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  • Casa de Caio Abreu não é caso isolado: Porto Alegre vive apagão no Patrimônio Histórico e Cultural

    Casa de Caio Abreu não é caso isolado: Porto Alegre vive apagão no Patrimônio Histórico e Cultural

    Anotações para uma reportagem

    Não tenho condições de apurar e completar as informações que reuni para uma reportagem sobre o que se afigura como um verdadeiro “apagão” que atinge Porto Alegre nos seus 250 anos, num setor vital da cidade – o da memória e do patrimônio cultural.

    Diz meu código de ética que um jornalista não pode deixar de divulgar informações de interesse  público a que tenha acesso e, como considero gravissimos os indícios que tenho, coloco-os disposição, na crença de que há bons repórteres na praça, que poderão completar ou mesmo desmentir este meu relato inicial.

    A demolição da casa onde viveu Caio Fernando Abreu é apenas um exemplo do descaso.

    Desde 2011, havia um movimento para preservaçao do imóvel, que é “personagem” em vários textos do autor. Mas o Secretário de Cultura, Gunter Axt, declarou aos jornais que não tinha informações sobre o assunto.

    Outras fontes:

    1) Nelson Boeira, filósofo, ex-reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), professor adjunto de Ética e Filosofia Política na UFRGS e autor de diversos artigos sobre filosofia política e história. Foi “saído” do Departamento de Memória e Cultura, da Secretaria Municipal de Cultura, por divergências com a orientação sobre licenciamentos envolvendo terrenos que têm imóveis inventariados.

    Boeira, um professor de 78 anos, ligado ao MDB desde as Diretas JÁ,  evita comentar, mas admite que não concordava com algumas licenças  que envolviam prédios tombados nos bairros Moinhos de Ventos, Petrópolis e Menino Deus.

    Depois de sua saída, várias obras foram autorizadas.

    No bairro Petrópolis, onde a questão da preservação dos prédios representativos de um ideal de “cidade jardim” se arrasta há mais de dez anos. O inventário de imóveis passíveis de tombamento foi reduzido de mais de 600 para algo em torno de 100.

    2)  José Francisco Alves, historiador da arte, autor de A Escultura Pública de Porto Alegre, 412 páginas com quase 2 mil imagens, fruto de mais de 25 anos de pesquisa. Desde os chafarizes franceses instalados em 1865 até peças que passaram a integrar logradouros públicos em 2022.

    Alves não contou com nenhum apoio oficial para seu trabalho monumental.

    Quando lançou o livro, mandou um exemplar para o prefeito, não recebeu sequer uma mensagem de agradecimento.

    Lauro Alves / Agencia RBS

     — Temos obras de arte de valor em todas as linguagens. Isso que é importante. Temos estatuária, bustos, monumentos históricos, obeliscos, fontes ornamentais, arte moderna e arte contemporânea, além de cemitérios. Temos de tudo em grande quantidade para uma cidade do nosso tamanho”, diz o pesquisador.  

    Mas esse patrimonio todo está num estado lamentável de abandono. No Departamento de Patrimônio e Memória há um único funcionário para cuidar dos monumentos e esculturas públicas, mais de 700.

    O vandalismo que mutila ou rouba estátuas é um problema, mas o poder público pelo descaso faz parte dele.

    A própria sede da Diretoria de Patrimônio e Memória, a Casa Godoy, na avenida Idependência, é um retrato da situação.

    O prédio tombado está “caindo aos pedaços”. No pátio, esculturas mutiladas retiradas de espaços públicos estão amontoadas.

    O prédio da Roco, de 1912, tombado desde 1997

    Há casos mais graves, como o da confeitaria Rocco, na esquina da Riachuelo com a Dr Flores, um monumento arquitetônico do século passado, que está ruindo.

    A Usina do Gasômetro, fechada há seis anos, é outro caso exemplar. O Centro Municipal de Cultura é outro…  (Continua)

     

     

     

  • Casa de Cultura Mario Quintana recebe a Exposição “La Marche”, de Paulo Henrique Lange 

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), recebe a partir desta sexta-feira, 22, a exposição “La Marche”, do artista visual Paulo Henrique Lange.

