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  • Filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil” mostra o gaúcho do Pampa
    O personagem gaúcho junto ao seu cavalo Crioulo, cães ovelheiros e rebanhos de gado e ovelhas | Foto: Márcia Paraíso/Divulgação

    Filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil” mostra o gaúcho do Pampa

    direção de Ralf Tambke, o filme “Bravos Valentes – Vaqueiros do Brasil”, dá visibilidade para um ofício que é pouco conhecido da maioria da população urbana do país, o vaqueiro. Realizado pela Plural Filmes numa coprodução com Globo Filmes e GloboNews, foi rodado em quatro regiões do país – Caatinga, Amazônia, Pantanal e Pampa. O filme será exibido primeiramente em salas de cinema e depois na plataforma Globoplay, a partir do dia 30 de novembro, e no canal GloboNews.

    Depois de três anos de trabalho de pesquisa, “Bravos Valentes” apresenta quatro personagens e, através deles, a ideia de conhecer diferentes territórios Brasileiros, nos seus múltiplos aspectos socioambientais e culturais. A equipe percorreu paisagens distintas, em diferentes estações, reforçando a relação dos personagens com os ciclos da terra, com o tempo e as transformações ao longo do ano.

    Convivendo com os personagens, Ralf registra seus dias, mostrando que o trabalho do vaqueiro está além do manejo do gado, revelando quase que uma simbiose, cada um como elemento do lugar que ocupa, cada qual como parte daquela terra.

    No Rio Grande do Sul, quase Uruguai, na região de Palmas, localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do rio Camaquã, com o vento minuano e as baixas temperaturas que caracterizam um inverno incomum na maior parte do país, o personagem escolhido foi Afonso Manuel Collares da Silva, 73 anos. Junto ao seu cavalo Crioulo, cães ovelheiros e rebanhos de gado e ovelhas, Silva traz com ele o orgulho gaúcho da arte de camperear, laçar, valorizar sua cultura, herança dos índios charruas e minuanos.

    No Brasil, o Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho e também porções dos territórios da Argentina e Uruguai. Os Campos da Região Sul do Brasil são denominados como “Pampa”, que vem do dialeto Quíchua, que significa região plana.

    A região de Palmas, tem características diferenciadas dentro do Pampa gaúcho, constituído principalmente por vegetação campestre de gramíneas, herbáceas e algumas árvores. Palmas tem formações rochosas, onde se pratica o ecoturismo. Essas formações de pedras gigantescas serviram de esconderijo durante a Revolução Farroupilha – 1835/1845.

    Também inclui o Rincão do Inferno, que também serviu de refúgio para os africanos que fugiam do sistema escravocrata imposto pelos fazendeiros da região. Assim o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas.

    Essa região é chamada pelos geólogos de Escudo Rio-Grandense, uma plataforma triangular, com uma área total de 48 mil km2. Originou-se de rochas que se fundiram sob pressão e calor intensos no interior da terra e depois emergiram, elevando-se à altura das montanhas. Hoje, desbastadas e fendidas pela erosão de milhares de anos, essas rochas formam as pequenas serras de cumes arredondados que dominam a paisagem.

    Os outros três personagens do filme são Maria Eduarda Lopes da Silva, de Moreilândia, no semiárido pernambucano, vaqueira e estudante do Instituto Federal do Crato; Adelino Borges, do Pantanal sul do Mato Grosso, descendente dos Guaicurus, indígenas cavaleiros que ocupavam toda aquela região no passado, mestre na doma racional do cavalo pantaneiro; e Pedro Costa, vaqueiro de Cachoeira do Arari, falecido após a filmagem, do arquipélago do Marajó, na foz do rio Amazonas, onde se concentra o maior rebanho de gado búfalo do país.

  • Com “Ave, Tekohá”, o lançamento de livro, de exposição de fotografia e de arte Guarani

    Com “Ave, Tekohá”, o lançamento de livro, de exposição de fotografia e de arte Guarani

    A escritora Cleonice Bourscheid, o fotógrafo Aristóteles Bourscheid e o editor Alfredo Aquino são parceiros no projeto AVE, TEKOHÁ. No dia 5 de outubro, às 16h, no Theatro São Pedro, acontece o lançamento do livro Ave, Tekohá (Edições Ardotempo, 96 páginas, ISBN nº 978-65-00-10371-7, R$60) e a abertura da exposição de fotografias, poemas e arte Guarani.

    O projeto AVE, TEKOHÁ, uma jornada poética inspirada na Cosmologia Guarani consiste na edição do livro de Arte e Poesia AVE, TEKOHÁ, exposição Itinerante de Fotografia e Artesanato Guarani e visitação gratuita e aberta para escolas. A exposição ficará aberta à visitação durante o mês de outubro na Sala de Exposições do TSP e prosseguirá até o final da 67ª Feira do Livro de Porto Alegre.

    Cleonice explica que a ideia deste livro nasceu por sugestão do editor Alfredo Aquino, quando o apresentou ao Grupo Amar Genuíno, criado pela pesquisadora e educadora das infâncias, Ana Felícia Guedes Trindade. “O propósito do grupo é apoiar e dar visibilidade à Tekoa dos Mbya Guarani da Pindó Poty do Lami, por meio de ações amorosas e comprometidas socialmente, como a divulgação e escoamento da produção do artesanato, fonte de seu sustento e difícil de circular em tempos de pandemia. Comecei, então, a pesquisar a cosmologia Guarani, sua arte, sua música, sua língua, com a qual me identifiquei plenamente. Meus projetos anteriores também foram inspirados no respeito e amor à natureza”, observa.

