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  • O lançamento do projeto Ilê Asè Omidewá –  A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro
    Mãe Bete de Omidewá. Crédito: Marcos Feijão / Divulgação

    O lançamento do projeto Ilê Asè Omidewá –  A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro

     

    Uma série de quatro encontros com o público marcam, a partir deste sábado, dia 29 de março, às 14h, o lançamento do projeto Ilê Asè Omidewá – A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro, que consiste em Podcast com 16 episódios que irão contar a história  de um terreiro amefricano, a partir de narrativas de natureza literária assentadas em tradição oral. A Iyalorixá Bete Omidewá estará no centro da roda, fazendo falar a língua da sabedoria ancestral. O projeto se constitui na criação de narrativas literárias que serviram de roteiro para o Podcast constituído por 16 episódios, com duração média de 30 minutos, cada um, disponíveis nos canais próprios para podcast e no Youtube.

    Na primeira Roda de Conversa do projeto Ilê Axé Omidewá, o tema central é o conceito de “Encruzilhada”, presente em diversos contextos, mas com um significado singular para o povo bantu e seus descendentes. A conversa busca entender o que é a encruza, qual o papel de Pambu Nzila nesse processo e como ela se conecta com as tradições Congo-Angola. A proposta é explorar esses conceitos à luz do Pensamento Filosófico Muntu, com a Iyalorixá Bete Omidewá, referência na sabedoria ancestral, conduzindo o encontro. O objetivo é aprofundar o entendimento das raízes culturais e espirituais que nos constituem enquanto Muntu-Bantu. O convite está aberto a todos, filhos da casa ou interessados no tema, para se unirem a essa troca de saberes no Ilê, localizado na Lomba do Pinheiro.

    As próximas rodas de conversa irão ocorrer nos dias 5, 12 e 19 de abril, sempre das 14h às 16h, na Rua Humberto Cadaval, 212, Bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. A realização é da Organização Religiosa e Cultural Ilê Asè Omidewá, com financiamento da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. A direção geral é de Eliane Marques (Louças de familia, Prêmio São Paulo de Literatura 2024), autora dos roteiros literários escritos a partir de conversas com as matriarcas da comunidade A produção e gestão cultural são de Silvia Abreu e as entrevistas e assistência de produção são de Abraão Picoli de Lucena, Baba kekere.

    Narrativas literárias

    As narrativas literárias que compõem os 16 podcasts nasceram de entrevistas conduzidas pela poeta e escritora Eliane Marques com a Iyalorixá Bete Omidewá, sacerdotisa do Ilê Asè Omidewá, com Iyabassê Jussara de Nanã (Mãe da comunidade). O projeto conta com a consultoria de um professor de história e de um professor especialista em estudos africanos e afro-brasileiros. Constituído por entrevistas com as matriarcas da egbé (comunidade litúrgica), o projeto celebra a cultura, a memória, a existência criativa e a resistência da população negra. população negra.

    Em breve, todos os 16 episódios do Podcast Ilê Asè Omidewá estarão disponíveis no site do projeto e no Youtube,. repletos de histórias, memórias e reflexões sobre o legado cultural e espiritual do terreiro.

    Transmissão oral

    “Se os terreiros se mantêm pela transmissão oral, o podcast se constitui na melhor forma de conectá-los com suas comunidades. O Rio Grande do Sul possui profundas raízes nas tradições de matriz africana, com Porto Alegre abrigando um número significativo de terreiros. Entre eles, o Ilê Asè Omidewá se destaca como um raro exemplo de um terreiro que preserva e reinventa as culturas Congo, Djejê (ewe-fon) e Oyó, entrelaçando sua história com a da Lomba do Pinheiro”, comenta Eliane Marques.

    “Ilê Asè Omidewá – A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro” busca contar a trajetória do terreiro, das famílias negras que o originaram e do matriarcado que o sustenta, destacando a força de seus princípios e valores. A série de podcasts proposta é uma jornada pela memória oral, uma forma dinâmica e singular de preservar e compartilhar a riqueza cultural e espiritual dessa tradição. “Mais do que um registro, celebra-se a pluralidade e se faz convite a uma escuta amorosa dos itans e dos ritos que fortalecerão sua ancestralidade e nos farão lembrar de quem somos e de como nos construímos como África viva”, afirma Bete de Omidewá.

    SERVIÇO:

    O Quê: Roda de Conversa tendo como tema o conceito de “Encruzilhada”, em seus diferentes contextos.

    Quando: Dia 29 de março de 2025, sábado, das 14h às 16h

    Onde: Ilê Asè Omidewá | Rua Humberto Cadaval, 212, Bairro Lomba do Pinheiro, Porto Alegre-RS

    Quanto: Entrada franca

    Recomendação etária: 14 anos (confirmar)

    Esta obra foi realizada com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo.

