Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Fórum da Cultura propõe medidas emergenciais em socorro à classe artística

    Fórum da Cultura propõe medidas emergenciais em socorro à classe artística

    Com teatros, casas de espetáculos e bares fechados, eventos suspensos e aglomerações proibidas, artistas e técnicos que vivem de bilheteria, cachê ou couvert artístico também viram secar suas fontes de sustento no período de quarentena preventiva à Covid-19.

    A situação levou o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais da Cultura a encaminhar propostas emergenciais para à Secretaria Especial da Cultura do governo federal. As proposições foram elaboradas em reunião on-line na última quinta-feira (19), após encontro realizado por Skype entre os dirigentes estaduais e a secretária especial da Cultura, Regina Duarte.

    Entre as propostas de fomento direto, estão: o lançamento de editais para os setores culturais e criativo no valor de R$ 500 milhões; o destravamento dos financiamentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA); a contratação imediata dos projetos audiovisuais selecionados em editais do FSA; a retomada do programa Cultura Viva, e a elaboração de editais para a seleção de conteúdos on line.

    As medidas se estendem por proposições como o lançamento de linhas de crédito para empresas do setor e instituições culturais, com juros reduzidos, carência de 12 meses e pagamento em 60 meses; e o adiamento do recolhimento dos impostos dos setores cultuais e criativo. O documento sugere ainda a adoção de medidas de fomento indireto e outras ações a serem realizadas a médio prazo.

    Assinam o documento: a presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Ursula Vidal (PA), Beatriz Araujo (RS), Manoel Pedro (AC); Paulo Pedrosa (AL), Arany Santana (BA), Fabiano dos Santos Piúba (CE), Fabrício Noronha (ES), Edival Lourenço (GO), Anderson Lindoso (MA), Mara Caseiro (MS) Ana Lúcia Coutinho (SC), Marcelo Matte (MG), Damião Ramos Cavalcante (PB), Eliette Vilela (PR), Gilberto Freyre Neto (PE), Fábio Novo (PI), Danielle Barros (RJ), Crispiniano Neto (RN), Jobson Bandeira dos Santos (RO), Marcos Apolo Muniz (AM) e Sérgio Sá Leitão (SP). Confira a íntegra do documento:

    PROPOSTAS EMERGENCIAIS COVID-19

    1. FOMENTO DIRETO

    • Lançamento de editais para os setores cultural e criativo e para a salvaguardado patrimônio imaterial do país com valor sugerido de R$ 500 milhões, oriundos da participação da Cultura nas loterias federais e do Fundo Nacional de Cultura-FNC;

    • Destravamento dos financiamentos do Fundo Setorial do Audiovisual-FSA;

    • Contratação imediata dos projetos audiovisuais selecionados em editais do FSA, no valor estimado de R$ 1 bilhão;

    • Transferência imediata de recursos para a Secretaria do Audiovisual-SAV (previstos em atas anteriores);

    • Reunião emergencial do Comitê Gestor do FSA para decisão sobre a pauta pendente (contratação de projetos selecionados, lançamento dos editais referentes aos PAIs até 2018) e nova pauta (criação de novos editais ou novas linhas de financiamento, a exemplo de linha de complementação para que projetos adiantados em sua viabilização possam começar a produção.

    • Retomada do programa Cultura Viva e prorrogação dos prazos dos convênios já firmados;

    • Acesso aos recursos do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, para investimentos no campo do patrimônio cultural do país;

    • Editais para a seleção de conteúdos on line, incluindo licenciamento para exibição de filmes nacionais na TV Brasil e demais TVs públicas do país;

    • Retomada dos editais de microprojetos culturais;

    • Transferências Fundo a Fundo do FNC para os fundos estaduais para realização de editais;

    • Desburocratização dos processos de contratação;

    • Criação de um canal permanente de escuta pública.

    2. CRÉDITO

    • Lançamento de linha de crédito de capital de giro para as empresas do setor, pelo BNDES e pelos bancos estatais, com juros reduzidos, carência de 12 meses e pagamento em 60 meses;

    • Lançamento de linha de crédito para as instituições culturais pelos BNDES e demais bancos estatais, com juros reduzidos, carência de 12 meses e pagamento em 60 meses.

