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  • Todos os sons de Mário Marmontel, na volta do projeto “Música na Escadaria”
    O músico Mário Marmontel se apresenta com convidados. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação

    Todos os sons de Mário Marmontel, na volta do projeto “Música na Escadaria”

     

    Higino Barros

    O flautista e saxofonista Mario Marmontel é o músico escolhido para retomar um projeto cultural bem sucedido no Centro Histórico de Porto Alegre. O “Música na Escadaria” realizado toda sexta-feira na Escadaria do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros, até a pandemia da Covid 19 aparecer e terminar com a função. Nessa sexta-feira, dia 16 de setembro, a música ao vivo está de volta no mesmo local, ao ar livre, junto ao bar Tutti Giorni, a partir das 18 horas, com encerramento às 22 horas.

    Com produção musical de Luciano Riquez, produtor do evento antes da pandemia, músico e grande batalhador para as representações populares de arte tenham visibilidade na região, esse retorno tem também a participação do DJ Cristiano Zanella, com música eletrônicas dos anos 1960 a 1980, com direito a tudo que não se ouve normalmente.

    Mário e Nani, no Tutti Giorni. Foto: Cristiano Zanella/ Divulgação

    A escolha de Mário Marmontel para marcar o retorno da Música na Escadaria não é aleatória. Amigo do dono do Tutti Giorgi, o Nani (Ernani Glorio Marchioretto), frequentador do local, ele se identifica com a proposta do projeto. De possibilitar diversão e arte à população da cidade, em lugar histórico e de grande valor arquitetônico  de Porto Alegre. Um chapéu para contribuições voluntárias é passado entre os presentes. Pelo “Música na Escadaria” já passaram grandes instrumentistas da cidade como Jorginho do Trompete, Dionara Fuentes e outros artistas conhecidos da cena musical gaúcha.

    Mário e Miguel  D”Alberto, um dos músicos convidados, no local da apresentação. Foto; Cristiano Zanella/ Divulgação

    Samba na terça

    A volta do “Música na Escadaria” se junta a outro acontecimento musical que ocorre na Escadaria da Borges, como é conhecido o lugar, toda terça-feira, com apresentações do grupo de samba Puro Asthral. Durante a pandemia o samba ficou suspenso e retornou esse ano, com frequência cada vez maior.

    Interior do Tutti Giorni, frequentado por artistas visuais gaúchos. Foto: Divulgação

    A partir de outubro começam as obras de revitalização do Viaduto Otávio Rocha, pela Prefeitura de Porto Alegre, orçadas em R$ 13,7 milhões, com duração de 18 meses de execução. Durante esse período, lojas e todos os equipamentos comerciais da avenida Borges de Medeiros, no perímetro que compreende a parte debaixo da escadaria permanecerão fechadas.

    Os dois acessos da avenida Borges de Medeiros à rua Duque de Caxias ficarão abertos. É nessa área onde existe além do Tutti Giorni, mais dois bares, o Armázem, na mesma calçada e o JUSTO, na calçada oposta. De equipamentos culturais há o Teatro de Arena, em atividade, e a Galeria Escadaria, à céu aberto, com exposições de fotografia.

    Turma praticante de xadrez frequenta o local. Foto: Divulgação

    O Tutti Giorni tem história no lugar. Há 22 anos promove eventos culturais, é sede informal da GRAFAR, entidade que reúne o pessoal que produz cartuns, quadrinhos e outras artes visuais na capital, além de abrigar jogadores de xadrez. E boêmios, frequentadores anônimos e toda uma fauna e flora de tipos humanos que fazem do lugar um ponto de referência e resistência cultural de Porto Alegre.

    SERVIÇO

    Música na Escadaria apresenta:

    “Jazzmarmontel & Convidados”

    Mario Marmontel e convidados retornam a “Música na Escadaria, apresentando repertório de Bossa Nova, Jazz e MPB!

    > Sexta 16/09, a partir das 18hs

    > Tutti Giorni Bar / Viaduto Otávio Rocha (Centro Histórico/POA)

    > Apresentação ao ar livre / entrada franca (contribuição no chapéu)

    Produção: Luciano Riquez

    Seleção musical: Mister Z —

     

     

  • “Entre Utopias e Distopias” contempla diferentes linguagens artísticas, no Espaço Cultural Correios
    Recicla-te. Obra de Denise Wichmann. Foto: Reproducão

    “Entre Utopias e Distopias” contempla diferentes linguagens artísticas, no Espaço Cultural Correios

     

    O Centro Histórico de Porto Alegre se transforma em palco da cultura e da arte a partir do dia 17 setembro. A inauguração da exposição “Entre Utopias e Distopias”, no Espaço Cultural Correios (Av. Sete de Setembro, 1020), no sábado, dia 17 de setembro, a partir das 10h, lança um novo olhar para as artes visuais com curadoria de Niura Legramante Ribeiro e produções dos artistas Andréa Brächer, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Laércio de Menezes, Marina Menezes e Sandra Gonçalves. A atração, com visitação de terça a sábado, das 10h às 17h, fica no local até o dia 22 de outubro. Entrada franca.