     

    Canais de Comunicação do Ilê

    www.ileaseomidewa.com.br

    https://www.instagram.com/ilease_omidewa/

  • Bienal do Mercosul: poéticas do passado e do presente, na Galeria Duque
    Obra de Daisy Viola/ Divulgação

    Bienal do Mercosul: poéticas do passado e do presente, na Galeria Duque

     

    A Galeria Duque celebra a poesia encontrada na arte de grandes nomes como Tarsila do Amaral, Iberê
    Camargo, Danúbio Gonçalves, Carlos Scliar, Siron Franco, além de produções contemporâneas. Outro destaque é a intervenção artística “A arte conecta” na fachada. O vernissage será neste sábado, 29 de março, das 14h às 16h30, com entrada franca.

    Um dos acervos mais completos de arte do Estado também integra a 14ª Bienal do Mercosul dentro do projeto Portas para a Arte. A Galeria Duque inaugura neste sábado, 29 de março, duas exposições e uma
    intervenção que exaltam a poética na arte. O vernissage será das 14h às 16h30, com entrada franca.
    “Poéticas daqui” revela a poesia presente nas obras de grandes nomes do Rio Grande do Sul e do
    Brasil, em uma oportunidade única para conferir as produções de mestres como Iberê Camargo, Danúbio
    Gonçalves, Anita Malfatti, Burle Marx e Di Cavalcanti. “Poéticas plurais possíveis” compõem as
    expressões da arte contemporânea presentes em obras de Daisy Viola, Graça Craidy, Kalu Flores, Thiago
    Quadros e Ronaldo Mohr. Por fim, a intervenção artística “A arte conecta” de Roberto Freitas, Adriana
    Leiria e Ronaldo Mohr.se integra à Bienal do Mercosul em um convite para viver a arte também nas ruas
    da cidade.

    Obra de Danúbio Gonçalves/ Divulgação

    “A Galeria e Espaço Cultural Duque é um local para expor recortes temáticos de seu acervo composto por obras escolhidas uma a uma pelo colecionador Arnaldo Buss que, em algum momento, há treze anos,
    resolveu possibilitar ao público da cidade de Porto Alegre a oportunidade de fazer parte desta história. Ela
    também oferece um espaço de exposições para artistas atuantes na cidade e no Rio Grande do Sul. É um
    espaço para ver, pensar, celebrar e comercializar a arte. Isso possibilitou, ao longo de sua trajetória, uma
    maior aproximação entre o espectador e o objeto de arte em pleno centro histórico da capital gaúcha”,
    destaca a curadora Daisy Viola.

    Obra de Ronaldo Mohr/ Divulgação

    Neste momento em que a cidade está respirando arte em muitos espaços, a Galeria Duque mostra um
    recorte de seu acervo om obras de artistas fundamentais da arte brasileira nos séculos XX e XXI,
    principalmente de artistas gaúchos. Integram a mostra “Poéticas daqui” nomes como Iberê Camargo,
    Carlos Scliar, Carlos Vergara, Di Cavalcanti, Leopoldo Gotuzzo, Danúbio Gonçalves, Cândido Portinari,
    Siron Franco, Burle Marx, Anita Malfatti, Ruth Schneider, Maria Lídia Magliani, Frans Krajcberg, Alice
    Soares, Márcia Marostega, Nelson Jungbluth, Tarsila do Amaral, Gelson Radaelli, Antonio Bandeira, Oscar
    Crusius, Fernando Baril, Glênio Bianchetti, Glauco Rodrigues, João Luiz Roth, Ione Saldanha, entre
    outros.

    Graça Craidy/ Divulgação

    Já a exposição “Poéticas Plurais Possíveis” apresenta artistas muito diferentes entre si, com trabalhos
    que se encontram na liberdade contemporânea do fazer. Cada um tem suas singularidades, mas todos
    são muito fortes em suas propostas e linguagens escolhidas. “A ideia é valorizar essas diferenças que
    juntas fazem parte de um universo coletivo com vínculos que estabelecem relações entre si e com o
    público, o que amplia a dimensão poética do fazer e do perceber”, explica a curadora. Na mostra, Daisy
    Viola, Graça Craidy, Kalu Flores, Ronaldo Mohr e Thiago Quadros expõem dez criações cada de sua
    produção mais recente.
    A arte já se apresenta na fachada da Galeria Duque como parte do projeto Bienal do Mercosul 2025 –
    Portas para a Arte, em um convite à população para adentrar o espaço e conhecer as produções
    artísticas do passado e do presente. A rua Duque de Caxias é uma das mais antigas da capital e ainda
    mantém alguns prédios com fachadas históricas, como é o caso da Galeria Duque e da casa nº 614 bem
    em frente. Para conectar esses espaços, os artistas Roberto Freitas, Adriana Leiria e Ronaldo Mohr
    produzirão a instalação “A arte conecta” que apresenta manifestações artísticas que poderá ser
    conferida de diferentes pontos de vista.
    Bienal do Mercosul 2025 – Portas para a Arte
    Galeria e Espaço Cultural Duque
    “Poéticas daqui” – com obras do acervo
    “Poéticas plurais possíveis” – com produções de Daisy Viola, Graça Craidy, Kalu Flores, Thiago
    Quadros e Ronaldo Mohr;

