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  • “Las Balconadas”: 21 artistas de oito países expõem arte textil em grande dimensões

    “Las Balconadas”: 21 artistas de oito países expõem arte textil em grande dimensões

    EXPOSIÇÃO “LAS BALCONADAS” APRESENTA ARTE TÊXTIL DE OITO PAÍSES NA CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA

     Mostra, com obras de 21 artistas, é exibida pela CCMQ e Centro de Desenvolvimento da Expressão, vinculados à Sedac, com apoio do Instituto Zoravia Bettiol

      “Las Balconadas” (varandas, sacadas, em espanhol) é a exposição de arte têxtil que será aberta nesta terça-feira (28/11), às 18h, no Espaço Evelyn Ioschpe, 5º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Quem a visitar, até 21 de janeiro de 2024, poderá apreciar uma mostra de obras de 2 m de altura e 1,5 m de largura, criadas por 21 artistas de oito países. A entrada é gratuita.

    Foto: Divulgação

    A exposição “Las Balconadas” já foi apresentada em países como Argentina e Uruguai, onde as peças foram penduradas em casas e edifícios ao ar livre, seguindo a tradição desse movimento artístico. Durante a X Bienal de Arte Têxtil Contemporânea WTA, a mostra foi exibida no centro histórico de Montevidéu.

    Os 21 artistas participantes representam Argentina, Uruguai, Alemanha, México, Estados Unidos, Chile, Espanha e Brasil.

    Foto: Divulgação

    A exposição é uma parceria entre a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e o Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE), ambos equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), com apoio do Instituto Zoravia Bettiol.

    A artista visual gaúcha Zoravia Bettiol;/ Divulgação

    Renomada artista visual gaúcha, Zoravia Bettiol destaca que as obras de “Las Balconadas” expressam diferentes linguagens e foram criadas com diversas técnicas e materiais. “A exposição é uma oportunidade de apreciar a criação artística têxtil contemporânea de artistas internacionais”, disse ela.

    A World Textile Art (WTA), uma das organizações mais respeitadas no campo da arte têxtil contemporânea, realiza bienais internacionais e eventos específicos para promover a divulgação dessa forma de expressão artística. Com 26 anos de atuação, a WTA tem contribuído para o desenvolvimento e reconhecimento da arte têxtil em todo o mundo.

    Foto: Divulgação

    Serviço

     Exposição “Las Balconadas”

     Abertura: 28/11 (terça-feira)
    Horário: 18h
    Visitação: até 21 de janeiro de 2024, de terça a domingo,

    das 10h às 20h
    Local: Espaço Evelyn Ioschpe, 5º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre

    Entrada gratuita

  • A arte visual feminista gaúcha em exposição no Rio de Janeiro
    Obra de Ana Norogrando/ Divulgação

    A arte visual feminista gaúcha em exposição no Rio de Janeiro

     

    Pesquisadora da temática, curadora Ana Zavadil reúne 41 autoras e 127 obras em mostra no Centro Cultural Correios

    A curadora Ana Zavadil/ Divulgação

    A exposição coletiva Ausências na História – A Voz de Artistas Mulheres do Rio Grande do Sul, com 127 obras de 41 criadoras gaúchas, será aberta na quinta-feira (23/11), às 16h, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Zavadil, a mostra, de caráter feminista, permanecerá em cartaz até 20 de janeiro de 2024. A entrada é gratuita.

    Obra de Tati Garcia/ Divulgação

    Focada na temática feminista desde 2014, a curadora prioriza obras que possam suscitar questões capazes de ampliar pesquisas referentes à inclusão de outros pontos de vista na historiografia da arte na história atual. Ao mesmo tempo, busca a visibilidade e o reconhecimento para as artistas mulheres do RS. A exposição Ausências na História, diz ela, é mais um avanço na expansão da pesquisa em relação às mulheres artistas do estado no contexto do país.

    Obra de Lisi Wendel/ Divulgação

    Graças à grande aceitação do público, sua exposição anterior nessa mesma linha, Fora das Sombras, montada pela curadora em agosto de 2022, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, ficou oito meses em cartaz, até março deste ano.

    obra de .Helena D’Ávila/ Divulgação

    Ana foi curadora-chefe do Museu de Arte do RS (MARGS), no período 2013/2014; curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea (MACRS) em 2015/2018 e curadora-assistente da Bienal do Mercosul, em 2015. Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é historiadora da Arte e professora e atua como curadora independente.

    Obra de Milene_Gensas/ Divulgação

    De acordo com ela, “a arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, atravessar de uma vez por todas o denso muro que separa ignorância e valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade indiscutível da obra de mulheres e o seu lugar na sociedade como um todo, em que ela deve andar pari e passu com o homem e não mais à sua sombra”.

