A exposição “Clarices”, da artista visual gaúcha Graça Craidy, será aberta nesta quarta-feira (24/04), às 18h, na Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis – Sala José Cipriano da Silva.
A mostra, em homenagem à célebre escritora Clarice Lispector, permanecerá em cartaz até 14 de junho. A mostra já foi vista em Porto Alegre, na cidade do Rio de Janeiro, em Niterói e em Brasília, em espaços culturais dos Correios; e, em São Paulo, na galeria do Conjunto Nacional, entre outubro de 2022 e setembro de 2023. A intenção da artista é ajudar a popularizar e manter viva a obra da escritora.
Graça Craidy no Mercado Público de Florianópolis. Foto: Carlos Souza/ Divulgação
Graça apresenta Clarice em diferentes situações e fases da vida: a autora trabalhando em casa com a máquina de escrever no colo e o cigarro nos lábios; a esposa de diplomata que morava no exterior dividida entre a vida conjugal e o desejo de autonomia; a mãe de dois filhos; a tutora do cão Ulisses, por exemplo.
Exposição Clarices” abre dia 24de abril em Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis. Foto Carlos Souza/ Divulgação
“Embora Clarice Lispector tenha partido há 47 anos, sua prosa se faz muito necessária neste momento histórico de vazio existencial e valorização equivocada do aparente e do fútil”, diz a artista que vive e tem atelier em Porto Alegre.
Exposição, com abertura marcada para o dia 25 de abril, no IAB RS, relembra o fim da ditadura no país
No dia 25 de abril Portugal relembra os 50 anos da Revolução Portuguesa. Nesta data, em 1974, ocorreu o evento conhecido como Revolução dos Cravos, marcando o fim da ditadura salazarista. Para relembrar a data, o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio Grande do Sul (IAB RS) e a ADUFRGS Sindical, com apoio do Consulado Português, inauguram a exposição “Portugal, 50 anos da Revolução dos Cravos”, a partir de uma coleção de cartazes da época colecionados pela arquiteta e pesquisadora Daniela Fialho. A abertura ocorrerá no dia 25 de abril, às 18h45, no Solar do IAB (Rua General Canabarro 363, Centro Histórico, em Porto Alegre). A entrada é franca.
A ditadura portuguesa iniciou-se por volta de 1933, momento em que António de Oliveira Salazar foi alçado ao poder. Ele foi substituído por Marcello Caetano em 1968, que foi deposto, então, no dia 25 de abril de 1974. A Revolução dos Cravos foi feita pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composto em sua maioria por capitães que participavam da Guerra Colonial, e teve como símbolo o cravo, que no dia dos eventos foi colocado na ponta das baionetas dos soldados, ofertado por uma mulher – Celeste Martins Caeiro. A guerra tentava manter o Império Português e impedir a independência de suas colônias, principalmente as africanas: Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, entre outras.
A Revolução dos Cravos implantou em Portugal um regime democrático, as colônias obtiveram a sua independência e foi elaborada uma nova Constituição, a de 25 de abril de 1976. No momento em que se discute no mundo a importância da democracia, levando em consideração os acontecimentos no Brasil nos últimos anos, bem como a ascensão de movimentos de direita no mundo, comemorar os 50 anos da Revolução Portuguesa permite pensar sobre a importância da democracia e das questões que a envolvem.
As 47 peças que serão expostas ao público pela primeira vez em Porto Alegre fazem parte do acervo pessoal da arquiteta Daniela Fialho, que residiu com os pais em Portugal nos anos 1970. “Na época meus pais temiam ser presos no regime da ditadura aqui no Brasil, e estavam pensando em irem para a França. Eles conheciam um português exilado no Brasil por conta da ditadura salazarista. Após a Revolução, ele voltou ao seu país e convenceu meus pais a irem para lá também”, relembra.
A chegada ocorreu em novembro de 1974, após o 25 de abril. Daniela, com 12 anos de idade, acompanhou o restante do movimento revolucionário, que se estendeu até 1976, com as eleições e a constituição. Ela conta que passou a colecionar os cartazes ligados a revolução e suas manifestações. “Eu os fixava nas paredes do meu quarto, e quando voltamos para o Brasil em 1980 fiquei com pena de me desfazer deles e os trouxe comigo”, conta. “Durante muito tempo fiquei pensando o que fazer com eles, até que nesse ano, com os 50 anos da Revolução, me articulei com o IAB RS e a ADUFRGS Sindical para pensarmos em uma exposição. Acredito que são peças bastante significativas da época”, finaliza.