    3. IMPOSTOS

    • Diferimento do recolhimento dos impostos e contribuições aplicáveis aos setores cultural e criativo por, no mínimo, 6 meses e pagamento posterior parcelado em até 24 meses, incluindo as empresas inscritas no Simples e em regimes diferenciados;

    • Diferimento dos impostos e contribuições com pagamentos parcelados em curso, incluindo empresas inscritas no Simples e em regimes diferenciados;

    • Suspensão temporária do pagamento das estimativas mensais e pagamento quando do ajuste anual, para contribuintes sujeitos ao regime de lucro real.

    4. FOMENTO INDIRETO

    • Negociação com empresas estatais para manutenção e ampliação dos respectivos programas de fomento à cultura, por meio de leis de incentivo, visando os projetos previstos para o segundo semestre (com liberação de recursos imediata);

    • Flexibilização de prazos (captação, realização, prestação de contas) e de regras (sobretudo as relativas a contrapartidas) na Lei Federal de Incentivo à Cultura, com fast track para redimensionamento e adiamentos de realização;

    • Produção de conteúdo educativo e preventivo contra o COVID-19, por meio de linguagens artísticas;

    • Liberação das emendas parlamentares para a Cultura;

    • Destravamento do Vale-Cultura para compras on line;

    • Suspensão por 120 dias de protestos e cobrança de dívidas;

    • Suspensão do veto 62 que impede as empresas de patrocinar projetos audiovisuais.

    5. CÓDIGO DO CONSUMIDOR

    • Não obrigatoriedade de devolução do valor dos ingressos em caso de adiamento dos eventos;

    • Elaboração de nota técnica com esse teor para orientação dos órgãos de defesa do consumidor estaduais e municipais.

    PROPOSTAS MÉDIO PRAZO

    1. Retomada da PEC 421/2014, que vincula 2% do orçamento da União, 1,5% dos Estados e 1% dos municípios para a Cultura, de modo a minimizar os impactos no setor;

    2. Incentivo e fomento do intercâmbio artístico;

    3. Destravamento do Vale – Cultura;

    4. Exclusão do FNC e FSA da PEC 187.

  • Concertos pela internet nos 70 anos da OSPA

    Concertos pela internet nos 70 anos da OSPA

    A OSPA está completando 70 anos com os concertos suspensos, entre as medidas para conter a pandemia. E convida para acessar seu canal no Youtube, onde estão as gravações completas de 20 apresentações de 2019. Tem Pink Floyd Sinfônico, Música de Games, a ópera Orfeu e Eurídice e dezenas de concertos da Série Pablo Komlós, apresentados na Casa da Ospa.

    Confira: http://bit.ly/ospa_ytb2019

    O primeiro concerto oficial da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre foi dia 23 de março de 1950, no palco do Theatro São Pedro, sob regência do fundador e primeiro maestro e diretor artístico, o húngaro Pablo Komlós.  Interpretou obras de Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn-Bartholdy, Paulo Luís Vianna Guedes, Hector Berlioz e Ludwig van Beethoven.

    Desde a estreia, a OSPA nunca parou. Tornou-se a orquestra mais antiga do Brasil em atividade ininterrupta. Após a morte do maestro Pablo Komlós, em 1978, a OSPA teve como regentes titulares David Machado, Eleazar de Carvalho, Flávio Chamis, Tulio Belardi, Arlindo Teixeira, Cláudio Ribeiro, Ion Bressan, Isaac Karabtchevsky e Tiago Flores.

    Em 2015, Evandro Matté assumiu a regência e a direção artística da orquestra. Em 2017, a OSPA finalmente conseguiu sua primeira sede própria, uma  área de 2,5 mil metros quadrados no Centro Administrativo do Estado (Caff) para a Ospa implantar a Sala de Ensaios, no ano seguinte  transformada na Sala de Concertos com 1.100 lugares – hoje Casa da Ospa.

    Além da orquestra, a OSPA realiza projetos educativos, através da Escola de Música da OSPA, e mantém um Coro Sinfônico, regido pelo maestro Manfredo Schmiedt.