    Obra de Ana Flores/ Divulgação

    Participam da exposição no Centro Cultural Correios as seguintes artistas:

    Obra de Vera Carlotto/Divulgação

    Alexandra Eckert, Ana Norogrando, Ana Flores, Ananda Kuhn, Andréa Brächer, Beatriz Dagnese, Bina Monteiro, Clara Figueira, Clara Koppe, Claudia Sperb, Cristie Boff, Esther Bianco, Fernanda Martins Costa, Giovana Hemb, Helena D’Ávila, Heloísa Biasuz, Isabel Marroni, Ita Stockinger, Jussara Moreira, Karina Koslowski, Kika Costa, Laura Ribero, Lisi Wendel, Lu Gaudenzi, Lucy Copstein, Mara Galvani, Marina Ramos, Mary Marodin, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Paola Mesquita, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Simone Barros, Sílvia Brum, Susan Mendes, Susie Prunes, Tati Garcia, Vera Carlotto e Vera Reichert.

    .Obra de Lucy Copstein/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição Ausências na História – A Voz de Artistas Mulheres do Rio Grande do Sul

     Local: Centro Cultural Correios, Rua Visconde de ItaboraÍ, 20 – Centro Histórico do Rio de Janeiro/RJ

    Abertura: 23/11 (quinta-feira), às 16h

    Visitação: 24 de novembro de 2023 a 20 de janeiro de 2024

    Horário: terça a sábado, das 12 às 19h

    Entrada: gratuita

    Classificação: livre

  • Coletivo Preserva Redenção faz projeção de imagens no Monumento do Expedicionário

    Coletivo Preserva Redenção faz projeção de imagens no Monumento do Expedicionário

     

    No próximo sábado, dia 25 de novembro, o *Coletivo Preserva Redenção* vai realizar uma projeção no Monumento ao Expedicionário que irá apresentar recortes da sua trajetória, desde a sua fundação em 9 de outubro de 2022. Afinal, já são mais de *400 dias de resistência* na luta pela defesa de uma Redenção livre, democrática, de acesso irrestrito.
    A população da cidade, principalmente os frequentadores do parque estão convidados a participarem da programação que se inicia com um piquenique, às 18h, e a projeção de imagens às 19h.
    A organização do evento solicita que tragam cadeiras, comes e bebes! E convida: Venham celebrar conosco! *A Redenção NÃO tem preço!!! NÃO à concessão!*
  • Jornalista narra em livro-reportagem história do Hospital Colônia de Itapuã
    Lançamento e bate-papo sobre a obra acontecem na próxima sexta-feira, 24, às 19h, na livraria Taverna

    Jornalista narra em livro-reportagem história do Hospital Colônia de Itapuã

    Na próxima sexta-feira, 24, às 19h, a livraria Taverna sediará um bate papo de lançamento do livro “Nós não caminhamos sós – histórias de isolamento no antigo Leprosário Itapuã”,  da jornalista e escritora Ana Carolina de Oliveira. O livro é resultado de dois anos de pesquisa sobre a história do hospital, da doença e da vida das pessoas que foram isoladas no Leprosário depois do diagnóstico de Lepra  (doença hoje em dia curável e chamada de hanseníase).

    Entre os anos de 1940 e 1985, mais de 2,4 mil pessoas foram segregadas compulsoriamente no  Leprosário Itapuã, uma minicidade construída artificialmente para isolá-los no município de Viamão, na região  metropolitana de Porto Alegre. Em comum, apenas o diagnóstico de Lepra. Partindo da história de duas  mulheres que tiveram a vida atravessada por esta política segregacionista de profilaxia da doença, o livro reportagem busca registrar como era a vida no local, resgatar o histórico da doença – conhecida como a mais  antiga da humanidade – e recordar a mobilização da sociedade gaúcha para a construção do Leprosário.

    O bate-papo contará com a presença da autora Ana Carolina de Oliveira, da jornalista Mariana  Oselame e de Magda Chagas, coordenadora do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela  Hanseníase de Porto Alegre e Região Metropolitana (Morhan MetroPoa), e falará sobre o processo de  construção o livro-reportagem e sobre a atual situação do hospital, que está em processo de fechamento pelo Governo do Estado. O lançamento tem apoio do Morhan e do Morhan MetroPoa, e é realizado pela Livraria  Taverna e pela Editora Sulina.

    A Livraria Taverna fica na Rua dos Andradas, 736 – Casa de Cultura Mario Quintana, Centro de Porto Alegre).

    Leia também: 

    Três pacientes travam o fechamento do último hospital colônia do Brasil: “Nós não caminhamos sós”

    Depoimentos sobre o livro:

    Luís Augusto Fischer: “Tudo isso é contado aqui com mão segura, após pesquisa documental e reportagem  certeira, por Ana Carolina de Oliveira. Seu texto é tão primoroso quanto pode ser, pela fluência da frase e por  uma outra virtude, superior ainda, a extrema discrição com que as palavras se comportam para dar  protagonismo a quem de fato importa aqui, os internados em Itapuã, especialmente Eva e Marleci.