Serviço
Exposição “Portugal, 50 anos da Revolução dos Cravos”
Coquetel de abertura: 25 de abril, às 18h45
Local: Solar do IAB – Rua General Canabarro 363, Centro Histórico, em Porto Alegre
Visitação até o dia 25 de maio
Horários: 10h às 12h, e das 14h30 às 17h, de segunda a sexta.
Escola tradicional gaúcha leva 13 bailarinas para uma das mais importante competição mundial da dança, o World Ballet Competition e entre elas, a atual medalhista de ouro na edição do ano passado, Alicia Prietsch.
Segundo o material de divulgação, Vera Bublitz tem uma importante missão neste mês: acompanhar as bailarinas finalistas de sua escola no World Ballet Competition, que será realizado de 23 a 26 de abril, na Flórida, nos Estados Unidos. Neste ano, a 17ª edição de uma das mais importantes competições de dança do mundo conta com a participação de mais de 300 participantes de 25 países, entre eles, 13 bailarinas do Ballet Vera Bublitz, de Porto Alegre.
“É com muito orgulho que vejo, mais uma vez, nossas bailarinas BVB em destaque em uma competição internacional da dança. É o reconhecimento da persistência, da técnica e da graça de nossos talentos que começaram bem cedo nessa trajetória e seguem brilhando nos palcos daqui e do mundo”, ressalta Vera Bublitz.
Com 11 anos, Alicia Prietsch volta ao World Ballet Competition depois de levar a medalha de ouro como solista, com o primeiro lugar na categoria introdutória da competição em 2023. Nesta edição, ela concorre como solista, com duas coreografias de ballet de repertório, Harlequinade e Giselle, e uma de contemporâneo, Corpo Líquido, e ainda participa de uma apresentação em grupo.
Vera Bublitz e bailarinas rumo ao World Ballet Competition – Fabiele Parizotti/ Divulgação
O Ballet Vera Bublitz emplaca sete solistas nesta edição. Além de Alicia e Antonella Feberati Algeri, que recentemente se destacou em participações em Portugal, integram o time de solistas as bailarinas Catarina Kallfelz da Costa, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi e Marina Miguel Starosta. Elas apresentam solos de ballet de repertório e contemporâneo.
Em grupo, a coreografia autoral Seres da Floresta, do Ballet Vera Bublitz, da coreógrafa Celicia Santos, está na final do World Ballet Competition, depois de ter conquistado o primeiro lugar no Sul em Dança, em setembro do ano passado. Participam da apresentação as bailarinas Alicia Araujo Soares, Alicia Prietsch, Catarina Kallfelz da Costa, Cecília Gerling, Gabriela Dal Castel Russowski, Isabele Ribeiro de Oliveira, Júlia Treméa Spolidoro, Larissa Barbosa Silveira, Manuela Matos Parizotti, Maria Carolina Bianchi, Mariana Pedone Barroco e Marina Miguel Starosta.
Para Vera Bublitz, a presença de sua escola no World Ballet Competition com um grupo tão significativo é mais um presente pela comemoração dos seus 80 anos, completados em fevereiro. “Minha alegria é a dança. É ver essas bailarinas tão jovens se desenvolverem em busca de seus sonhos”, completa.
Resultado de ampla pesquisa que envolveu seminário e oficina, o grupo retrata a personagem Pai Ubu, criada pelo francês Alfred Jarry (1873-1907), precursor do teatro contemporâneo
Ubu Tropical – Foto_Eugênio Barbosa/ Divulgação
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz fará novas apresentações de Ubu Tropical. O espetáculo estará dias 21 e 28 de abril, domingos, no Parque da Redenção, próximo ao Monumento ao Expedicionário. A cada domingo serão duas apresentações gratuitas, às 12h e 16h.
Segundo o material de divulgação “Os bufões do Ói Nóis Aqui Traveiz vão contar a história do Pai Ubu, símbolo do cinismo, destruição e estupidez. Em cena, as peripécias de uma personagem grotesca e cruel que, incitado por Mãe Ubu, assassina o Rei da Polônia e coroa a si mesmo, iniciando uma longa série de atrocidades que incluem traições, roubos, corrupção e assassinatos. Personagem ambicioso, covarde e irracional, o legendário Pai Ubu relembra, em chave humorística, o que o Brasil viveu nos últimos anos com um governante autoritário e demente.
