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  • “O pai acaba de falecer. Tranquilo”
    Escritor estava hospitalizado há três semanas.

    “O pai acaba de falecer. Tranquilo”

    Às 2h42 da madrugada deste sábado, 30 de agosto, a filha de Luís Fernando Veríssimo mandou mensagem aos amigos mais próximos: “O pai acaba de falecer. Tranquilo.”

     Veríssimo, 88 anos, estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, há  três semanas com princípio de pneumonia. 

    Verissimo tinha Parkinson e problemas cardíacos – em 2016, implantou um marcapasso. Em 2021, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e segundo a família, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação.

    Filho do romancista Érico Verissimo, Luis Fernando  atuou como cronista, cartunista, tradutor, roteirista, publicitário,  e dramaturgo.

    Foram mais de 80 livros publicados, entre eles clássicos como “As Mentiras que os Homens Contam”, “O Popular”, “A Grande Mulher Nua” e “Ed Mort e Outras Histórias”. Com “O Analista de Bagé”, lançado em 1981 pela L&PM, Verissimo ganhou consagração nacional. A primeira edição esgotou-se em uma semana.

    Do pai, herdou também a paixão pela música e dedicava-se ao saxofone, que aprendeu a tocar quando morou nos Estados Unidos, ainda adolescente.

    Verissimo deixa a esposa Lúcia Helena, os filhos Pedro, Mariana e Fernanda, e os netos Lucinda e Davi.

    Luís Fernando vVeríssimo nasceu em Porto Alegre, em 26 de setembro de 1936. Viveu parte da infância e adolescência nos Estados Unidos porque o pai, o escritor Erico Verissimo, dava aulas de literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland.

    O primeiro livro, “O Popular”, foi publicado em 1973. No total, foram mais de 80 livros publicados e quase 6 milhões de cópias vendidas, entre crônicas, romances, contos e quadrinhos.

    Discreto nos hábitos e nas declarações, Verissimo ainda vivia na casa onde cresceu depois do retorno ao Brasil. O imóvel no Bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi comprado em 1941 pelo pai.
    O humor marcou sua obra. Entre os personagens mais conhecidos criados por ele estão os de “Ed Mort e outras histórias”, de 1979, “O analista de Bagé”, de 1981, “A velhinha de Taubaté”, de 1983 e “Comédias da vida privada”, de 1994, que deu origem à série da Rede Globo produzida durante os três anos seguintes.

    “Não tenho uma vocação humorística, mas consigo eventualmente produzir humor. É uma coisa mais deliberada, mais pensada, do que espontânea, no meu caso”, disse em entrevista na época.

    No final da década de 80, foi um dos roteiristas do programa de humor “TV Pirata”. Entre sucessos comerciais também estão “Comédias para se ler na escola” e “As mentiras que os homens contam”, de 2000.

    Quando morou nos Estados Unidos, Veríssimo estudou no Roosevelt High School, em Washington. Foi lá que conheceuo gosto pelo Jazz e teve aulas de saxofone. Mas, por trás do saxofone e das páginas dos livros, se escondia um homem tímido.

    “Eu sempre digo que não dominei a arte de falar e escrever ao mesmo tempo, são duas coisas que se excluem, então é nesse sentido é que se manifesta a minha timidez”, declarou em entrevista.

    Em entrevista ao programa “GloboNews literatura”, em 2012, ele falou sobre o seu conhecido comportamento introspectivo. Conhecido por respostas concisas em entrevistas, Luis Fernando Verissimo negou que fosse uma pessoa calada. “Não sou eu que falo pouco, os outros é que falam muito”.

     

  • Usina do Gasômetro: suspensão do leilão é oportunidade para se discutir o projeto
    Foto: Ramiro Furquim

    Usina do Gasômetro: suspensão do leilão é oportunidade para se discutir o projeto

    O modelo da parceria, desenvolvido pela empresa São Paulo Parcerias, para viabilizar a operação prevê um “aporte inicial” de R$ 7,5 milhões e um repasse de até R$ 4,9 milhões por ano ao parceiro privado a partir do terceiro ano de contrato. No total, a subvenção pública para a PPP poderá chegar a R$ 95 milhões em 20 anos.

    A prefeitura justifica a necessidade dos repasses pela constatação de que a receita gerada apenas com atividades culturais e comerciais não seria suficiente para sustentar a manutenção do equipamento.

    Com o leilão suspenso e uma disputa judicial pela frente, vai se abrir um espaço para o debate, que até agora não houve, sobre o projeto cultural para ocupação e utilização dos 12 mil metros quadrados da Usina do Gasômetro.

     

  • Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS
    Ilustração de Alita/ Divulgação

    Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    A escritora Rosane Castro lança seu novo livro dirigido ao público infantil, Choveu no Quintal (Cena Produções Artísticas), neste domingo, dia 31 de agosto, às 15h, no Shopping do Vale, em Cachoeirinha. Inspirada nas enchentes que marcaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a obra surge da delicada tarefa de transformar dor e tristeza em esperança, convidando crianças e famílias a dialogarem, de forma lúdica e sensível, sobre a força da natureza, o valor da solidariedade e a importância do cuidado com o meio ambiente.

