre, onde reside há 10 anos e busca afirma-se artisticamente. Em outubro de 2019, participou do Festival de Música de Porto Alegre, classificando uma canção autoral, e em dezembro foi escolhida a Cantora 2019 – Prêmio Vitor Mateus Teixeira – concedido pela Assembleia Legislativa do RS aos destaques da cultura gaúcha, consolidando uma trajetória cultural que teve início em 2009.
Musicalmente, Luana Fernandes transita pela MPB, pop e soul, entre outros gêneros que mergulham nestas vertentes, evidenciando um vínculo com a poesia modernista nos versos que compõe. As letras refletem seus vários momentos e toda a sua subjetividade, em que o cotidiano, as questões do feminino, a fragmentação, a busca por uma identidade própria e por uma linguagem brasileira se fazem presentes. – Quando me perguntam sobre o meu estilo de música, eu costumo defini-lo como MPB, mas numa visão mais contemporânea, resume.
A apresentação em ambiente virtual do pianista João Maldonado dá continuidade à programação do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito, no próximo dia 14 de maio, quinta-feira. A transmissão é feita pelas redes sociais do Mistura Fina, pelo link: www.facebook.com/misturafinamusica/, a partir das 18h30min. A iniciativa leva a assinatura da Fundação Theatro São Pedro, por meio da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS.
O show é baseado no álbum de João Maldonado, “Beauty”, recém-lançado pela Loop Discos. Nas 12 composições do CD, a novidade é a união de ritmos, como o rap, o regionalismo e dos povos indígenas. Em uma das faixas, o pianista convidou Negra Jaque para compor uma música sobre beleza e o artista plástico Bu’ú Kennedy, membro do Clã Üremirin Sararó – Fátria Patrilinear do povo Ye’pá mahsã da Amazônia -, para recitar uma poesia sobre o mesmo tema na língua tukana. “Sou de origem indígena e quis neste disco dar voz a um povo que é constantemente atacado e ameaçado de extinção. A música é um apelo e, ao mesmo tempo, uma homenagem àqueles que parecem tão insignificantes, mas que estão na linha de frente brigando por todos nós”, diz Maldonado. “Beauty” conta, ainda, com a participação de Ernesto Fagundes, em uma música que leva o nome do artista. “Com Ernesto” mostra a sintonia entre a música gaúcha e o jazz.
Com 38 anos de carreira, João Maldonado iniciou no jazz, passou pelo rock gaúcho com o TNT e foi o primeiro pianista de blues do RS tocando com Solon Fishbone. No Chile, onde viveu por sete anos, foi considerado o melhor guitarrista de blues, até retornar ao Brasil, ao piano e ao jazz.
Suspensas desde o dia 19 de março, em acordo com as medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), a programação Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito foi retomada no dia 16 de abril, a fim de garantir a continuidade do projeto e o trabalho dos artistas participantes, bem como minimizar os efeitos do isolamento provocado pela crise sanitária no Brasil.
A programação encontrava-se em plena execução, desde agosto de 2019, cumprindo-se as 40 sessões previstas, com apresentações no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, com muito sucesso. O recomeço das sessões foi no dia 05 de março, quando da reabertura do TSP. Neste mesmo mês, ocorreram os dois primeiros shows, restando ainda 20 a serem realizados. Entretanto, com o agravamento da situação de controle da proliferação do COVID-19, todas as atividades do TSP foram suspensas, ainda por tempo indeterminado, aguardando-se a evolução da crise sanitária e seus desdobramentos.
Após o sucesso da primeira edição do OSPA Live, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) segue com o propósito de levar música de concerto ao maior número de pessoas e realiza no sábado, 9 de maio, às 17h, a segunda edição do projeto. Por meio do canal do Youtube da orquestra, os músicos da sinfônica Brigitta Calloni (violino solo), Rafael Figueredo (contrabaixo), Eric Hilgenstieler (contrabaixo) e André Carrara (Piano) apresentam um repertório diversificado, em formato de recital. No programa, serão executadas obras de Johann Sebastian Bach (1685-1750), Pedro Huff (1977-), Dave Anderson (1962-) e Giovanni Bottesini (1821-1889). A direção artística é do maestro Evandro Matté.
