O espião que aprendeu a ler (Libretos, 216 páginas) relata o período em que Hans Curt Meyer-Clason viveu no Brasil, antes de se tornar o célebre tradutor que introduziu a literatura brasileira na Alemanha, a partir de Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa.
Ele morou em Porto Alegre entre 1940 e 1942, quando foi preso pela polícia gaúcha acusado de ser espião nazista – algo que nunca admitiu. Permaneceu detido por cinco anos na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, e tornou-se um leitor obsessivo, o que mudaria sua vida.
Meyer-Clason foi o grande embaixador da literatura brasileira e latino-americana na Alemanha na segunda metade do século passado. Por seu intermédio, os leitores de língua alemã conheceram Macunaíma: Der Held ohne jeden Charakter, de Mário de Andrade, e Dona Flor und ihre zwei Ehemänner, de Jorge Amado. A lista de autores traduzidos por ele inclui ainda Eça de Queirós, Carlos Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Fernando Sabino, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar, entre outros. O jornalista e escritor Rafael Guimaraens estará às 18h30 no Centro Cultural CEEE e às 19h30 autografa na Feira do Livro / Clô Barcelos/Libretos O personagem e sua época
Rafael Guimaraens pesquisou em relatórios policiais, processos judiciais, revistas e jornais da época, cartas e documentos do próprio Meyer-Classon para contar uma história de paixões, suspense, mistério e descobertas, na qual a literatura emerge como grande fator de transformação do ser humano.
O livro será lançado nesta quarta-feira, 13, na 65ª Feira do Livro de Porto Alegre. Às 18h30, o autor apresenta a obra na Sala O Retrato (Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223). A partir das 19h30 estará autografando na Feira, na Praça Central.
Jornalista e escritor, Rafael Guimaraens nasceu e vive em Porto Alegre (1956). É autor de 16 livros, sempre buscando em fatos históricos a motivação para tratar de temas atuais.
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