    Serie Remake. Obra de Denise-GIacomini-Reprodução/ Divulgação

    Doutora em História, Teoria e Crítica da Arte, pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, Niura Legramante Ribeiro, apresenta a exposição: “’Entre Utopias e Distopias’ contempla diferentes linguagens artísticas por meio de obras fotográficas, pictóricas, instalação e colagem. São utopias e distopias que se juntam nos pensamentos poéticos de artistas para discutir sobre a passagem do tempo, a busca pela juventude, a consciência da finitude da vida, as armadilhas dos afetos, as negações das diferenças, a conscientização social sobre a reciclagem do lixo, os sistemas tirânicos de dominação, como os feminicídios, as ambições do capital e sua consequente agressão aos recursos naturais”.

    Com a série (Des)Encantada (2022), Andréa Brächer, por meio de fotografias em preto e branco e coloridas, a artista dá continuidade a temas que podem ser do domínio da imaginação onírica ou da realidade, como florestas e animais.

    Denise Giacomini e obra—Auto retrato/ Divulgação

    As colagens de Denise Giacomoni da série Remake (2022), lançam um olhar sobre os padrões hegemônicos do universo midiático contemporâneo na cobrança por corpos perfeitos com a utopia de beleza da eterna juventude, especialmente para as mulheres.

    Recicla-te (2022) é a série de Denise Wichmann. Suas fotografias servem não somente como um grito de alerta sobre a quantidade imensa de descartáveis que se acumulam na natureza, mas também representam uma convocatória à reciclagem dos resíduos.

    Deus da humanidade (1997-2022) é a série pictórica de Laércio de Menezes. Suas obras lembram cartografias geográficas quase abstratas em uma provocação para conscientizar que o futuro do planeta depende das formas como se gerencia esse espaço.

    Terra e Fogo. Obra de Laercio de Menezes. Reprodução/ Divulgação

    As visões utópicas sobre as relações de afetos são apresentadas na instalação Itapuã (2022), de Marina Menezes, que faz pensar sobre a norma e a transgressão dos comportamentos humanos.

    Obra de Sandra Gonçalves da série Desassossego. Reprodução/ Divulgação

    Por fim, a série Desassossego, de Sandra Gonçalves, traz inquietações da artista sobre distopias, algumas destas afloradas de modo exacerbado no mundo pós-pandêmico. Em suas obras, a artista revela e denuncia as mais diversas violências praticadas na sociedade.

    “Interpelar as formas do viver na contemporaneidade é o propósito das obras dessa exposição. Controlar o fluxo do tempo é uma utopia, mas entregar-se às distopias é desacreditar na força da imaginação que tem o poder de sonhar com outras possibilidades de ser no mundo”, conclui a curadora.

    Serviço

    Exposição “Entre Utopias e Distopias”
    Curadoria Niura Legramante Ribeiro
    Artistas: Andréa Brächer, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Laércio de Menezes, Marina Menezes e Sandra Gonçalves
    Abertura: 17 de setembro (sábado), das 10h às 17h.
    Visitação: 17 de setembro a 22 de outubro de 2022 – terça a sábado das 10h às 17h
    Local: Espaço Cultural Correios
    Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre.

    Com Assessoria de Imprensa.

  • O combate à pandemia na visão de quem esteve na linha de frente

    O combate à pandemia na visão de quem esteve na linha de frente

    Será lançado na quarta-feira, 14, o livro “Crônicas da Pandemia”, do  cardiologista Rogério Gomes,na Delphus Galeria de Arte (Av. Cristóvão Colombo, 1501), 19 horas.

    O livro reune relatos -ora emocionados, ora indignados – de quem esteve na linha de frente no auge do combate ao Covid 19.

    Uma exposição de “Poesias Fotografadas”, com registros de Rogério Gomes também será inaugurada no espaço.

    “Crônicas da Pandemia” (144 páginas, R$ 50), editado pela Total Books,  é o quarto livro do autor.

    Nele, Gomes s expõe a emoção e a indignação pelas vidas perdidas durante o intenso trabalho na frente de batalha contra o Covid no Instituto de Cardiologia e também em seu consultório. Também revela o olhar poético sobre paisagens desoladas, mas não menos belas, na exposição “Poesias Fotografadas”, que traz 22 imagens produzidas pelo autor. A mostra fica em cartaz até o dia 20 de setembro com entrada franca.

    Gomes escreve poesias, contos e crônicas há mais de 40 anos. O conto que rendeu o título ao livro “Grande Mestre e Outras Histórias”, publicado no ano passado, vai se transformar em série pela Paris Filmes. O autor já se debruçou nos roteiros que foram encaminhados para a produção dos 16 episódios. A obra, que já está esgotada, ganhará nova edição neste mês. Além deste livro, ele também lançou Anita e Outros Poesias Fotografadas, em 2020, e Crônicas de Havana, em 2021.