Sobre o OSPA Live
Projeto da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, são realizados recitais, com número reduzido de músicos, diretamente da Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do Youtube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A OSPA é uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da Temporada 2020 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Banrisul, Alibem e Porto Alegre Airport. Apoiador da Temporada Artística: Sulgás. A realização é da Fundação OSPA e Fundação Cultural Pablo Komlós.
A exposição Clara Pechansky y Sus Amigas, que inaugurou no México, em fevereiro, agora poderá ser conferida no mundo todo. A mostra foi escolhida para participar do XXV Festival Internacional Universitario de La Cultura, representando as artes visuais, até o dia 11 de maio de 2020. O festival é promovido em comemoração aos 147 anos da Universidade Autonoma de Sinaloa, onde a exposição estava em exibição na Galeria Frida Kahlo. As obras podem ser acessadas no link: http://bit.ly/3b9au8M.
Clara Pechansky, que este ano celebra 64 anos como profissional das Artes Visuais, havia sido convidada pelo professor Jorge Luis Hurtado Reyes, Coordenador de Artes Plásticas da Universidade Autónoma de Sinaloa (UAS), para expor pela na Galeria Frida Kahlo. Clara selecionou 33 artistas para integrar a mostra, que também terá uma versão brasileira, em Porto Alegre e Gramado, com data a ser confirmada.
Na exposição, Clara apresenta um recorte de sua obra, com 11 desenhos e litografias, em trabalhos que focam a época da Ditadura Militar no Brasil. As outras artistas brasileiras, algumas com carreira já consolidada e outras em início de trajetória, apresentam obras com fotografia, pintura, desenho e gravura em técnicas como metal, xilogravura, litografia e arte digital.
São convidadas especiais da mostra as artistas Anico Herskovits, Ena Lautert e Liana Timm, que também criou o catálogo da exposição. Ainda estarão representadas artistas que residem no exterior e que irão enriquecer a exposição.
Confira quem são as 34 artistas participantes:
Parte do grupo de expositoras convidado por Clara Pechansky. Foto: Lisa Roos/ Divulgação
Anico Herskovits, Arlete Santarosa, Beatriz Balen Susin, Bebete Luz, Bernardete Conte (Estados Unidos), Claudia Sperb, Clara Pechansky, Cleusa Rossetto, Débora Lora, Eliane Santos Rocha, Ena Lautert, Ermínia Marasca Soccol, Esther Bianco, Fernanda Soares, Flávia de Albuquerque, Graça Craidy, Helena Schwalbe, Liana Timm, Lilia Manfroi, Linda de Sousa (Espanha), Mabel Fontana, Mara Galvani,Marise Zimmermann (Estados Unidos), Marta Loguercio, Miriam Tolpolar, Nara B. Sirotsky, Ondina Pozoco, Rita Gil, Silvia Marsson, Susane Kochhann, Suzel Neubarth, Thalma Rodrigues, Vera Reichert e Zoravia Bettiol.
Obra de Clara Pechansky. Mulher assistindo TV. Nº 1. Foto: Divulgação
Sobre Clara Pechansky
Nascida em Pelotas, 1936, vive e trabalha em Porto Alegre. Possui uma longa trajetória profissional, com mais de 60 exposições individuais e participações em Salões, Bienais, Trienais e coletivas que lhe valeram reconhecimento internacional. Suas mais recentes exposições no exterior foram em Lisboa (Portugal, 2011), Córdoba (Espanha, 2013), Hamburgo (Alemanha, 2013), Culiacán (Mèxico, 2015), Bogotá (Colômbia, 2016). Còrdoba (Espanha, 2019). Expôs a série “O que Goya não viu” na Galeria Frida Kahlo da UAS no México em 2015, a convite do Professor Jorge Luis Hurtado Reyes, na Universidad Autónoma de Sinaloa (UAS). Em 2020, volta a expor e fazer palestras na Galeria Frida Kahlo, como convidada oficial, desta vez levando consigo mais 33 artistas brasileiras.