    O livro de Ana Carolina não tem poucos méritos. No correr dos capítulos, vão sendo trançadas a história de  duas mulheres com a história da cidade, do estado, do país e do mundo, e ainda com a história quase infinita  da lepra, da hanseníase, doença velha como o mundo conhecido.”

    Jane Tutikian: “Com inteligência e sensibilidade, a autora nos coloca diante de uma sociedade a um só tempo  simples e complexa: simples porque resolve seus problemas, complexa porque, ao resolvê-los, revela vidas  que foram roubadas em plenitude. É como denuncia e reage à indiferença e à injustiça social a que foram  submetidos os habitantes do Leprosário Itapuã, reconstituindo as trajetórias de Eva e Marleci. Trata-se de uma  leitura instigante e, por isso mesmo, prazerosa, onde a articulação do conteúdo gera uma modulação textual  singular: a de Ana Carolina, fazendo, já, do seu texto uma referência e iluminando, como poucos conseguiram,  uma parte esquecida das cidades de Porto Alegre e Viamão, que se pode ampliar incontavelmente mundo  afora.”

  • Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee
    O escritor Alcyr Schlee. Foto: Acervo pessoal/Divulgação

    Pelotas faz evento com escritores, músicos e especialistas em Literatura para celebrar  Aldyr Schlee

    Programação prevê palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e espetáculo musical no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, na véspera do aniversário do escritor fronteiriço 

    No dia 21 de novembro será realizada no Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas, um evento cultural em homenagem a Aldyr Garcia  Schlee (1934-2018), na véspera de seu aniversário. Aberto ao público, o encontro literário e musical será gratuito.
    Alfredo Aquino junto ao muro na rua “Uma Terra Só” no campus Jaguarão da Unipampa. Foto: Edições Ardotempo/ Divulgação
    Idealizada pelo artista plástico, escritor e editor de Edições Ardotempo Alfredo Aquino, a programação dedicada à memória do escritor de Linguagem de Fronteira oferece palestras, debates, leituras, lançamentos de livros e show com uma releitura de seus contos em forma de canções (tangos, boleros e milongas). Participam das atividades Paula Mascarenhas, Antonio Hohlfeldt, Paulo Rosa, Luiz Carlos Vaz, Martim César, Cátia Goulart, Maurício Barcellos e Paulo Timm.
    Alfredo Aquino. Foto: Gilberto Perin/ Divulgação
    “Autor de vários livros e textos (inclusive um espantoso e extenso Dicionário de Linguagem Pampeana),  Aldyr afirmava que seu universo literário era geograficamente limitado, estendendo-se da região de Pelotas, talvez entre Piratini e São Lourenço do Sul até, no máximo, Trinta y Tres, Melo e Tacuarembó, tendo como palco central das ações humanas, a luminosa Capital Literária constituída pelas cidades irmãs de Jaguarão / Río Branco, umbilicalmente ligadas pela majestosa Ponte Mauá, sobre o rio da fronteira, o Jaguarão. Os livros de Schlee, lidos e relidos nos trazem de volta a grandeza de sua literatura original.”
    Martins César. Foto: Elis Vasconcellos/ Divulgação
    Luiz Vaz; Foto: Marcelo Soares/ Divulgação
    Evento cultural dedicado ao escritor de linguagem de fronteira ALDYR GARCIA SCHLEE
    Dia 21 de Novembro no Instituto João Simões Lopes Neto (Rua Dom Pedro II, 810 – Centro), em Pelotas

    19h – Mesa de palestrantes sobre os temas Literatura de Fronteira / Livros de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Paula Mascarenhas – Doutora em Letras

    Antonio Hohlfeldt – Diretor do Theatro São Pedro – Porto Alegre/RS

    Paulo Rosa  – Escritor e Cronista do Diário Popular de Pelotas

    Luiz Carlos Vaz  – Escritor , Jornalista e Fotógrafo

    Martim César – Escritor, Músico Compositor

    Cátia Goulart – Professora da FURG – Especialista e Tradutora em Linguagem de Fronteira

    Cátia Goulart; Foto: Acervo pessoal/ Divulgação
    Paulo Rosa._Foto Luiz Vaz/ Divulgação

    Lançamento e autógrafos:

    NOTÍCIAS DO SCHLEE (Edições Ardotempo, crônicas, fotos e lembranças,128 páginas, R$55), de Luiz Carlos Vaz
    MEMÓRIAS DE UM MAU TEMPO (Edições Ardotempo, crônicas, 144 páginas, R$45), de Luiz Carlos Vaz
    Capa do Livro “Notícias de Schlee”/ Divulgação
    Ivo, o Imperador dos Prazeres (Edições Ardotempo, romance, 176 páginas, R$50) – de José Gabriel Ceballos, com tradução de Cátia Goulart e Geisela San Martins
    Capa do livro “Ivo o Imperador dos Prazeres”/ Divulgação
    SCHLEE E CERVANTES – Duas Fronteiras do Mundo (Edições Ardotempo, 128 páginas, R$60), de Martim César. Livro com textos e poemas + CD encartado com contos-canções