    A escritora Cleonice Bourscheid. Foto: Acervo pessoal/ Divulgação

    A escritora, peta e cronista Mariana Ianelli observa no texto de apresentação que “o livro nos chama ao redespertar para as nossas origens, como se nos fosse dando de novo à luz, agora num possível mundo reconciliado, reencantado, de olhos e ouvidos abertos para os saberes da nossa casa, língua e memória. O sagrado respira ensolarado nessas páginas, na cosmovisão dos sábios originários da nossa terra e em seus amorosos artefatos de encantar.”

    Parte da renda da comercialização do livro será revertida para a Tekoá dos Mbyá – Guarani da Pindó Poty do Lami. Informações pelo e-mail cleonice@bourscheid.com.br e whatsapp (51) 99361-8742.

     

    Cleonice é poeta, professora, tradutora e produtora cultural. É autora dos livros de poemas Passa, Passa, Passarinho/ Ave, Pássaro/ Comadre, Corujinha e Compadre Gavião/ Ave, flor/Piquenique no jardim/ Vovô, Vicente e o Vento. É proponente e coordenadora dos projetos Ave, Pássaro, Ave, flor e Piquenique no Jardim, projetos interdisciplinares que aliam poesia, música, literatura, artes plásticas e teatro. É curadora e produtora do recital “Salve fiori, d’augelli amori”, integrado por canções para voz e piano sobre poemas dos livros Ave, Flor e Ave, Pássaro, com composições de Fernando Mattos, que circulou no Brasil e na Itália. Tem contos e poemas publicados no Brasil, Uruguai, Itália, Portugal e Suíça. Durante a pandemia iniciou uma pesquisa sobre o povo Guarani, que resultou no Projeto Guarani, livro de poemas e fotos inspirado na Cosmologia Guarani (Ave, Tekohá! A criação do mundo segundo o povo Guarani).

    Aristóteles é engenheiro civil formado pela UFRGS e Diretor Presidente da Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente S.A. Em 2014 recebeu a láurea Engenheiro do Ano outorgada pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul por sua destacada atuação na área privada. Apaixonado pelas artes em geral e pela música em particular, é membro do Conselho da OSPA, desde 2012. Fotógrafo por opção, coleciona preciosidades em seus registros de grandes obras de engenharia brasileira, como o içamento da ponte Rio-Niterói, fundações do viaduto, entre outras. Velejador, desde a juventude, acredita na força (e direção) das águas e dos ventos, como forma de aprender a lutar contra as adversidades para perseguir o rumo. Para o fotógrafo, estas mesmas pedras, terras, areias e águas viram matéria de poesia, enlaçando-se por afinidade e afeto com os poemas que celebram a criação do mundo e da beleza.
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  • CCMQ abre exposição “Nômades/Bikost”, com os uruguaios Gabriela Kostesky e Gino Bidart.
    Foto_Ludwig_Larré/ Divulgação

    CCMQ abre exposição “Nômades/Bikost”, com os uruguaios Gabriela Kostesky e Gino Bidart.

    A Exposição Nômades/Bikost pode ser visitada, até 17 de outubro, de segundas a sábados, das 10h às 18h, na Fotogaleria Virgílio Calegari, 7º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ – Andradas, 736 – Centro Histórico de Porto Alegre), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). A mostra internacional reúne obras dos consagrados artistas visuais uruguaios Gabriela Kostesky e Gino Bidart.

    As obras selecionadas oferecem um panorama da trajetória individual de cada artista, detalha o produtor da exposição, Germano Scheller, graduando em História da Arte e integrante da equipe curatorial da CCMQ. “Bidart, possuidor de formação clássica em desenho e em arte têxtil, cruza, em telas de grandes proporções, a figuração realista e um forte abstracionismo cromático. Em suas obras, sobressaltam figuras de cães de rua, casas e representações espaciais geométricas, como índices de uma perspectiva atenta à paisagem urbana e social das metrópoles e cidades fronteiriças da América Latina. Kostesky, por sua vez, trabalha predominantemente com a técnica da colagem, chegando a transbordar os limites do bidimensional e experimentando, ocasionalmente, a linguagem escultórica. Seu trabalho costura referências da música, do cinema e da cultura popular, o que cria um universo pictórico próprio e transversal, a partir de amálgamas de imagens e signos, em diálogo íntimo com a História da Arte”, comenta Scheller.

    Obras de Gabriela Kostesky. Foto: Ludwig Larré/ Divulgação

    O texto curatorial de Germano Scheller destaca ainda que a semântica da palavra nômade reserva certa carga pejorativa, ao indicar aquele que não se fixa ou se estabelece em nenhum lugar. “Nos interstícios da palavra, todavia, há um sentido cosmopolita que também pode definir aquele que busca habitar novos territórios. Este, em sua última acepção, parece estar no conceito proposto por Gino Bidart e Gabriela Kostesky para intitular sua primeira exposição conjunta em Porto Alegre. Colecionadores de residências, passagens e prêmios internacionais, os artistas uruguaios estabeleceram morada durante este ano na capital gaúcha, e, na bagagem, portavam as obras que integram a mostra”.

    O produtor observa também que a exposição Nômades/Bikost agrupa uma miríade de questões pertinentes à arte contemporânea, sobretudo no que diz respeito às práticas, linguagens e técnicas. “Abstracionismo, figuração e colagem – assim como um encontro de regimes poéticos determinados por distintas geografias – apresentam-se nesta exposição de forma indissolúvel às questões humanas relacionadas aos deslocamentos territoriais, tornando o ambiente propício para trocas fortuitas em uma encruzilhada de caminhos humanos”, conclui Scheller.