  • Leituras para a quarentena (1)

    Não sei quem sou, que alma tenho

    Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo

    Sou variamente outro de um eu que não sei se existe

    Sinto crenças que não tenho

    Enlevam-me ânsias que repudio

    A minha perpétua atenção sobre mim

    Perpetuamente me aponta traições de alma

    A um caráter que talvez não tenha, nem ele julga que eu tenha

    Sinto-me múltiplo

    Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos

    Que torcem para reflexões falsas

    Uma única anterior realidade

    Que não está em nenhuma e está em todas

    Sinto-me vários seres

    Sinto-me viver vidas alheias em mim incompletamente

    Como se meu ser participasse de todos os homens

    (FernandoPessoa, Páginas Íntimas, pags 93 e 94)

  • Museus do mundo para visitar sem sair de casa

    Museus do mundo para visitar sem sair de casa

    A quarentena imposta para tentar reduzir o avanço do novo coronavírus no Brasil provocou intensa troca de informações como forma de atenuar o isolamento social.

    Além de informações sobre a pandemia, circulam nas redes sociais dicas sobre coisas interessantes para assistir/fazer pela internet durante o período de enclausuramento em casa. Uma delas sugere fazer um tour virtual em pelo menos dez museus na Europa e EUA:

    1. Pinacoteca de Brera – Milão  pinacotecabrera.org

    2. Galeria Uffizi – Florença   http://www.uffizi.it/mostre-virtuali

     

    4. Museu Arqueológico – Atenas http://www.namuseum.gr/en/collections/
    7. Museu Britânico – Londres   http://www.britishmuseum.org/collection
    8. Museu Metropolitano Nova Iorque http://artsandculture.google.com/explore
    9. Hermitage – São Petersburgo http://bit.ly/3cJHdnj
    10. Galeria Nacional de Arte – Washington http://www.nga.gov/index.html

     

     

     

  • Instituições culturais públicas do Estado fecham para conter o virus

    Instituições culturais públicas do Estado fecham para conter o virus

    A Secretaria de Estado da Cultura informa que a partir desta quarta-feira (18/03/2020) estarão suspensas todas as atividades nas 22 instituições culturais da rede estadual, pelo período de duas semanas, que poderá ser prorrogado em caso de necessidade.

    A medida foi tomada para minimizar a aglomeração de pessoas em locais públicos e contribuir para reduzir a disseminação do vírus Covid-19.

    Ficam, portanto, suspensos espetáculos, visitação, pesquisas, ensaios e demais atividades e atendimentos ao público em todas as instituições abaixo:

    • Arquivo Histórico do RS

    • Biblioteca Leopoldo Boeck

    • Biblioteca Lígia Meurer

    • Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul

    • Biblioteca Romano Reif

    • Cinemateca Paulo Amorim

    • Casa da Música da OSPA

    • Casa de Cultura Mario Quintana

    • Hub Criativa Birô

    • Instituto Estadual do Livro

    • Museu Antropológico do RS

    • Museu Arqueológico do RS (em Taquara)

    • Museu de Arte Contemporânea – MAC

    • Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS

    • Memorial do Rio Grande do Sul

    • Museu do Carvão (em Arroio dos Ratos)

    • Museu de Comunicação Hipólito José da Costa

    • Museu Histórico Farroupilha (em Piratini)

    • Museu Julio de Castilhos

    • Parque Histórico Bento Gonçalves (em Cristal)

    • Teatro de Arena

    • Theatro São Pedro

  • Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, seção RS, dá posse a sua nova diretoria

    Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, seção RS, dá posse a sua nova diretoria

    A Assembleia Legislativa de Porto Alegre foi palco, no dia seis de março , da solenidade de posse da nova diretoria da AJEB – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil/Coordenadoria Rio Grande do Sul gestão 2020/2022, assim constituída:

    Presidente coordenadora, psicóloga e escritora Eliane Tonello; Vice-Presidente, professora e escritora Andrea Barrios; 2ª Vice-Presidente, advogada e escritora Tatiana Fadel Rihan; Diretora Financeira, escritora Iodilma Corrêa; 2ª Diretora Financeira, escritora Iara Schmegel; 1ª Secretária, Magalhe Oliveira; 2ªSecretária, escritora Simone Friedrich. Conselho Consultivo: escritora Maria Odila Menezes de Souza; escritora Adélia Eisenfeldt; escritora e diretora do IEL Patrícia Langlois;
    escritora Soninha Athayde; bibliotecária e escritora Morgana Marcon; escritora Daizi Vallier.

    Foram empossadas como novas associadas efetivas Ilma Gladis de Souza Borges, Lorena de Souza Fontoura, Maria do Carmo Silveira, Teani Godolphin, Maria José Silveira, Nilda Melo Cezar e Darieli de Barros Gonçalves, além das já citadas Tatiana Fadel Rihan, Iara Schmegel e Morgana Marcon.