    Obra de Di Cavalcanti/ Divulgação

    SERVIÇO

    “A arte conecta” – com uma intervenção na fachada de Roberto Freitas, Adriana Leiria e Ronaldo Mohr
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: 29 de março, das 14h às 16h30
    Período da exposição: de 29 de março a 1º de junho
    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h

  • Na exposição “Minha Gaza, Minha Vida “, 38 desenhos de 18  cartunistas gaúchos
    Cartun de Bier/ Divulgação

    Na exposição “Minha Gaza, Minha Vida “, 38 desenhos de 18  cartunistas gaúchos

    Começa na terça-feira, 25 de março, a exposição “Minha Gaza, Minha Vida”,  produzida pelo jornal GRIFO, com abertura às 19h, no Clube de Cultura em Porto Alegre (rua Ramiro Barcelos, 1853). São 38 desenhos de 18  cartunistas e mais um painel coletivo de 250cm X 176 cm.

    Cartun de Tarso/ Divulgação

    A exemplo de “Fica em Gaza”, de janeiro de 2024, esta mostra questiona motivos e responsáveis por mais de 48 mil mortes, além de destruição de casas, escolas, hospitais, estradas, cerceamento de ajuda humanitária e corte de energia elétrica.

    Cartun de SCHRÖDER / Divulgação

    A exposição acontece entre 25 março e 19 de abril e tem o apoio de Grafar, CUT/RS, Clube de Cultura, Associação Cultural José Marti, Associação José Marti/RS, Fepal, SindJoRS e Fenaj.

  • Mostra “Identidades” celebra os cinco anos da Galeria Escadaria, com imagens de sete fotógrafos
    Foto: Jorge lansarin / Divulgação

    Mostra “Identidades” celebra os cinco anos da Galeria Escadaria, com imagens de sete fotógrafos

     Para comemorar seus cinco anos de existência, a Galeria Escadaria selecionou sete fotógrafos – dois de São Paulo e cinco do Rio Grande do Sul – para compor a coletiva  “Identidades”, que abre no dia 23 de março (domingo), a partir das 16h, no Pier da Usina do Gasômetro. Com curadoria do produtor e fotógrafo Marcos Monteiro e execução da Acontece Eventos, a exposição fotográfica reúne estilos sui generis, estabelecendo novas linguagens e percepções, expressadas em 20 grandes painéis. A visitação segue até final de maio, diariamente, no espaço ao ar livre.

    Foto: jorge_lansarin/Divulgação

    Durante esses cinco anos a Galeria Escadaria realizou 24 exposições individuais e coletivas, sendo a única no gênero no Brasil. A galeria teve seu início na Escadaria “Verão” do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros e em função da reforma no local, mudou-se para o Pier da Usina do Gasômetro, cartão postal de Porto Alegre. De frente para o pôr do sol do Guaíba, recebe cerca de 30 mil visitantes por mês.

    PARTICIPANTES:

    Foto: NARIO_barbosa/Divulgação
    Foto: NARIO_barbosa/ Divulgação

    Nario Barbosa – Fotojornalista e documentarista com 20 anos de jornada, representado pela Galeria OMA em São Paulo. Realizou inúmeras exposições individuais e coletivas e tem seu trabalho na coleção do Museu Nacional de Belas Artes.

    Foto: Luana Martinez/ Divulgação
    Foto: Luana Martinez/ Divulgação

    Luana Lessa Martinez – Natural de São José dos Campos (SP), explora o cotidiano do mundo ao seu redor de uma forma totalmente singular. Em sua curta jornada como fotógrafa, foi convidada para participar de diversas exposições em Tóquio, Suécia, Portugal, tendo seu trabalho publicado na Olympus Passion Magazine, entre outros.

    Jorge Lansarin – Apaixonado pelo fotojornalismo, o porto-alegrense  transforma instantes cotidianos em narrativas visuais impactantes. Integrante do Foto Clube Porto-Alegrense, captura a essência dos momentos com um olhar apurado, acreditando que “a vida é uma fotografia”. Nesta exposição apresenta a série “Pampa Gaúcho”, realizada no interior de Quaraí, na região da fronteira Oeste do RS, onde explorou a estância centenária do Jarau.

    Foto: mario carvalho/Divulgação
    Foto: mario_carvalho/ Divulgação

    Mario Carvalho é fotógrafo e músico natural de Porto Alegre. Considera que a arte na fotografia é uma expressão de forças com formas de luzes, sombras e cores. Seus registros refletem uma conexão dos seres ao nosso redor com o mundo, onde é possível perceber diferentes cenários interligados pela pluralidade das situações cotidianas. Integrou várias exposições coletivas. Fez uma individual sobre a Índia em 2018 na Fundação Sicredi, em Porto Alegre, com curadoria de Dedé Ribeiro.