    Laços internacionais

    A exposição Nômades/Bikost foi viabilizada em colaboração com o Consulado Geral do Uruguai. A abertura da mostra contou com a presença do Embaixador do Uruguai no Brasil, Guillermo Valles Galmés, e da consulesa do Uruguai em Porto Alegre, Liliana Buonomo, ao lado dos artistas Gino Bidart, natural de Rivera, e Gabriela Kostesky, nascida em Montevidéu. Recepcionados em nome da secretária de Cultura do Estado, Beatriz Araujo, pelo diretor da CCMQ, Diego Groisman, e pelo diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), André Venzon, os representantes diplomáticos e os artistas do país vizinho manifestaram a emoção proporcionada pelo momento e pelo fortalecimento dos laços culturais entre Uruguai e Brasil.

    Foto:  Germano Scheller/ Divulgação

    A consulesa Liliana Buonomo enumerou ações culturais que, nos últimos anos, têm aproximado artistas e instituições dos dois países, em especial, com o Estado do Rio Grande do Sul e com Porto Alegre. Liliana mencionou ainda a proximidade de duas datas de extrema significância para rio-grandenses e uruguaios: as comemorações da Semana Farroupilha, movimento de fortes vínculos com o contexto uruguaio da época, e o 23 de setembro, data de falecimento do herói nacional uruguaio José Gervasio Artigas (1764-1850).

    O embaixador do Uruguai no Brasil, Guillermo Valles Galmés, em manifestação bastante emotiva, falou sobre a importância da arte em momentos de tanta apreensão quanto ao futuro da humanidade, seja frente aos desafios impostos por questões políticas, ambientais e humanitárias, seja diante das transformações nas relações humanas determinadas pela tecnologia. Conforme o embaixador, a arte tem a capacidade de fazer com que preservemos valores e sentimentos humanos.

    Foto: Andrei Moura/ Divulgação

    A emoção também esteve marcada nas palavras de Gino Bidart. O artista relatou o sentimento de acolhimento experimentado, segundo ele, por um nômade que se estabeleceu há poucos meses em Porto Alegre, com todas as limitações, riscos e sofrimentos determinados pela pandemia. Gabriela Kostesky, também radicada recentemente na cidade, ressaltou esse sentimento com o fato da acolhida culminar com a exposição no complexo cultural mais visitado pelo público da capital. Sinalizando a ampliação da interação da CCMQ com a produção artística dos países vizinhos, o diretor da instituição, Diego Groisman destacou a realização, no mês de dezembro, o 1º Circuito Latino-americano de Arte Contemporânea, cujas inscrições permanecem abertas até 15 de outubro (edital e ficha de inscrição neste link).

    A secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araujo, assinala a relevância simbólica da exposição Nômades/Biskot. “Além da qualidade das obras e das trajetórias artísticas de Gino Bidart e Gabriela Kostesky, a exposição solidifica e amplia os laços institucionais entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, estabelecendo novas perspectivas de intercâmbio cultural com o país vizinho”, comemora a secretária.

    Exposição Nômades/Biskot
    Onde: Fotogaleria Virgílio Calegari, 7º andar da CCMQ
    Quando: até 17 de outubro
    Horário de visitação: segundas a sábados, das 10h às 18h

  • Uma exposição histórica, na Galeria Duque, celebra os 60 anos do Atelier Livre
    O berço de vários artistas gaúchos está completando 60 anos. Foto: PMPoa/Divulgação/

    Uma exposição histórica, na Galeria Duque, celebra os 60 anos do Atelier Livre

    O Atelier Livre Xico Stockinger representa boa parte da história da arte do Rio Grande do Sul. O espaço, localizado no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, transcende à sua localização física e se configura como ambiente dos grandes mestres e berço dos primeiros passos de muitos artistas gaúchos. Essa trajetória será contada em imagens na Galeria e Espaço Cultural Duque, na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. A exposição 60 anos de Atelier Livre inicia no sábado, 2 de outubro, e vai até 20 de novembro, com a curadoria de Daisy Viola e José Francisco Alves. O evento integra as ações de comemoração pelos 9 anos da Galeria Duque, que serão celebrados em novembro.

    Obra de Zoravia Bettiol/ Divulgação
    Obra de Zoravia Bettiol/ Divulgação
    Obra de Henrique Fuhro/ Divulgação

     

    “O Atelier Livre é mais que um lugar, é um espaço. Não só físico, é um espaço na vida de quem o frequenta ou um dia frequentou. Não há quem esqueça de sua passagem por ali. Orgulha-me viver em uma cidade que oferece ao seu público uma escola de arte livre para adultos, um lugar onde as pessoas se sentem iguais, lado a lado, mesmo sendo muito diferentes, vindas de universos muitas vezes opostos, de tempos distantes. Ali, o assunto é comum. Uma cor ou pincelada que transformam colegas em amigos. Parece que a porta de vidro que separa e une o Atelier do Centro Municipal de Cultura é uma passagem secreta para um mundo mágico, onde todos ficamos mais próximos de realizar nossos sonhos de expressão artística”, discorre Daisy.