    Abertura às 18h, na Sala Radamés Gnatalli, no 4º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico).

    Graduado em Artes Visuais pela UFRGS, em 2018, Paulo H. Lange pesquisa linguagens do desenho, pintura, vídeo e fotografia analógica.

    La Marche é uma série de desenhos iniciada em 2018, realizada em nanquim preto e laranja sobre diversas folhas envelhecidas de cadernos de partituras.

    O artista descreve que o processo de criação foi disparado como que por brincadeira.

    “Fiquei fascinado por um cavalinho de brinquedo, que se desmontava em duas partes, separando em uma delas a cabeça e membros anteriores e, na outra, as patas traseiras e a cauda. Girei meia volta numa das peças e a seguir encaixei-a novamente com as metades invertidas. Quando esta figura do cavalinho invertido ganhou meu interesse como tema de desenho, decidi desenhá-lo sobre um material ‘contaminado’: folhas de cadernos de partituras. Elas guardavam sons latentes e um senso de ritmo progressivo, que imaginei que evocariam também o trotar ritmado do animal”, explica Paulo Henrique.

    Ao imaginar usos hipotéticos do cavalinho invertido, o símbolo pareceu simples o bastante para se tornar uma logomarca ou um brasão, algo que a concepção artística pudesse aderir a cenas de atividades coletivas ou íntimas. “A insígnia de um time de atletas ou de um partido político, uma estampa em um uniforme de banda marcial, uma tatuagem no corpo de alguém, etc. Estas associações provinham do acervo de referências visuais que se acumula no ateliê: recortes de ilustrações de livros, enciclopédias e fotos encontradas em briques. São imagens que me fascinam, nas quais reconheço o potencial de disparadoras de processos de criação e por isso as coleciono”, detalha.

    As inserções do cavalinho de La Marche em diferentes contextos dificulta conclusões sobre o real significado do símbolo e se torna um jogo de lançar pistas para tornar o mistério mais insolúvel a cada novo desenho. “Mais especificamente, interessa-me apresentar um trabalho que propõe um questionamento empático por parte do observador: que tipo de relação aquelas figuras desenhadas desenvolvem como signo? Em torno de quais ideias se unem estes grupos?”, instiga Paulo Henrique Lange.

    O artista expõe em Porto Alegre desde 2018. Em 2019, La Marche esteve em exposição individual em Blumenau, Santa Catarina. Em 2021, foi premiado no 7º Salão de Artes de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e participou da residência artística Tórus, em Garibaldi, no Rio Grande do Sul.

     

  • Duas apresentações marcam estreia de”Teatro para Pássaros”, no CHC Santa Casa
    Ensaio Teatro Para Pássaros-Foto Fernanda Chemale Divulgação

    Duas apresentações marcam estreia de”Teatro para Pássaros”, no CHC Santa Casa

     

    A estreia do espetáculo “Teatro para pássaros”, dirigido por Breno Ketzer Saul, será marcada por duas apresentações, que ocorrem nos dias 22 e 23 de julho (sexta e sábado), às 20h, no teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa (CHC Santa Casa – av. Independência, 75), em Porto Alegre.
    Escrita pelo argentino Daniel Veronese, mais do que propor uma reflexão sobre as dificuldades que enfrentam determinadas produções teatrais, onde o fazer artístico de linguagem alternativa entra em conflito com a necessidade de se apresentar um produto comercial; a peça amplia o foco para a complexidade das relações humanas em que poder e dinheiro animam um mundo em que pequenas violências parecem brotar inesperadamente do subsolo da civilidade. Tudo isso com muita ironia e uma nota do ridículo que habita o universo teatral e os demais projetos humanos.

    O elenco de Teatro Para Pássaros – foto Fernanda Chemale- Divulgação

    Em cena, o elenco interpreta seis atores que se reúnem em um apartamento, durante uma madrugada, para discutirem sobre um projeto artístico. A anfitriã Teresa, que assina a dramaturgia de sua primeira peça teatral, revela o interesse de vender o trabalho para seu ex-namorado, agora um renomado e bem-sucedido produtor de TV (Toni). A partir daí as coisas começam a se misturar, uma vez que a peça escrita por Teresa é o próprio espetáculo (Teatro para Pássaros) que estamos assistindo.