    Foto: Cynthia Feyh Jappur/ Divulgação
    Foto: cynthia_feyh_jappur_/Divulgação

    Cyntia Feyh Jappur – De Porto Alegre, a promotora de Justiça e fotógrafa durante a pandemia  aprofundou seus estudos na fotografia. Logo surgiram inúmeros convites para expor seus trabalhos, e neste curto espaço de tempo participou de 12 exposições nas principais galerias e museus da capital gaúcha, como: Galeria Porão da Prefeitura Municipal de POA,  Galeria Gravura, Espaço Cultural Correios, Galeria Escadaria, Occa Moderna, Espaço 373, entre outros.

    Foto: Zulaine Santos/ Divulgação

    Zulaine Santos – Fotógrafa e artista visual de interesses múltiplos, frequentou o Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre por uma década, e a partir de 2015 passa a explorar a fotografia como linguagem expressiva. Fez cursos com grandes nomes da fotografia gaúcha, fez várias exposições individuais e coletivas nos principais espaços culturais de Porto Alegre. Foi selecionada em 2019 no programa Microcrédito, da Secretaria Municipal de Cultura de Canoas, com o Projeto de Pesquisa “Simplesmente ASAS” Pássaros de Canoas. O trabalho “O Sol como Testemunha”, apresentado nesta exposição, tem a curadoria de Fernando Schmitt.

    Foto: Ruy Varella /Divulgação
    Foto: Ruy Varella/ Divulgação

    Ruy Varella – De Porto Alegre, é fotógrafo jornalista desde 1982, tendo realizado  várias exposições individuais e coletivas. Seu trabalho é encontrado em coleções como MASP e Pirelli, em São Paulo e Milão, na Itália. Promove atividades na área de proteção ambiental, em reservas ecológicas de todo o Brasil. Realizou por muitos anos trabalho de pesquisa de Foto-química em Preto e Branco. Fez diversos trabalhos para o governo do RS pela Secretaria do Meio-Ambiente (SMAM) e tem participação em diversos livros.  “450 anos de São Paulo”, “Um olhar sobre o Brasil” e “Arte Brasileira nos Acervos de Curitiba” são alguns deles. Atualmente desenvolve trabalho ambiental na Selva Amazônica, Pantanal e biomas brasileiros.

    Servico:

    Abertura: 23 de março (domingo) de 2025, a partir das 16h.
    Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre
    Encerramento: Final de maio de 2025.
    Visitação: Diária, ao longo de 24h.
    Contato: com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp  (51) 9935-0608 ou com a jornalista Vera Pinto (51) 99104-1372.

    Entrada franca.

  • Paulinho da Viola celebra sua história em “Quando o Samba Chama”
    Foto: Samanta Flôor

    Paulinho da Viola celebra sua história em “Quando o Samba Chama”

    Quem nunca assistiu Paulinho da Viola ao vivo, certamente, tem uma grata surpresa. Não unicamente pela figura calma, serena, quase tímida em palco, mas também pela beleza e simplicidade de sua voz que, além de afinadíssima, traz um acalento para a alma em arranjos complexos que, nesse soar, parecem tão simples. Parece impossível não trazer um pouco da própria história quando se assiste a um show desses, que revisita a própria história do artista, com suas parcerias e colaborações, assim como a sua construção como músico.

    Foto: Samanta Flôor

    O show, claramente, é uma celebração à vida. Uma celebração às origens e uma celebração aos que virão. A presença de Beatriz Rabello, sua filha, em palco, cantando lindamente e enfatizando como o Samba ainda é um ambiente prioritariamente masculino (e, ironicamente, mostrando que o palco só tinha ela de mulher) e seu filho violonista João Rabello, ao lado do pai o show inteiro, mostram que temos grandes músicos para perpetuar essa história.

    Foto: Samanta Flôor

    E quando se vê um show de estrutura simples no Araújo Vianna é quando o grande artista desponta. O cenário era praticamente um telão, por onde se passaram imagens e animações (in memoriam) assinadas pelo parceiro de longa data, Elifas Andreato, que, assim como outros grandes nomes, como Zé Keti, Cartola, Monarca, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus, foram exaltados como figuras enfáticas em sua carreira musical. A direção de arte não deixou em nada a desejar, não apenas enaltecendo tais figuras, mas sutilmente criando desenhos de luzes que nos mostram que também estávamos de frente a uma figura que já tem seu nome marcado na história do Samba.

    Foto: Samanta Flôor

    Paulinho da Viola e seu jeito discreto em palco revisitou não apenas amigos, mas histórias que nos remeteram a como as coisas funcionavam antigamente, inclusive desmistificando a tal competitividade da Portela e da Mangueira, contando que outrora (como até hoje) se visitava os barracões dos “adversários”. Sua interação com o publico é gentil e sutil, e sua gentileza em dividir sua história nos permite ter outra visão sobre o Samba.

    Quem acha que esse jovem senhor de 82 anos está perdendo seu pique, por um setlist que, além de grandes sucessos, contava com muitas músicas menos conhecidas e muitos choros, não apenas se surpreende ao vê-lo fazer grande parte do show de pé, mas por nos brindar com um samba no pé no bis, em “No Pagode do Vavá“. Visivelmente emocionado desde que cantou “Para ver as Meninas” – mesmo seguida de “Argumento“, onde a plateia cantou em uníssono – fica claro como o público também é um elemento dessa trajetória, e que também merece ser lembrado e enaltecido.

