Galeria Gravura abre as mostras “Muitos Mundos” e “Do Descarte à Superfície”

A Gravura Galeria de Arte abre duas novas exposições na terça-feira, dia 7 de abril: “Muitos Mundos”, da artista visual Andréia Moll, e “Do Descarte à Superfície”, da artista Leonor Moura. As mostras têm curadoria de Letícia Lau.

As inaugurações acontecem das 18h30 às 20h30. As obras de “Muitos Mundos” ocupam a sala Negra, e os trabalhos de “Do Descarte à Superfície”, a sala Branca da Gravura, dirigida pela galerista e arquiteta Regina Galbinski.

Ambas as exposições são propostas por duas artistas visuais integrantes do VW Atelier Coletivo, com longa prática artística. Cada uma desenvolve investigações que atravessam seus posicionamentos diante da realidade e dos modos de habitar o mundo.

Obra de Andréia Moll. Reprodução

De acordo com a curadora, Muitos Mundos surge a partir de uma pergunta simples: O que é realidade? Pensando na teoria ontológica de realidades ramificadas, a artista busca pelo cerne, ou como ela afirma, o ‘mundo principal’, diante da pluralidade de universos singulares simbolizado por esferas evidenciadas em suas pinturas e monotipias.

Referindo-se à mostra Do Descarte à Superfície, Lau  observa que “consumimos sem ver. Descartamos sem perceber. Aqui, tudo volta à superfície”.

Obra de Leonor Moura. Reprodução

Vivência diversificada

Andréia Moll morou na Finlândia, Venezuela, México, Holanda e Estados Unidos. A pluralidade de ambientes impulsionou sua pesquisa, que se concentra nos fatores envolvidos na construção das visões de mundo individuais.

Seus trabalhos, em desenho, pintura, fotografia e colagem, partem de uma pergunta “simples e vertiginosa”: em que mundo, afinal, vivemos?

“Em um tempo marcado pela multiplicação de telas, notícias e experiências mediadas, a exposição propõe uma pausa reflexiva. Como estabelecemos conexões entre as diferentes “realidades” que nos chegam a cada contato humano, a cada manchete, a cada novo aplicativo? E, para além da fragmentação, existe uma realidade primeira — um fundamento ao qual valha a pena retornar?”, reflete ela.

Ético e sustentável

O trabalho de Leonor Moura envolve o uso de itens que a maioria das pessoas despreza: embalagem, papel de presente, enchimento de uma caixa de sapatos, etc.

Mais do que uma escolha estética, essa prática carrega uma postura ética. Ao ressignificar resíduos do consumo cotidiano, Leonor acredita que insere em sua obra o conceito de sustentabilidade, não como tema declarado, mas como método vivido.

A artista coleciona e arquiva esse material organizando-o por tipo, cor, textura e espessura. Na produção das pinturas, os fragmentos são dispostos sobre telas preparadas com tinta acrílica. Colados e agrupados por afinidades de cor, textura ou transparência, eles assumem o papel da mancha pictórica: substituem a tinta, dialogam com ela, constroem camadas.

O resultado é um híbrido entre pintura e colagem que provoca uma dupla percepção: de longe, as obras revelam composições abstratas de grande força visual; de perto, a materialidade dos papéis — suas dobras, fibras e histórias — emerge com toda a sua presença física reveladas na superfície. É um convite para pensarmos em consciência ambiental e transformação.

Visitação: de 7 abril de 2026 a 09 de maio de 2026.

Vernissage: 7 de abril de 2026, das 18:30 às 20:30.

Horários: segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h30; sábados, das 9h30 às 13h30.

Local: Gravura Galeria de Arte – Rua Corte Real, 647 – Petrópolis, Porto Alegre – RS

Entrada franca

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