    Narrada, portanto, através de um exercício de metalinguagem (o teatro dentro do teatro), a trama passa por diversos pontos de tensão: um deles é de que Toni, que não gosta de teatro e ganha muito dinheiro na TV, não tem o menor interesse em abraçar o projeto de Teresa. Para agradá-lo e convencê-lo a mudar de ideia, ela acaba por se submeter, abrindo mão de escolhas, que alteram a originalidade de sua obra.

    Elenco e diretor de Teatro Para Pássaros – foto Fernanda Chemale_ Divulgação

    Isso gera revolta em Glória, uma das atrizes do elenco, que cita a poeta Emily Dickinson o tempo todo, em referência à “reclusão” da alma, que acaba sendo imposta pelo sistema, e que impede a essência humana de “voar”. Na sequência, passa a ser humilhada por Toni e revela novos tons de seu temperamento, com atitudes explosivas e violentas.

    Outro ponto de constrangimento na história é o fato de que os seis atores reunidos formam casais que já tiveram relações entre si anteriormente. Um deles chega ao ponto de se agredir fisicamente durante um conflito e os vestígios deste acontecimento parecem ressoar misteriosamente nas mortes sucessivas de dois porteiros do prédio, que acontecem uma no dia anterior e outra durante a madrugada do encontro do grupo.

    Mesmo assim, eles parecem não se importar em nada com isso. Pelo contrário: mergulham em um diálogo frenético e picotado, e se posicionam como se estivessem em uma arena, em um embate cujo ritmo lembra a engrenagem de uma máquina.

    Com narrativa enigmática que mistura com humor e ironia a realidade e a ficção, a obra apresenta uma dramaturgia ágil que pretende colocar a atuação (o trabalho de ator) no centro do acontecimento teatral. Os personagens criados por Daniel Veronese parecem arrastados por acontecimentos que os tornam reféns da ficção que eles mesmos produzem. A única forma de suportar a vida é atuando.
    Teatro para Pássaros
    Serviço:
    Data: Dias 22 e 23 de julho de 2022
    Horário: 20h
    Local: Teatro da Santa Casa, Av. Independência, 75 – Independência, Porto Alegre (https://www.chcsantacasa.org.br/)
    Classificação: maiores de 12 anos
    Ingressos:

    Ficha Técnica:
    Texto: Daniel Veronese
    Tradução: Rafaela Milara Kersting e o grupo
    Elenco: Áurea Baptista, Carla Cassapo, Dionísio Farias, Evandro Soldatelli, Raquel Zepka, Vinícius Petry
    Direção: Breno Ketzer Saul
    Assistente de direção: Naomi Luana Siviero
    Iluminação: Nara Maia
    Cenografia: Daniel Veronese e Breno Ketzer Saul
    Execução do Cenário: Artenova
    Pintura do Cenário: Adalberto Almeida
    Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas
    Fotografias: Fernanda Chemale
    Design Gráfico: Flávio Wild
    Duração: 100 minutos
    Produção e Realização: Independente Teatro

    Sobre o autor:

    Daniel Veronese é autor e diretor teatral e um dos primeiros dramaturgos argentinos que começa a chamar a atenção a partir do começo dos anos 90 com uma dramaturgia que dá eco à renovação do teatro propondo um teatro ceno-cêntrico e anti-literário. É autor de obras como ‘La muerte de Marguerite Duras’, ‘Mujeres Soñaron Caballos’ e ‘Espia uma mujer que se mata’, (versão de Tio Vânia de Tchecov). Tem inúmeras participações em festivais internacionais sendo considerado um dos dramaturgos e diretor de maior reconhecimento do teatro contemporâneo argentino.