    “Mais do que uma narrativa sobre o impacto das chuvas, a obra se apresenta como um gesto de amparo, imaginação e memória coletiva, buscando ressignificar o trauma e preservar a esperança através da literatura e da arte”, comenta Rosane Castro. Ela explica que o livro nasceu de uma necessidade urgente de acolhimento. Quando questionada sobre o que a inspirou a transformar uma tragédia coletiva em uma narrativa para crianças, Rosane compartilha:

    “No primeiro momento, diante da tragédia das enchentes, meu impulso foi o de colaborar de alguma forma. Percebi que, além das necessidades básicas de água e alimento, também havia uma carência de acolhimento emocional, especialmente para as crianças que estavam nos abrigos. Foi então que nasceu a ideia de criar o grupo ‘Histórias Solidárias”, uma rede de voluntários que levava livros e contação de histórias, criando um espaço de respiro e esperança em meio ao caos”, conta Rosane.

    “Ao mesmo tempo, observei que muitos materiais estavam sendo produzidos e compartilhados de maneira imediata, sem o tempo de maturação necessário para lidar com tamanha dor. Isso me tocou profundamente, pois senti que era preciso outro olhar: um olhar cuidadoso, que tratasse essa dor coletiva com delicadeza e sensibilidade”, explica a autora.

    Assim, surgiu o desejo de transformar a experiência coletiva em um livro voltado para as crianças, não como um relato brusco da tragédia, mas como uma narrativa lúdica, pedagógica e artística. “A obra busca ressignificar o trauma e oferecer às crianças e às famílias uma forma de dialogar com esse episódio doloroso a partir do afeto, da imaginação e da esperança”, resume a escritora.Entre memória e recomeço

    A narrativa também ecoa a experiência vivida pela própria autora em Cachoeirinha, sua cidade natal, que enfrentou os impactos do transbordamento do Rio Gravataí. Ali, entre perdas e incertezas, emergiram gestos de coragem, solidariedade e resiliência, especialmente das crianças que, mesmo em abrigos improvisados, foram capazes de recriar espaços de convivência e esperança.

    Entre as memórias que atravessam o livro está a cena de Josué, menino que, ao ser resgatado com a família em um barco, vê uma cachorrinha tentando sobreviver. Ao desejar salvá-la, reafirma um princípio que sustenta toda a narrativa: a vida não pode ser deixada para trás. Esse gesto, transformado em símbolo, inspira uma reflexão maior sobre a urgência de repensar nossa relação com a natureza e a necessidade de preservar a memória do ocorrido como aprendizado coletivo.

    SERVIÇO

    Lançamento e sessão de autógrafos do livro “Choveu no Quintal”

    Autora: Rosane Castro

    Ilustrações: Alejandra Giordano (Ilita)

    Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)

    Horário: 15h

    Local: Shopping do Vale – Av. Gen. Flores da Cunha, 4001 – Vila Bom Principio, Cachoeirinha/RS

    As primeiras 20 pessoas que enviarem EU QUERO no Instagram da autora receberão um exemplar durante o lançamento.

    Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc

    Apoio: Prefeitura de Cachoeirinha

    Realização: Cena Produções Artísticas, Ministério da Cultura – Governo Federal

    Rede social da artista: https://www.instagram.com/rosane_escritora/

  • Obras de ícones da escultura e da arte, neste sábado, dia 30, na Galeria Duque
    Obra de Juarez Machado/ Divulgação

    Obras de ícones da escultura e da arte, neste sábado, dia 30, na Galeria Duque

    Exposição com obras de nomes como Brecheret, Vasco Prado, Di Cavalcanti, Pablo Picasso, Tarsila do Amaral, Juarez Machado e Volpi inaugura no sábado, 30 de agosto, às 14h.

    Milton Dacosta/ Divulgação

    Uma imersão na arte. Essa é a proposta da Galeria Duque na exposição imperdível “Chão.Parede.Arte”, que traz obras de grandes nomes do Brasil e do mundo em uma oportunidade única para os visitantes. A mostra, que tem curadoria de Daisy Viola, inaugura no sábado, 30 de agosto, às 14h, na Galeria Duque, e fica no espaço até o dia 10 de novembro. A Galeria Duque está localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. A entrada é franca.

    Obra de Di Cavalcanti/ Divulgação

    Visitar a exposição “Chão. Parede. Arte” é uma celebração com artistas como Antonio Volpi, Burle Marx, Cândido Portinari, Daniel Senise, Di Cavalcanti, Carlos Vergara, Cícero Dias, Djanira da Motta e Silva, Luiz Sacilotto, Manabu Mabe, Milton Dacosta, Ione Saldanha, Ivan Serpa, John Grass, Juarez Machado, José Pancetti, Tarsila do Amaral e Thomas Ianelli. A exposição também contará com esculturas de Sonia Ebling, Carybé, Alfredo Cheschiate, Bruno Giorgi, Joaquim Tenreiro, Franz Weissmann, Xico Stockinger, Vasco Prado, Yutaka Toyota, Alberto Giacometti, Salvador Dali e Picasso.

    Obra de Ivan Serpa/Divulgação

    Há 13 anos, a Galeria Duque foi fundada como espaço para abrigar obras do acervo de um colecionador e amante da arte e para promover talentos contemporâneos. Daisy Viola participou desse projeto desde a fundação. E foi o olhar sobre a origem do acervo deste templo da arte que inspirou Daisy na construção da exposição “Chão.Parede.Arte”.

    Obra de Alfredo Ceschiatti- “As Gêmeas”/ Divulgação

    “O impacto que tive ao entrar na Galeria Duque numa tarde de sábado me trouxe a ideia desta exposição. Percebi o espaço como suporte de um acervo. O cenário foi sendo construído organicamente. Esculturas importantes foram chegando e sendo colocadas no chão junto à parede, e o conjunto formou um corredor de formas, texturas e cores”, recorda. “A primeira obra que ocupou o local foi um grande guerreiro do Xico Stockinger, e aí vieram as vermelhas de Joaquim Tenreiro, mulheres em bronze de Alfredo Ceschiatti, o sensível e quase vazio de Alberto Giacometti, as vermelhas de Franz Weissmann. Escolhas de um colecionador que foram sendo colocadas no prédio”, detalha a curadora.