    Foto: Samanta Flôor

    Parece impossível assistir a “Quando o Samba Chama” sem ser de uma forma afetiva. Não só pelo que Paulinho da Viola simboliza, mas porque sua arte e seu talento nos remete a isso.

    Na minha história, certamente faltou “Coisas do Mundo, Minha Nêga”, mas na história dele, essa música ficou num disco ao vivo no passado. E talvez essa seja a beleza que a música como arte anda perdendo de muitas formas: permitir que as histórias se entrelacem e construam novas narrativas.

     

    Fotos Samanta Flôor

     

     

     

     

     

  • Convite para o encerramento da mostra “Trajetória: Nelson Boeira Faedrich”

    Convite para o encerramento da mostra “Trajetória: Nelson Boeira Faedrich”

     

    O curador de arte José Francisco Alves está fazendo um convite:

    “Este sábado, 15 de março, às 10h, vamos fazer uma conversa de encerramento da mostra:

    Trajetória: Nelson Boeira Faedrich

    Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Biermann Pinto

    Local: Casa da Memória Unimed Federação/RS

    Rua Santa Terezinha, 263 – Bairro Farroupilha (quase esquina Av. Venâncio Aires).

    Evento gratuito, sem inscrições, há acessibilidade universal, o espaço cultural possui jardim externo e as áreas internas são climatizadas.

    Vamos apresentar, como uma conversa, imagens e informações sobre as novidades que a pesquisa apurou a respeito da enorme produção do artista – cuja investigação ainda não se encerrou e que resultará em um livro.

    Não apenas sobre a pintura do artista, mas também sobre as epopeias editoriais que foram os livros Lendas do Sul (1953/1974) e Contos Gauchescos (1983), ilustrados por ele, além de descobertas interessantes de sua carreira, especialmente sobre sua produção no Correio do Povo (1932-1935 e 1969-1974).

    Conversaremos, ainda, sobre a até então desconhecida participação de Faedrich, com destaque, em uma exposição internacional de pôsteres (cartazes), realizada em Nova Iorque (1941) e Washington (1942), organizada pela célebre curadora de artes gráficas americana Mildred Constantine (1913-2008).

    Em breve sairá um e-book com muito mais informações e imagens que aquelas que foram possíveis inserir no catálogo impresso (44 p.), lançado em 25 de janeiro.”

  • FIDPOA coloca Porto Alegre no mapa mundial da dança
    Balé clássico -Estúdio- Foto: Daniel-Martins/ Divulgação

    FIDPOA coloca Porto Alegre no mapa mundial da dança

     

    A capital gaúcha vai receber o FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre, que está com inscrições abertas e já distribuiu mais de 400 bolsas nacionais e internacionais desde sua criação.

    Imagine se apresentar para jurados das principais companhias mundiais, da França, da Itália, dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha e da Holanda e ainda concorrer a bolsas de estudo nesses países. É isso o que FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre proporciona aos seus participantes. O festival está com inscrições abertas para bailarinos de todo o Brasil e da América Latina até o dia 30 de março. O regulamento completo e as inscrições estão disponíveis no site www.fidpoa.com. O 4º FIDPOA será realizado de 25 a 31 de agosto no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.

    Jurados-Internacionais-FIDPOA-Foto: Daniel-Martins/ Divulgação

    O 4º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Zaffari e tem o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio master do Grupo Zaffari, e patrocínio da Lactalis Brasil e do Icatu Seguros.

    Criado em 2018, o FIDPOA chega a 4ª edição com números impressionantes. Em suas três edições anteriores contou com mais de 4.500 participantes de todo o Brasil e do exterior. O Festival trouxe grandes nomes da dança de 15 países que tiveram o papel de avaliar esses talentos da dança. Além disso, distribuiu mais de 400 bolsas nacionais e internacionais e mais de 1 milhão em prêmios.

    Carlla e Vera Bublitz-Foto: Estudio-Daniel-Martins/Divulgação

    O Festival nasceu do sonho da fundadora Carlla Bublitz, que está à frente da escola de dança Ballet Vera Bublitz, ao lado de sua mãe, Vera. “Durante muitos anos, levamos nossos prodígios da dança para testes e cursos nas principais companhias do mundo. Muitos fizeram carreira no exterior e ainda fazem. Com o FIDPOA, invertemos a lógica e trazemos para o Brasil os principais ícones da dança mundial que vêm para o país como jurados para prospectar nossos talentos”, conta Carlla.

    O FIDPOA é uma oportunidade única para milhares de brasileiros e latino-americanos que fazem da dança seu projeto de vida. É uma vitrine internacional que se abre a partir de um festival realizado no Brasil. As inscrições estão abertas para bailarinos de 9 a 35 anos, dependendo da categoria. Os interessados podem se inscrever em ballet clássico de repertório, ballet clássico livre, dança contemporânea, jazz e danças livres, como danças urbanas, danças tradicionalistas e danças de salão, entre outras. A seleção é feita por vídeo e podem se inscrever em categorias solo, duos, trios e conjuntos. Os bailarinos são avaliados em artisticidade e técnica, escolha de repertório e desenvolvimento coreográfico.