    Show Musical: Homenagem a ALDYR GARCIA SCHLEE 

    No repertório, Canções inspiradas nos Contos de ALDYR GARCIA SCHLEE

    Poemas de Martim César e músicas de Maurício Barcellos. Participação especial de Paulo Timm
    ALDYR GARCIA SCHLEE

    Nascido em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, a 22 de novembro de 1934, sobre a fronteira com o Uruguai, Aldyr Garcia Schlee foi escritor fronteiriço e tradutor bilíngue, que escreveu e publicou sua obra tanto em português como em espanhol. Com larga carreira no jornalismo, nas artes gráficas e no magistério superior do Brasil, foi desenhista profissional (vencedor, em 1953, de concurso nacional para a escolha do uniforme da Seleção Brasileira de Futebol), jornalista (ganhador do Prêmio Esso de Reportagem, em 1962) e Doutor em Ciências Humanas, que atuou por mais de 30 anos em várias áreas de seu conhecimento na Universidade Federal de Pelotas (onde chegou a Pró-Reitor de Extensão e Cultura) e na Universidade Católica de Pelotas (onde fundou o Curso de Jornalismo), concluindo sua carreira universitária como professor-visitante do Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre.

  • Galeria Duque homenageia a obra de Clara Pechansky, Liana Timm e Rosane Morais e expões pinturas de nomes consagrados
    Obra de Fernando Baril/ Divulgação

    Galeria Duque homenageia a obra de Clara Pechansky, Liana Timm e Rosane Morais e expões pinturas de nomes consagrados

    “Lugares” celebra 11 anos do espaço e destaca produções de nomes consagrados da arte como Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Danúbio Gonçalves, Fernando Baril, Anita Malfatti e muitos outros.

    As mostras “Duas mulheres de fino traço” e “Fios que pulsam” complementam a exposição, que tem vernissage no sábado, 18 de novembro, a partir das 11h.

    Heitor dos Prazeres/ Divulgação

    Grandes nomes da arte mundial, do Brasil e do Rio Grande do Sul se reúnem na Galeria Duque em um verdadeiro templo da arte no Centro Histórico de Porto Alegre. A exposição “Lugares”, com curadoria de Daisy Viola, revela paisagens reais e idealizadas por mestres da pintura e celebra o 11º aniversário da galeria. A festa se completa com duas mostras de renomadas artistas gaúchas. Em “Duas mulheres de fino traço”, a afetuosidade de Clara Pechansky e a sensibilidade de Liana Timm se entrelaçam em obras de uma trajetória de mais de 40 anos de arte e de amizade. A arte vestível de Rosane Morais, presente em “Fios que pulsam”, completa o espaço com suas obras viscerais e poéticas.  A Galeria Duque fica na Rua Duque de Caxias, 649, em Porto Alegre. Vernissage no sábado, 18 de novembro, a partir das 11h até às 16h30min. A exposição vai até o dia 5 de março de 2024, com entrada franca.

    MULHER COM LEMBRANÇAS. IV.2019 – CLARA PECHANSKY/ dIVULGAÇÃO

    “A Galeria Duque é um desses lugares mágicos que um dia sonhamos e realizamos. Neste momento, quando este nosso lugar completa 11 anos, vamos comemorar mostrando obras que fazem parte do acervo, que nos mostram diferentes lugares, como paisagens bucólicas com seus céus, lagos, mares e jardins, ou paisagens urbanas, cidades, prédios, casarios e ambientes. Também paisagens de dentro, sentimentos e sonhos que ultrapassam seus limites e explodem em gestos, abstrações e cores”, destaca a curadora Daisy Viola.

    Esses lugares exibem visões e interpretações de artistas como Alberto Veiga Guignard, Ado Malagoli, Aldemir Martins, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Alice Brueggemann, Alice Soares, Anita Malfatti, Burle Marx, Cândido Portinari, Carlos Scliar, Carlos Sorensen, Carybé, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Fernando Baril, Glauco Rodrigues, Gonçalo Ivo, Ianelli, Inimá de Paula, José Pancetti, Judith Lauand, Kazuo Wakabayashi, Romanelli, Sued e muitos outros.

    Liana Timm e Clara Pechansky – Luis Ventura 2021/ Divulgação

    No terceiro andar da galeria, “Duas mulheres de fino traço” apresenta 60 obras das artistas Clara Pechansky e Liana Timm. São desenhos e pinturas em diversas técnicas que evidenciam a produção dessas duas reconhecidas artistas gaúchas, cujos identidades tão características e caminhos se entrelaçam ao longo dos últimos 40 anos, produzindo eventos significativos em sua trajetória em uma permanente paixão pelo desenho e pela cultura.