    “Como médico, estou acostumado a trabalhar muito e de forma intensiva e esse ritmo acabou sendo repassado para minhas criações culturais”, admite, ao revelar que já tem um romance pronto e outros dois na etapa final de produção, que também devem ser publicados.

    Outra revelação da pandemia foi que um médico também pode chorar com seus pacientes. “Nos meus anos de medicina, nunca vivi algo parecido, nunca aconteceu algo que me tocasse tanto, que me emocionasse tanto, e senti que isso deveria ser compartilhado, talvez apenas como um simples relato, talvez como uma grande homenagem”, confessa.

    A imagem e a palavra

    Em seus livros, Gomes promove o encontro de suas duas faces artísticas: a do escritor e a do fotógrafo. O resultado dessa inspiração está no instantâneo que sintetiza a obra “Crônicas da Pandemia” e se transformou na capa e no primeiro capítulo da publicação.

    “Passei pela bonita capela do hospital e, embora nunca tenha assumido qualquer tipo de religiosidade, olhei para a imagem de Cristo no altar, ladeado por vitrais vermelhos… Para minha surpresa, naquele dia, vi uma enfermeira ou técnica de enfermagem, paramentada com vestimenta completa da CTI Covid, rezando, de joelhos no altar. Lembrei de uma técnica de enfermagem que ficara mais de 30 dias entubada até se recuperar. Quando estava apertando o botão para chamar o elevador, resolvi voltar para registrar a cena com a câmara do meu telefone celular, torcendo para ainda estar lá, inalterada. Era a minha alma de fotógrafo em ação de novo”, reconhece no texto que abre as “Crônicas da Pandemia”.

    A jornalista Patrícia Lima assina o prefácio do livro na condição de amiga do escritor e de filha de uma das pacientes de Covid salvas com a ajuda do médico. “Para sobreviver ao caos, Rogério escreveu. Fez o relato dos seus dias em forma de crônicas, a maioria postada imediatamente, em seu perfil no Facebook. Desabafou, xingou, refletiu. E agora reúne alguns de seus textos neste livro, que se junta a incontáveis outros relatos, de outras gentes, que oferecerão ao mundo a experiência de quem viver as trevas a partir de dentro”, relata Patrícia.

    Exposição “Poesias fotografadas” e lançamento do livro “Crônicas da Pandemia”, por Rogério Gomes
    Vernissage: 14 de setembro, às 19h
    Período: 14 a 20 de setembro
    Local: Delphus Galeria de Arte
    Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 1501

    Assessoria de Imprensa:

  • Luiz Reni Marques lança “O Último Concerto de Jazz”, no Bar do Alexandre

    Luiz Reni Marques lança “O Último Concerto de Jazz”, no Bar do Alexandre

     

    O jornalista e escritor Luiz Reni Coutinho Marques lança na terça-feira,  dia 13 de setembro, o romance “O último
    concerto de jazz” (Sinal Cultural, 202 páginas, R$ 35,00),  a partir das 18h, no Bar do Alexandre, Rua Saldanha Marinho, 132, Bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

    A obra de ficção relata a tragédia provocada pela Segunda Guerra Mundial e a forma como respinga no subúrbio da capital gaúcha, em 1944, com a partida dos 25 mil pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) para combater os nazistas na Itália, ao lado das tropas aliadas.

    Aos 13 anos, o mundo de Francisco é abalado pelo embarque do irmão Frederico, cinco anos mais velho, para lutar do outro lado do Oceano Atlântico, em um conflito até então distante do seu mundo e dos seus interesses.  Finalizado em 2020, o livro teve sessão de lançamento suspensa em março de 2020, em virtude da pandemia da Covid-19.

    Frederico desaparece no campo de batalha, em uma missão secreta e seu corpo não é encontrado. Essa situação altera para sempre a rotina do patriarca Ernesto Morelli, apaixonado por jazz, gosto que passou para seus dois filhos, da sua mulher Julieta e dos seus descendentes. A história dessa família nas cinco décadas seguintes é marcada pelo arrebatamento pela música, amores, paixões, encontros e desencontros em dois continentes.

    Contrabaixista de sucesso, Francisco reverencia a imagem de Frederico, seus primeiro instrutor na carreira de instrumentista. A guerra, encerrada poucos meses depois do desembarque dos soldados brasileiros em
    Nápoles, jamais acabou realmente para os Morelli.

    O autor

    Luiz Reni Marques nasceu em Porto Alegre, em 1954, estudou Direito, História e Jornalismo, o único curso que concluiu. Foi repórter em Zero Hora, Jornal do Brasil, o Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Senhor e Isto É, e correspondente free lancer da Reuters, entre outros veículos de comunicação. Redator e editor na Rádio Gaúcha, diretor de redação da Revista Mundo, professor de Redação Jornalística na PUCRS e assessor de imprensa na Câmara dos Deputados durante a Assembleia Nacional Constituinte, atualmente edita o Blog Luiz Reni Marques.