O Parangolé, tradicional bar e restaurante da Cidade Baixa, em Porto Alegre, inicia nesta terça-feira, 05, uma série de lives na sua página no Facebook para relembrar um pouco das boas noites de música e arrecadar recursos aos artistas, que estão parados sem conseguir se apresentar.
O proprietário do bar, Claudio Freitas, explica que cada live terá um link ou o número da conta bancária dos artistas pra recebimento de contribuições espontâneas.
Neste link é possível conferir os shows, todas as terças e quintas, às 20 horas: http://www.facebook.com/parangolebar/live_videos/
Na terça, a live será da tradicional roda de choro do bar, com Elias Barboza e Cabelinho Azevedo. Os músicos embalam a noite com um repertório composto pelo melhor do Choro e do Samba, incluindo composições de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Chiquinha Gonzaga e Cartola. Elias Barboza é bandolinista e compositor, seu álbum Luminoso – Elias Barboza Quinteto (2018) ganhou Prêmio Açorianos de Música na categoria Melhor Disco Instrumental e Melhor Compositor. Cabelinho Azevedo é cavaquinista e violonista. Toca há mais de dez anos ao lado de Elias.
Na quinta, dia 7 de maio, Clarissa Ferreira apresenta seu repertório autoral e algumas releituras. Violinista xucra cyborg, etnomusicóloga, pesquisadora e compositora do interior do rio grande do sul, Bagé, Clarissa é musicista de formação violinística eurocêntrica que se desgarrou para buscar outras formas de compreender o instrumento. Nesses caminhos, atuou na música regional gaúcha por cerca de oito anos, em produções fonográficas e festivais. Do contato com a cultura gaúcha, vieram as indagações que levou para suas pesquisas acadêmicas, que desembocou no single intitulado “Manifesto Líquido”.
Já no dia 12, é a vez do Duo Blues, com Nicola Spolidoro (guitarra) e Ale Ravanello (harmônica). O duo iniciou a parceria no anos 2000 e, hoje, é um referencial na região. Em 2005, de forma independente, a dupla lançou seu primeiro álbum. Na mesma semana, na quinta-feira, acontece a tradicional Seresta do Darcy, com os músicos Gabriel Maciel e Vinícius Ferrão, em homenagem ao músico Darcy Alves.
O Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre anuncia o retorno de sua já tradicional parceria com o Goethe-Institut Porto Alegre em duas sessões musicadas ao vivo com transmissão via Facebook e Instagram. Ambas as sessões serão comandadas pelo instrumentista porto-alegrense Diego Poloni, que apresentará composições próprias e inéditas para os clássicos do expressionismo alemão “Nosferatu” (F.W. Murnau) e “Genuine” (Robert Wiene), nos dias 03 e 10 de maio, respectivamente.
Já o Festival Online Fantaspoa At Home, iniciativa que visa enfatizar a necessidade de isolamento social e estimular a produção fílmica durante o período de quarentena, teve sua seleção de curtas-metragens concluída. Dentre as 90 inscrições recebidas, foram selecionados 35 filmes somando as categorias Nacional e Internacional – além dos indicados à premiação paralela Mostra Gaúcha. Todos os curtas-metragens indicados respeitam as recomendações de distanciamento social e destacam a criatividade dos realizadores em produzir em condições limitadas e interpretar esse momento único em que vivemos. O valor arrecadado com as inscrições será destinado à campanha de financiamento coletivo do XVI Fantaspoa, no ar em www.catarse.me/fantaspoa16. A campanha já atingiu 62% de sua meta e estará no ar até dia 11/05 com recompensas exclusivas para os apoiadores.
Os 35 curtas ficarão disponíveis para streaming na plataforma www.fantaspoaathome.com a partir desta sexta, dia 1º de maio, quando também se inicia a votação popular para decidir os vencedores do festival. O período de votação se encerrará no dia 10 de maio, quando serão anunciados os escolhidos de cada categoria.