    Rosane Morais – Berenice Fischer/ Divulgação

    Em “Fios que pulsam”, o destaque é a arte vestível de Rosane Morais. Suas produções revelam uma arte visceral, uma arte de pele, que transcende o espaço da própria obra e convida o visitante à reflexão e à interação. Como envelopes que emolduram o corpo, as peças de Rosane Morais já estiveram presentes em exposições no Brasil e no exterior e agora voltam à Galeria Duque, local que já recebeu o atelier da artista.

    O OLHAR DIVERGENTE – LIANA TIMM/ DIVULGAÇÃO

    Agenda:
    Exposições:

    “Lugares” – Acervo com grandes da arte
    “Duas mulheres de fino traço” – Clara Pechansky e Liana Timm
    “Fios que pulsan” – Rosane Morais
    Local:
     Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço:
     Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: sábado, 18 de novembro, das 11h às 16h30min
    Período da exposição: de 18 de novembro de 2023 até 4 de março de 2024.
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

  • MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais
    Até cinco propostas serão selecionadas; entidades civis interessadas devem se inscrever até 10 de dezembro. Divulgação MDHC

    MDHC seleciona projetos que valorizam ancestralidade e memória de pessoas idosas em comunidades tradicionais

    O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) está selecionando projetos que atuam pela valorização das pessoas idosas em comunidades tradicionais. A previsão é de que sejam selecionadas até cinco propostas ligadas aos eixos de cultura e economia sustentável, enviadas por Organizações da Sociedade Civil (OSC) até o prazo de 10 de dezembro deste ano. A realização deste chamamento público é promovida pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do MDHC.

    Na área da cultura, os projetos devem promover e valorizar a memória, oralidade e ancestralidade de Pessoas Idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. Poderão ser inscritos de projetos que trabalhem com registro, manutenção e promoção da cultura através de produtos audiovisuais, livros, biografias, estruturação de museus locais, oficinas de capacitação e de divulgação de tradições, exposições, entre outras possibilidades, vinculadas a temas como artesanato, música, lazer, culinária e práticas tradicionais de saúde (parteiras, benzedeiras, erveiras, rezadeiras), dentre outros.

    No âmbito da economia sustentável poderão ser contemplados projetos que viabilizem a inclusão produtiva com a promoção de tecnologias sustentáveis, valorizando recursos naturais locais, as práticas e saberes das pessoas idosas de Povos e Comunidades Tradicionais. As propostas podem abordar estruturação de espaços para promoção da economia sustentável que contemplem a participação de pessoas idosas e projetos autossustentáveis que utilizem recursos naturais de forma não predatória, reduzindo danos ao ecossistema/biodiversidade e respeitando o ciclo de recomposição dos recursos renováveis dos Territórios Tradicionais

    De acordo com o edital, o valor de referência para as propostas é de até R$ 150 mil. Após a seleção, as entidades assinarão termo de fomento junto ao MDHC. A expectativa é de que o resultado seja publicado até 28 de dezembro.

    São oficialmente considerados como sendo Povos e Comunidades Tradicionais: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-vivas; Caatingueiros; Caiçaras; Castanheiras; Catadores de Mangaba; Ciganos; Cipozeiros; Extrativistas; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Indígenas; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçabeiros; Pomeranos; Povos de Terreiro; Quebradeiras de Coco Babaçu; Quilombolas; Retireiros; Ribeirinhos; Seringueiros; Vazanteiros e Veredeiros.

    Acesse a íntegra do Edital de Chamamento Público neste link 

    Para participar da seleção, as entidades devem estar habilitada na Plataforma Transferegov.br, disponível neste link, declarar ciência e concordância com o Edital e anexos, e apresentar proposta na Plataforma Transferegov.br com preenchimento completo das abas “Dados da Proposta” e “Plano de Trabalho”.

  • É o Schaan, agora em romance ecológico
    A paisagem do pampa é cenário do romance

    É o Schaan, agora em romance ecológico

    Geraldo Hasse

    Eis um livro surpreendente. Começa com a capa – tomada pela cabeça negra de uma jaguaruna (cujo desenho não tem autor identificado nos créditos) –, segue com a orelha assinada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil afirmando tratar-se, este romance, de uma obra-prima da
    literatura regional e, logo depois, vem o preâmbulo do
    jornalista-historiador Juremir Machado da Silva dizendo que o leitor encontra neste livro “um rio caudaloso, selva de imagens, (…), enchente de metáforas”.
    O que dizer mais?