    “O último concerto de jazz” é o seu segundo romance. Antes, lançou “Noite longa demais”, que pode ser encontrado apenas em versão digital na Amazon.Com. Publicou também a obra de não ficção “O Mar de Dentro no Continente de São Pedro”, que conta aimportância da hidrovia na formação do Rio Grande do Sul, com imagens do fotógrafo Emílio Pedroso.

  • “Acqua” mostra as múltiplas vertentes da técnica de aquarela de 33 artistas gaúchos
    Obra de Debora Duarte/ Divulgação

    “Acqua” mostra as múltiplas vertentes da técnica de aquarela de 33 artistas gaúchos

    A exposição “Acqua”, com vernissage no dia 8 de setembro, apresenta o trabalho  de 33 aquarelistas do Rio Grande do Sul. Segundo o material de divulgação, o curador e arquiteto Anaurelino Barros Neto, com Pós-Graduação em Praticas Curatoriais e Bacharelado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, pretende apresentar, através da exposição, a produção de grupos de aquarelistas e artistas independentes , mostrando as múltiplas vertentes da técnica  de aquarela no Estado do RS, desde as linguagens mais tradicionais até as abordagens mais contemporâneas e abstratas. 

    Obra de Luciane dos Anjos. Foto; Divulgação
    ARTISTAS :
    Ana Lovatto /  Ana Germani / Achylles Costa Neto / Anderson Neves /  Andrea Amaro / Beatriz Gonçalves / Débora Duarte / Deja Rosa / Denise Giacomoni / Denise Marcolin / Denise Wichmann / E. Arigony /
    Eliane Abreu / Emília Gontow / Erico Santos / Eron Teixeira / Graça Craidy /  Helena Stainer / Isabel Ferreira /
    João Iganci / Kika Herrmann / Liana D`Abreu / Lilian Maus / Luciane dos Anjos / Mara Rejane / Marlia Fayh /
    Nara Fogaça / Roseli Gertum Becker / Sandra Kravetz / Sílvia Peruffo / Sônia Benedetto / Tânia Rossari /
    Zezé Carpena Ferreira.
    Obra de Liana DAbreu/ Divulgação
    Texto do curador sobre a exposição:
    “As aquarelas quase fotográficas e tradicionais sempre serão   a   nossa   referência   e   terão   nossa   admiração.  Temos exemplos impressionantes, como o do artista José Lutzemberger e sua perfeição técnica, entre outros aqui mesmo mesmo no Rio Grande do Sul.
                    Na   aquarela,  a   água   é  o   determinante   fundamental para o êxito. Quem domina a sua dosagem e evaporação, em relação   ao   pigmento,   certamente   domina   a   técnica.  Dessa maneira, é possível determinar as diferentes nuances da tinta, a saturação ou a leveza do pigmento, bem como as sobreposições de   camadas   de   tinta.  Revelam-se,   assim, surpreendentes transparências e delicadezas, em descobertas de fusão de cores em pinceladas aleatórias. Por vezes, chega-se, até mesmo, a desenhar com o pincel.
    Obra de João Iganci/ Divulgação
    Tão importante como as técnicas mais tradicionais e acadêmicas,   são   os   processos   construtivos   da   abstração   na aquarela.   O   acaso   e   suas   eleições   também   exigem   grande domínio   para   se   obterem  estruturas   formais   poderosas   e convincentes.
                    Como nos ensinou a grande artista e teórica Fayga Ostrower, “os acasos existenciais irão transformar-se em acasos   significativos,   e   serão   reconhecidos   imediatamente”.   Essa intuição, em arte, não significa recursos menores e sem valor: ao contrário, pode corresponder a um resultado repleto de memórias afetivas que foram construídas ao longo de sua trajetória.
    Obra de Helena Stainer/ Divulgação

    Os   aquarelistas   devem   estar   atentos   e   receptivos durante   esses   processos,   que   serão   sempre   sua   fonte acumulativa – casual ou não – de experiências, resultando na bagagem cultural única e pessoal de suas criações. É   em   seus ateliês   que   nós,   curadores,   percebemos  estes   resultados   originais   e   autorais.   Nesse   espaço,   seus   processos interiores nos são revelados. As curadorias servem   justamente para eleger e selecionar – dentro destes universos  solitários que, por vezes, não têm um referencial exterior – as obras   mais   significativas,   mais   contundentes   e   ousadas,  orientando caminhos futuros, os quais podem ser imperceptíveis aos próprios artistas.