Ubu Tropical. Foto:Maíra Flores/ Divulgação
A personagem Pai Ubu foi criada pelo francês Alfred Jarry (1873-1907) precursor do teatro contemporâneo e fundador de uma nova concepção estética e ideológica de onde beberam as vanguardas do século XX, como dadaístas, surrealistas, o teatro do absurdo, e grande parte do humor grotesco atual. Jarry desenvolveu uma interessante saga com as peças Ubu Rei, Ubu Cornudo, Ubu Acorrentado e Ubu na Colina, entre outras, de comédia bufa e as vezes, escatológica e absurda. A provocação de Ubu chega, inclusive, ao universo da linguagem, inventando palavras e chamando atenção para um mundo aparentemente ordenado e progressista, mas que a todo momento cria os seus brutais Ubus.
Ubu Tropical – Foto_Eugênio Barbosa /Divulgação
A encenação do Ói Nóis Aqui Traveiz parte da figura do bufão. São os atuadores como bufões que encenam a peça. O bufão é o ser dos paradoxos, das antíteses, o personagem do avesso e do direito, da negação e da afirmação. Sua função é de dizer alto o que se pensa baixo: ele desvela o não-dito, o interdito, o latente ou o recalcado. O bufão está ligado à rua, à praça, sendo o representante de uma reunião de vozes de contestação e de transgressão.
O grupo iniciou sua pesquisa sobre a personagem Pai Ubu ainda durante a pandemia em 2021. Neste ano desenvolveu um seminário e uma oficina sobre a relação da personagem de Jarry com o Tropicalismo e o conceito modernista de antropofagia criado por Oswald de Andrade. Dando seguimento ao estudo apresentou nas ruas a intervenção cênica Parada Ubuesca e em 2022 criou e produziu o filme curta metragem ‘Ubu Tropical’. Durante 2023 desenvolveu esta nova criação coletiva para o Teatro de Rua.
Na criação coletiva estão em cena os atuadores Rafael Torres (Pai Ubu), Helen Sierra (Mãe Ubu), Marta Haas, Keter Velho, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Lucas Gheller, Márcio Leandro, Alex Pantera, Jules Bemfica, Gengiscan, Ellen Hiromi, Kayzee Fashola, Milena Moreira, Fabrício Miranda e Daniel Steil. Na parte técnica e contra regra estão Tânia Farias, Clélio Cardoso e Paulo Flores.
A montagem de “Ubu Tropical” faz parte do Projeto Arte Pública – Criação e Formação. Uma realização da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) e Ministério da Cultura com recursos da emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna.”
UBU TROPICAL –
novo espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
Dias 21 e 28 de abril, em duas sessões por domingo: às 12h e 16h
Parque da Redenção – próximo ao Monumento do Expedicionário
O projeto Arte Pública uma realização da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes) e Ministério da Cultura.
Sob regência de Catherine Larsen-Maguire, a Orquestra interpreta um programa dedicado à música norte-americana, com participação da pianista russa Anastasiya Evsina
Uma das obras orquestrais mais famosas do século 20, “Rhapsody in Blue” foi um sucesso desde a estreia, em 1924. Os acordes concebidos por George Gershwin (1898-1937) chegaram aos ouvidos do grande público de várias formas, desde a abertura do filme “Manhattan”, de Woody Allen, até um comercial da United Airlines amplamente veiculado nos anos 1980. Em 2024, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS), celebra o centenário da obra com o concerto “Rhapsody in Blue 100 anos”, na sexta-feira (19/04). Reconhecida pianista russa radicada no Brasil, Anastasiya Evsina é a solista convidada para executar a peça. A OSPA também recebe a regente Catherine Larsen-Maguire que, assim como Evsina, foi ovacionada na Casa da OSPA no ano passado. O concerto inicia às 20h, na Sala Sinfônica da Casa da OSPA, com transmissão ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube. Os ingressos podem ser adquiridos pela Sympla, por valores entre R$ 10 e R$ 50.