    Felizmente, logo no início, o autor Roberto Schaan Ferreira (que não é um estreante, em 2011 ganhou o Açorianos de Narrativa Longa com o romance Por que os Ponchos são Negros) dá uma pista do caminho que vai trilhar. Caminho áspero, selvagem, violento, no qual a divindade se faz representar por um felino invisível. Na primeira de suas 270 páginas, Schaan faz referência ao espaço vasto e o tempo moroso. É seu modo denso de falar do pampa profundo, onde se cria gado sem cercas, graças a seres humanos que se movimentam no lombo de cavalos. Os fabulosos centauros da mitologia gaúcha…
    Como um esgrimista incansável, o ficcionista opera em alta voltagem. A tensão aparece logo na primeira frase do romance: “De repente o cavalo voltou a cabeça para a esquerda, orelhas tesas em direção ao mato”. Em outras palavras, seria o caso de dizer que alguma coisa acontece atrás das árvores, mas somente algumas páginas adiante o narrador voltará a esse episódio-chave. “Isso é onça”, diria um compositor caipira. Já temos leitura suficiente para concluir que o cavalo estava pressentindo o jaguar, ou a jaguaruna, que sempre andará por perto, mas sem mostrar.
    A narrativa é exuberante na descrição de detalhes da paisagem e dos procedimentos no trato com os animais, especialmente os cavalos. A gadaria pasta e os humanos se alimentam de carne bovina. Qualquer semelhança com a gastronomia gauchesca não será mera coincidência. Foi mais ou menos aqui que tudo começou.
    O cenário tem nome: Rincão do Inferno, nas cabeceiras do rio Camaquã.
    No romance não é citada nenhuma cidade, mas quem nasceu na metade sul do Rio Grande acaba percebendo que esse território fantástico fica entre Lavras do Sul, Jaguarão, Pinheiro Machado, Bagé e Piratini, a vila histórica escolhida pelo coronel Souza Netto para proclamar a república, à revelia dos companheiros entreverados em outros locais.
    O autor Roberto Schaan Ferreira nasceu em Passo Fundo mas na juventude campereou à larga no Rincão do Inferno, onde já havia ambientado seu primeiro romance (Por Que os Ponchos são Negros). Agora ele vai mais
    fundo e não parece fora de propósito dizer que Deus Estava Longe, a segunda narrativa longa, é um resgate sentimental de uma paisagem única, quase desconhecida da maioria dos sul-rio-grandenses.
    Leitura fácil como andar em cavalo manso. Por conhecer o terreno, Schaan viaja voluptuosamente para o passado. As terras e os animais têm donos, mas estes não aparecem, mal são nomeados em parágrafos passageiros. À medida que a leitura flui, vai ficando claro que os protagonistas dessa história são os trabalhadores que lutam para sobreviver nesse meio áspero, quase deserto: são capatazes, peões, posteiros, domadores, negros escravos, quilombolas e uma surpreendente índia charrua, que vive e procria com o fugitivo (negro) de uma estância. Nesse lugar não há soldados mas, de vez em quando, aparecem
    grupos de caçadores empenhados em aprisionar negros que fugiram de seus donos e se organizaram em quilombo. Sim, no Rincão do Inferno há pelo menos um quilombo cujos pioneiros, depois de um ano, decidem sair em busca de mulheres, sem as quais a vida transcorria sem graça. Não foi difícil raptar ou propiciar a fuga de algumas escravas sedentas de liberdade.
    O ano das ações iniciais é 1831, mas logo se vê que as datas não importam muito. De repente, os acontecimentos podem estar dentro do chamado período farroupilha, que começou em 1835 e continua até hoje, em eventos oficiais e programas de CTG. Mas para o final do livro, já se fala nos soldados imperiais comandados por um certo Barão até que se ouvem, mal e mal,  os ecos do massacre de Porongos.
    Mesmo com poucos e esquivos personagens, este livro apresenta maior riqueza de detalhes sobre o pampa do que o decantado Don Segundo Sombra, romance do argentino Ricardo Güiraldes sobre a vida campeira
    lançado em 1924 em Buenos Aires. Bueno que apareça no Rio Grande de hoje um escritor capaz de produzir relatos carregados de sentimento telúrico.
    Aos falar da potência das plantas, da força das águas e do poder dos ventos, além de outras minúcias da vida no campo, Schaan produziu um romance ecológico que nos remete a um das maiores obras da literatura brasileira. Quem se lembra do rio Urucuia citado intermitentemente no maior livro de Guimarães Rosa? É um rio pequeno consagrado por personagens que só andam a cavalo nas veredas dos sertões de Minas Gerais. Respeitemos o Camaquã, cujas águas nascidas numa serrania
    inóspita descem ao encontro da Grande Laguna, como Schaan chama a Lagoa dos Patos. É um rio pequeno, de uns 250 km, que ganhou uma nova dimensão graças a essa copiosa narrativa.
    Roberto Schaan Ferreira autografa Deus Estava Longe na praça de autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre, às 18h de terça-feira (14/11), o mesmo dia do massacre dos lanceiros negros no Cerro dos Porongos, em 1844.

  • Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol
    Galeria de Zoravia Bettiol, em Ipanema, na Zona sul de Porto Alegre;/Divulgação

    Combo de arte gratuito ao público: uma ação do Instituto Zoravia Bettiol

     O Instituto Zoravia Bettiol montou uma programação especial, com diferentes manifestações artísticas e culturais, para receber o público neste sábado (11/11), das 16h às 20h, na galeria da artista e no jardim que a ornamenta, na Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre.

    Prestes a completar 88 anos de idade e esbanjando energia criativa e determinação, Zoravia diz que o evento acontecerá “faça chuva ou faça sol”. A entrada é franca.

    A ocasião servirá também para dar visibilidade às atividades do instituto, congraçar os associados e captar novos sócios. Já dispondo da aprovação do projeto arquitetônico, a instituição agora busca recursos para viabilizar a revitalização de sua futura sede, a Casa dos Leões, na Rua dos Andradas, 507, cedida pela prefeitura e que abrigará o acervo de pinturas, gravuras, desenhos, arte têxtil, arte mural e instalações de Zoravia. Durante o evento, que a artista prefere classificar como “encontro com amigos”, ela estará à disposição para conversar e responder perguntas sobre o instituto.

    Coral da Procergs/Divulgação

    MÚLTIPLAS ATIVIDADES

    Quem usufruir da programação deste sábado poderá não só ver (e ouvir) arte como também fazer atividades artísticas. A presença do coletivo Urban Sketchers será um convite a todos que gostam de desenhar com liberdade da técnica e de acordo com a subjetividade de cada um. É só levar o material de sua preferência e se integrar ao grupo.

    Professora de Artes Elaine Veit / Divulgação

    Uma oficina de caleidociclo, um tipo de dobradura em papel, será ministrada pela professora Elaine Veit, artista visual graduada e licenciada pelo IA/UFRGS, especialista em Expressão Gráfica e em Educação Humanizadora, com 30 anos de experiência em sala de aula. A oficina Tetraedos em Movimento acontecerá das 16h30 às 17h20, com vagas para 10 jovens e adultos. As inscrições devem ser feitas até as 16h15. O material necessário é tesoura, canetas coloridas, cola bastão ou cola branca.

    A atriz Deborah Finocchiaro/ Divulgação

    As conhecidas atrizes da cena porto-alegrense Deborah Finocchiaro e Nora Prado declamarão poesias dos livros A Espessura da Vida, Alma das Flores e Afetos Flutuantes, de autoria de Nora, que falam sobre amor, tempo, memória, guerra e a finitude da vida. Haverá ainda apresentação do coral da Procergs, regido pelo maestro Manuel Abreu

    A atriz Nora Prado/ divulgação

    Na galeria, está aberta à visitação, até 30 de novembro, a mostra Ícones, Pinturas e Acervo de Artistas Brasileiros e Estrangeiros, de Zoravia.

    Outras atrações são os painéis interativos para fotos com Alice e a Rainha de Copas – obras de Zoravia -, banquinhas de venda de delícias e bebidas, loja de suvenires com produtos artísticos e livros do instituto.

    Em frente à galeria, há uma pracinha com parque de brinquedos para crianças, lugar tranquilo, seguro, com pouco trânsito e bastante espaço para estacionar sem custo.

    SERVIÇO

    O quê: Encontro no jardim – atividades culturais e artísticas

    Quando: sábado (11/11), das 16h às 20h

    Local: Galeria e Atelier da artista Zoravia Bettiol

    Endereço: Rua Paradiso Biacchi, 109, Ipanema, zona sul de Porto Alegre

    Entrada franca

    Fone: (51) 3354-2456

  • Mostra “(In)visível” reúne fotografias e histórias de pessoas portadoras de Hipertensão Pulmonar
    Exposição em Congresso medico/ Divulgação

    Mostra “(In)visível” reúne fotografias e histórias de pessoas portadoras de Hipertensão Pulmonar

    Durante todo o mês de novembro, Novo Hamburgo (RS) receberá a exposição fotográfica (In)visível, que reúne fotografias e histórias de 24 pessoas que vivem com Hipertensão Pulmonar (HP). Todas as imagens expostas buscam retratar com sensibilidade a rotina de quem convive com a doença e chamar a atenção para a luta dos pacientes e cuidadores em busca de tratamento e cuidados contínuos da hipertensão pulmonar que, em muitos casos, parece invisível aos olhos da sociedade.

    Os fotógrafos responsáveis pelas imagens da campanha são: Cristina Negreiros, que clicou os pacientes de São Paulo (SP), e Renato Moura e Marina Carrilho, que clicaram os pacientes de Recife (PE). O local da exposição é a Feevale Campus 2 (área coberta) e a entrada é gratuita. A organização é feita pelo grupo de apoio da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) no Rio Grande do Sul.