    Na trajetória de premiações, alguns nomes que passaram pelo festival já conquistaram espaços no mundo. É o caso do carioca Rui César Cruz, melhor bailarino do FIDPOA em 2018 e em 2019, que veio do Grupo Cultural de Dança – Iha, no Rio de Janeiro, e agora integra o Miami City Ballet, nos Estados Unidos.

    Dança contemporânea no FIDPOA. Foto: Karine Viana/ Divulgação

    Além do Festival

    O FIDPOA é mais do que uma vitrine para os talentos da dança. É também uma oportunidade de aprendizado. Isso porque boa parte dos ícones mundiais de ballet que virão para o Brasil para serem jurados também oferecerão Master Classes não só para os participantes da mostra competitiva, mas também para quem se inscrever e quiser aprender com os grandes mestres.

    SERVIÇO

    4º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
    Data: 25 a 31 de agosto
    Local: Teatro do Bourbon Country
    Inscrições para a Mostra Competitiva: www.fidpoa.com
    Período: até 30 de março
    Instagram: @fidpoa

     

  • Pintor Erico Santos mostra locais icônicos da arquitetura da capital, no Paço Municipal
    Paço Municipal, 80 x 110 cm/ – Divulgação

    Pintor Erico Santos mostra locais icônicos da arquitetura da capital, no Paço Municipal

    O consagrado artista visual expõe quadros de locais ícones do patrimônio arquitetônico de Porto Alegre, no Museu de Arte do Paço Municipal, entre 27/3 e 23/5, com curadoria de José Francisco Alves

    Mercado Público, 60 x 60 cm/Divulgação
    Brique da Redenção, 80 x 100 cm/ Divulgação

    No aniversário de 253 anos da capital gaúcha não poderia faltar uma exposição inteiramente dedicada à data. “Paisagens de Porto Alegre na pintura de Erico Santos” cumpre o papel de homenagear a cidade, e seus moradores, e o faz ousadamente em meio à realização de dois grandes eventos culturais que dominam os espaços expositivos locais, a 14ª Bienal do Mercosul e o Portas para a Arte.

    Erico Santos em frente ao Museu de Arte do Paço, local de sua exposição – foto Carlos Souza/ Divulgação

    “Paisagens de Porto Alegre”, além do aniversário da capital, assinalado oficialmente em 26 de março, celebra também os 50 anos de carreira de Erico, um dos principais nomes das artes visuais no estado. O local da exposição dos 18 óleos produzidos entre o último agosto e fevereiro passado não poderia ser mais adequado: o Museu de Arte do Paço.

    Praça dos Açorianos, 40 x 80 cm/Divulgação
    Ponte de Pedra, 60 x 80 cm/Divulgação

    O Paço Municipal, aliás, adornado pela Fonte Talavera, é uma das joias arquitetônicas retratadas na mostra, que tem a curadoria de José Francisco Alves, doutor em História da Arte e especialista em Patrimônio Cultural.

    Paço Municipal, 80 x 110 cm/ – Divulgação

    “Erico usa uma paleta vibrante e harmoniosa, que transmite uma sensação de luminosidade. Tons quentes e frios proporcionam um contraste equilibrado, em composição que confere profundidade. As pinceladas soltas e expressivas, e o uso da luz e sombra, sugerem uma atmosfera dinâmica e cheia de movimento”, escreve Alves sobre a série.

    Mercado do Bom Fim, 70 x 100 cm/Divulgação
    Cine Capitólio, 50 x 40 cm/Divulgação
    Parque Moinhos de Vento, 50 x 40 cm/Divulgação

    Por sua vez, o escritor Armindo Trevisan, também em texto para a exposição, anota que Erico “resolveu privilegiar locais que carregam o patrimônio memorialístico dos porto-alegrenses”, referindo-se aos locais retratados. Para Trevisan, a visão de Erico é “substanciosa e saudável” e sua estética “se mostra superior e alérgica ao consumismo visual”.

    Pôr do sol em POA, 80 x 100 cm/Divulgação
    Igreja Nossa Senhora das Dores, 70 x 100 cm/Divulgação
    O Guaíba e Porto Alegre, 40 x 80 cm/Divulgação

    Morador de Porto Alegre desde 1981, o artista diz que retratar a cidade é “retratar a minha mais sincera relação de amor a um lugar. Além de ser um belo e agradável lugar, cheio de árvores, pássaros, e um magnífico lago, seus prédios históricos não perdem para os das melhores cidades do mundo em requinte arquitetônico. Aqui encontrei a minha namorada, há 44 anos, que me deu os meus dois filhos. Porto Alegre é uma paixão e uma vida para mim”.