                    É justamente essa impulsividade e ousadia que   permitem   que   a   Arte   evolua:   são   essas   sucessivas  possibilidades criadoras que sempre nos surpreendem.
    Obra de Graça Craidy/ Divulgação
    SERVIÇO
    EXPOSIÇÃO “ACQUA”
    ONDE : GALERIA STUDIO JARDIM . Av New York , 506 . Bairro Auxiliadora
    QUANDO : Vernissage dia 8 de setembro de 2022 . Visitação de  12 de setembro a 21 de outubro de 2022 . Horario de 14 h ás 18h.
    CURADORIA : Anaurelino Corrêa de Barros Neto.
    CONCEPÇÃO DE PROJETO : Ana Isabel Lovatto
    Obra de Arigony/ Divulgação
  • “Terapia de casal” – Uma comédia em crise, no Teatro Renascença
    Terapia de casal -Foto:: Vilmar Carvalho /Divulgação

    “Terapia de casal” – Uma comédia em crise, no Teatro Renascença

    Escrita por Juliana Barros e dirigida por ela e Fernando Ochoa, a montagem traz histórias reais (ou não) para o palco, e pretende divertir e emocionar

                A peça Terapia de Casal estreia em setembro já com um norte bem definido: qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência! O texto escrito por Juliana Barros traz para a cena a história de Alice e Marcos, um jovem casal que se conhece no início da década de noventa e que depois de uma década de relacionamento – com alguns conflitos, crises e muitas risadas – se vê diante de um terapeuta numa sessão de terapia. Durante aproximadamente uma hora, os dois revivem e compartilham com o público a dor e a delícia de um casamento. A estreia da montagem, dirigida pela própria Juliana e Fernando Ochoa, aconteceu dia 2 de setembro no Teatro Renascença, e a peça estará em cartaz nesta próxima semana, dias 9 e 10, às 21h e domingo, dia 11, às 19h. No sábado haverá bate-papo após a sessão, conduzido pela Domus – Terapia de Casal e Família.

                A linha do tempo de Alice e Marcos vai sendo desvendada por meio da terapia dos protagonistas, com situações divertidas, mas repletas do mundo real, onde os medos, inseguranças, crises, choros e gozos fazem parte do cardápio. O público na plateia faz as vezes do terapeuta que, atento a tudo, se esforça para dar um sentido e estabilidade para o casal em questão. “Quando escrevi esse texto, nos anos 2010, imaginava que eu seria a atriz, a personagem Alice”, afirma Juliana. “Porque escrevi a partir das minhas próprias experiências, vivências, relacionamentos. Em cena misturei tudo, embaralhei as cartas! Tem um pouco do que aconteceu comigo, um pouco de imaginação, um pouco de vida dos outros, porque amo contar histórias de vida”, completa.

                Os personagens vividos por Letícia Kleemann e João Petrillo são como todos nós, com seus desejos e inseguranças.  “A gente não é certo ou errado e, portanto, num relacionamento eu acho que não há certo ou errado, vilão ou vítima, sempre existem os dois lados da moeda, afirma a autora. “Aqui, a ideia é que possamos nos ver através do teatro. Na década de 90 integrei um espetáculo que me marcou muito, o Bailei na Curva. Desde lá persegui o sonho de poder fazer um tipo de teatro no qual as pessoas riem e choram na mesma medida, é sensacional!”, complementa Juliana.

    Terapia de casal – Vilmar Carvalho /Divulgação

    Ficha técnica:

    Texto original de Juliana Barros

    Direção Juliana Barros e Fernando Ochoa

    Elenco: Letícia Kleemann e João Petrillo

    Música tema: Só pro meu prazer- Leoni e Fabiana Kherlakian

    Trilha sonora original: Fábio Marrone

    Direção de arte: Diego Steffani

    Iluminação: Fernando Ochôa

    Divulgação: Bebê Baumgarten Comunicação

    Produção: Top Agência Produtora

    Terapia de casal – uma comédia em crise

    Dias 9 e 10 de setembro, 21h

    Domingo, dia 11, às 19h

    Teatro Renascença – Av. Erico Verissimo, 307

    Ingressos antecipados no Sympla

    R$ 60,00 inteira / R$ 30,00 meia

    https://www.sympla.com.br/evento/terapia-de-casal-uma-comedia-em-crise/1669474

  • Marcelo Delacroix e quinteto apresentam músicas do novo trabalho, no Espaço 373
    Giovanni Berti, Marcelo Delacroix, Mateus Mapa, Zelito e Beto Chedid – Foto: Isidoro B. Guggiana/ Divulgação

    Marcelo Delacroix e quinteto apresentam músicas do novo trabalho, no Espaço 373

     

    No próximo sábado (10), o Espaço 373 recebe o músico e compositor Marcelo Delacroix, em formato quinteto: Beto Chedid (violões, bandolim, cavaquinho, harmônica e voz), Giovanni Berti (percussão e voz), Mateus Mapa (flauta, baixo, percussão e voz) e Zelito (violões, violino, baixo e voz). No repertório estarão canções inéditas, já apontando para o próximo disco, como Precisamos Conversar (parceria com Mário Falcão), Benfazeja (com Arthur de Faria e Nelson Coelho de Castro, que também participam do show), Fonte da Nostalgia (com Carlo Pianta), Luna Diurna (com Raul Ellwanger).

    De seus discos anteriores, não faltarão as já conhecidas Chove sobre a Cidade (com Ronald Augusto), Inverno (com Arthur de Faria), História de Nós Dois (com Leandro Maia) e Cantiga de Eira, do folclorista Barbosa Lessa, canção que esteve esquecida por décadas, e foi revitalizada por Delacroix e seu disco Depois do Raio.