    Estiveram presentes amigos, familiares, autoridades (Presidente Nacional da AJEB Maria Odila Menezes de Souza, Deputada Estadual Franciene Bayer, o Presidente da Câmara de Vereadores, Reginaldo Pujol, e o Vereador Alvoni Medina) e representantes de diversas Entidades Literárias (Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul; Academia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul; Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves; Academia Machado de Assis; Academia de Letras do Brasil; Grêmio Literário Castro Alves; Instituto Cultural Português). Momento Cultural teve o Duo Alegria Cigana Cléo;Nani e a convidada especial, Carmem Rosca.

    A AJEB é uma entidade respeitada no âmbito nacional e internacional que há 50 anos iniciou a busca pelo espaço das mulheres na literatura, época em que a dedicação total era cuidar da casa e dos filhos. A comemoração do Jubileu de Ouro acontecerá no Distrito Federal em 8 de abril. Com a nova diretoria, uma parte que representa 16 estados brasileiros, assumimos este desafio com dinamismo, além de ampliar e dar continuidade aos eventos culturais e os projetos com parcerias firmadas. É fundamental o trabalho de cada uma de nós para darmos continuidade ao trabalho da AJEB, seguindo com o lema “A perenidade do pensamento pela palavra”. Seguimos a caminhar e a semear, um dia teremos o que colher. Faço das palavras da escritora Cora Coralina, as minhas, disse a Presidente Coordenadora AJEB-RS, Eliane Tonello.

  • Novo bar cultural no Bom Fim inaugura com shows ao vivo em clima de botequim: Êta Vida!

    Novo bar cultural no Bom Fim inaugura com shows ao vivo em clima de botequim: Êta Vida!

    Êta Vida! é o nome do bar cultural que abre nesta sexta-feira 13 no casarão da Vasco da Gama onde por 13 anos funcionou a Palavraria Livraria e Café, no Bom Fim.

    A proposta é oferecer petiscos de boteco, chopp e cervejas a um preço um pouco mais acessível, com intensa programação artística já no happy hour.

    A casa ficou três anos fechada. A reforma começou em outubro. O nome do bar é de uma das músicas do disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10”.

    Música brasileira e o blues vão predominar no pequeno palco interno nos finais de semana. Nesta estreia, quatro apresentações: Clube da Esquina Tributo na sexta 13, Matheu Correa Duo no sábado 14, e Glau Barros no domingo 15 (ela está comemorando 30 anos de carreira). Terça-feira 17, St. Patrick’s Day, toca a banda Cartas na Rua (folk).

    Um lugar acolhedor para sentar – dentro da casa ou em mesinhas na calçada – para ouvir música, petiscar e bebericar.

    As duas salas no pavimento superior estão disponíveis para realização de oficinas, brechós, feiras, cursos e exposições. São equipadas com ar-condicionado, banheiro, cadeiras e um quadro branco.

    Serviço:

    Êta Vida! Vasco da Gama, 165, Bom Fim

    Abre de terça a sábado, das 17h30 à meia-noite; e domingo, das 15h às 21h.

     Programação:

    Sexta-feira, 13 de março, 19h30: Inauguração com Clube da Esquina Tributo

    Sábado, 14 de março, 19h30: Matheu Correa Duo (blues)

    Domingo, 15 de março, 17h30: Glau Barros (samba)

    Terça-feira, 17 de março, 19h30: St. Patrick’s Day, com Cartas na Rua (folk)

     

  • Bíbi Jazz Band apresenta “Parla piu piano”  na paisagem idílica de O Butiá.

    Bíbi Jazz Band apresenta “Parla piu piano” na paisagem idílica de O Butiá.