    Praça da Alfândega, 50 x 60cm/Divulgação
    Praça XV de Novembro e Mercado Público, 60 x 80 cm/Divulgação
    Theatro São Pedro, 80 x 110 cm/Divulgação

    Erico nasceu em Cacequi, na região central do Rio Grande do Sul, mas se criou em Santa Maria, onde, ainda menino, surgiu o interesse pelas artes. Jovem, foi para São Paulo e trabalhou como restaurador no atelier do italiano Renzo Gori. Entre um restauro e outro, também pintava, e seus trabalhos eram levados por marchands.

    Centro Histórico, 50 x 40 cm/ Divulgação

    Desde 2007, Erico mantém atelier em Milão, sua base nos cerca de seis meses que passa na Europa a cada ano – ele descende de italianos por parte de mãe (família Di Primio) e sua mulher, Paola, é nascida na terra de Michelangelo e Leonardo da Vinci.

    Viaduto Otávio Rocha, 50 x 60 cm/ Divulgação

    Em razão desses laços, o artista, cuja personalidade é marcada pela discrição, deixa transparecer uma ponta de orgulho por ter obras em permanência nas galerias Lazzaro, em Milão, Immagine, em Cremona, e Satura, em Gênova.  Em 2013, Erico Santos foi premiado na V Bienal de Arte Contemporânea de Gênova.

    SERVIÇO

    Exposição: “Paisagens de Porto Alegre na pintura de Erico Santos”

    Local: Museu de Arte do Paço (Praça Montevideo, 10, Centro Histórico)

    Curadoria: José Francisco Alves

    Abertura: 27 de março, às 18h

    Visitação: até 23 de maio

    Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

    Entrada gratuita

  • 80 anos de Elis Regina: programação especial revisita a vida e a obra da cantora

    80 anos de Elis Regina: programação especial revisita a vida e a obra da cantora

    Mostra Elis 80 tem shows, bate-papos, audições comentadas, mostra de filmes, visitas guiadas e Samba do Quintana
    Elis Regina morreu aos 36 anos, em janeiro de 1982. Completaria 80 anos no dia 17 de março deste ano.

    Uma programação especial na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Instituto Estadual de Música (IEM) e  Cinemateca Paulo Amorim  vai marcar a data.

    “Elis 80” terá  espetáculos musicais, entrevistas, audições de álbuns, mostra de filmes e visitas guiadas ao acervo da artista.

    As atividades, que têm curadoria da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, iniciam no próximo dia 11 e seguem até o fim de março.

    Um dos destaques é a participação da atriz e cantora Laila Garin, que interpreta a artista no espetáculo “Elis, a Musical”, em cartaz desde 2013 e já visto por mais de 350 mil pessoas.

    Laila é a convidada de uma edição especial do Samba do Quintana, que ocorre no dia 16 de março (domingo) e vai apresentar sambas que ficaram conhecidos pela interpretação de Elis, como “O bêbado e a equilibrista”, “Madalena” e “Tiro ao Álvaro”.

    No dia seguinte, 17 de março, dia do aniversário da Pimentinha, o público poderá conferir o show “Laila Garin canta Elis”.

    Em um palco montado na Travessa dos Cataventos, a artista vai apresentar sucessos como “Fascinação”, “Reza”, “Upa, neguinho”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Arrastão” e “Como nossos pais”, entre outras. Laila será acompanhada pela diretora de “Elis, a Musical”, Cláudia Elizeu, no piano, e por Thais Ferreira no violoncelo.
    Acervo reaberto e Clube do Guri
    O Acervo Elis Regina será reaberto no dia 15 de março (sábado), na CCMQ. Inaugurado em 2005, o espaço conta com um violão que pertenceu à cantora, fotos e discos, entre outros objetos que retratam sua trajetória.

    A reabertura da exposição permanente ocorre após reformulações no espaço e inclusões de novos itens (como uma imagem da cantora com o escritor Caio Fernando Abreu), provenientes do acervo da artista no Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS.
    Em 16 de março (domingo), às 10h, ocorre a estreia do projeto “Vozes do Acervo”, promovido pelo IEM, Discoteca Natho Hehn e RS Criativo (os dois últimos também instituições da Sedac) com intuito de apresentar a crianças e jovens obras musicais de grandes intérpretes gaúchos.

    A primeira edição, intitulada “Elis, para sempre!”, pretende reproduzir o Clube do Guri, programa de auditório de sucesso nas décadas de 1950 e 60 e palco onde estreou Elis Regina. Oito meninas entre oito e 13 anos vão se apresentar, sob direção musical de Luciano Maia e com preparação vocal de Paola Kirst. A atividade acontece na sala Carlos Carvalho, com entrada franca, mediante lotação do espaço.

    “A mostra Elis 80 reforça o caráter transversal, com múltiplas linguagens artísticas, que caracteriza a Casa de Cultura. A programação reflete ainda nossa preocupação em atualizar acervos e memórias sob suas mais diversas formas, mas vai além, estendendo-se para ações de formação de novos talentos, como no projeto ‘Vozes do Acervo’, cujo legado pretende ultrapassar gerações”, comenta a diretora da CCMQ, Germana Konrath.
    Entrevistas, audições e filmes
    O público poderá conferir três entrevistas, seguidas de audições comentadas de álbuns de Elis, no auditório Luis Cosme. Será nos dias 11, 18 e 25 de março (terças-feiras), dentro do projeto “CCMQ convida: A história do disco – especial Elis 80”.