    Obra de Xico Stockinger/Divulgação
    Obra de Vasco Prado/ Divulgação
    Obra de Iberê Camargo/ Divulgação

    Criada em 1961, a partir de curso no ano anterior ministrado por Iberê Camargo, a escola foi criada pela Prefeitura de Porto Alegre para propiciar um novo espaço de aprendizado artístico, uma experiência coletiva, livre, sem finalidade de obtenção de diploma ou assemelhados. Desde lá, o objetivo do Atelier Livre foi e continua sendo o mesmo: a experimentação de técnicas; a existência de um espaço de trabalho para os artistas produzirem suas obras, sob orientação de professores-artistas; o intercâmbio com artistas do Brasil e exterior; a realização de exposições e eventos; a divulgação da história da arte e da profissionalização da arte.

    Berço da arte

     A exposição que comemora os 60 anos do Atelier Livre vai apresentar obras de artistas que fizeram parte da história dos primeiros anos do Atelier, na década de 60 até os anos 90, com trabalhos que integram o acervo da Galeria Duque, selecionados a partir da curadoria de José Francisco Alves. Essa parte, que ocupa os dois primeiros andares da galeria, destaca obras de grandes nomes como Xico Stockinger, Vasco Prado, Danúbio Gonçalves, Iberê Camargo, Magliane, Zoravia Bettiol, Ado Malagoli, Alice Soares, Enio Lippmann, Henrique Fuhro, Paulo Peres, Paulo Porcella e muitos outros que fizeram parte dessa história.

    Um dos curadores da mostra, José Francisco Alves . Foto Gilberto Perin/ Divulgação

     

    Obras de Ado Malagoli/ Divulgação

    No terceiro andar da Galeria Duque, a mostra apresenta a produção das gerações mais recentes do Atelier Livre, a partir de 1991, demonstrando o vigor das jovens produções e a busca pela profissionalização. “No quarto andar, faremos uma homenagem ao artista e professor Wilson Cavalcanti, o Cava. Essa será uma exposição só de alunos dele, um artista que atravessou toda a história do Atelier, tendo iniciado como aluno lá no comecinho do espaço e se aposentado como professor há poucos meses”, conta Daisy.

    Obra de Paulo Porcella/ Divulgação
    Obra de Paulo Peres/ Divulgação
    Adrianao Mayer – _Rúbia_ Mármore Napoleon 2018 – foto do artista

    O terceiro e o quarto andar serão ocupados por essa nova geração de artistas e grupos que fazem e continua fazendo parte da história do Atelier Livre: Adma Corá, Adriano Mayer, Aglae Freitas, Ana Alvares Tita, Antônio Sobral, Carmen Lúcia Nieder (Tuche), Daniele Almirom, Denise Haesbaert, Dirnei Prates, Edemir Wandescheer, Elisa Troglio Fróes, Graça Craidy, Isabel Ferreira, Jonas Figur, José Kanan, Luciano Machado, Luck Herbert, Lúcio Spier, Marcelo Monteiro, Maria Nazaré Melo, Milton Caselani, Rairaa Noal, Raquel Fontoura, Ricardo Aguiar, Ricardo Olszewski, Rosane Morais, Rogério Livi, Rogério Maduré, Solange Stangler, Tereza Albano e Zeca Albuquerque, além do Grupo Gralha Azul (Mara Caruso), e da Confraria da Pedra (Francisco Alves). Também haverá uma intervenção na fachada central com os barquinhos de papel do Roberto Freitas.

    Obra de Iberê Camargo/ Divulgação
    Obra de Iberê Camargo/ Divulgação
    Obra de Alice Soares/ Divulgação

     “O Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, denominado “Xico Stockinger” em 2012, em reconhecimento a um dos seus fundadores e seu primeiro diretor, passou nessas seis décadas por altos e baixos, quatro sedes, abundância e carência de recursos públicos, maior ou me/nor reconhecimento por parte das autoridades municipais, mas segue em atividade, apesar das dificuldades, da pandemia e dos novos desafios. Esta exposição é um exemplo de parte de seu legado; é o momento de homenagearmos os seus 60 anos, que não poderiam deixar de ser celebrados”, destaca o curador José Francisco Alves.

    Obra de Henrique Fuhro/ Divulgação
    Obra de Enio Lippmann/ Divulgação
    Obra de Elisa Troglio/ Divulgação

    Agenda:

    Exposição: 60 anos de Atelier Livre
    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissagem: sábado, 2 de outubro, das 11h às 17h
    Período da exposição: de 2 outubro até 20 de novembro
    Horário de funcionamento:
    Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 11h às 17h
    Entrada Franca

    Obras de Danúbio Gonçalves/ Divulgação
  • Exposição ao ar livre junta artes visuais e literatura, na Escadaria da Borges

    Exposição ao ar livre junta artes visuais e literatura, na Escadaria da Borges

     

    Higino Barros

    A exposição coletiva “Autorias” é uma homenagem das artes visuais à literatura produzida no Rio Grande do Sul. Nela, um grupo de 18 artistas, entre os quais alguns dos nomes mais reconhecidos, exibe retratos inéditos de 26 importantes autores gaúchos. A mostra abre dia  1º (sexta-feira próxima) e fica até 31 de outubro na Galeria Escadaria, ao ar livre no Viaduto Otávio Rocha, na Av. Borges de Medeiros, Centro Histórico da Capital – local adequado a estes tempos pandêmicos. Seduzida pelo projeto, a Feira do Livro o incluiu como evento prévio à sua realização.

    Dos 26 retratos, de 100X100 cm, 22 foram pintados em óleo ou acrílica em telas e quatro, impressos em placas de PVA. As obras, recém-produzidas, ocupam os 45 metros de extensão da Escadaria, espaço inaugurado em março deste ano e que tem a direção do produtor cultural e fotógrafo Marcos Monteiro.