     

    No próximo domingo , dia 15, Bibi Jazz Band apresenta o show “Parla Piu Piano”, em referência à clássica trilha sonora do filme O Poderoso Chefão (1972). No repertório clássicos italianos da década de 60 e 70, como  Via Con Me, do pianista cantor e compositor de jazz, Paolo Conte, considerado um dos artistas mais importantes e inovadores de sua geração. Acompanham a artista André Viegas (guitarra), Rodrigo Arnold (baixo) e Mateus Mussatto (bateria).  Bíbi é considerada pela crítica gaúcha a melhor cantora de jazz do Estado.
    O show ocorre às 18h, tendo como cenário o pôr do sol do Guaíba. Os ingressos custam R$ 30,00 e é necessário fazer reserva pelo sitewww.obutia.comO público poderá desfrutar da privacidade de uma praia particular e de mais de dois hectares de jardins com vistas inesquecíveis do entorno, bem como de diversas trilhas nos mais de 80 hectares de mata nativa. A localização da fazenda e como chegar são informadas por e-mail, apenas depois da reserva.
    Fotos: Divulgação
    SERVIÇO
    Jazz na Beira com Bíbi Jazz Band
    Quando: 
    15 de março | Domingo | 18h
    Ingresso: R$ 30 | Crianças até 10 anos não pagam | Consumação mínima: R$ 30
    Reservas somente pelo site www.obutia.com
    Cão são bem-vindos, desde que em suas guias

     

    Foto HenriqueTheo Möller/ Divulgação

    Bíbi Blue em seis perguntas:

    Higino Barros

    Pergunta: Como você veio morar na capital gaúcha, depois de morar em outros lugares do Brasil, sendo   uruguaia?

    Bíbi: Não tenho um motivo exato, ou pontual, uma linha traçada diretamente. Simplesmente teve uma identificação, uma estranha raiz que criou um vínculo, sem nunca ter vivido na cidade. Deve ser a famosa “estética do frio”, que fala o Vitor Ramil, na canção Ramilonga. Senti essa singularidade e diferenças marcantes sendo e estando no sul. Porto Alegre não somente me traz essa sensação, mas o sul em geral, os sul –riograndenses são primeiros gaúchos, depois brasileiros. Semelhante na cultura uruguaia e argentina, um povo de pampa, de serra, de indígenas, nativos, imigrantes, rural e urbano. Todas as formas artísticas, o clima e esse contingente sócio cultural me trouxeram para cá.

    Pergunta: Como a música apareceu na sua vida?

    Bíbi: Aconteceu de uma maneira indireta. Primeiro eu queria ser advogada. Depois quis ser atriz. Não vou dar a resposta clássica, clichê, de que eu quis sempre cantar, quis sempre ser cantora, que eu brincava com música. Não. Isso aconteceu comigo bem mais velha, já era mãe e tinha outros planos, outros projetos e a vida vem e te dá uma lambada.

    Eu tinha amigos músicos que frequentavam minha casa e eles me diziam que eu era afinada, quando a gente fazia cantorias domésticas. Daí fui para São Paulo, trabalhava na Folha de São e o Coral da USP estava selecionando cantores. Fiz o teste e passei. Foi um grande aprendizado. Acho que os coros são grandes domadores de egos, uma coisa comum no meio. Porque você aprende a trabalhar em grupo. Hoje em dia dou aula em um coro em Caxias do Sul e costumo dizer isso para seus integrantes. Os coros são uma grande escola. Você não aprende só a parte técnica, de trabalhar em naipes, da afinação, e do conhecimento rico que o coro pode trazer, mas também a questão de aprender a trabalhar em conjunto. Que é o mais importante.

    Acho que a música veio ao meu encontro e não eu vou ao encontro dela. Foi um encontro mútuo, afinal. Porque eu não sonhava trabalhar com isso, não era uma coisa que eu queria. Não foi uma coisa que aconteceu quando eu tinha 16 anos, que é a idade onde maioria começa. Eu comecei a cantar com 26 anos e só me decidi com 28. Ou seja, são só 12 anos de profissional. Foi um encontro, mais do que uma procura.

    Pergunta: Porque a opção por cantar jazz?

    Bíbi: Por paixão. E paixão não se explica. Ela não tem um motivo direto. Sou movida a paixão e tudo que levanta meus pelinhos do braço eu me entrego. Cantei outros estilos. Passei por canto lírico, participei de montagens de óperas quando morei em Florianópolis. Depois fui cantar rock, o que me deu uma base para cantar na noite. Mas nunca que deixei de escutar jazz. Minha mãe tinha muitos discos, incluindo clássicos, blues, rock’in’roll, música tradicional uruguaia. A música uruguaia flerta muito com o jazz, o candombe, que é música afro uruguaia,  tem uma levada assim. Exemplo disso é a produção dos irmãos Faturoso que fizeram isso muito bem.