    Obra de Bruni Giorgi/Divulgação

    “Na exposição, parede, chão, olho e arte se materializam em formas, volumes, cores, que se completam com o olhar de cada um de nós”, percebe. “Um caminho que aguça a imaginação, a criatividade, conecta nossas emoções, e permite que possamos entender nossas relações com o mundo”, conclui.

    SERVIÇO

    Exposição Chão.Parede.Arte

    Galeria e Espaço Cultural Duque

    “Poéticas daqui” – com obras do acervo
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: sábado, 30 de agosto, das 14h às 16h30

    Período da exposição: de 24 de maio a 10 de novembro
    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca

  • Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 
    Obra exposta na Fundação Iberê Camargo/ Divulgação

    Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

    Vencedor do Prêmio Marcel Duchamp de 2023 – um dos prêmios mais prestigiados da arte contemporânea – o artista explora a intersecção entre memória, perda e transformação, refletindo sua história pessoal e, ao mesmo tempo, dialogando com a incerteza mais ampla de um mundo em transição. “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”, que será inaugurada no dia 30 de agosto, integra a programação dos 200 anos da relação bilateral França-Brasil, que acontece em 15 cidades

     

    Até o final de dezembro será é realizada o Ano Cultural França-Brasil, acordo entre os governos dos dois países para a promoção de um conjunto de ações que celebram os 200 anos de suas relações diplomáticas, com atividades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São Luís, Teresina, João Pessoa e Macapá. A Fundação Iberê é a única instituição no Rio Grande do Sul a integrar a programação oficial com a primeira exposição do artista Tarik Kiswanson no país. Com curadoria de Jean-Marc Prévost, a mostra reúne um conjunto de obras em escultura, desenho e vídeo, destacando uma prática multidisciplinar fundamentada em noções de transformação e memória.

    Kiswanson nasceu em 1986, em uma pequena cidade da Suécia, filho de pais palestinos que foram exilados de Jerusalém, primeiro para Trípoli e Amã, antes de, finalmente, se estabelecerem em Halmstad. Após uma década em Londres, onde estudou arte, mudou-se para Paris, onde vive e trabalha desde 2010. Ele tem quatro nacionalidades e fala e escreve em cinco idiomas.

    Há mais de uma década, o artista vem explorando noções de desenraizamento, metamorfose e memória por meio de uma prática interdisciplinar – escultura, desenho, cinema, som, intervenções espaciais e poesia. Um legado de deslocamento e transformação permeia suas obras e é indispensável tanto para sua forma quanto para os modos de percepção que produzem. Embora mantenha um vínculo com o íntimo e o pessoal, o trabalho aborda preocupações universais e histórias sociais e coletivas de ruptura, perda e regeneração. Sua obra pode ser entendida como uma cosmologia de famílias conceituais interligadas, cada uma explorando variações de temas como refração, multiplicação, desintegração, levitação e polifonia a partir de uma linguagem própria. “Sou um imigrante de segunda geração e minha prática é inevitavelmente moldada por noções de deslocamento e transformação”, afirma.

    Nas vinte obras que serão apresentadas na Fundação Iberê, Tarik Kiswanson transita entre o figurativo e o abstrato em sua contínua exploração do corpo, da história e da memória. A leveza de sua produção contrasta com o peso das histórias presentes nos objetos que utiliza.

    Os primeiros trabalhos são, em grande parte, um processamento profundamente pessoal da sua própria história familiar. Esse envolvimento é evidente nas esculturas intituladas Recall [Recordação] (2020-2025). As peças retangulares, apoiadas diretamente no chão e que lembram lápides translúcidas e borradas, falam tanto de lembrança quanto de perda. Através de sua presença etérea, quase assombrosa, elas convidam os espectadores a contemplar não apenas a narrativa pessoal de Kiswanson, mas também experiências coletivas mais amplas dentro de histórias diaspóricas. Ao esbater as fronteiras entre o pessoal e o comunitário, essas esculturas evocam um senso de história compartilhada e de identidade coletiva.

    A exposição se inicia com o vídeo The Fall [A Queda] (2020), uma obra contemplativa que mostra um garoto caindo lentamente para trás em uma sala de aula vazia. Em um estado de levitação entre o equilíbrio e o colapso, esse momento suspenso – ao mesmo tempo íntimo e desconcertante – reflete uma noção recorrente na obra de Kiswanson: a da criança no limiar da adolescência.

    Nos desenhos intitulados The Window [A Janela] (2020-2025), o espectador se depara com uma pequena figura infantil emergindo de um fundo nebuloso, com o braço e a palma da mão estendidos em um gesto que pode significar distanciamento ou busca. Emocional e distante, íntimo e minimalista, o artista permite que o público mergulhe em seu universo.

    Nas esculturas levitantes intituladas Nest [Ninho] (2020-2023) e Cradle [Berço] (2020-2024), formas imaculadamente brancas, semelhantes a casulos, sugerem o surgimento iminente da vida — um nascimento ou renascimento, evocando os grandes ciclos da natureza, mas que também podem ser vistas como locais de refúgio e abrigo. Sua mera presença física sugere uma força inerente capaz de quebrar hierarquias e perturbar a ordem estabelecida.