Segundo a regente Catherine Larsen-Maguire, “Rhapsody in Blue” continua inovadora cem anos depois. As suas características de “alegria, energia e ritmo” são fios condutores de todo o concerto da OSPA, que une no repertório três geniais compositores norte-americanos do século 20. De Leonard Bernstein (1918-1990) – maestro e compositor cuja vida foi recentemente retratada no filme “Maestro” –, a OSPA interpreta a abertura da opereta “Candide”, inspirada no conto “Cândido, ou o Otimismo”, de Voltaire. Refletindo o bom-humor do personagem-título, a música é uma exuberante peça que “combina melodias líricas com a ousadia típica de Nova York”, segundo Larsen-Maguire.
Anastasiya Evsina e OSPA em 15-07-2023 Foto: Vitória Proença, divulgação OSPA
Em seguida, a pianista Anastasiya Evsina sobe ao palco da OSPA para interpretar “Rhapsody in Blue”. A obra-prima de George Gershwin construiu uma ponte entre as salas de concerto e os bares de jazz. Entretanto, Anastasiya pontua que a obra às vezes recebe críticas nos dois contextos: “Músicos de jazz frequentemente argumentam que ela não representa o verdadeiro jazz, devido à sua natureza escrita. Por outro lado, músicos clássicos reconhecem seu estilo como jazz, embora muitos críticos sustentem que eles falham em executá-la adequadamente”. Na visão da pianista, Gershwin criou uma obra que funde a expressividade do jazz com a estrutura da música clássica. “Para interpretá-la, é essencial ter sensibilidade ao jazz”, afirma Anastasiya.
Após o intervalo, a OSPA executa a majestosa terceira sinfonia de Aaron Copland (1900-1990), considerado um líder entre os compositores americanos. Segundo Leonard Bernstein, que regeu uma versão famosa da obra com a Filarmônica de Nova York, a sinfonia é “um monumento americano”. O quarto movimento contém a famosa “Fanfare for the Common Man”, cuja melodia traduziu o espírito patriótico dos Estados Unidos no pós-guerra, em 1946. Instantaneamente reconhecível, a composição heroica embala eventos esportivos, filmes hollywoodianos, cerimônias oficiais e até a tradicional festa de Ano-Novo em Times Square, em Nova York.
O público poderá conhecer a fundo o repertório antes do concerto desta semana. O violoncelista da OSPA Murilo Alves falará sobre as especificidades das músicas e seus compositores na palestra do projeto Notas de Concerto, na sexta-feira, às 19h, na Sala de Recitais.
Anastasyia Evsina _ Foto> Christoph Diewald
Anastasiya Evsina (piano – Rússia)
Reconhecida pianista russa radicada no Brasil, Anastasiya Evsina tem se apresentado globalmente. Possui mestrados em piano solo pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscou e em música de câmara pela Academia Gnessin. Já se apresentou em locais prestigiados, como Tokyo Opera City Recital Hall, Minato Mirai Recital Hall (Japão), Palácio Nacional da Cultura, em Sofia (Bulgária), Paderewsky Hall em Lausanne (Suíça), entre outros. Nos últimos anos, Evsina fez uma série de recitais sob o tema “Grandes Compositores-Pianistas”. Em 2023, a pianista foi convidada para ser solista com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS). A TV Senado produziu um documentário no mesmo ano, destacando sua notável carreira.
Catherine Larsen-Maguire_Divulgação- OSPA
Catherine Larsen-Maguire (regente – Reino Unido/Alemanha)
Nascida em Manchester e radicada em Berlim, Catherine Larsen-Maguire realizou seus estudos musicais na Universidade de Cambridge (Inglaterra), na Royal Academy of Music (Londres) e na Karajan Academy (Berlim). Após uma carreira de sucesso como fagotista, que incluiu 10 anos como fagote principal no Komische Oper Berlin, Catherine voltou seu foco exclusivamente para a regência em 2012. Desde então, tornou-se uma regente muito procurada na Europa e na América Central e do Sul. Destaques recentes e futuros incluem concertos com London Philharmonic Orchestra, London Symphony Orchestra, BBC National Orchestra of Wales, Scottish Chamber Orchestra, Deutsches Sinfonieorchester Berlin, Berlin Radio Symphony Orchestra, Orquesta Sinfónica de Galicia, Orchestre du Capitole de Toulouse, Orchestre de Chambre de Paris, Jerusalem Symphony Orchestra, Hong Kong Sinfonietta e Orquesta Filarmónica de la UNAM, entre outras. Atualmente, é diretora musical das Orquestras Juvenis Nacionais da Escócia (National Youth Orchestras of Scotland). Além de compositores canônicos, Catherine tem um interesse especial em música contemporânea, tendo regido estreias mundiais e nacionais de mais de uma centena de trabalhos.
FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
RHAPSODY IN BLUE 100 ANOS
SEXTA-FEIRA, 19 DE ABRIL DE 2024
Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Murilo Alves.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.
Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa ou na Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
O espetáculo teatral “Curiosa Mente do Fim do Mundo ao Começo” é, segundo o material de divulgação, “uma viagem nos Tempos. Entre Grécia, Roma, Bob Marley, Einstein e Mulheres incríveis e Maravilhosas. Amor, Música, Humor e um professor de Cursinho muito Aloprado. Com Oscar Simch (Homem de Perto), Evandro Soldatelli (Logo Ali) e Jottagá Souza Gomes (vem chegando)
Fotos: Pedro Henrique Barbo/ Divulgação
Conduzido pelos atores Oscar Simch e Evandro Soldatelli, com trilha sonora ao vivo de Jotagá Souza Gomes, a montagem propõe um passeio por relatos da arte, gente, tempo e cultura que humanizam o mundo. Ela é composta por oito quadros com histórias sobre personalidades e acontecimentos reais, entre passagens cômicas e dramáticas, que destacam diferentes pessoas que realizaram feitos para transformar a humanidade.
Jotagá Gomes, Oscar Simch e Evandro Soldatelli,/ Divulgação
As apresentações acontecem às 19h30 nos três dias e possuem classificação indicativa de 12 anos. Os ingressos estão disponíveis para compra através da plataforma Sympla a partir de R$20. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3284-2000 ou WhatsApp (51) 98608-5456.
Arte Sesc
É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.
SERVIÇO
Curiosa Mente – Sesc Alberto Bins
Data: 18, 19 e 20/04 (quinta-feira a sábado)
Horários: 19h30 nos três dias
Local: Teatro do Sesc Alberto Bins (Av. Alberto Bins, 665)
Geraldo Hasse
Quem gosta de charlas, tertúlias e milongas literárias sobre a cultura gaúcha e, particularmente, sobre a vida e a obra do escritor João Simões Lopes Neto, tem uma rara chance de forrar o poncho na quinta-feira 18 de
abril, a partir das 18h30m, na Livraria Paralelo 30, rua Vieira de Castro, 48, bairro Farroupilha, em Porto Alegre. No centro da mesa, estará o advogado e professor Carlos Francisco Sica Diniz, autor da mais completa biografia do criador do vaqueano Blau Nunes, personagem que se confunde com 1001 peões do Pampa. A seu lado, sempre pronto a trovar com os presentes, o professor Luis Augusto Fischer, da UFRGS, e o juiz aposentado Fausto Domingues, bibliófilo juramentado que colecionou livros e amigos na ex-Princesa do Sul, onde morou por muitos anos.
Da esq pra direita: Fausto Domingues, Carlos Francisco Sica Diniz e Luis Augusto Fischer no lançamento (dia 14/3 em Pelotas) do livro “João Simões Lopes Neto — uma biografia”, a ser lançado dia 18/4 na livraria paralelo 30 em POA / Foto: Divulgação
É um lançamento de luxo emoldurado por uma centenária coincidência: faz um século que João Simões Lopes Neto (1865-1916) recebeu o primeiro
elogio público do crítico João Pinto da Silva, autor da “História Literária do Rio Grande do Sul”, livro de 1924 em que o contista pelotense mereceu meia dúzia de páginas ao lado de famosos como Alcides Maia, Apolinário Porto Alegre e Marcelo Gama, entre outros.
A capa da mais recente biografia sobre o escritor João Simões Lopes Neto/ Divulgação
Já a nova biografia do hoje consagrado escritor pampeano, tema da noitada da próxima quinta-feira, dia 18 de abril, tem mais de 400 páginas e abrange pela primeira vez um levantamento minucioso dos 51 anos de vida do neto que morreu pobre apesar de ter nascido numa das famílias mais ricas da província, na época. Por ser o mais recente de uma extensa lista de obras sobre JSLN, o livro de Sica Diniz é mais do que uma biografia: ele avalia, comenta, interpreta, contextualiza e repassa toda a vida e a obra do sujeito franzino e vesgo por todos conhecido na terra natal como Joca Simões.