     

    A presença de telas na galeria é inédita, pois até então o local só abrigou exposição de fotos. Os dias finais da temporada da mostra transcorrerão simultaneamente aos iniciais da 67ª edição da Feira do Livro, que irá de 29 de outubro a 15 de novembro, na Praça da Alfândega, também no Centro Histórico.

    Critérios

    A seleção de nomes dos homenageados contou com a assessoria informal dos professores de literatura Sergius Gonzaga e Luís Augusto Fischer. A escolha buscou equalizar o número de escritores homens e mulheres em igual medida – 13 homens e 13 mulheres -, de modo a atender a uma demanda contemporânea mundial de reconhecimento do valor e da presença feminina nas artes, explica a curadora artística da mostra Graça Craidy.

    Entre os homens, privilegiou os escritores já falecidos e, entre os vivos, distinguiu os mais velhos e os mais premiados. Já entre as escritoras, foram escolhidas, primeiro, as decanas, e depois as premiadas em Açorianos, Jabuti e Emmy, entre outras distinções, as jovens escritoras promissoras, e, ainda, as que se destacam por sua ação de incentivo à prática de literatura entre minorias, ou por sua ação de conscientização em defesa de causas cidadãs.

    Beatriz Balen Susin (Luiz Antonio de Assis Brasil e Maria Carpi), Bernardete Conte (Simões Lopes Neto), Emanuele de Quadros (Luisa Geisler) , Erico Santos (Lya Luft e Moacyr Scliar), Gilmar Fraga (Carol Bensimon e Erico Verissimo) ,Graça Craidy (Dyonélio Machado e Marô Barbieri) , Gustavo Burkhart (Luis Fernando Verissimo), Gustavo Schossler (Fernanda Bastos), Gustavot Diaz e Ise Feijó (Caio Fernando Abreu), Helena Stainer (Cíntia Moscovich e Cyro Martins) , Liana d’Abreu (Lélia Almeida), Liana Timm (Eliane Brum e Mario Quintana), Mariza Carpes (Leticia Wierzchowski), Nara Fogaça (Martha Medeiros e Josué Guimarães), Pena Cabreira (Claudia Tajes e João Gilberto Noll) , Thiago Quadros (Sergio Faraco), Ubiratan Fernandes (Jane Tutikian e Oliveira Silveira)

    O que disseram alguns dos retratados:

    Eliane Brum: “Uma honra e uma alegria fazer parte desta exposição”.

    Fernanda Bastos: “É com muita alegria e honra que recebi esta notícia. Obrigada por me incluir nesse projeto tão bonito e relevante”.

    Jane Tutikian: “Agradeço imenso por teu e-mail, que traz tanta alegria nesses tempos sombrios. Estou muito feliz e honradíssima de estar entre os escritores homenageados”.

    Leticia Wierzchowski: “Obrigada, é uma honra!”

    Maria Carpi: “Muito grata pela minha participação”.

    Maria Helena Martins (filha de Cyro Martins): “Fico supercontente. Muitíssimo obrigada pela escolha do Cyro Martins”.

    Naiara Rodrigues Silveira Lacerda (filha de Oliveira Silveira): “Que ótima iniciativa! Ainda mais em um dos lugares que ele admirava”.

    Assis Brasil: “Parabéns pela iniciativa que vem reunir duas áreas artísticas tão próximas e dialogantes. É uma grande honra participar, contando com seu traço persuasivo e raro.

    Cíntia Moscovich: “Quando a arte encontra a arte, a gente só celebra”.

     A artista visual Graça Craidy, organizadora da mostra, conversou com o JÁ Porto Alegre, por gmail.
    Graça Craidy, artista visual e organizadora da mostra. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
     Pergunta: o que caracteriza essa exposição?
    Resposta: Esta exposição é única em vários aspectos. É uma homenagem de uma arte a outra arte, da arte visual à arte literária. Uma homenagem local, amorosa, de valorização dos nossos. Além disso,que eu saiba, é a primeira exposição com telas pintadas que estará exposta ao ar livre, sujeita às intempéries, chuva, sol, depredações, isso requer valentia dos artistas e atrevimento, desprendimento. É a primeira exposição com telas pintadas ao ar livre que estará sujeita também aos olhos encantados de todos que passarem na rua. É a democratização da arte, do encantamento, do encontro ancestral entre o homem e a sua manifestação como criador, entre a nossa gente, muitos provavelmente que nunca viram uma tela pintada de perto, nunca entrou num museu, numa galeria, serão tocados pela narrativa visual da sua história, representada pelos seus escritores. Outra coisa é a equidade proposta entre autores homens e mulheres, uma reivindicação mundial por parte das mulheres em todas as artes, que por séculos foram alijadas desse espaço de manifestação artística, reservada a elas apenas a área domestica de cuidados com marido, casa e filhos, e agora desejam justiça e valoração da sua presença. Mais outra: a ampla diversidade dos artistas do projeto, que abrange desde decanos consagrados como Beatriz Balen Susin, Liana Timm, Erico Santos, Mariza Carpes, até jovens artistas como Thiago Quadros, Ise Feijó, Emanuele Quadros, abrindo espaço também para supertalentosos artistas de discreta projeção como Gustavo Schossler, Gustavot Diaz, Bira Fernandes, entre outros.

