Com “O Amargo Santo da Purificação”, Ói Nóis Aqui Traveiz, celebra os 45 anos do grupo, na Redenção

O Amargo Santo da Purificação (2008). Foto: Cláudio Etges/ Divulgação

O Amargo Santo da  Purificação  – uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella,  uma criação coletiva para teatro de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz,  se apresenta no dia 2 de abril, domingo, às 17h, no Parque da Redenção, ao lado do espelho d’ água. A encenação celebra os 45 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz e marca a abertura do projeto Caminho para um teatro popular, que percorrerá diversos bairros populares da nossa cidade com espetáculos teatrais.

A encenação de teatro de rua foi premiada como o melhor espetáculo do teatro gaúcho em 2009, além dos prêmios Açorianos de melhor produção, figurino, trilha sonora (Johann Alex de Souza) e melhor atriz (Tânia Farias). Agora, em nova e necessária montagem, abre outra janela poética e sensorial para contar a história de Marighella, saudando os dias melhores que virão com a eleição de um governo democrático.

O Amargo Santo da Purificação – Cláudio Etges/ Divulgação

 Com esta peça, o Ói Nóis Aqui Traveiz, atualmente com o projeto Arte Pública em andamento, percorreu a maior parte dos estados brasileiros e apresentou-se também em Portugal. A encenação coletiva conta a história de um herói popular, Carlos Marighela, que a classe dominante tentou banir da cena nacional durante décadas. Na sequência de cenas o público assiste a momentos importantes desta trajetória, desde as origens na Bahia, sua juventude e poesia, as passagens no Estado Novo e suas consequências com o endurecimento do regime, a resistência e a prisão. A vida de Marighela reservaria ainda muito mais luta pela democracia, sofrendo o baque e todas as consequências de uma ditadura militar, onde viveu na clandestinidade, se fez presente como um líder da luta armada, e, ao final, sua trágica morte em emboscada da polícia. O Amargo Santo da Purificação resgata essa história buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX.

O Amargo Santo da Purificação. Foto:Pedro Isaias Lucas/ Divulgação

A dramaturgia elaborada pelo grupo parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que, transformados em canções, são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Por meio de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nois Aqui Traveiz traz novamente para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro. No elenco estão os atuadores Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Roberto Corbo, Eugênio Barboza, Alex Pantera, Keter Velho, Márcio Leandro, Lucas Gheller, Aline Ferraz, Thali Bartikoski, Helen Sierra, Rafael Torres, Jules Bemfica, Thais Souza, Gengiscan, Ellen Hiromi,  Kayzee Fashola, Millena Moreira, Fabrício Miranda, Daniel Steil, Marcio  Menezes e Luana Rocha.

* Com Assessoria de Comunicação

O Amargo Santo da Purificação – comemoração aos 45 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz

Dia 2 de abril, às 17h

Espelho d’água do Parque da Redenção

Entrada franca

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