Confira os títulos selecionados :
NACIONAL:
Adventício (Abdiel Anselmo)
Às Vezes Ela Volta (Matheus Maltempi)
Depois do Sétimo Dia (Débora Cancio, Lisa Alves)
Disneyloka 2093 (Erick Ricco)
Estúpidemia (Junior Larethian)
Jérôme: A Christmas Carol (Beatriz Saldanha)
A Mancha na Parede (Daniel Pires)
Maze (Bruno Mata)
Pique Esconde Macabro (Julio Napoli)
Pra Ficar Perto (Lucas Reis)
Preso Comigo (Caio Shindo)
Psicopompo (Giordano Gio)
Quarentena (Fernando Mantelli)
Quarentena Sem Fim (Fabrício Bittar)
Writer’s Duet (Felipe Iesbick)
INTERNACIONAL:
21 Days In (Mark Hensely, EUA)
21/3, 08.00am (Minos Nikolakakis, Grécia)
Baldomero (Martín Blousson, Argentina)
Contaminated (Brian Klewin, EUA)
Eclosión (Alejo Rébora, Argentina)
Head Home (Egerton Family, EUA)
Home Invasion (Sergio Guerra, EUA)
Killer Brownie (Ignacio López Vacas, Espanha)
Roach (Emerson Niemchick, EUA)
Scoped Out (Adam Rebora, Miles Strong Austin, EUA)
O Projeto OSPA Live conta com grupos de câmara e é transmitido diretamente da Casa da OSPA, pelo Youtube.
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) encontrou uma alternativa para manter parcialmente as atividades durante a pandemia do novo coronavírus. A fim de continuar levando música de concerto ao maior número possível de pessoas, a sinfônica estreia o projeto OSPA Live, com o propósito de aliar isolamento social e entretenimento. Aos sábados, às 17h, serão exibidos recitais, com número reduzido de músicos, diretamente da Casa da OSPA.
As apresentações serão transmitidas ao vivo, através do canal do Youtube da orquestra, sem a presença física do público. Os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
A primeira edição do projeto acontece neste sábado, 2 de maio de 2020, e contempla um repertório contemporâneo da música de concerto. No programa, estão as obras Sonatina Para Trombone e Piano, de Rodrigo Lima (1976-), Notes of Love, de Nicola Ferro (1974-), e Zabumbone, de Moisés Santos (1962-). O recital fica a cargo do trio de instrumentistas José Milton Vieira (trombone), Douglas Gutjahr (percussão) – ambos músicos da OSPA – e Paulo Bergmann(piano), a direção artística é do maestro Evandro Matté.
Duas gerações de instrumentistas se encontram em ambiente virtual para dar continuidade à programação do projeto Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito. O show virtual de Pedrinho Figueiredo e Handyer Borba vai ao ar no próximo dia 30 de abril, quinta-feira. A transmissão é feita pelas redes sociais do Mistura Fina, pelo link: www.facebook.com/misturafinamusica/, a partir das 18h30min. A iniciativa leva a assinatura da Fundação Theatro São Pedro, por meio da Associação dos Amigos do Theatro São Pedro, produção da Primeira Fila Produções, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul – SULGÁS.
Com uma proposta autoral, os convidados prometem um show eclético, com repertório que irá do samba ao jazz, sendo, em sua maior parte, instrumental. Esta será a primeira vez que ambos tocam juntos, ainda que já tenham atuado na mesma orquestra. Handyer Borba iniciou sua formação musical, ainda criança, na Orquestra Villa Lobos, onde Pedrinho Figueriedo era responsável pelas apresentações musicais.
Suspensas desde o dia 19 de março, em acordo com as medidas temporárias de prevenção ao contágio pela COVID-19 (novo Coronavírus), a programação Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito foi retomada no dia 16 de abril, a fim de garantir a continuidade do projeto e o trabalho dos artistas participantes, bem como minimizar os efeitos do isolamento provocado pela crise sanitária no Brasil.