    Pergunta: Muitos escritores ficaram de fora, assim como muitos artistas visuais. Como foi essa digamos, “escolha de Sofia?”?
    Resposta: Os artistas visuais foi menos traumático porque, pela própria concepção do projeto, precisava ser artista figurativo, que soubesse fazer retrato, isso já deixava de fora um grande número de artistas que praticam arte abstrata, videoarte ou conceitual. Quanto aos autores,  foi uma verdadeira escolha de Sofia, mesmo, um sofrimento, doía no coração tirar esse pra colocar aquele, tirar aquele pra substituir por essa, uma tortura! Como se pode imaginar, havia muito mais homens escritores que mulheres escritoras, ainda que muitas. Ou seja, havia que cortar muito mais homens que mulheres. Quem nos ajudou foram os professores de literatura mais cabeças da cidade, Sergius Gonzaga e Luis Augusto Fischer, que gentilmente nos assessoraram. Eles ja avisaram, de cara: vai ser terrível, vocês vão sofrer, vão ter que tirar nomes que vocês adoram, porque não cabem todos. ( Só tinha lugar nas placas da galeria para 26 telas). Escolha um critério e vai fundo, sem olhar para os lados. Foi o que fizemos. Entre os homens, o critério foi homenagear os já falecidos, depois, entre os vivos, os mais velhos, e entre esses, os mais premiados. Já entre as mulheres, adotamos outros critérios: primeiro as mais velhas, nossas decanas, depois as mais premiadas, as jovens promissoras e, ainda, as singulares, que se destacam por seus projetos, como a Fernanda Bastos, por exemplo, que fundou uma editora para publicar autores negros, e a Eliane Brum, que é uma contundente crítica de grandes questões cidadãs não atendidas. Mas os queridos e queridas que ficaram de fora não devem ficar tristes, porque talvez continuemos nesse projeto nos próximos anos, continuando as homenagens.

    Pergunta: Arte na rua é um sonho de consumo de quem faz arte. Em tempos pandêmicos se torna ainda mais necessária. Mas o que mais? Levar o público que não frequenta galeria e museus a esses lugares também não é tão importante quanto fazer o movimento inverso?
    Resposta: Certamente. Tão importante quanto levar arte para a rua, é trazer as pessoas para dentro dos museus. As duas coisas são importantes. Mas, sinceramente, acho bem importante esse nosso movimento em ir para a rua, porque demonstra uma vocação necessária e desejável de todo artista, como bem disse o Milton, de ir onde o povo está. A pandemia nos pede paciência e que não nos aglomeremos, então, nesse momento, ainda mais, é lindo que a arte vá para a rua e se democratize entre todos, do gari ao vigia, da moradora de rua à feirante. Do contador ao empresário. Do jovem estudante ao velho professor. A rua e a arte, de todos, é um verdadeiro sonho de consumo.
    Pergunta:  Vai haver encontros durante o período de exposição com os artistas e escritores, além da abertura? Bate papo, visita guiada, coisa assim?
    Resposta: Estamos pensando em organizar encontros com os artistas e escritores, ainda não está definido, mas acho superimportante essa interação, sim. Minha experiência com escolas, em outras exposições, foi riquíssima e de mutuo encantamento. Pensamos ainda em fazer lives com bate-papos entre artistas e seus autores.

    Pergunta:  Sobre a ponte entre artes plásticas,  literatura . Uma sempre influenciou a outra. Como isso se dá?
    Resposta: Todas as artes conversam entre si, nessa língua sem tradução outra que não a própria arte, costuradas pelas tragédias, comedias e epopeias humanas, grandiosas, prosaicas, urbanas, rurais, cotidianas ou sazonais. Desde os primórdios, nas esculturas que enaltecem os seus heróis, muitos foram tirados de epopeias da literatura, deuses imaginários, personagens que concentram em si a complexidade do humano e suas paixões. A literatura cria mundos com palavras, a arte visual recria o mundo da literatura com cores, gestos, enquadramentos. Eu mesma estou mergulhada em uma longa série de pinturas sobre a Clarice Lispector e suas obras, onde misturo a autora com seus personagens, tudo é a história de nós todos, em pequenos capítulos.

     Pergunta: Essa exposição pode entrar no calendário permanente da feira?
    Resposta: O presidente da Câmara do Livro, Isatir Bottin Filho, gostou muito do nosso projeto e sugeriu que nossa mostra fosse incorporada à programação da Feira do Livro como um evento prévio vinculado à feira por parceria nossa. Ano que vem, já estamos em tratativas para levar essa mesma exposição ao Espaço Cultural Correios no período da Feira de 2022. É maravilhoso nos alinharmos com esse evento que já está no sangue da cidade.

     Pergunta? Algo mais ?
    Resposta: Eu brinco chamando o nosso grupo de 18 artistas valentes que ousaram aceitar o desafio do projeto “Autorias” de “Os 18 da Borges”. Já estão surgindo convites e propostas para novas exposições e projetos. Acho que essa turma tem tudo para criar um novo movimento na cidade e nas artes gaúchas.

    gcraidy@gmail.com
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    1 artigo, 100 MB no total ・ Expira em 4 de Outubro de 2021
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  • Margs e o Consulado-Geral dos EUA em Poa anunciam projeto conjunto

    Margs e o Consulado-Geral dos EUA em Poa anunciam projeto conjunto

     

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre anunciaram o “Projeto de Digitalização do Acervo Documental do MARGS”.

    A iniciativa será financiada com recursos do Fundo de Embaixadores para Preservação Cultural (Ambassadors’ Fund for Cultural Preservation – AFCP). Viabilizando, por meio da Associação de Amigos — AAMARGS, a compra de equipamentos e a contratação de serviços especializados por profissionais que se somarão à equipe do Museu, a iniciativa garantirá que toda a coleção de arquivos do Margs, estimada em mais de 250.000 páginas, seja convertida para formato digital e ofertada em plataforma online — o Tainacan, um repositório digital com software livre.