    As telas ficarão expostas entre os dias 06 e 30 de novembro, mês que é dedicado à conscientização da HP, uma doença rara, crônica, incurável e progressiva, ou seja, o quadro pode piorar sem tratamento. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas vivem com HP no Brasil atualmente. “A exposição é muito importante para mostrar histórias de vida de pessoas que têm a doença. No mês de conscientização, além de difundir informações sobre a doença, vamos dar voz às pessoas que vivem com a HP, para que elas mostrem e contem sobre seus medos, desafios e sonhos”, destaca Flávia Lima, presidente da ABRAF.

    Voluntariado e conscientização 

    Para a realização da mostra ser possível, a ajuda de alguns voluntários é imprescindível. Entre essas pessoas, está a professora Gillaine Goulart, moradora de Sapucaia do Sul (RS). Ela descobriu a HP em 2022, após ter sintomas agravantes e recorrentes. “Comecei com muita fadiga, canseira e sem resistência física para fazer caminhada, andar de bicicleta ou subir escadas. Por volta de setembro de 2021, os sintomas se agravaram e eu não conseguia me deslocar até o quarto, porque tinha que deitar ou iria desmaiar. A princípio, pensei ser estresse e que iria passar. Após trocar a medicação psicológica e não fazer efeito, em 5 de janeiro de 2022, desmaiei em casa e fui levada ao hospital. Realizei exames por mais de um mês, até fazer um cateterismo cardíaco direito e receber o diagnóstico de HP”, conta.

    Após o choque inicial, Gillaine foi encaminhada para um pneumologista e, na sequência, para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS), um centro de referência para tratamento da doença no SUS. “Cheguei lá em uma cadeira de rodas e sem conseguir falar direito. Os médicos me convidaram para participar de uma pesquisa clínica de um medicamento,  e após o envio dos documentos já comecei a ser medicada. Quando tive o diagnóstico, o chão abriu e a depressão tomou conta, porque perdemos a resistência e a força física. Nos sentimos inúteis, e as pessoas pensam que estamos fingindo. Voltamos a ser criança, aprender a viver novamente, fazer tudo diferente, inclusive construir uma nova vida a partir da HP”. Atualmente, ela trata a doença e atua na conscientização e divulgação de informações sobre o tema.

    Outra paciente de HP e voluntária da Abraf em Porto Alegre é a doceira Taline de Oliveira, que descobriu a doença após diversos exames. “Eu estava com minha rotina normal, indo ao trabalho e cuidando da casa e dos filhos, quando comecei a perceber que, ao ir rápido no banheiro à noite, meu coração disparava. O primeiro exame que fiz foi o eletrocardiograma, que já apresentou alterações. Fui encaminhada para outra clínica e fiz diversos exames, até me informarem que eu tinha um sopro no coração e precisaria operar. Fiquei duas semanas internada e realizando outros exames. Estava com a cirurgia marcada, mas na manhã do procedimento, ele foi cancelado após uma conversa entre a equipe médica”, explica.

    A partir de então, sem diagnóstico conclusivo e com a cirurgia desmarcada, o medo tomou conta de Taline. Após sair do hospital, algumas outras doenças foram citadas por médicos, como a ansiedade. Mais uma bateria de exames foi realizada e ela foi encaminhada para o ambulatório de hipertensão pulmonar da Santa Casa. “Atualmente, faço o tratamento com as medicações corretas, que me ajudam muito, junto à reabilitação pulmonar, que tem me dado melhor qualidade de vida”.

    “Tenho um lema: informações salvam vidas. Quando descobri a doença, fiquei muito perdida e sem rumo, ninguém conhecia ou tinha uma palavra de ânimo para dar, todos ficavam apavorados e eu ficava com medo cada vez que, na consulta, o médico me explicava o que eu tinha. Com o passar do tempo, fui entendendo que quanto mais eu aprender sobre a minha doença, mais posso me ajudar e recorrer a outros fatores para me dar qualidade de vida”, explica Taline.

    Serviço 

    Exposição fotográfica (In)visíveis

    Data: De 06/11 à 30/11
    Horário: Das 09h às 20h
    Local: Feevale Campus 2 – área coberta. Rua Arlindo Pasqualini nº 103 – Vila Nova – Novo Hamburgo (RS)

    Entrada: Gratuita

    Sobre a ABRAF

    A Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) é uma organização sem fins lucrativos que busca apoiar a comunidade afetada por Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas, por meio de conscientização, apoio e promoção de políticas públicas. Fundada em 2006, a ABRAF fortalece a voz dos pacientes e profissionais de saúde para enfrentar os desafios dessas condições de forma colaborativa e eficaz. Saiba mais em https://abraf.ong/