A programação encontrava-se em plena execução, desde agosto de 2019, cumprindo-se as 40 sessões previstas, com apresentações no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, com muito sucesso. O recomeço das sessões foi no dia 05 de março, quando da reabertura do TSP. Neste mesmo mês, ocorreram os dois primeiros shows, restando ainda 20 a serem realizados. Entretanto, com o agravamento da situação de controle da proliferação do COVID-19, todas as atividades do TSP foram suspensas, ainda por tempo indeterminado, aguardando-se a evolução da crise sanitária e seus desdobramentos.
Iniciou os estudos de música aos 9 anos, na Orquestra Villa Lobos da E.M.E.F. Heitor Villa Lobos, em Porto Alegre. Foi integrante dessa orquestra dos 9 aos 18 anos, apresentando-se em diversos lugares da Capital gaúcha, Interior do Estado e outros estados como, Bahia, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraíba, além de uma excursão ao Uruguai.
Integrou diversas formações artísticas, grupos de choro, percussão, cordas e formações não habituais de orquestra. Fez aula de piano com Leonardo Boff. Em 2016 recebeu o prêmio de melhor instrumentista no festival de Música da Juventude da Prefeitura de Porto Alegre pela performance com o grupo Okalany. Em 2019 formou-se bacharel em Música Popular pela UFRGS.
Pedrinho Figueiredo
Possui uma larga experiência profissional como flautista, saxofonista, arranjador, compositor, consultor de acústica e instalações de áudio, técnico de som e produtor. É uma das presenças mais constantes na música feita no Estado, com uma trajetória que ultrapassa as fronteiras regionais e do País. Com 38 anos de atuação permanente, ele se mantém muito atuante no cenário artístico. Há 28 anos integra o Renato Borghetti Quarteto. Neste período lançou seu único álbum, “Primeira Impressão”. Recentemente, criou o projeto Sobre Rodas de Choro e Chimarrão, com Samuca do Acordeon, tendo levado este projeto por 15 cidades do Rio Grande do Sul e também para Punta del Este e Montevidéu. Com Samuca estreou, também em Montevidéu, no Festival Música de La Tierra, seu novo espetáculo, “Sons do Ar”.
Recentemente, montou o espetáculo “Bossa de Dois”, com o pianista Luiz Mauro Filho, em homenagem ao histórico vinil lançado por Elis e Jair Rodrigues em 1965, “Dois na Bossa”. Premiado diversas vezes nos festivais nativistas, já foi indicado 11 vezes ao Troféu Açorianos de Música, tendo recebido o prêmio de Melhor Instrumentista em Sopro em quatro edições, e de Melhor Produtor em uma. Sua última iniciativa foi o projeto Toque Show, que reuniu 14 nomes de expressão do meio musical, em meio a música e bate-papo, entre 2018 e 2019, em três temporadas.
Sob o contexto da pandemia que está mudando o mundo, o movimento aborda, de 20 a 26 de abril, os temas consumo, composição das roupas, condições de trabalho e ações coletivas.
Desde a tragédia do Rana Plaza, em 2013, o Fashion Revolution mobiliza a sociedade em prol de uma indústria da moda que respeite e valorize a natureza e a vida de todos que fazem parte da sua cadeia produtiva. Neste momento não é diferente. Em tempos de crise, é necessário atentar principalmente para os mais vulneráveis, que na moda, é falar sobre quem ocupa as pontas: as pessoas que fazem nossas roupas.
“Esse é o momento de repensar o consumo. Agora temos a oportunidade de mudar nossos hábitos para caminhar por uma vida mais leve e com mais propósito”, propõe Livia Duda, coordenadora do movimento Fashion Revolution em Porto Alegre. As atividades, neste ano, serão on-line, entre os dias 20 e 26 de abril, e a programação está disponível no site: http://semanafashionrevolution.com.br/.
Livia Duda. Foto: Geo Cereça/ Divulgação
A crise decorrente da Covid-19 está prejudicando milhões de trabalhadores em todo o mundo. Em Bangladesh, o segundo maior produtor global de itens de vestuário, já foi calculado em quase 3 bilhões de dólares a quantidade de pedidos cancelados de acordo com a revista Forbes. A situação local é considerada apocalíptica, pois além de muitos estarem desempregados, a situação é nada favorável para um isolamento social, pois muitos dos trabalhadores vivem em moradias precárias, sem acesso à água limpa e produtos de higiene. No Brasil a realidade não é tão diferente. Pedidos cancelados, fábricas paralisadas e muitos trabalhadores impossibilitados de produzir, em uma realidade onde muitos dependem da produção diária para se alimentar.