    Os desenhos do artista aparecem ao longo da mostra. Alguns retratam crianças pairando no limiar da visibilidade, enquanto outros surgem como formas ovais borradas, lembrando nuvens ou núcleos de energia. Construídos a partir de sucessivas camadas de carvão, os desenhos refletem a contínua investigação da artista sobre o corpo e seu lugar no mundo: sua transformação, sua dissolução, sua ausência e sua renovação. Ao mesmo tempo materiais e metafísicos, eles evocam o conceito de opacidade de Édouard Glissant – uma influência formadora para o artista desde seus primeiros anos como estudante.

    “Embora enraizada na experiência pessoal, a arte de Kiswanson transcende o autobiográfico para se envolver com dinâmicas mais amplas de memória coletiva e transmissão cultural. Suas obras atuam como veículos de lembrança – formas que carregam traços tanto de trauma quanto de regeneração. Ao fazê-lo, refletem sobre a condição humana como algo moldado não pela estabilidade, mas por uma negociação contínua entre passado e presente, eu e outro, presença e ausência”, enfatiza Prévost.

    Sobre o curador

    Jean-Marc Prévost é historiador da arte e curador-chefe do Patrimônio Cultural. Ocupou cargos importantes em renomadas instituições culturais e é reconhecido por seu trabalho curatorial em arte contemporânea. Foi Diretor do Musée d’Art Contemporain de Rochechouart e do Carré d’Art – Musée d’Art Contemporain e liderou projetos globais, incluindo a exposição comemorativa do 10º aniversário do Prêmio Marcel Duchamp.

    SERVIÇO  
    Exposição “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”
    Curadoria: Jean-Marc Prévost (FR)
    Onde: Fundação Iberê (Avenida Padre Cacique, 2000 – Cristal)
    Abertura: 30 de agosto | Sábado | 14h
    Visitação: até 1º de março de 2026 | Quinta a domingo, das 14h às 18h (última entrada) | Às quintas-feiras, a entrada é gratuita

    Contato com a imprensa: Roberta Amaral
    51 99431 94.29 | imprensa@iberecamargo.org.br

    Site: iberecamargo.org.br
    Instagram:@fundacaoibere

  • Doença de Alzheimer é tema de exposição da artista visual Graça Craidy
    Obra “Saudade da infância”/ Divulgação

    Doença de Alzheimer é tema de exposição da artista visual Graça Craidy

    Mostra da artista visual gaúcha será aberta terça-feira, 2 de setembro, mês mundial de conscientização sobre esse transtorno neurodegenerativo, no Memorial do MPRS

    A exposição “Saudade de mim – ensaio sobre a memória,” da artista visual Graça Craidy, apresenta 20 pinturas que abordam poeticamente as alterações de memória causadas pela Doença de Alzheimer. A mostra será aberta na terça-feira, 2 de setembro, mês mundial de conscientização sobre o Alzheimer, no Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

    Obra “Saudade dos filhos”/ Divulgação

    Os trabalhos criados pela artista retratam “as muitas ausências” causadas pela doença, principalmente em idosos, diz Graça. Nas suas representações, os personagens aparecem junto a elementos que aludem à memória perdida de situações positivas e afetivas que se transformam em saudade. Por exemplo, saudade de brincar, de ler, de amar, de casar, de jogar, de rir, de viajar, de falar.

    Artista Graça Craidy – FOTO Kin Viana/ Divulgação

    “Quem, principalmente na dita ‘melhor idade’, não tem medo dessa doença terrível? Confesso que tenho. É só não conseguir lembrar de alguma coisa, nomes de pessoas e de objetos, e já acende o sinal amarelo. Então decidi transformar o medo em arte. Quem sabe a arte me salva e ajuda também a salvar outras pessoas”, observa a artista de 74 anos.

    Obra “Saudade de abraço”/ Divulgação

    No dia 18 de setembro (quinta-feira), às 17h, acontecerá uma conversa sobre esse sério problema de saúde com a participação do psicanalista Abrão Slavutzky, da artista visual Zoravia Bettiol, do promotor de Justiça Marcos Ferraz Saralegui, do coordenador técnico do Memorial do MPRS, Gunter Axt, e da própria artista, com entrada gratuita.

    Obra “Saudade dos filhos”/ Divulgação

     Grande desafio

    Com o envelhecimento populacional, as doenças neurodegenerativas como a Doença de Alzheimer tornam-se um grande desafio à saúde pública e qualidade de vida dos portadores. A DA é uma desordem crônica, progressiva e irreversível, com causa desconhecida, cujas principais manifestações são a perda de memória e de autonomia, levando a prejuízos nas relações sociais e na cognição.

    Obra “Saudade de Ogum”/ Divulgação

    A doença acomete cerca de 5% dos indivíduos acima de 65 anos e embora os cientistas ainda não tenham descoberto a causa, sabe-se que os maiores fatores de risco são idade avançada e história familiar positiva.

    No Brasil, onde há mais de 29 milhões de pessoas acima dos 60 anos, de acordo com o IBGE, acredita-se que quase 2 milhões de pessoas têm demências, das quais mais da metade são do tipo Alzheimer.

    Obra “Saudade de amar”/ Divulgação

    A proposta da artista Graça Craidy e do Memorial do MPRS é trazer à tona as grandes questões sobre esse tema que envolvem não apenas o doente, mas a família, os cuidadores, o grupo social, a sociedade, os cientistas, o Estado.