    Sobre o diretor:

    Breno Ketzer Saul é ator, iluminador, sonoplasta e diretor de teatro tendo participado de diversos projetos de criação e montagem de espetáculos dos quais destaca os seguintes:”Kaldewei, A Farsa do Convidado Obsceno”. De Botho Strauss com direção de Maria Helena Lopes,1992. “Macário” De Álvares de Azevedo. Direção: Patrícia Fagundes, 1994. “New York.New York”. De Marlene Streeruwitz. Direção: Miriam Amaral.Porto Alegre,1996. Dirigiu a leitura dramática do texto “B” em Cadeira de Rodas” de Ronald Radde. Solar Paraíso/Porto Alegre em Cena. Porto Alegre, 2005. Dirigiu a leitura dramática do texto “Santo Elvis” de Serge Valetti no Estúdio Stravaganzza, 2005. “Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície” texto do dramaturgo argentino Daniel Veronese, 2016 e Teatro é sempre Arena, espetáculo em homenagem aos 50 anos do Teatro de Arena, 2017.

    Sobre o elenco:

    Áurea Baptista é atriz e diretora. Atuou em montagens teatrais como ‘O Pagador de Promessas’, ‘Antígona’, ‘Marxismo, Ideologia e Rock’n Roll’, ‘GPS Gaza’, todas elas produções assinadas por importantes diretores gaúchos. Dirigiu, entre outros espetáculos, “Salomé”, “O Amor e Sua Sombra” e os musicais “Música de Cena”, e “Cirandô”. Canta em vários CDs, entre eles “Calvo com Sobrepeso”, de Edson Natale e “Flicts”, de Roberto
    Oliveira e Arthur de Faria.

    Carla Cassapo é atriz, produtora cultural, preparadora de elenco e diretora cênica. Integrante do grupo teatral gaúcho Falos & Stercus de 1998 a 2021, produziu e atuou em diversas performances e espetáculos e em inúmeras mostras e festivais em espaços não convencionais no Brasil e no exterior. Em 2015, ganhou o Prêmio Açorianos de Teatro de Melhor Atriz Coadjuvante pelo espetáculo ‘O Mal Entendido’, dirigido por Daniel Colin.

    Dionísio Farias é ator formado pela Casa de Teatro de Porto Alegre sob a batuta de Zé Adão Barbosa. Teve aulas com profissionais como Graça Nunes, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné. Atuou em espetáculos como ‘O Apanhador’,’A Gaivota’, ‘Terror e Miséria no Terceiro Reich’, ‘O Mambembe” e “Carmen’, ‘Formas de Falar das Mães dos Mineiros Enquanto Esperam que Seus Filhos Saiam à Superfície’ e ‘Teatro é Sempre Arena’.

    Evandro Soldatelli é ator e diretor formado no Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Atuou em diversos espetáculos como: ‘Alpes em Chamas’ com direção de Miriam Amaral e ‘Hamlet’ com direção de Luciano Alabarse. Participou das minisséries ‘Mad Maria’ em 2004; ‘Força Tarefa’ em 2011, ‘Doce de Mãe’ em 2015 e ‘Desalma’ em 2019/2021. Desde 2017 dirige o show ‘Serenata de Encomenda’ do grupo Crê Tinas. Seu mais recente trabalho foi o “Sr. Esquisito” com o Coletivo Esquisites.

    Raquel Zepka é atriz, diretora e dramaturga. Autora do livro “Disformias desatadas” (2022) é mestranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atualmente pesquisa dramaturgias que radicalizam barreiras entre o real e o ficcional

    Vinícius Petry é vencedor de prêmios de atuação, trabalhou com os principais diretores de teatro de Porto Alegre como Roberto Oliveira, Camilo de Lélis, Dilmar Messias, Ronald Radde e Adriane Mottola. Atualmente faz sucesso com o espetáculo TOC – Uma Comédia Obsessiva Compulsiva sob direção de Lutti Pereira.