    Assim, será oportunizado acesso público e irrestrito em meio digital a um acervo de arquivos que faz do Margs um centro de referência documental para a pesquisa, o estudo e a preservação da memória visual e artística sul-rio-grandense e brasileira (nas áreas de artes visuais, história da arte, patrimônio e museus/instituições, entre outras).

    Além de proporcionar maior alcance na disponibilização do Acervo Documental do Margs à sociedade, o Projeto de Digitalização oportunizará também maior facilidade de consulta às informações históricas documentadas pelo Museu para todos os interessados, como estudantes e pesquisadores, e mesmo para o público em geral. Ao mesmo tempo, garantirá a preservação e a segurança desta importante coleção documental pública, cuja totalidade se encontra até aqui apenas em formato físico.

    Edição especial

    O projeto encaminhado pelo Margs foi contemplado na edição especial dos 20 anos do Fundo com o valor de US$ 42.000 e também inclui o intercâmbio de funcionários do museu gaúcho e de museus americanos. O Fundo dos Embaixadores é administrado pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA. Os recursos são destinados a projetos para a preservação do patrimônio cultural em países menos desenvolvidos, incluindo edifícios históricos, sítios arqueológicos, objetos etnográficos, pinturas, manuscritos e línguas indígenas e outras formas de expressão cultural tradicional.

    “Para os Estados Unidos, essa parceria consolida ainda mais nosso relacionamento com o Rio Grande do Sul e apoia os objetivos e valores da política do governo americano no Brasil, como a inclusão, permitindo que todos os brasileiros tenham acesso à extensa coleção de vídeos, fotografias, livros, periódicos e outras publicações relacionadas à produção das artes visuais no Rio Grande do Sul”, disse o Encarregado de Negócios da Missão dos EUA no Brasil, Douglas Koneff.

    O “Projeto de Digitalização do Acervo Documental” é o passo seguinte ao processo pelo qual o Acervo Artístico do Museu passou entre 2011 e 2012, quando foi realizada a digitalização da coleção de obras de arte, resultando no Catálogo Geral do Museu (2013, em formato físico) e no Catálogo Online, que oferece acesso e consulta permanente em meio digital no próprio site do Museu, sendo atualizado constantemente com as novas entradas e aquisições.

    O diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol, assinala que desde 2019, quando assumiu a Direção, a meta colocada foi prosseguir avançando nas melhorias do Museu em termos de preservação, segurança e qualificação. O que tem a ver diretamente com uma diretriz assumida como visão estratégica no âmbito da recriação da Sedac, pela Secretária Beatriz Araujo, sendo também uma visão de valor que o governador Eduardo Leite dedica e destina à cultura.

     

    Projetos prioritários

    “O Acervo Documental do Margs é uma referência para os campos das artes visuais, da história da arte e da memória artística sul-rio-grandense e mesmo do Brasil. Reconhecendo isso, desde que assumi a Direção do Museu, a busca pela sua digitalização se colocou como um dos projetos prioritários, e que agora começa a se oportunizar graças à parceria com o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre. Ao ampliarmos o alcance da disponibilização deste acervo documental que conta e preserva grande parte de nossa memória visual e artística, estaremos proporcionando uma maior democratização quanto ao acesso público ofertado para a sociedade. Ao mesmo tempo, estaremos assegurando a preservação e perpetuação desta coleção, que contempla tanto a história institucional do Margs quanto a de artistas, críticos, historiadores da arte e demais agentes e instituições do sistema artístico. Tudo isso se reveste de significados ainda mais profundos e especiais em se tratando de um Museu público do Estado do RS, voltado desde sua origem e sempre à sociedade gaúcha e sua comunidade artística”, comenta o diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol.

    “A Secretaria de Estado da Cultura está sempre atenta às demandas das instituições museológicas. Esta parceria com o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre reafirma o nosso compromisso com a preservação do patrimônio cultural. E tão importante quanto é o fato de estudantes, pesquisadores e o público em geral terem acesso, por meio da internet, a esta importante coleção documental pública, cuja totalidade se encontra em formato físico”, celebra a secretária de Estado da Cultura do RS, Beatriz Araujo.

    A coordenação do Projeto de Digitalização do Acervo Documental do Margs, que está previsto para ser realizado ao longo de 12 meses, estará a cargo de Raul Holtz, responsável pelo Núcleo de Acervos e Pesquisa do Museu. Servidor de carreira do Estado do RS, com formação em Arquivologia (UFRGS), Holtz traz experiências de atuação em projetos anteriores, em especial o de digitalização do Acervo Artístico do Margs, o qual coordenou durante sua realização entre 2011 e 2012.

    “O Projeto de Digitalização do Acervo Documental do Margs tem por objetivo oportunizar o acesso universal aos documentos que registram a história do Museu desde a sua criação até os dias de hoje, e também a nossa história artística. A digitalização oportuniza e garante o início de um processo mais extenso e que se dará de forma continuada, com a atualização constante dos novos documentos que forem ingressando, e mais à frente com a etapa que possibilitará cruzamentos entre os itens do Acervo Documental e do Acervo Artístico do Margs. Ou seja, entre as obras de arte e os documentos relacionados”, declara Raul Holtz.