    SERVIÇO

     O quê: Exposição Saudade de mim – ensaio sobre a memória, de Graça Craidy

    Abertura2 de setembro (terça-feira), às 17h

     Visitação: até 26 de setembro, de segunda a sexta, das 9h às 18h

     Onde: Memorial do Ministério Público do RS (prédio histórico também conhecido como Forte Apache)

     Endereço: Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), esquina da Rua Jerônimo Coelho. Centro Histórico de Porto Alegre

    Entrada franca

    Imagens das obras: Divulgação da artista

  • Daniel de Andrade (1948 – 2025) 

    Daniel de Andrade (1948 – 2025) 

    CARLOS CARAMEZ

    O meu amigo Dani Boy ou Daniel de Andrade Simões, que faleceu hoje, era um baiano gaúcho muito retado, talentoso fotógrafo e jornalista, que vai deixar muitas saudades e um acervo fotográfico importantíssimo.

    Nascido em Rio Real(BA), adotou o Rio Grande do Sul como sua morada definitiva. Casou com a socióloga Carmem Crayd com quem teve os filhos José Daniel e Ana Creyde Simões e depois viveu com a historiadora Stela Petrasi, até os dias atuais.

    Mudou para Salvador, ainda guri, onde começou a estudar como seminarista, mas devido a sua falta de vocação sacerdotal, foi mandado embora do colégio.

    Continuou em Salvador e mais tarde foi trabalhar na Petrobrás, de onde foi expulso por imprimir panfletos do Partido Comunista. Caiu na clandestinidade e se tornou subversivo e militante aguerrido contra   a ditadura militar. Acabou preso com armas, dinheiro de um assalto e livros sobre a luta armada, em Alagoinhas(BA), quando iria treinar camponeses para a guerrilha e encontrar o cap. Carlos Lamarca.

    Não delatou ninguém,  foi muito torturado e ficou preso cumprindo pena no quartel do Barbalho, no quartel de Amaralina e na penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. Quando deixou a prisão adotou o nome fictício de “Reginaldo Farias”, para despistar a repressão e saiu clandestino do Brasil. Esteve exilado no Chile, Itália, Dinamarca, Alemanha e França onde estudou fotografia e cinema, em Vicennes, e conheceu Daniel Cohn Bendito, ” o vermelho”, líder das manifestações de maio de 68, na Europa. Depois foi para Moçambique, colaborar com a FRELIMO e trabalhar na AIM- Agência de Informações Moçambicana, sob a direção do escritor e poeta  Mia Couto, que se tornou seu amigo para a vida toda. Na sua volta ao Brasil, depois da anistia, trabalhou no Amapá com a família Capibaribe e o jornalista Élcio Martins. Aqui no RS fundou a agência “Em Foco”, com os fotógrafos Eduardo Tavares e Pablo Fabian e depois a Gaya Produções Fotográficas com Stela Petrasi.

    Trabalhou no Coojornal, Zero Hora e fundou o Jornal Denúncia com Carlos Alberto Kolecza. Também colaborou com os mais importantes veículos da imprensa brasileira.

    Fizemos juntos um documentário sobre o sen.  Teotônio Vilela, entre outras coisas. Éramos amigos e cúmplices. Daniel usava a máquina fotográfica como uma arma.

    Seus clics certeiros e personagens únicos fazem parte da história da luta contra a ditadura brasileira e também retratam o Brasil de hoje, novamente ameaçado pela truculência militar golpista. Como ele gostava de falar, “Yankees Go Home, para sempre”.

    A praia de Itapeva, onde ele morava e pescava, entre uma foto e outra, não será mais a mesma, nem continuará preservada e bonita, sem ele por lá. Chefia nós seguiremos juntos. Até…
    Foto Mirian Fichtner.

     

  • Festival Internacional de Dança de Porto Alegre abre com grandes nomes e revelações do balé nacional
    Cicero Gomes e Manuela Rocado—Theatro Municipal-do-Rio de Janeiro

    Festival Internacional de Dança de Porto Alegre abre com grandes nomes e revelações do balé nacional

     

    Primeiro bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Cícero Gomes, e talentos revelados no próprio FIDPOA, que conquistaram vagas em companhias internacionais, estarão no espetáculo.

    O Brasil se transformou em celeiro mundial da dança. E o Festival Internacional de Dança de Porto Alegre – FIDPOA reverencia alguns desses ícones do balé em seu espetáculo de abertura, que será realizado no dia 25 de agosto, às 20h, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. Os ingressos, que custam a partir de R$ 50, podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site: https://uhuu.com/.

    O bailarino Lucas Castro participou da primeira edição do FIDPOA e agora brilha em uma companhia de dança norte-americana/ Divulgação

    Durante o festival, passarão pelo palco do Teatro do Bourbon Country mais de 1.700 bailarinos vindos de 19 estados brasileiros e de seis países. Eles serão avaliados pelos 21 jurados internacionais que representam as principais escolas e companhias do planeta e, além da premiação do próprio FIDPOA, poderão ser selecionados para dezenas de bolsas de estudos nos Estados Unidos, Canadá, Itália, México e Alemanha, entre outros países.

    4º FIDPOA – Festival Internacional de Dança de Porto Alegre será realizado de 25 a 31 de agosto no Teatro do Bourbon Country. O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Zaffari, com financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem patrocínio master do Grupo Zaffari, patrocínio da Lactalis Brasil e do Agibank, e apoio cultural do Icatu Seguros e da Rodoil.