    Pergunta: Como vê a cena de jazz no sul. Como vê a predominância masculina nela?

    Bíbi:  Tenho essa banda há quatro anos e uns meses, tendo ela iniciado em Caxias do Sul. E apesar de reconhecer mesmo a predominância masculina quero ser enfática, mas não quero ser a chata. Mas é inegável essa predominância e uma certa postura de que quem faz música instrumental é melhor do que vocalista. Há uma postura um pouco superior. Quem canta acaba sendo menos reconhecido. E predomina a presença masculina. Tanto que não lembro de banda de jazz feminina aqui.  Mas vejo que há muitas produtoras aqui em Porto Alegre; só que elas não têm voz no mercado. Sei que existem bandas femininas aqui, mas elas não aparecem, não são chamadas para festivais, não ganham visibilidade e coisas assim. Isso incomoda um pouco. Falo diretamente de uma coisa que me afeta. Os produtores dos festivais de jazz são homens. E produtores homens assistem somente bandas instrumentais masculinas.  Há bandas de jazz femininas muito boas tanto na parte instrumental como na parte de canção. Porque elas não aparecem? Elas acabam indo para outros lugares do Brasil.

    Pergunta: Qual a história da Bíbi Jazz Band?

    Bíbi: Nos conhecemos em Caxias do Sul e o grupo existe há quatro anos e já participou de festivais internacionais e alguns nacionais. Temos quatro vídeos lançados e vamos lançar alguns em espanhol, para ampliar nosso circuito de apresentação. É formado por André Viegas, guitarra; Rodrigo Arnold, contrabaixo acústico, Mateus Mussato, bateria e Bíbi Blue, voz.

    Pergunta: O que o público que for ao Butá vai ver no “Parla Piu Piano”?

    Bíbi: É um espetáculo que traz o cancioneiro da música italiana para o universo do jazz. Tem Paolo Conte, Pepino de Capri, além de outros clássicos de uma fase mais romântica que o público brasileiro se acostumou a ouvir no passado. Em abril vamos nos apresentar em Caxias do Sul com nosso repertório tradicional.

  • Espetáculos de dança e circo na Travessa dos Cataventos da CCMQ

    Espetáculos de dança e circo na Travessa dos Cataventos da CCMQ

     

    A Travessa dos Cataventos, no coração da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), recebe quatro espetáculos, entre os dias 17 e 27 de março. Os eventos fazem parte dos projetos “Cirquintana” e “A Casa Dança”, que integram o Plano Anual de Atividades da CCMQ. A programação tem entrada gratuita e classificação livre.
    Todos os espetáculos são apresentados na Travessa dos Cataventos, na Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre. Em caso de chuva, a apresentação acontece na parte interna da CCMQ.

    Plano de atividades – Com curadoria do diretor da CCMQ, Jessé Oliveira, e convidados, o Plano Anual de Atividades é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O patrocinador apresentador é o Banrisul. Os projetos “Cirquintana” e “A Casa Dança” contam também com patrocínio cultural das Lojas Renner e da Icatu Seguros. A produção leva a assinatura da Cida Cultural, com realização da Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana, Casa de Cultura Mario Quintana, Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) e Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania/Governo Federal.

    SERVIÇO:
    CIRQUINTANA – Espetáculo “Sobretudo”
    Quando: 17/03 (terça)
    Horário: 12h30

    A CASA DANÇA – Espetáculo “Procuro-me”
    Quando: 18/03 (quarta)
    Horário: 18h30

    CIRQUINTANA – Espetáculo “Re Tri Circo”
    Quando: 19/03 (quinta)
    Horário: 12h30

    A CASA DANÇA – Espetáculo “Anacrônico Sincrônico”
    Dia 20/03 (sexta)
    Horário: 18h30

    SINOPSES DOS ESPETÁCULOS:

    Sobretudo – O espetáculo transita entre os sonhos de uma criança e a realidade de um adulto. Um malabarista apresenta um universo mágico de suas memórias, habilidades e verdades, que, a partir da técnica central do malabarismo, trabalha uma dramaturgia poética entre o circo, a dança e o teatro. Direção: Carol Cony. Elenco: Emerson Noise.

    Procuro-me – O bailarino Maurício Miranda desenvolve movimentos inspirados nas sensações trazidas pelas esculturas do artista e designer José Vitor Reis, unindo técnicas de jazz e dança contemporânea, com coreografias desenvolvidas pelo intérprete criador junto de improvisação e interação com o público. Elenco: Maurício Miranda e José Vitor Reis.