  • “Orquestra de Brinquedos e o Caminhão Brincalhão”, espetáculo gratuito na CCMQ
    Orquestra de Brinquedos. Foto Alex Ramirez

    “Orquestra de Brinquedos e o Caminhão Brincalhão”, espetáculo gratuito na CCMQ

    No dia 23 de julho, sábado, uma apresentação gratuita e híbrida marca o lançamento do projeto sócio-cultural “Orquestra de Brinquedos e o Caminhão Brincalhão” idealizado por Yanto Laitano, com produção da Primeiro Corte Produções. A apresentação acontece às 17h, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, RS.  Aberta ao público, é uma oportunidade para crianças, adolescentes e adultos vivenciarem uma tarde lúdica no início das férias escolares, neste ano em que a capital comemora seus 250 anos.

    Com uma trajetória de mais de dez anos, a Orquestra de Brinquedos é um espetáculo infantil de teatro musical que utiliza instrumentos de brinquedo manipulados por cinco soldadinhos de chumbo. Ao apresentar o seu repertório, os soldadinhos Abacaxi, Capitão, Grandão, Soldadinha e Veterano tocam e interagem ludicamente com o público através de performances musicais divertidas e envolventes. O repertório agrega cantigas de roda e obras de compositores consagrados.

    Os impactos e desafios impostos pela pandemia da Covid-19 fizeram nascer este novo personagem: o Caminhão Brincalhão, abrilhantando ainda mais o espetáculo, que agora ganha mobilidade e autonomia. Dessa forma, o distanciamento proporciona maior segurança e proteção ao público e também aos artistas e técnicos envolvidos. ,

    “Neste projeto, transformamos um caminhão de verdade em um caminhão lúdico, que leva a Orquestra de Brinquedos de carona, em um palco móvel. Esperamos todos lá neste dia especial”,  complementa Yanto Laitano, diretor do espetáculo.

    Esta primeira edição também terá apresentações em diversos abrigos e instituições de acolhimento da capital nos próximos meses, levando mais alegria a esses lares.

    O projeto ainda engloba encontros presenciais e virtuais com educadores e estudantes onde irá se abordar a contribuição da educação musical para o desenvolvimento cognitivo e socioafetivo na infância. Em ações destinadas a escolas públicas situadas em Porto Alegre, esses encontros híbridos acontecem entre setembro e outubro de 2022.

    Serviço

    Espetáculo cênico-musical infantil: Orquestra de Brinquedos e O Caminhão Brincalhão

    Data: 23 de julho de 2022, sábado

    Hora: 17h

    Local: Casa de Cultura Mario Quintana – Travessa dos Cataventos

    Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre – RS, CEP: 90020-004.

    Transmissão on-line: Primeiro Corte Produções – YouTube e Sulflix

    Gratuito.

    Ficha técnica

    Direção: Yanto Laitano

    Elenco: Yanto Laitano, Fábio Ly, Filipe Narcizo, Beto Chedid e Bruna Espinosa

    Produção: Primeiro Corte Produções

    Parceria de transmissão: Sulflix

    Apoio: Casa de Cultura Mario Quintana

    Patrocínio: SulAmérica

    Realização: Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura

    Lei de Incentivo à Cultura

    Redes Sociais

    @ocaminhaobrincalhao

    Assessoria de Imprensa: Fernanda Dora

    fernandadora@gmail.com e 51 981601155 @multiplica_dora

    Sobre: Orquestra de Brinquedos e Primeiro Corte Produções

  • O “Caminho em Cores” da Bahia, nas fotografias de Andréa Seligman

    O “Caminho em Cores” da Bahia, nas fotografias de Andréa Seligman

     

    A exposição de fotografias Caminho em Cores está no Bistrô do MARGS. A fotógrafa Andréa Seligman escreve sobre a motivação do seu ensaio fotográfico em visita à Salvador:

    CAMINHO EM CORES:
    “Meu olhar sobre a Bahia.
    Mais especificamente sobre Salvador, cidade encantadora, que transborda alegria, arte; na qual diversidade cultural e religiosa afloram em cada canto, em cada encanto, em cada sorriso.
    Meu coração bateu forte mesmo quando cheguei ao Pelourinho. Localizado no Centro Histórico de Salvador e tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, abriga artistas de todos os gêneros:
    música, pintura, teatro, entre outros.
    A arquitetura colonial portuguesa e a preservação das igrejas, museus e casarios dos séculos XVII e XVIII, ao longo das ladeiras de pavimentação original, fazem qualquer um perder o fôlego – literalmente.
    Foi como voltar no tempo e entrar num romance de Jorge Amado.
    Um dia não foi suficiente para os meus olhos curiosos. Voltei ao Pelourinho outras vezes, percorrendo cada rua, cada beco, degustando cada detalhe, cor, textura.
    O tempo parava para que eu pudesse encontrar os melhores ângulos e a luminosidade mais expressiva. Brincar de luz e sombra ao meio-dia,
    apreciar a luz amarelada das luminárias de rua, à noite.
    Esse lugar tocou minha alma.
    Voltarei mil vezes.
    Porque nem mil imagens serão capazes de retratar os momentos que lá deixei.”

     

    A fotógrafa Andréa Seligman. Foto: Divulgação

    Já a A Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS) publicou o seguinte convite:
    CONCURSO DE FOTOGRAFIAS AAMARGS – MARGS
    BISTRÔ DO MARGS 2020
    5ª edição
    O CONCURSO DE FOTOGRAFIA AAMARGS/MARGS tem como objetivo divulgar a obra de fotógrafos profissionais e amadores, residentes no Rio Grande do Sul, através de exposições no Bistrô do MARGS. O concurso, que retorna após ter suas exposições interrompidas em
    razão da pandemia em março de 2020, está em sua 5ª edição e é uma iniciativa da Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (AAMARGS), com o apoio do MARGS e do Bistrô.

    EXPOSIÇÃO:
    “Caminho em Cores”
    Andréa Seligman
    VISITAÇÃO:
    de 24/06 a 25/09/2022, no Bistrô do MARGS.
    SOBRE O ARTISTA:
    Andréa Seligman, Arquiteta e fotógrafa artística, teve sua primeira exposição individual em 2018. Selecionada em diversos concursos fotográficos, com exposições individuais e coletivas, premiações e menções honrosas (Paraty em Foco 2020/21, Brasília Photo Show
    2021/22, Museu de Arte do RS /AAMARGS, Espaço Cultural Correios, Street Expo Photo 19, 20, 21 e 2022, Art Lab Gallery São Paulo, entre outros).
    Exposição em Paris, na Galerie 59, rue Rivoli (coletiva), Lisboa e Porto (Portugal), com autorretrato selecionado no MIRA MOBILE PRIZE
    2022.
    Possui imagens publicadas no livro Cidade Feita de Rio (Arq Smart – 2021), Ponto De Vista (Stemmer Rodrigues Arquitetura – 2021), Brasília
    Photo Show 2022 (melhor foto com celular e medalha de ouro categoria Randômica), Porto Alegre em Imagens 250 anos – 2022)
    Atua como fotógrafa artística e com obras fine art / quadros para compor e transformar ambientes, atividade que alia o que mais ama: fotografia, arquitetura e arte.

    BISTRÔ DO MARGS:
    Telefone para contato: (51) 3018-1380
    Horário de Funcionamento: segunda a sábado, das 11h às 19h.
    AAMARGS:
    WhatsApp: (51) 98570-0013 | Telefone: (51) 3211-5736
    E-mail: aamargs@margs.rs.gov.br
    Facebook/aamargsmuseu
    no período da tarde

  • Banda Maria Bonita é a atração do Arraial Solidário do Espaço Marin
    Elojac, da banda Maria Bonita. Foto: Tiago Trindade- Divulgação

    Banda Maria Bonita é a atração do Arraial Solidário do Espaço Marin

    Este inverno promete ser o mais rigoroso dos últimos anos. Diante disso, o Espaço Marin mobiliza a comunidade para o Arraial Solidário no dia 16 de julho (sábado), das 16h até a meia-noite. A entrada é gratuita, com ponto de coleta de agasalhos no local (Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrn, 413 – Porto Alegre/RS). O espaço já está recebendo doações.
    Grupo Andanças. Foto Tiago Trindade- Divulgação
    O evento conta com o grande show do Forró Maria Bonita, banda pioneira do estilo no sul do país e abertura do músico Emerson Ribeiro. O Espaço Marin vem se destacando por receber grandes nomes da música brasileira e promete um caloroso arraial com muito quentão, pipoca, quadrilha, casamento na roça, brincadeiras, decoração e guloseimas juninas, promovendo uma bela causa social, engajado com a Campanha do Agasalho 2022. A animação fica a cargo do Grupo Andanças e da DJ Santinha, com um set especial de forró pé-de-serra.
    Grupo Andanças. Foto Tiago Trindade- Divulgação