    O bailarino Lucas Castro participou da primeira edição do FIDPOA e agora brilha em uma companhia de dança norte-americana/ Divulgação

    Noite de abertura

    A noite de abertura do FIDPOA terá como convidado especial o primeiro bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cícero Gomes, que esteve presente na edição passada do festival. A história de Cícero Gomes sintetiza o objetivo do evento, que é o de projetar os talentos da dança do Brasil e da América Latina para o mundo. Ele iniciou seus estudos de balé em sua cidade natal, Macaé, completando sua formação no Rio de Janeiro, na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Depois, conquistou uma oportunidade na Escola de Dança da Ópera de Viena (Áustria) e, mais tarde, passou pela Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet (Inglaterra). É bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2007, onde faz os papéis de 1° solista e 1° bailarino em todas as temporadas. Já trabalhou com grandes nomes como Desmond Kelly, Peter Wright, Marco Pierin, Luiggi Bonino, Márcia Haydeè e Tatiana Leskova, entre outros. Ao lado de Gomes, a bailarina Manuela Roçado, também do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, estará presente na abertura.

    Revelações do FIDPOA

    O bailarino Lucas Castro, do Rio de Janeiro, é um dos talentos revelados pelo FIDPOA, que também se apresenta na abertura. Ele começou na dança aos 12 anos, em 2011, e não parou mais. Em 2018, participou da primeira edição do festival e conquistou o reconhecimento de um dos grandes nomes da dança no mundo, a bailarina Cynthia Harvey, do American Ballet Theatre (ABT), uma das juradas do Festival, que abriu as portas para Lucas nos Estados Unidos. Assim, o FIDPOA transformou sua vida. No ano seguinte, o brasileiro participou do Summer Intensive no ABT e depois agregou importantes companhias de dança ao seu currículo. Da Companhia Jovem Dalal Ahcar, no Rio de Janeiro, passou pelo Dance Theatre of Harlem e pelo Utah Metropolitan Ballet. Este ano, fundou o CastroBallet, no Rio de Janeiro, e foi admitido como bailarino principal do Nevada Ballet Theatre, nos Estados Unidos. “Para mim, dançar na gala de abertura do FIDPOA é como fechar um círculo e, ao mesmo tempo, abrir um novo. Eu deixei o Brasil ainda muito jovem, para buscar meu espaço no mundo, e minha última apresentação foi com o FIDPOA. Agora volto trazendo, no corpo e na alma, tudo o que aprendi nos palcos dos Estados Unidos e de outros países, como México e Canadá. É mais do que uma apresentação: é um reencontro. É poder olhar para o público brasileiro e dizer: eu levei a nossa energia, a nossa paixão e o nosso jeito de viver a arte para o mundo e, agora, trago tudo de volta para compartilhar com vocês”, comemora.

    A bailarina Julia Prestes, de Porto Alegre (RS), formada pelo Ballet Vera Bublitz, estará também no palco do Teatro do Bourbon Country. A participação na primeira edição do FIDPOA abriu portas para o mundo e ela conquistou diversas oportunidades internacionais. Por dois anos, a bailarina integrou a companhia Staaliche Ballettschile Berlin, na Alemanha, a partir de uma bolsa de estudos conquistada no Festival.

    O bailarino Lucas Castro participou da primeira edição do FIDPOA e agora brilha em uma companhia de dança norte-americana/ Divulgação

    Três premiados bailarinos também se apresentarão como convidados do primeiro dia do festival. Marcos Silva, da Companhia Paulista de Dança Adriana Assaf, parceiro do Ballet Vera Bublitz desde 2018, despede-se do Brasil no FIDPOA, e se prepara para assumir um novo posto em uma companhia de dança na Inglaterra. Outro convidado é Luiz Paulo Martins, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A noite também contará com o premiado bailarino Gabriel Morais, da Companhia Municipal de Dança de João Pessoa (PB).

    Além disso, o Ballet Vera Bublitz estará presente no espetáculo de abertura com algumas de suas solistas, como a bailarina Júlia Xavier, que está partindo do Brasil para integrar o Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet, na Inglaterra; Antonia Colvara e Julia Quinto.

    A bailarina gaúcha Júlia Prestes também passou pelo festival e integrou a Staaliche Ballettschile Berlin, na Alemanha/ Divulgação

    SERVIÇO

    4º FIDPOA – Festival Internacional da Dança de Porto Alegre
    Data: 25 a 31 de agosto
    Local: Teatro do Bourbon Country
    Informações:
     www.fidpoa.com
    Instagram: @fidpoa

    Ingressos para a Noite de Abertura a partir de R$ 50
    Início das vendas: 11 de agosto na bilheteria do Teatro do Bourbon Country e no site 
    https://uhuu.com/

    Meia entrada para todas as categorias previstas na lei.

    GRUPO ZAFFARI
    Faz parte dos princípios do Grupo Zaffari, empresa com 90 anos de fundação, investir na cultura como forma de participação social e interação com as comunidades onde atua. Ao longo de sua trajetória, a empresa vem realizando um diversificado conjunto de projetos ligados a música, literatura, artes plásticas e entretenimento, incluindo a edificação de duas casas de espetáculo, o Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, e o Teatro Bradesco, em São Paulo. Há 38 anos, patrocina a série Concertos Comunitários, responsável por levar apresentações musicais para milhares de pessoas em todo o Rio Grande do Sul. Na literatura, produz e distribui a série de livros “Dicionários”, que, a cada volume, homenageia a vida e a obra de um grande autor de projeção nacional ou mundial, e que se encontra em sua 20ª edição. O Grupo Zaffari patrocina ainda grandes projetos culturais, como o festival de artes cênicas Porto Alegre em Cena, as Feiras do Livro realizadas em Porto Alegre, Gravataí, Canoas e Viamão, e o Festival Internacional de Dança de Porto Alegre.

