“Ói Nóis Aqui Traveiz” celebra 45 anos de teatro de grupo com programação intensa em 2023

Teatro de rua: “O Amargo Santo”. Foto: Pedro Isaias Lucas/ Divulgação

 

   O Museu da Cena do Ói Nóis Aqui Traveiz e o novo espetáculo de rua, Ubu Tropical, são os principais lançamentos para o ano.

A programação segue com mostra de repertório, oficinas e residências artísticas, lançamento do livro ‘Memória do Teatro de Grupo Brasileiro’ e a participação no festival Tanto Mar em Portugal

Espetáculo O Amargo Santo da Purificação (2008) – Foto: Cláudio Etges / Divulgação

           O Ói Nóis Aqui Traveiz entra o ano empunhando orgulhoso seu estandarte. No alto de seus 45 anos ininterruptos de atividades, o grupo está à frente de um ousado projeto nas artes cênicas, com foco na arte pública e acessível a todos. Desde 2022 vem apresentando repertório, realizando visitas a grupos longevos do teatro brasileiro em todo o país, trocando experiências com outros territórios artísticos no RS, como o AfroSul Odomode, o Meme Estação Cultural, o Amó – lugar de bem viver, entre outros. Em 2023 vai além e lança o Museu da Cena do Ói Nóis Aqui Traveiz, um projeto inédito de valorização do teatro em nível nacional, buscando a memória e a importância deste segmento da cultura para a formação de uma sociedade crítica. A previsão de lançamento é agosto de 2023.

MEDEIA – Foto Laura Testa/ Divulgação

           O lançamento de um livro trazendo à luz a memória e a história de grupos longevos que vem sendo visitados pelo Ói Nóis ao longo do projeto Arte Pública, ganha destaque na programação. A falta de políticas públicas, as dificuldades, os últimos quatro anos e o desmonte da cultura, tudo estará lá, sob o olhar do grupo. Um documentário e uma exposição fotográfica abordam ainda este assunto dos grupos longevos.

Espetáculo O Amargo Santo da Purificação (2008) – Cláudio Etges / Divulgação

Os webinários, ponto alto do projeto, ganham atividades este ano, abrangendo os eixos criação, formação, territórios e memória. “Tear – tecendo a rede de memória”, “Do jogo a cena – construindo aprendizagens”, “Processos criativos e teatro – dialogando com nossos mestres” e, por fim “Territórios culturais em conexão”, são os temas desses seminários abrangentes e abertos, que irão movimentar a classe artística brasileira. A partir de abril a programação começa a se movimentar, com os primeiros encontros.

Espetáculo MEDEIA – Foto Laura Testa/ Divulgação

 O Arte Pública se espraia para o além mar e vai a Portugal participar do festival Tanto Mar, entre 22 e 28 de maio. Lá, a atriz Tânia Farias dirigirá um espetáculo composto por mulheres, chamado “Sobre rosas e margaridas” e apresentará seu M.E.D.E.I.A., que teve estreia recente no 29º Porto Alegre em Cena.

O Amargo Santo da Purificação (2008) – Cláudio Etges/ Divulgação

           Ainda neste 2023, o grupo irá estrear seu novo espetáculo de teatro de rua, Ubu Tropical, uma pesquisa que vem sendo feita há um ano e que parte do personagem Pai Ubu, de Alfred Jarry, e do Tropicalismo. A ideia de ser um espetáculo de rua vai ao encontro da proposta de arte pública, gratuita e acessível.  A previsão é setembro de 2023.

Espetáculo “A última gravação. Foto: Elizabeth Thiel/ Divulgação

PROGRAMAÇÃO:

Residências artísticas – Territórios

1, 2 e 3 de fevereiro – no Meme Estação Cultural

Nos dias 1 e 2 de fevereiro, às 19h, irá acontecer a oficina de vivência teatral com a Tribo. No dia 3, às 20h, será apresentado o espetáculo Quase Corpos:  episódio 1 – a última gravação

10 e 11 de fevereiro – no Quilombo Morada da Paz (Município de Triunfo)

Dia 10, às 20h, a Tribo apresenta Manifesto de uma mulher de teatro, no Teatro União da cidade de Triunfo. Dia 11 acontece a oficina e vivência teatral nos turnos da manhã e tarde e às 20h terá a apresentação da Desmontagem Evocando os mortos – poéticas da experiência

24, 25 e 26 de fevereiro – na Comunidade Indígena Teko Jeapo (Maquiné)

Nos dias 24 e 25 acontece a oficina e vivência e no dia 26, às 20h, a encenação de Violeta Parra, uma atuadora.

Dias 1, 2 e 3 de março – no Tablado Andaluz

Dias 1 e 2 de março será ministrada a oficina e vivência com a Tribo e dia 3, às 20h, a encenação do Manifesto de uma mulher de teatro.

Espetáculo “Violeta Parra – uma atuadora” Foto: Keter Velho/ Divulgação

Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz 45 anos

Dias 6, 13 e 20 de março, 20h – M.E.D.E.I.A, na Terreira da Tribo

Dias 10, 11 e 12 de março, 20h – Quase Corpos:  Episódio 1 – A Última Gravação, na Sala Álvaro Moreira

Dias 15 e 22 de março, 20h – Desmontagem Evocando os mortos – Poéticas da experiência, no Teatro de Arena

Dias 24, 25 e 26 de março, 20h – Manifesto de uma mulher de teatro, Carlos Carvalho na CCMC