Com seu modo diplomático de escrever, Diniz encara e disseca os aspectos polêmicos da vida do seu personagem, que ressurge quase como figura de
romance. Fora a introdução, os dois prefácios (dos professores Ligia Chiappini e L.A. Fischer) e o posfácio (de Fausto Domingues, que recorda os encontros de amigos em torno de livros em Pelotas), o trabalho de
Diniz se desdobra ao longo de 16 capítulos. Destes, o único de travessia mais difícil é o primeiro, com 14 páginas sobre a genealogia da família Simões Lopes, cujo pioneiro originário de Portugal ganhou da Coroa
muitas léguas de campo na região de Pelotas no final do século XVIII.
As capas dos livros da biografia lançada por Carlos Francisco Sica Diniz, em 2023 e 2024
O primeiro João Simões Lopes teve 22 filhos. A figura mais folclórica desta parte familiar é Catão Bonifácio Lopes, pai do futuro escritor. É um gauchão largado, quase um capitão Rodrigo Cambará, dado a proezas
muito faladas. Certa vez teria invadido a cavalo o Teatro Sete de Abril para desfeitear a plateia por ter vaiado artistas brasileiros…
O cigarro marca Diavolus, uma iniciativa de negócio do escritor João Simões Lopes Neto; Reprodução/Divulgação
Neto do patriarca de mesmo nome, Joca Simões viveu 25 anos no Império e outro tanto na República. Dividiu-se entre a escrita e negócios de duvidoso sucesso. Embora não tenha estudado além do ensino médio, era
culto, bem relacionado nos meios literários e se envolveu em atividades tão variadas como o despacho portuário, a manufatura de tabaco, o ciclismo, o culto ao patriotismo, o tradicionalismo, o teatro, o jornalismo e o magistério. O mais famoso de seus empreendimentos foi uma
indústria caseira de cigarros da marca Diavolus (Diabo) virou sinônimo de coisa ruim e indício de sua desavença com o catolicismo e de sua afeição à maçonaria. Amigo de intelectuais do Rio, onde viveu alguns anos na
juventude, só foi reconhecido a partir do momento em que morreu inesperadamente de uma úlcera duodenal supurada. Seu enterro “parou a
cidade”.
Apenas quatro anos antes havia publicado — em brochuras de baixa tiragem por favor de um parente — os livros que lhe dariam fama: Contos Gauchescos e Lendas do Sul, que teriam servido de inspiração para o mineiro João Guimarães Rosa escrever suas histórias sertanejas. Sim ou não, são eles os maiores joões da literatura brasileira.
Tudo isso está esmiuçado no primoroso livro agora publicado pela Editora Coragem — na realidade, uma reedição revista e ampliada da primeira edição (300 páginas) editada em 2003 pela AGE em parceria com a UCPel e que ganhou um prêmio Açorianos em 2004. Não se pode dizer que este seja “o melhor” livro sobre Simões: entre tantos publicados desde 1949, cada um com seu viés literário ou enfoque biográfico, este tem a vantagem de ser o mais atual, tendo seu autor percorrido de ponta a ponta toda a trajetória de vida do mais notável escritor sulino até o aparecimento de Erico Verissimo. Foram anos de pesquisa por conta própria. Além de ler tudo que Simões escreveu, sobretudo na imprensa, Sica Diniz foi ao Rio para tirar a limpo a lenda de que o jovem
pelotense teria estudado medicina na capital do Império.
Nascido em 1941, Carlos Francisco Sica Diniz trabalhou por um ano (1960) como repórter do Diário Popular de Pelotas antes de se dedicar ao Direito. Com a morte do pai, em 1967, coube-lhe tocar o escritório de advocacia paterno.
Aos 82 anos, preside o Instituto João Simões Lopes
Neto, fundado há 25 anos e que funciona numa das casas em que morou Joca Simões com a esposa Francisca e a filha adotiva Firmina. Nesse casarão, o livro teve seu primeiro lançamento no último dia 14 de março, com as
presenças dos três estudiosos citados no início deste texto.
Vernissage da exposição “Croma” será no sábado, 13 de abril, às 11h. Mostra segue no local até o dia 18 de maio, com entrada franca.