     

  • Porto Alegre sedia Concurso de Miss Universe Trans. Final será no próximo dia 27 de agosto
    A modelo gaúcha Luanna Isabelly, foi eleita Miss Universo Trans, no ano de 2023, durante o concurso realizado em Nova Déli, na Índia, trazendo o título inédito para o Brasil/ Divulgação

    Porto Alegre sedia Concurso de Miss Universe Trans. Final será no próximo dia 27 de agosto

     

    A cidade de Porto Alegre será o cenário do Miss Universe Trans Brasil 2025 , o maior concurso de beleza transgênero do mundo. O evento de relevância internacional ocorrerá entre os dias 24 e 26 de agosto, com a grande final no dia 27, às 19h, no Teatro da Unisinos (Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista).  O concurso se dedica a quebrar barreiras de preconceito e intolerância, atuando como um agente de mudança e estabelecendo um legado duradouro de diversidade, igualdade e inclusão.  Desta noite, sairão os nomes que representarão o Brasil no Miss Universe Queen  2025, no dia 07 de dezembro, na Índia. Os ingressos para o público em geral são R$ 60,00 e estão disponíveis na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/miss-mister-universe-trans-brasil-2025/2932723). Não haverá venda de ingressos no dia.

    O Miss Universe Trans Brasil é uma poderosa ferramenta de transformação social. Além de destacar a beleza e o talento das participantes, o projeto promove a diversidade e a inclusão. Vai além da celebração estética, dando voz às mulheres trans e à comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil. Nesta edição, participam 15 estados e serão escolhidas Miss Universe Trans BrasilMiss (Ladie) e Mister Universe Trans Brasil.

    Sob a direção de Fabiano Biazon e Mateus Ahlert, o projeto nasceu com o propósito de ampliar espaços, gerar visibilidade e conectar a comunidade trans com oportunidades reais no mercado, unindo liderança, cultura, ativismo e impacto social. A trajetória começou em 2023, quando a plataforma conquistou para o Brasil um título mundial inédito no Miss Universe Queen, abrindo portas para um novo ciclo de protagonismo e reconhecimento. “O MUT Brasil mostrou que a representatividade, quando alinhada a uma estratégia sólida e à escuta da comunidade, não só emociona, mas mobiliza públicos e rompe barreiras culturais e de mercado”, afirma Fabiano.

    Fabiano Biazon, Beatrice Bento, Márcia Di Paula, Kamilly Bitencourt e Mateus Ahlert – corte eleita no MUT Brasil 2024/Divulgação

    Em 2024, o Brasil reafirmou sua força no cenário internacional, alcançando resultado histórico no Miss Universe Queen, realizado na Índia: cinco prêmios no total, incluindo o bicampeonato de “Melhor Direção” — um reconhecimento à estratégia de comunicação e ao posicionamento inovador da marca MUT Brasil. No mesmo ano, a final nacional registrou números expressivos: mais de 2 milhões de pessoas impactadas nas redes sociais e quase 20 mil visualizações da transmissão ao vivo, comprovando o crescimento acelerado da audiência e o engajamento do público com a causa e com as candidatas.  Em menos de dois anos, o Miss Universe Trans Brasil (MUT Brasil) transformou-se de uma nova aposta na cena nacional para um dos maiores expoentes de representatividade trans no mundo. “Em pouco tempo, a plataforma não apenas conquistou títulos, mas consolidou-se como uma ponte entre arte, diversidade e transformação social, projetando o Brasil como referência internacional no segmento”, afirma Mateus Ahlert.  Em 2026, a sede mundial do Miss Universe Trans 2026 será  o Rio Grande do Sul.

    MISS UNIVERSE TRANS BRASIL

    Aline Fonrobert – AL
    Mulher trans de São Paulo com raízes em Alagoas, usa o concurso como ato de resistência e empoderamento, buscando quebrar estigmas e inspirar a comunidade trans.

    Stephany Fonttine – AM
    Manaura de 29 anos, lidera o projeto social “No Sapatinho” e quer ampliar ações de cultura e empoderamento, mostrando que esforço e fé superam barreiras.

    Isabella Eduarda – BA
    Mulher preta, nordestina e periférica, maquiadora e influenciadora, luta por inclusão e respeito, representando meninas trans da periferia.

    Emilly Albuquerque – CE
    Modelo e artista de Baturité, apaixonada por concursos de beleza desde 2018, quer ser porta-voz das lutas e sonhos da comunidade trans.

    Rafaella dos Santos Lima – ES
    Maquiadora e influenciadora, primeira soberana transexual do litoral norte do RS, luta contra a marginalização e defende os direitos trans.

    Maria Fernanda Viturino Amorim – GO
    Decoradora e chef, vive em Caldas Novas, usa sua história de superação para inspirar e mostrar que pessoas trans têm interesses e talentos diversos.

    Chris Allves – MS
    Assistente social e diretora hospitalar, suplente de deputada federal, transforma rejeição e preconceito em luta por direitos humanos.

    Nayara Henriques Maia – MG
    Designer de sobrancelhas, ativista e palestrante, expulsa de casa aos 16 anos, transformou adversidades em militância pela causa trans.

    Graziella Monteiro – PA
    Maquiadora de Vigia de Nazaré, vê a beleza como resistência e quer inspirar meninas trans e periféricas.