    Marcelo Delacroix – Foto: Vitória Proença/ Divulgação

    Ao longo de sua trajetória, Delacroix lançou cinco discos: Grupo Quebra Cabeça (instrumental, 1994), Marcelo Delacroix (2000) e Depois do Raio (2006), ambos vencedores do Prêmio Açorianos de Melhor Disco MPB; Canciones Cruzadas (2013), em parceria com o uruguaio Dany López, e Tresavento (2020), seu mais recente trabalho. O músico compôs diversas trilhas para produções de teatro, dança, televisão e cinema, que também lhe valeram alguns prêmios.

    Marcelo Delacroix, Giovanni Berti, Mateus Mapa, Zelito e Beto Chedid – crédito Isidoro B. Guggiana/ Divulgação

    SERVIÇO

    Show Quinteto Marcelo Delacroix

    Quando: 10 de setembro | Sábado | 21h

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)

    Ingressos: R$ 35 a R$ 100

    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/marcelo-delacroix/1706128

    Ingresso Amigo: R$ 35
    Ingresso Mui Amigo: R$ 45
    Ingresso 373: R$ 55
    Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
    Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)

    Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

  • Ateliê dos Arteiros ministra oficina “Cria Criatura” para crianças e adolescentes

    Ateliê dos Arteiros ministra oficina “Cria Criatura” para crianças e adolescentes

     

    Nos dias 8 e 15 de setembro, o Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho promove a oficina Oficina Cria Criaturas, a partir do desenho, da pintura e da colagem. Experimentações com aquarela e materiais incomuns para novas texturas e criação de diferentes expressões faciais. Um tempo para criar, ampliar o imaginário e fazer novas descobertas.

    Os encontros, pensados para crianças e adolescentes entre 11 e 14 anos, ocorrem em duas quintas-feiras, das 14h30 às 16h30. O investimento é de R$ 180, com material incluso.

    O Ateliê dos Arteiros integra o projeto Gira-Arte, criado em 2021, que oferece mais de 20 modalidades de formação artística para crianças e jovens.

    PROGRAMAÇÃO

    Oficina 1: Aquarela – técnicas para criar texturas – desafios de desenho – criação de monstros, seres e criaturas.

    Oficina 2: Colagem – técnicas para criar expressões faciais – criação de animais e seres imaginários com diferentes caras e caretas – escrita de diálogos e minicontos.

    Sobre as ministrantes

    Anelore Schumann é idealizadora e coordenadora do projeto Ateliê dos Arteiros, desde 2010, e coordenadora do projeto Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho. Realizou cursos de desenho e pintura no Ateliê Livre da Prefeitura, de 1986 a 1990, e pintura poética em 2007 e 2008, no Grupo Cero em Porto Alegre. Integrante da Escola de Poesia desde 2003, publicou poemas na revista Ovo da Ema (zero, 1, 2 e 4) e escreveu Vestígios de Kairós, seu primeiro livro de poesia, publicado em 2017. A partir de 2010, coordenou oficinas de arte para crianças e adolescentes no Ateliê Oca e em outros espaços culturais. Realizou mais de 15 exposições, entre as quais: Mostras de pinturas e desenhos das Oficinas de Arte do Ateliê dos Arteiros (2011/2018), Mario Quintana 110 anos (2016) e Mostra de Pinturas do Ateliê dos Arteiros – Gatos e Paisagens no Centro Cultural 25 de Julho (2019). Também foi idealizadora do projeto de Arte e Leitura A História Sem Fim, baseado no livro homônimo do escritor Michael Ende, e curadora da Exposição Virtual Ateliê dos Arteiros (2020).

    Ana Tedesco é ministrante das Oficinas de Arte para Crianças e Adolescentes, no Ateliê Oca, desde janeiro de 2014, e do Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho, desde janeiro de 2020. Ministrou oficinas de arte para crianças no Clube de Cultura, no Memorial da Justiça do Trabalho e na Casa de Cultura Mario Quintana. Colaborou na produção e montagem de mais de dez exposições entre os anos de 2011 e 2020, entre elas a Mostra de Pinturas do Ateliê dos Arteiros, no Centro Cultural 25 de Julho (2019) e a Exposição Virtual do Ateliê dos Arteiros (2020).

    SERVIÇO
    Oficina Cria Criaturas | Desenho, pintura e colagem
    Quando: 8 e 15 de setembro | Quintas-feiras | 14h30 às 16h30
    Onde: Centro Cultural 25 de Julho (Rua Germano Petersen Jr., 250 – bairro Auxiliadora)
    Oficineiras: Anelore Shumann e Ana Tedesco
    Público-alvo: crianças e adolescentes com idades entre 11 e 14 anos

    Investimento: R$ 180 (material incluso)

  • OSPA realiza concerto especial em homenagem ao Bicentenário da Independência
    OSPA fará concerto especial . Foto: Lucia Moreira / Divulgação

    OSPA realiza concerto especial em homenagem ao Bicentenário da Independência

    Na semana em que a Independência do Brasil completa 200 anos, as comemorações ganham o reforço da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). A apresentação está programada para sexta-feira, 9 de setembro, às 20h, na Casa da OSPA. O maestro do Coro Sinfônico da OSPA Manfredo Schmiedt rege um repertório de grandes clássicos da música brasileira, que terá ainda participação da Banda de Música do 3º Batalhão de Polícia do Exército. O ingresso deve ser trocado por 1kg de alimento e já pode ser retirado na Bilheteria da Casa da OSPA ou no site sympla.com.br. O espetáculo também poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube.