Segundo o material de divulgação, Marcelo Zanini alia paixão e beleza em sua trajetória como artista e médico. O resultado dessa união pode ser conferido na exposição “Croma”, que inaugura no sábado, 13 de abril, às 11h, no Espaço Cultural Correios, com curadoria de Fábio André Rheinheimer. São 27 obras de grandes dimensões que expressam nas cores e nos gestos uma arte visceral. A mostra fica em cartaz até o dia 18 de maio e pode ser visitada de terça a sábado das 10h às 17h, com entrada franca.
O artista visual Marcelo Zanini/ Foto: Wandeley Oliveira/ Divulgação
“As obras selecionadas para compor esta exposição apresentam uma construção livre, gestual e estabelece uma proposta visual potente. São obras isentas de elementos figurativos balizadores convencionais; a discorrer sobre sentimentos como o sofrimento, a paixão e a fúria, elementos essencialmente humanos. ‘Croma’ traz relatos pungentes e arrebatadores, expressos em cada movimento, revelando nas cores, a alma do artista”, apresenta o curador.
Marcelo Zanini iniciou a pesquisa do expressionismo abstrato na década de 90, participando de exposições no Brasil e no exterior. O artista concilia o trabalho médico com a pintura e transformou sua clínica em umaverdadeira galeria de arte, que também abre espaço para o amplo estúdio onde produz suas obras. “Na medicina eu trabalho com precisão milimétrica, mas na arte abstrata eu exerço a liberdade nos gestos e na profusão de cores”, revela.
Resultado de ininterrupto processo criativo, a exposição “Croma” apresenta um conjunto de obras em sintonia tanto no que se refere ao conceito abordado quanto à técnica empregada. “Sua arte não comunga com dogmas formais, recursos óbvios ou qualquer representação ‘não abstrata’. Por meio de sua gestualidade, expressa a inspiração momentânea a cada pincelada. Nessa pesquisa pictórica continuada, Zanini desenvolve estética visceral e intensa, portanto, muito alinhada à proposta do expressionismo abstrato”, conclui Rheinheimer.
Livro infantil de Ângela Xavier, com ilustrações de Alisson Affonso, tem lançamento no ano em que os Lanceiros Negros são inscritos no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria
A história resgata o orgulho de um povo na voz de um avô e emociona os leitores com o brilho nos olhos da netinha Aisha. E comprova, com afetos cotidianos, que é possível acreditar na luta por um futuro mais justo e inclusivo.
A autora conta como surgiu a abordagem: “Sou educadora, e ao trabalhar com a EJA, fui instigada a estudar sobre o tema. Uma jovem negra me questionou sobre o assunto, que ouvira de seus avós. O ano era 2004 e pouco se falava sobre o tema. Desde então, comecei a pesquisar a temática, fiz especialização, escrevi um artigo e decidi incluir o assunto em minhas práticas pedagógicas.
A escritora Ângela Xavier foto Marco Nedeff/ Divulgação
No ano de 2018 escrevi uma esquete sobre os Lanceiros Negros, que foi contemplada em um Festival de Teatro Estudantil do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, nascia minha primeira obra literária: O Lanceirinho Negro, seguida de O Lanceirinho Negro: Herança de Porongos e Jerá Poty”. Em suas obras, a escritora tem valorizado bastante a oralidade dos mais velhos e também a ancestralidade. E, segundo ela própria, esse aspecto reflete um pouco da Ângela Xavier. Na infância ela sempre teve o hábito de escutar muito as pessoas mais velhas.
O ilustrador Alisson Affonso foto by Clô Barcellos/ Divulgação
Sobre os Lanceiros:
Em 14 de novembro de 1844, no Rio Grande do Sul, aconteceu o Massacre de Porongos. Quase 10 anos antes começara a Guerra dos Farrapos, em 1835. Estancieiros gaúchos pediam independência econômica e redução de impostos ao governo imperial. Os negros escravizados ingressaram no exército dos Farrapos em 1836, através da criação do 1º Corpo de Cavalaria de Lanceiros Negros, lutando a pé e a cavalo. Foi feita a eles uma promessa de liberdade, e essa era a única motivação do grupo.
A lancerinha. Aisha. Ilustração/ Divulgação
No entanto, já em épocas de tratativas de paz com o Império, alguns líderes farroupilhas entregaram aos imperiais o batalhão dos lanceiros desarmados em uma emboscada. Quase todos os combatentes negros foram massacrados. A monarquia escravagista não desejava a libertação daqueles homens e esta foi a solução encontrada. Morreram mais de cem homens negros, e os que sobreviveram voltaram à escravidão.