Dia 27 de março, 20h – Filme Ubu Tropical, na Terreira da Tribo

Dia 31 de março, 20h – Violeta Parra uma Atuadora!, na Terreira da Tribo *

* Data que marca a estreia do primeiro espetáculo da Tribo, em 1978

Dia 2 de abril, 17h – O Amargo Santo da Purificação, no Parque da Redenção

Espetáculo “Manifesto”. Foto: Vivian_Gradela/ Divulgação

Webinários – a partir de abril

Em abril acontecem os dois primeiros webinários. “Tear – Tecendo a Rede de Memória”, com a participação de representantes dos grupos do intercâmbio com os coletivos longevos: Teatro Oficina, Sobrevento, Cia do Tijolo, Engenho Teatral e Pombas Urbanas de São Paulo; Grupo Galpão de Belo Horizonte; Tá Na Rua e Ensaio Aberto do Rio de Janeiro. Já o “Territórios Culturais em Conexão” terá a participação de representantes dos territórios culturais onde o Ói Nóis Aqui Traveiz realizou residências: Afrosul/Odomode, Amó Lugar de Bem Viver, Clube de Cultura, Meme Estação Cultural, Comunidade Kilombola Morada da Paz, Comunidade Indígena Teko Jeapo e Tablado Andaluz. Os outros encontros previstos na programação dos webinários devem acontecer em setembro.

O Amargo Santo da Purificação (2008) – Foto:Cláudio Etges/ Divulgação

Livro Memória do Teatro de Grupo Brasileiro/ documentário e exposição:

A Tribo realizou ao longo de 2022 intercâmbios com os grupos de teatro Tá na Rua e Ensaio Aberto, do Rio de Janeiro; Grupo Galpão, de Belo Horizonte; Teatro Oficina, Sobrevento, Pombas Urbanas, Engenho Teatral e Cia do Tijolo, de São Paulo. Dessa pesquisa resultará a publicação do livro “Memória do Teatro de Grupo Brasileiro”, uma exposição fotográfica e um documentário audiovisual, sobre a memória de coletivos com longa trajetória de trabalho continuado.

RETROSPECTIVA 2022

            A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz retomou as suas atividades presenciais em 2022 estreando em fevereiro a performance “Manifesto de uma mulher de teatro” em São Paulo no Refestália/Diversos 22 no Sesc do Carmo. Essa performance esteve ainda em São José do Rio Preto, em julho e no Entrevero – Festival Internacional de Teatro de Santa Maria em novembro. Na Terreira da Tribo a partir de março retomou o projeto de oficinas livres de teatro aos sábados. Realizou duas curtas temporadas da encenação “Quase corpos: episódio 1 – a última gravação” em abril e junho e deu continuidade ao projeto de pesquisa sobre a personagem Pai Ubu, de Alfred Jarry, realizando o seu primeiro curta metragem ‘Ubu Tropical’, exibido no final de julho na Terreira da Tribo.

            No segundo semestre a Tribo lançou os Projetos Arte Pública: Território e Memória e Arte Pública: Criação e Formação. O eixo Território trata-se de uma rede com outros territórios culturais do Estado (Porto Alegre, Maquiné e Triunfo) promovendo trocas de saberes e residências artísticas do Ói Nóis Aqui Traveiz nestes espaços culturais.  Entre outubro e dezembro aconteceram apresentações e oficinas no Afro-Sul/Odomode, Amó – Lugar de Bem Viver e no Clube de Cultura.  No eixo Memória a Tribo realizou intercâmbios com grupos longevos das cidades do Rio de Janeiro (Tá na Rua e Ensaio Aberto), Belo Horizonte (Grupo Galpão) e São Paulo (Teatro Oficina, Sobrevento, Pombas Urbanas, Engenho Teatral e Cia do Tijolo). Dessa pesquisa resultará a publicação do livro “Memória do Teatro de Grupo Brasileiro”, uma exposição fotográfica e um documentário audiovisual, sobre a memória de coletivos com longa trajetória de trabalho continuado.  Além desta pesquisa o projeto vem realizando ações para musealização do acervo da Tribo de Atuadores.

            No eixo de criação, deu a partida na pesquisa para a elaboração de uma nova encenação para teatro de rua, que parte da investigação iniciada em 2021 sobre a personagem do Pai Ubu de Jarry e o Tropicalismo brasileiro.

            Nos meses de setembro e outubro foram encenadas na Terreira da Tribo os espetáculos de repertório: “Violeta Parra – uma atuadora”, “Desmontagem evocando os mortos – poéticas da experiência”, “Quase corpos: episódio 1 – a última gravação” e “Manifesto de uma mulher de teatro”. Em São Caetano/SP também apresentou “Violeta Parra – uma atuadora. Em novembro a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebeu em São Paulo o Prêmio Milú Villares/Itaú Cultural 35 anos. Em dezembro estreou a sua nova versão de “O amargo santo da purificação – uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella”, dentro da 12a. Mostra de Teatro de Rua de Porto Alegre. Ainda em dezembro estreou o novo trabalho solo M.E.D.E.I.A, a partir da sua criação ‘Medeia Vozes’.  A nova encenação fez a sua pré-estreia em São Caetano/SP e participou da programação do Festival Internacional Porto Alegre Em Cena. Finalizando o ano, recebeu da Prefeitura de Porto Alegre um espaço na Travessa Carmen 95, bairro Floresta, onde futuramente será construída a sede permanente da Terreira da Tribo.

TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ – 45 anos

Residências artísticas – em fevereiro e março – nos territórios culturais do projeto

Mostra de repertório em março e abril – em diversos espaços da cidade

Webinários a partir de abril – programação virtual

Redes da Tribo:

https://www.oinoisaquitraveiz.com.br/

https://www.instagram.com/oinoisaquitraveiz/

https://www.youtube.com/oinoisaquitraveiz

https://www.facebook.com/oinoisaquitraveiz2/

* Com Assessoria de Comunicação

 

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