    A apresentação encerrará a programação especial do Comando Militar do Sul em celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil, que teve início no fim de agosto. A Banda de Música do 3º BPE abre o concerto com um repertório popular, sob regência do 1° Tenente Marlucio Loreto de Moraes, que inclui “Suíte Nordestina”, do pernambucano Mestre Duda, “Copacabana”, de Braguinha e Alberto Ribeiro, e “Na Baixa do Sapateiro”, um samba composto por Ary Barroso e gravado por Carmen Miranda.

    Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes . Foto: Sgt PiresCMS/ Divulgação

    Em seguida, a OSPA assume o palco para executar a abertura da ópera “Il Guarany”, de Carlos Gomes, que ganhou fama como a trilha do programa “A Voz do Brasil”. A orquestra também interpreta a “Rapsódia Nazaretheana para Piano e Orquestra”, obra em que Alfred Hülsberg orquestrou diferentes peças de Ernesto Nazareth, dentre elas “Brejeiro”, “Odeon” e “Apanhei-te, Cavaquinho”. Nessa peça, a pianista Olinda Allessandrini será a solista.

    Também serão interpretadas peças de teor patriótico, como o próprio “Hino da Independência”, composto por Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga, cantado pelo Coro Sinfônico da OSPA, e ‘‘Abertura 1812’’, célebre música escrita por Piotr Ilitch Tchaikovsky para celebrar a vitória das tropas russas sobre a invasão napoleônica no ano citado no título. A obra é, até hoje, reconhecida pela instrumentação, que incorpora à orquestra uma banda militar e disparos de canhão que interrompem uma representação da Marselhesa, o hino francês.

    Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes. Foto: Sgt PiresCMS /Divulgação

    Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército

    A Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército (3º BPE) tem como principal função dar marcialidade às formaturas e desfiles militares, dentro e fora dos quartéis, bem como apresentações, retretas e concertos ao público civil, com repertório que vai do clássico ao popular. Possui também, no seu repertório, dobrados, marchas e canções militares. Integrada aos valores culturais, a Banda ocupa lugar de destaque no Comando Militar do Sul, constituindo-se em valioso elemento de integração entre a sociedade gaúcha e o Exército Brasileiro. Já participou de diversos eventos nacionais e internacionais, como o IV e o V Encontros de Bandas Militares em Montevidéu, no Uruguai, e em Buenos Aires, na Argentina. Atualmente, é regida pelo 1º Tenente Músico Marlucio Loreto de Moraes e possui 57 integrantes.

    Coro Sinfônico da OSPA

    O Coro Sinfônico da OSPA é formado por cantores voluntários que se dedicam a interpretar grandes obras do repertório coral-sinfônico. Além de participações marcantes na programação da OSPA, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo realiza concertos à capela em diferentes cidades do estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. Em seu repertório estão obras de Aguiar, Bach, Beethoven, Bizet, Borodin, Brahms, Gounod, Händel, Haydn, Mahler, Mendelssohn-Bartholdy, Mignone, Mozart, Mussorgsky, Orff, Prokofiev, Puccini, Rachmaninoff, Rimsky-Korsakov, Santoro, Stravinsky, Tchaikovsky, Verdi, Villa-Lobos, Vivaldi, entre outros. A equipe artística do coro é formada pelo maestro Manfredo Schmiedt, a professora de canto Elisa Machado e o pianista Eduardo Knob.

    Maestro Manfredo Schmiedt. Foto: LuciaMoreira /Divulgação

    Manfredo Schmiedt (regente)

    Com vasta experiência coral e orquestral por todo o mundo, Manfredo Schmiedt é o maestro do Coro Sinfônico da OSPA desde 1992. Possui mestrado em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduação na mesma área pela UFRGS. Seu currículo acadêmico inclui duas importantes condecorações: Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Apresentou-se, como convidado, em destacadas orquestras do mundo, como a Filarmônica de Mendoza (Argentina), a Orquestra Sinfônica da University of British Columbia (Canadá), a Filarmônica de Belgrado (Sérvia), a Sinfônica do Noroeste da Flórida (EUA) e a Petrobras Sinfônica (Brasil). Entre 2002 e 2020, foi regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

    Pianista Olinda Allessandrini. Foto: Flávio Wild/ Divulgação

    Olinda Allessandrini (solista – piano)

    Olinda Allessandrini é uma das mais conceituadas pianistas brasileiras, com um vasto repertório de obras para piano solo, além de música de câmara e concertos com orquestras, do barroco ao contemporâneo. Sua discografia abrange 11 CDs solo e 17 CDs como pianista convidada. Lançou também o DVD “pamPiano”, com direção de Caio Amon. Sua constante atividade de pesquisa e divulgação da música brasileira e latino-americana foi valorizada em várias edições do Prêmio Açorianos e com a distinção Líderes e Vencedores, da Assembleia Legislativa do Estado, como destaque na área cultural.

    ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)

    Concerto do Bicentenário da Independência
    Concerto: Sexta-feira, 9 de setembro, às 20h.
    Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingresso: 1kg de alimento.

     Bilheteria on-line: via Sympla em bit.ly/ospa2022_ingresso.
    Bilheteria na Casa da OSPA: sexta-feira (9/9), das 12h às 20h.
    Estacionamento: gratuito, no local.
    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
    Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
    Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
    Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

    Programa:

     

    CONCERTO DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA

     

    Mestre Duda | Suíte Nordestina

     

    Braguinha e Alberto Ribeiro | Copacabana

     

    Ary Barroso | Na Baixa do Sapateiro

     

    Apresentação: Banda de Música do 3º BPE

     Regência: 1° Ten Marlucio Loreto de Moraes

     

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    Antônio Carlos Gomes | Abertura Il Guarany

     

    Alfred Hülsberg | Rapsódia Nazaretheana para piano e orquestra

    Solista: Olinda Allessandrini (piano)

     

    Apresentação: OSPA

    Regência: Manfredo Schmiedt

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    Piotr Ilitch Tchaikovsky | Abertura 1812

     

    Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga | Hino da Independência

    Participação: Coro Sinfônico da OSPA

     

    Apresentação: OSPA e Banda de Música do 3º BPE

    Regência: Manfredo Schmiedt

     

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  • Fotografias com alma e graça, na exposição “Ir-Real 2 ”, de Marcos Monteiro

    Fotografias com alma e graça, na exposição “Ir-Real 2 ”, de Marcos Monteiro

     

    O fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro abre dia seis, terça-feira, na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha, onde é curador, sua nova exposição “Ir-Real 2”, que fica no local de três de setembro a 31 de outubro. A mesma mostra será levada para a Galeria de Arte Restinga, na Praça Alvorada, no bairro do mesmo nome, de dois de novembro a 10 de dezembro.

    São 34 fotos, coloridas e PB. Curador da exposição, o fotógrafo e professor de Fotografia, Rogério Soares, apresenta o novo trabalho de Marcos Monteiro, no texto abaixo:

    “Como era de se esperar, “Ir-Real”, em sua 2ª edição, re-surge ainda com mais força. Força essa, promovida por um olhar sempre atento, mas principalmente terno e humanista do qual Marcos Monteiro se utiliza para revelar seres anônimos, ora transmutados em autênticos personagens de sua amada cidade.

    Partindo sempre de promissoras inferências sobre os lugares e pessoas a que escolhe fotografar, o autor através de brilhantes “insights” parece brincar com o que os olhos em uma 1ª mirada não conseguem ver. Assim mais uma vez, como puro passe de mágica, o fotógrafo a partir de uma técnica notadamente apurada, não somente retira do “real” o palpável e corriqueiro, como também habilmente o corrompe, tornando-o ainda mais rico, belo e instigante.

    Neste sentido, o diverso conjunto de fotografias revigora um “espírito lúdico”, capaz de promover em cenas paralelas, pertinentes correspondências plásticas e semânticas. Então somos surpreendidos por imagens que se entregam a ilusão, criando assim efeitos miméticos onde contra-pontos, rastros, reflexos, sombras, sobre-posições entre outros aprontam o que deve ser “dito” .

    Dotadas de alma e graça, essas fotos ouso dizer, sem esforço algum, se aproximam do olhar de fotógrafos como “Robert Dosneau” e “Frederick Sommer” por exemplo. Monteiro, como sabemos, é um sujeito que gosta de gente, e suas fotos igualmente gostam de gente. Tanto é verdade, que para produzi-las, ele seleciona não somente a melhor hora do dia ou da noite, buscando a luzideal, como pontos ou lugares conhecidos do grande público, mas de onde, e como ninguém consegue compor insólitos e únicos instantâneos.

    Dessa forma, a vida diurna e noturna aparece ora repleta de amigos, desconhecidos, transeuntes e objetos que parecem ganhar “vida” ao mediarem, como sustenta Roland Barthes, a relação dos Homens com o mundo.

    Concluindo, Ir-Real também se institui como autêntico “ato de linguagem” ao sustentar um discurso que além de pretender, ainda oferece uma arte verdadeiramente democrática, já que a rua que abriga a produção de tais fotos é a mesma que orgulhosamente as re-apresenta.

    Então e por isso mesmo ,,, muito obrigado Marcos Monteiro.”

    SERVIÇO
    Exposição “Ir Real 2”, com 34 fotos.
    De 03.09 a 31.10: Galeria Escadaria
    – Viaduto Otávio Rocha- Centro Histórico
    De 02.11 a  10.12 2022: na Galeria Arte  Restinga –
    Praça Esplanada- Restinga