Em 2024, mais de 180 anos depois, no dia 8 de janeiro, foi publicada, no Diário Oficial da União, a Lei 14.795, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que insere o nome dos Lanceiros Negros no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Esta foi uma vitória coletiva do movimento negro, que continua lutando pelo protagonismo de seu povo na construção de nosso país. “É uma reparação ainda que tardia. Fico satisfeita em saber que A Lanceirinha poderá ajudar no resgate do protagonismo negro junto as nossas crianças”, coloca Ângela.
Eventos de lançamento:
No dia 13 de abril (sábado), em Porto Alegre, Ângela realiza duas atividades de contação de história, além dos autógrafos: das 10h às 12h, com o Projeto Cultural Nossa Identidade no Instituto Sociocultural Afro-sul Odomodê (Av Ipiranga, 3850) e, a partir das 16h, na Livraria Cirkula (Av Osvaldo Aranha, 522). A programação é aberta ao público e com entrada franca.
Ângela Maria Xavier Freitas nasceu em Porto Alegre, em 1972, e é professora desde 1997. Começou com EJA (educação de jovens e adultos), depois, educação infantil e séries iniciais, na rede municipal de ensino de Gravataí, no Rio Grande do Sul. Escreve para o público infantil desde 2018, é formada em Letras (Ulbra/IERGS), com especialização em História e Cultura Afro-brasileira (Instituto Dom Alberto). Dentre seus livros já publicados, O Lanceirinho Negro foi contemplado em edital, sendo distribuído em mais de 50 escolas da Região Metropolitana de Porto Alegre. Também atua como diretora de teatro, ganhando em 2018 o troféu Desconstrução da História Oficial com a esquete Lanceiros Negros no Festival Estudantil de Teatro no RS. Seus filhos, William e Vallentina, foram os seus primeiros leitores.
Alisson Affonso é cartunista e ilustrador. Nasceu em 1979, em Rio Grande, no interior do Rio Grande do Sul. É bacharel em Artes Visuais pela FURG. Começou desenhando plaquinha para a tia do picolé, e hoje, já ilustrou dezenas de livros. É premiado pelo Brasil (São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro), expôs no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e até na França, em Saint-Jus-le-Martel. Em 2023, foi patrono da 49ª Feira do Livro da FURG.
O artista visual santa-mariense Geraldo Markes inaugurou sábado (6/4), na Casa Amarela, em Porto Alegre, a mostra “Expo Actioneon”, que permanece aberta à visitação, de segunda à sexta-feira, das 14h às 17h, até o próximo dia 18. A entrada é gratuita.
O artista Geraldo Markes na abertura da exposição/ Divulgação
A Pop Art é a estética que une técnicas diferentes entre as 30 obras exibidas nas duas salas da Casa Amarela, na Avenida José Gertum, 671, bairro Chácara das Pedras. Na primeira sala, com iluminação clara, estão 15 trabalhos digitais feitos a partir de fotos manipuladas no Photoshop. Pode-se ver ali, por exemplo, o legendário Chuck Berry empunhando sua guitarra em uma pose de quase espacato.
O lendário Chuck Berry no trabalho de Geraldo Markes/ Divulgação
A segunda sala é dominada pela luz negra, e o espectador mergulha na atmosfera do neon. Essa tinta é usada na produção das 15 obras do recinto, algumas delas remetendo para cenas noturnas de ruas, prédios e personagens nova-iorquinos. A fim de garantir que o efeito visual do neon seja mantido para além do espaço expositivo, quem compra obra dessa sala ganha lâmpada de luz negra para, em casa, curtir o mesmo clima experimentado na galeria. No vernissage, o artista, que morou em São Paulo por muitos anos, produziu um trabalho ao vivo.
“Geraldo Markes, tendo como tema a ação, logra dar corporeidade a sua inquietude plástica e estética, constituindo duas séries de trabalhos que se entrecruzam através de elementos comuns, a tecnologia e a memória cultural. Com isso, ele rememora e atualiza, homenageia e dá vazão a sua criatividade, produz seu trabalho reproduzindo marcas importantes da cultura contemporânea”, diz Nilda Jacks, fundadora da Casa Amarela.