Seguindo a determinação do Ministério da Saúde Federal e do Governo do Estado local, para conter a disseminação do Covid-19, o Fashion Revolution não irá realizar nenhuma atividade presencial e incentiva que, neste momento, a garantia da segurança (de saúde e financeira) de todos os trabalhadores do setor, seja a prioridade, tanto para os empresários, quanto para o governo e sociedade civil.
A campanha de 2020 da Semana Fashion Revolution aborda quatro temas: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. Esses temas, que aprofunda a narrativa do movimento, nunca se mostraram tão importantes quanto nesse momento de desafios que a pandemia está nos submetendo. Mais do que nunca precisamos questionar o modelo de consumo o qual a sociedade como um todo está imersa, e quais os impactos que a cultura da descartabilidade têm sobre trabalhadores e o meio ambiente. Mais do que nunca precisamos nos interessar sobre a composição das roupas, e o que isso representa na rotina de todos os trabalhadores que manuseiam químicos diariamente, impactando na sua saúde, e na saúde do solo e das águas.
As condições de trabalho precárias na Indústria da moda, que sempre foram questionadas pelo movimento, se mostram exacerbadas em momentos como esse. Com demissões em massa e reduções de salário acontecendo na indústria, é colocada ainda mais luz sobre a vulnerabilidade dos trabalhadores. A falta de transparência, que muitas vezes encoberta a falta de responsabilidade das empresas para com seus trabalhadores, cria condições perfeitas para que pessoas sejam negligenciadas em detrimento ao lucro.
O Fashion Revolution acredita que a capacidade de empatia coletiva é fortalecida por nossa experiência global compartilhada. Precisamos usar do privilégio de ficar em casa nesse momento, que deveria ser um direito de todos, para amplificar nossas vozes. Agora, mais do que nunca, precisamos promover ações coletivas para que tenhamos ainda mais voz na luta por uma cadeia de moda mais justa.
Durante a Semana Fashion Revolution, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de abril, o Fashion Revolution convida a todos a questionar #QuemFezMinhasRoupas, e demandar que as marcas de moda protejam e deem suporte para os trabalhadores de sua cadeia de produção, A programação, que acontece simultaneamente em mais de 100 países, será totalmente digital e irá promover o debate sobre como podemos revolucionar a história da moda rumo à um setor mais transparente, ético e limpo.
Acompanhe a programação de atividades da Semana Fashion Revolution em todo o país no hotsite Semana Fashion Revolution e siga nossas redes para ter mais informações. Faça parte da revolução. Seja Curioso. Descubra. Faça algo!
Alguns dados da indústria da moda no mundo:
– Mais de 90% dos trabalhadores da indústria global do vestuário não têm possibilidade de negociar os seus salários ou condições de trabalho. Fonte: IndustriALL.
– 80% dos países violaram o direito à negociação coletiva. Fonte: IUTC, 2019,
– 77% dos varejistas britânicos acreditam que há uma probabilidade de escravidão moderna em sua cadeia de suprimentos. Fonte: Hult Research & Ethical Trading Initiative, 2016.
– O vestuário é a segunda categoria de produtos de maior risco para a escravidão moderna. Fonte: Wolk Free Foundation, 2018.
– Cerca de 150 bilhões de peças são produzidas anualmente. Fonte: Materiais de Vestuário Sustentáveis, 2015.
– Comprar uma camisa de algodão produz as mesmas emissões que dirigir um carro por 56 quilômetros. Fonte: Oxfam, 2019.
– A produção de têxteis à base de plástico utiliza cerca de 342 milhões de barris de petróleo por ano. Fonte: Ellen MacArtthur Foundation, 2017.
– Mais de 700 mil fibras podem sair da nossa roupa numa simples lavagem. Fonte: Napper and Thompson, 2016.