    A Banda Maria Bonita é formada por Elojac (violão e voz e voz), Márcio Barão (Sanfona), Mestre Chico (zabumba) e Lua Barros (Triângulo), com participação especial de convidados, bailarinos e brincantes. O grupo, que reúne 3 gerações de musicistas, está preparando o videoclipe da música “Reabraço”, com direção de Tiago Trindade. No repertório, canções autorais como “Fulô di minina”, “Danielle”, “Colcha de Retalhos”, “Chuva de Baião”, além da música “Torpedo”, composta exclusivamente para a banda por Adriana Calcanhotto, da releitura de “Asa Morena” do gaúcho Zé Caradípia, canção consagrada nos anos 80 na voz de Zizi Possi e sucessos do momento.

    Arraial Solidário do Marin

    Sábado, dia 16 de Julho a partir das 16h até a meia noite.

    Espaço Marin – Rua Cecy Cordeiro Thofehrn 413, Porto Alegre/RS

    Entrada gratuita como ponto de coleta de agasalhos

    Atrações: Maria Bonita, Emerson Ribeiro e DJ Santinha

    Quentão, cerveja artesanal, comidinhas típicas, quadrilha, casamento na roça, brincadeiras e decoração especial.

     

    Programação : 🎤🎼🎭
     • 16h Abertura
     • 17h Quadro cangaceiros com o Grupo Andanças
     • 18h Casamento na roça
     • 19h Show do Emerson Ribeiro
     • 21h Dj Santinha
     • 22h Show da Banda Maria Bonita
     • 24h Quadrilha de encerramento
    ABERTO AO PÚBLICO
    Classificação etária: Livre (Evento para toda a família)

    🧣 Ponto de coleta de agasalho que será doado para comunidades do bairro Sarandi e arredores.

    Fotos: @tiagotrindadebr

  • Fotógrafo Rogério Soares ministra curso: “A Regência do Olhar”, no final de julho

    Fotógrafo Rogério Soares ministra curso: “A Regência do Olhar”, no final de julho

    Segundo o fotógrafo Rogério Soares ”  o curso abordará aspectos ligados à produção e leituras de fotografias através de um viés Semiológico. Para tanto serão analisadas de modo informal inúmeras imagens retiradas do cotidiano.”
    Quem é
    Rogério Soares – Graduado em jornalismo com Mestrado em Semiótica. Atuou como repórter fotográfico nos Eseguintes veículos: Jornais – Diário Catarinense, Correio do Povo e Zero Hora. Lecionou fotografia e semiótica em universidades como: ESPM, Unisinos, UCS, Univali, Uniritter entre outras ao longo de 30 anos
    Investimento: R$ 200,00
    Informações – whats: 51 98323 5707
    Serviço
    Curso: “A Regência do Olhar”
    Com o fotógrafo e semioticista – Rogério Soares
    Quando: 28 de julho – das 19 às 21 hs.
    Onde: Café do Avesso – Rua da República 303 – Cidade Baixa – Poa
    Valo: R$ 200,00
  • Quarteto Bibi Jazz mostra a música latino- americana em show no Espaço 373
    Quarteto Bibi Jazz – Foto: Divulgação

    Quarteto Bibi Jazz mostra a música latino- americana em show no Espaço 373

    Nesta sexta-feira, dia 15, a cantora uruguaia Bibiana Dulce, uma das mais importantes presenças femininas no jazz do RS, estreia no palco do Espaço 373 em um show que destaca a cultura latino-americana. No repertório do quarteto formado por Antonio Flores (guitarra), Mateus Mussatto (bateria) e Rodrigo Arnold (contrabaixo-acústico), canções como Alfonsina y el Mar, Sabor a Mi e Toda Yo (versão de All of Me em espanhol).