    A Casa de Cultura receberá a realização de três gravações com plateia do podcast “A História do Disco”, para entrevistas com nomes de referência na área, incluindo o biógrafo da cantora, Arthur de Faria, e o jornalista Juarez Fonseca, entre outros.

    As gravações ocorrerão às 19h e serão seguidas por audições de álbuns selecionados.

    Os episódios serão veiculados na Rádio Quintanares e, posteriormente, disponibilizados em plataformas de áudio. O conteúdo também será editado para compor o acervo da artista.

    “A História do Disco” é um programa criado e apresentado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. No ar desde 2020, é um dos podcasts de música mais ouvidos no Brasil pela plataforma Spotify Brasil. Ao longo de cinco anos, já contou com participações de artistas como Tom Zé, Adriana Calcanhotto, Charles Gavin, João Barone e Rodrigo Amarante, entre outros.
    Nos dias 15 e 22 de março (sábados), às 15h, a Cinemateca Paulo Amorim, vinculada ao Instituto Estadual de Cinema (Iecine), realizará uma exibição gratuita do documentário “Elis & Tom, só tinha de ser com você” (de Roberto de Oliveira e Jom Tom Azulay). Após a sessão, será oferecida ao público uma visita mediada ao acervo recém-remodelado.

    “Elis & Tom, só tinha de ser com você” integra uma mostra especial em homenagem a Elis Regina, que será promovida pela Cinemateca na semana de 15 a 23 de março, com uma série de documentários sobre compositores e artistas que contribuíram com a carreira da cantora, como “Belchior – apenas um coração selvagem”, de Camilo Cavalcanti e Natália Dias. A programação completa será divulgada em breve.
    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul, patrocínio prata da Hyundai, Lojas Renner e EDP, apoio de Tintas Renner, Banco Topázio e iSend e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.
    Um ícone nacional
    Para a curadora da mostra, Bruna Paulin, “Elis 80 pretende ser uma grande celebração e um resgate à memória da artista, assim como também uma homenagem às mulheres, no mês em que destacamos o Dia Internacional da Mulher. Elis não foi somente uma cantora que emocionava e encantava, mas uma intérprete que, com seu talento, transformou em definitivas suas versões de composições de diversos autores. Além disso, foi uma incansável pesquisadora musical, já que descobriu e revelou diversos talentos da nossa música, como Belchior, Milton Nascimento e Ivan Lins, entre outros, sendo fundamental na revelação e no impulsionamento da carreira de diversos artistas”, declara. Para Paulin, “reunir diversos institutos, espaços e o time da CCMQ em torno dessa grande celebração está sendo um trabalho emocionante e muito especial, como Elis merece”.
    Nascida no bairro do IAPI, em Porto Alegre, Elis Regina é considerada uma referência na música popular brasileira, com relevância reconhecida como intérprete, pesquisadora musical e artista.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Obra de R$ 6,6 milhões: Governo Federal financia reforma do Memorial do Rio Grande do Sul
    Antigo prédio dos Correior, foi tombado em 1980. Foto: Solange Brum – Ascom Sedac.

    Obra de R$ 6,6 milhões: Governo Federal financia reforma do Memorial do Rio Grande do Sul

    Começam em uma semana as obras de restauração do Memorial do Rio Grande do Sul, prédio histórico localizado na Praça da Alfândega,  no centro de Porto Alegre.

    Um evento na segunda feira, 17/03, às 11h, vai marcar o início dos trabalhos, com a presença do superintendente do IPHAN, Raphael Passos;  a secretária  da Cultura, Beatriz Araujo; o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio, Eduardo Hahn e representantes dos Correios, dirigentes, servidores e parceiros das instituições envolvidas.
    Os recursos para a obra, no valor de R$ 6,62 milhões, são provenientes do programa federal PAC Cidades Históricas e abrangem melhorias nas instalações da antiga sede dos Correios e Telégrafos, onde funcionam três instituições da Secretaria Estadual da Cultura: o Memorial do RS, o Arquivo Histórico do RS e o Museu Antropológico do RS, além do Espaço Cultural Correios.
    Projeto do arquiteto alemão Theodor (Theo) Wiederspahn, prédio foi construída entre 1910 e 1913, e tombada pelo Iphan em 1980.

    O prazo previsto para execução total do projeto de restauração é de 18 meses, a contar do início da obra, conforme o Termo de Compromisso firmado em dezembro de 2023 pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Iphan.
    Para a execução dos serviços, foi contratada a empresa Estúdio Sarasá, referência nacional no campo do patrimônio cultural, que já está atuando em parceria com o Memorial do RS nas atividades que integram a proposta de “canteiro aberto”: ao longo do período da obra (2025-2026), serão oferecidas a diferentes públicos oportunidades de fazer visitas mediadas ao prédio e participar de encontros para compartilhamento de conhecimentos técnicos, bem como para valorização de saberes e ofícios relacionados à proteção dos bens culturais tombados.