    Kristal Volpato – PR
    Estudante e trabalhadora, vê no concurso uma chance de provar sua força e inspirar futuras gerações, após enfrentar transfobia e assédio.

    Majú Silva – PE
    Modelo e criadora de conteúdo, formada em administração, transforma cicatrizes em símbolos de coragem para inspirar outras mulheres trans.

    Rafaela Quintino Alves de Sousa – PI
    Dançarina de Dança do Ventre, já representou Guarulhos e quer levar sua determinação e paixão pela dança ao concurso nacional.

    Cléo Vedana Zanluchi – RS
    Faxineira, gamer e streamer, quer que sua coroa seja espelho para outras mulheres trans do interior.

    Aghata Borges – SC
    Mulher trans de Jacinto Machado, marcada pelo preconceito, quer abrir oportunidades no mercado de trabalho para sua comunidade.

    Nicole Fabricio Alonso Cavalcanti – SP
    Primeira comissária de voo trans do Brasil, biomédica esteta, quer inspirar e promover a empregabilidade trans.

    MISTER UNIVERSE TRANS BRASIL

    Klaus Gregory Pedrozo – PR
    Homem trans de 54 anos, servidor público, quer mostrar que nunca é tarde para viver a própria verdade e lutar pela visibilidade masculina trans.

    Matheus Moraes Amaral – RS
    Barbeiro e sócio de barbearia, iniciou a transição aos 27 anos e quer quebrar preconceitos com sua história de vida.

    Léo Estevez – SC
    Venceu vícios e um câncer, vê sua participação como realização de um sonho e símbolo de superação pessoal.

    MISS– CATEGORIA LADIES

    Joyce Rodrigues da Silva – RJ
    Profissional da beleza e palestrante motivacional, quer desenvolver projeto social voltado à comunidade trans.

    Alessandra Teixeira Primo (Alê Primo) – RS
    Professora e pesquisadora da UFRGS, milita pela inclusão de mulheres trans maduras e debate o envelhecimento LGBTQIAPN+.

    Tathiane Araujo – SE
    Líder nacional e internacional no ativismo trans, quer usar o concurso para reforçar autoestima e representatividade.

    FÓRUM MUT BRASIL 2025

     O Miss Universe Trans Brasil 2025 (MUT Brasil) amplia seu alcance cultural e social com a estreia do Fórum MUT Brasil de Diversidade e Inclusão, que será realizado de 1º a 3 de setembro de 2025, no Centro de Eventos da Unisinos, em Porto Alegre. A iniciativa integra a programação oficial do concurso e contará com apoio institucional da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul, da Escola da Indústria Criativa e da Universidade Unisinos. Durante três dias, especialistas, gestores, artistas e lideranças comunitárias irão debater temas cruciais para a construção de uma sociedade mais justa e plural, em um ciclo de sete painéis temáticos, além de uma palestra especial e atividades artísticas no Lounge Cultural MUT Brasil — espaço dedicado à diversidade cultural gaúcha, com exposições, performances e experiências sensoriais. Informações: https://forum.missuniversetransbrasil.com.

    SERVIÇO

     O QUE:  Final do Concurso Miss Universe Trans Brasil 2025

    DATA:  27 de agosto

    HORÁRIO:  19h

    LOCAL:  Teatro da Unisinos (Av. Dr. Nilo Peçanha, 1600 – Boa Vista, Porto Alegre).

    INGRESSOS: R$ 60,00 (somente antecipado pela plataforma Sympla)

    https://www.sympla.com.br/evento/miss-mister-universe-trans-brasil-2025/2932723

     

  • “Silêncio”: fotos de Itamar Aguiar registram a luta contra o esquecimento
    A 30a Marcha do Silêncio, em 20 de maio de 2025, reuniu 70 mil pessoas Itamar Aguiar

    “Silêncio”: fotos de Itamar Aguiar registram a luta contra o esquecimento

    Abre às 19 horas deste 19 de agosto, a exposição fotográfica de Itamar Aguiar SILÊNCIO, promovida pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos,  no foyer do Multipalco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre.

    Há 30 anos repete-se em Montevidéu a passeata em apoio às mães e familiares de 197 desaparecidos durante a ditadura militar no Uruguai (1973–1985), que mantém a memória e clama por justiça.

    Em 20 de maio de 2025, Aguiar registrou a 30ª Marcha do Silêncio de Montevidéu, quando cerca de 70 mil pessoas caminharam em silêncio pelas ruas da capital uruguaia.

    A mostra fica em Porto Alegre até 31 de agosto. Em 28 de agosto, com a presença do presidente do MJDH, Jair Krischke, chega a Montevidéu, e no dia seguinte, 29, será exibido o documentário Silêncio, dos jornalistas Marco Villalobos, Milton Cougo, Itamar Aguiar e Zé Carlos de Andrade, filmado este ano durante as manifestações na capital uruguaia.

    Afonso Licks, 72 anos, recuperando-se de um acidente de trânsito, e Jair Krischke, 86 anos e um ligamento rompido no joelho, respectivamente secretário e presidente do MJDH, recorreram a cadeiras de rodas para participar da 30a Marcha do Silêncio em Montevidéu | Itamar Aguiar

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    SERVIÇO

    SILÊNCIO
    Exposição Fotográfica
    Abertura – 19 de agosto, 19h
    Foyer do Multipalco do Theatro São Pedro
    Praça Marechal Deodoro, s/n° Porto Alegre/RS
    Visitação – de terça a domingo, à partir das 12h, até 31 de agosto
    Entrada Franca