    Quarteto Bibi Jazz apresenta também clássicos do jaz. Foto: Divulgação

    Junto há sete anos, o grupo já percorreu os maiores festivais de jazz do Estado e tem três clipes lançados, entre eles Alfonsina y el Mar – referência no cancioneiro popular –, celebrada na voz de Mercedes Sosa (1935 – 2009) em parceria com o pianista Ariel Ramirez (1921 – 2010) com o historiador Felix Luna (1925 – 2009), na qual a cantora e os compositores argentinos dramatizam a morte escolhida da poetisa.

    A cantora Bibiana Dulce. Foto: Alexandre Auler- Divulgação

    SERVIÇO
    Quarteto Bibi Jazz
    Quando: 15 de julho | Sexta-feira | 21h
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/quarteto-bibi-jazz__1636003

    Ingresso Amigo: R$ 35
    Ingresso Mui Amigo: R$ 45
    Ingresso 373: R$ 55
    Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
    Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)

    Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

     

  • Porto Alegre pelas lentes de Ricardo Stricher

    Porto Alegre pelas lentes de Ricardo Stricher

    Há décadas Ricardo Stricher faz a crônica fotográfica de Porto Alegre.

    Neste sábado,  no Espaço Amelie, Stricher faz exposição com curadoria de Alexandro Auler, de parte de sua viagem poética pelas ruas da cidade. É sua homenagem aos 250 anos de Porto Alegre.
    A partir das 15 horas, na Vieira de Castro, 439

  • Uma mostra de tirar o fôlego: Zoravia Bettiol expõe 160 obras de sua coleção particular
    No atelier-galeria, 160 obras de artistas brasileiros e estrangeiros

    Uma mostra de tirar o fôlego: Zoravia Bettiol expõe 160 obras de sua coleção particular

    Além de artista visual de múltiplas técnicas, Zoravia Bettiol é uma caprichosa colecionadora de arte.

    Neste sábado, 9 de julho, ela abre seu atelier-galeria na Zona Sul de Porto Alegre com a exposição “Acervo Zoravia Bettiol – Artistas Brasileiros e Estrangeiros”.

    Só nesta mostra são nada menos que 160 obras, de artistas da Alemanha, Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Cuba, Grécia, Polônia, Portugal, Suíça e Uruguai.

    Adquiridas a partir de 1960, quando tinha 25 anos de idade, a primeira foi uma pintura da Regina Silveira, sua conterrânea e contemporânea, “importante artista nacional e internacionalmente, que também integra a mostra”, frisa Zoravia.

    A maior parte das obras em exposição são desenhos e gravuras, mas o acervo também conta com pinturas e esculturas. “Costumava comprar obras com frequência, inclusive quando fazia exposições no exterior. Depois de um tempo me dei conta que estava colecionando”, conta ela.

    Nesta mostra, destacam-se trabalhos de artistas brasileiros como Vasco Prado, Maria Bonomi, Marcelo Grassmann, Farnese de Andrade, Carlos Scliar e Ado Malagoli. E dos estrangeiros Luis Solari, Jorge Páez Vilaró, Lela Pascale, Adolf Frohner, Rudolf Krämmer e Hector Capurro.

    Além, é claro, de boas oportunidades para começar ou ampliar uma coleção com os trabalhos da própria Zoravia.

     

    Exposição “Acervo Zoravia Bettiol – Artistas Brasileiros e Estrangeiros”

    Inauguração:  sábado, 09 de julho de 2022 – das 14h às 18 horas

    Local: Galeria Zoravia Bettiol – Rua Paradiso Biacchi, 109 – Ipanema – Porto Alegre

    Período: de 11 de julho a 27 de agosto de 2022

    Horários: de segunda à sexta-feira das 9h às 18h e sábados das 15h às 18h

    Informações e contatos: (51) 3354-2456 ou (51) 99351-8143