Diversos (e grandes) tons da arte brasileira em exposição, na Galeria Duque

 
Grandes nomes da arte brasileira e os novos talentos reunidos em um único espaço. A Galeria Duque inaugura na sexta-feira, 23, das 17h30 às 19h30, a exposição “Cor, ou não?”, com curadoria de Daisy Viola. Além das obras de acervo de célebres talentos da da arte nacional, a Galeria também abre espaço para artistas locais. Nessa exposição, estarão em destaque as gravuras de Eliane Santos Rocha, a inventividade abstrata de Gustavo Giacobini e uma homenagem a Mário Olindo Pozzobon, um italiano, que combateu na Segunda Guerra Mundial, viveu em Nova Prata (RS), e descobriu o prazer da pintura. A exposição fica no local até o dia 8 de outubro.

Frank Stella

Em “Cor, ou não?” o melhor do acervo da Galeria Duque estará em evidência. “São artistas que construíram a história da arte no Brasil do século XX e contemporâneos”, informa a curadora Daisy Viola. Nas obras em exposição estão criações de Di Cavalcanti, Burle Marx, Lygia Pape, Vik Muniz, Siron Franco, Alfredo Volpi, Iberê Camargo, Gelson Radaelli, Abraham Palatinik, Antonio Bandeira, Jorge Guinle, Alberto da Veiga Guignard, Frank Stella, José Pancetti, Carlos Brächer, Joaquim Tenreiro e Eduardo Sued, entre outros.
Pancetti

Nessa exposição, Daisy resolveu ‘brincar’ com a possibilidade de expressão com a cor ou a falta dela. “A magia, a luz e a energia que a cor contém são capazes de nos transportar para dentro da imagem representada. Quando retiramos a cor de cena, abrimos caminhos para as linhas e um universo quase infinito de formas, assuntos, texturas e conteúdos expressos no desenho e na gravura”, explica.
Artistas convidados
Além das obras do acervo, a galeria mostra as criações de Eliane Santos Rocha, na mostra “A Poética do Espaço”, que explora ao máximo a potencialidade da gravura, com dedicação e pesquisa em uma longa trajetória, com seu trabalho reconhecido em exposições em diversos lugares do mundo.
A criatividade e o vigor da arte contemporânea de Gustavo Giacobini também estarão presentes em “Elipses Abstratos”. Seu trabalho intenso mostra elipses e cenas abstratas de cor e linhas, hora distorcidas, hora transpassando umas o espaço de outras. Em sua obra, as cores são colocadas em gesto e ritmos, que vão do suave ao vigoroso, provocando impacto no expectador. Esta mostra fica na galeria até o dia 13 de setembro.
Mario Olindo Pozzobon. Arcos e Torres. Acrílica s-obre tela.-53x39cm.jpg

Em “Lembranças”, uma homenagem ao ex-combatente militar Mário Olindo Pozzobon completa a mostra. Nascido em 31 de maio de 1919, em Tortona, na Itália, ele lutou na Segunda Guerra Mundial e veio, em 1950, para o Brasil. Casou-se em Nova Prata e teve 3 filhas. Pintava aquarelas na adolescência e retomou a arte após a aposentadoria, aos 65 anos. Suas obras eram dadas como presentes para a família e amigos e a exposição celebra o pintor que faleceu em 2004.
Galeria Duque é um espaço cultural que nasceu em 2012 a partir da inspiração de um amante das artes e colecionador de obras. Localizado no Centro Histórico, o local é um prédio clássico, cuidadosamente restaurado, em quatro andares. É aberto à visitação com entrada franca e vem realizando diversas exposições e venda de obras do acervo da galeria, de consagrados artistas do cenário artístico gaúcho, nacional e internacional. Há ainda mostras temporárias de artistas convidados. A galeria é ainda um ambiente para promover a cultura e a educação a partir de visitas guiadas de estudantes, além de grupos de diversos locais do Estado e do País.
SERVIÇO
Cor, ou não?
Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
Vernissage: sexta-feira, 23 de agosto, das 17h30 às 19h30
Período da exposição: de 24 de agosto a 8 de outubro (a exposição Elipses Abstratos, de Gustavo Giacobini, fica em cartaz até o dia 13 de setembro).
Horário de funcionamento:
Seg/Sex: 10h30 às 19h | Sáb: 10h30 às 17h
Entrada Franca
A galeria também recebe visitas de grupos e escolas, com agendamento prévio, pelo telefone (51) 3228-6900.
Siron Franco, Figuras, 1971, 73 x 49 cm.

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