    Rei Tri Circo – O duo Re Tri Circo traz sua energia misturada com muitas habilidades circenses e acrobáticas. As cenas buscam proximidade e levam as pessoas a acreditarem que o impossível pode acontecer. O espetáculo contém várias técnicas, como malabarismo com bolas de futebol, contorcionismo, acrobacias em dupla, equilibrismo e um grande desafio ao final. Direção: Pablo Perez. Elenco: Francieli S. Bergmann e Pichacha Malabares.

    Anacrônico Sincrônico – O espetáculo nasce de uma pergunta: que história conta a memória? Esse disparador propõe o encontro das referências pessoais que também problematizam a relação entre a dança e o teatro e as divisões e fusões entre expressões artísticas que fazem parte desta narrativa. A performance acende processos de transformação de vida na memória corporal e criativa dos atores. Criação e interpretação: Cibele Sastre e Heitor Schmidt.

  • O som da “A Banda Mais Bonita da Cidade”, no Theatro São Pedro

    O som da “A Banda Mais Bonita da Cidade”, no Theatro São Pedro

    A Banda Mais Bonita da Cidade retorna ao palco do  Theatro São Pedro para o show de comemoração de 10 anos de carreira e repleto. A banda nasceu em 2009 da vontade de seus integrantes reinterpretarem as canções que amavam. Após ficar mundialmente conhecida com o seu vídeo Oração (um dos mais vistos em todo o mundo, com mais de 40 milhões de visualizações), gravou seu primeiro disco pelo sistema de crowdfunding (ajudando adifusão do Financiamento Coletivo e destacando a banda pelo empreendedorismo em sua gestão).

    Em 2013 a banda lançou o disco O Mais Feliz da Vida, apresentando um registro maduro e muito bem aceito, tanto pela crítica quanto pelo público, e em 2016 apresentou seu DVD Ao Vivo no Cine Joia, um registro emocionante da celebração que é o show da banda.

    Chegando à marca impressionante de mais de meio milhão de seguidores noFacebook, mais de 42 milhões de visualizações nos vídeos do youtube, com 7 turnês internacionais (pela França, Espanha, Portugal, Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela) e mais de 300 shows realizados, A Banda Mais Bonita Da Cidade se consolida cada vez mais como parte importante da música brasileira atual.

    A banda segue em turnê de lançamento de seu terceiro disco: De Cima Do Mundo Eu Vi O Tempo.

    CANAIS DE COMUNICAÇÃO

    site bandamaisbonita.com.br

    facebook /abandamaisbonitadacidade

    twitter @bandamaisbonita

    instagram @bandamaisbonita

    SERVIÇO

    A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE

    Dia 12 de março

    Quinta às 21h

    Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre/RS)

    Duração:  80 minutos

    Classificação etária: 14 anos

    Ingressos

    Galerias: R$ 50,00 (inteiro) | R$ 30,00 (Doação de Livro) | R$ 25,00 (meia-entrada)

    Camarote Lateral: R$ 90,00 (inteiro) | R$ 54,00 (Doação de Livro) | R$ 45,00 (meia-entrada)

    Camarote Central: R$ 100,00 (inteiro) | R$ 60,00 (Doação de Livro) | R$ 50,00 (meia-entrada)

    Plateia: R$ 110,00 (inteiro) | R$ 66,00 (Doação de Livro) | R$ 55,00 (meia-entrada)

    Cadeiras Extras: R$ 110,00 (inteiro) / R$ 66,00 (Doação de Livro) | R$ 55,00 (meia-entrada)

    Descontos*:

    50% para associados da AATSP

    50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência
    50% para idosos

    50% para associados titulares Clube do Assinante ZH e um acompanhante

    40% com a doação de um livro em bom estado

    *mediante apresentação de documentos que comprovem o direito ao benefício

    Vendas:

    – Online: www.teatrosaopedro.com.br

    – Bilheteria do Theatro São Pedro:  de segunda a sexta-feira, das 13h até o horário de início dos espetáculos. Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30. Nos sábados e domingos, das 15h até o horário de início dos espetáculos.

    Mais informações para o público:

    (51) 3227.5100 | 3227.5300 com a equipe do Theatro São Pedro