    Histórico do Museu

    O Margs foi criado em 1954 por decreto do Governo do Estado do RS, sem sede nem acervo inicial. Depois de passar os anos iniciais sendo organizado e com a coleção em constituição, foi inaugurado oficialmente em 1957, tendo como primeira sede o Theatro São Pedro.

    Em 1973, o Margs precisou se mudar, em razão das obras de restauro do Theatro São Pedro, instalando-se em dois andares do Edifício Paraguay, sede do antigo Cotillon Club, localizado na Avenida Salgado Filho, no centro de Porto Alegre.

    Desde o final dos anos 1970, o Margs ocupa a atual sede, um prédio histórico na Praça da Alfândega, no Centro da cidade de Porto Alegre.

    Seu Acervo Artístico reúne mais de 5.000 obras de arte, desde a primeira metade do século 19 até os dias atuais, incluindo arte acadêmica, moderna e contemporânea. Assim, abrange diferentes linguagens das artes visuais, como pintura, escultura, gravura, cerâmica, desenho, arte têxtil, fotografia, instalação, performance, arte digital e design, entre outras. Esse acervo de arte do Museu é composto por arte brasileira, com ênfase na produção de arEstas gaúchos (do Rio Grande do Sul), e também por obras de arEstas estrangeiros, da qual conta com nomes significaEvos da arte mundial.

    Histórico do Acervo Documental

    Nos anos 1970, os trabalhos e as atividades do Margs passaram por uma maior organização nas diversas áreas, conforme suas competências e atribuições. Assim, foram instituídos diferentes Núcleos, cada qual dando conta de setores específicos, como prossegue ainda hoje, com algumas alterações que resultaram de reformulações e reformas administrativas das gestões até aqui.

    Em 1975, o Margs começou a documentar sistematicamente suas atividades e refletir sobre o campo artístico através de boletins informativos, que ao longo dos anos transformaram-se em verdadeiras revistas de arte, com artigos e entrevistas. Os Boletins depois seriam substituídos pelo folheto Em Pauta, que circulou até 1998.

    Entre 1981 e 1986, o Acervo Documental ganhou fôlego com a doação de 796 pastas do colecionador e artista Cláudio Morrain, contendo 15 mil recortes de jornal e 3 mil catálogos de exposições. Este acervo daria início aos chamados dossiês de artistas plásticos, existentes até hoje.

    Também incorporou importantes acervos documentais particulares, como do artista Iberê Camargo e do crítico Aldo Obino.

    Panorama do Acervo Documental

    O Acervo Documental do Museu conta com mais de 8 mil publicações bibliográficas e 5 mil pastas contendo documentos sobre a trajetória de artistas e a história de agentes do sistema artístico.

    Assim, além de documentos históricos e administrativos desde a fundação do Margs, em 1954, o Acervo Documental se destaca também pelo expressivo conjunto de documentos relacionados à produção sul-rio-grandense de artes visuais, com especial atenção à biografia e à obra de artistas e demais profissionais com destacada trajetória e reconhecimento no meio artístico. Os assuntos estão organizados segundo uma hemeroteca.

    Quanto a coleção bibliográfica, é formado por volumes, catálogos de exposições, periódicos, álbuns e figuras. Há também uma coleção de vídeos e arquivos fotográficos.

    Atualmente, o Núcleo de Acervos e Pesquisa do Margs é responsável pela guarda, documentação, catalogação, organização e gestão dos Acervos Artístico e Documental do museu, fornecendo subsídios para a pesquisa, o estudo, a conservação, o restauro e a exibição de obras, documentos e demais itens pertencentes ao Museu. Ao zelar pela manutenção dos acervos mantidos sob guarda do Margs, atua no sentido de garantir a sua preservação e conservação.

    É também atribuição do Núcleo de Acervos e Pesquisa supervisionar o acesso ao acervo e aos arquivos sob sua guarda. E, juntamente ao trabalho interno de documentação e de pesquisas que subsidiam os projetos curatoriais, educativos e editoriais do Museu, presta atendimento a pesquisadores externos mediante solicitação e agendamento prévio.

     

    Números do Acervo Documental História e memória institucional do Margs:

    > 114 pastas A-Z: em torno de 57.000 páginas abrangendo o período de 1954 a 2021

    > Em torno de 1.000 exemplares de Publicações do Margs

    Acervo documental de artistas:

    > Mais de 4.000 pastas sobre a trajetórias dos artistas

    > Documentação de mais de 1.800 artistas

    Hemeroteca de assuntos de artes visuais e patrimônio:

    > Em torno de 65.000 páginas e recortes de jornais.

    Acervo bibliográfico:

    >  Mais de 5.000 livros sobre artes visuais;

    > Coleção de mais de 6.500 catálogos

  • A poesia de Melina Guterres, interpretada por 20 artistas visuais de Santa Maria.
    A jornalista e poeta Melina Guterres. Foto de Dartanhan Baldez Figueiredo/ Divulgação

    A poesia de Melina Guterres, interpretada por 20 artistas visuais de Santa Maria.

     

    A obra literária da jornalista e poeta Melina Guterres é o tema da exposição de artes visuais “Andorar – A poesia de Melina Guterres”, que abre nessa terça-feira, dia 28 de setembro,  no espaço expositivo da CESMA em Santa Maria.

     

    Obra de Denise Wichmann/ Divulgação
    Obra de Suzane Kochhann/ Divulgação

    A mostra propõe uma visão interpretativa da poesia da autora em diferentes suportes artísticos, por 20 artistas visuais. As obras foram criadas a partir da visão de mundo da poetisa e reflete o movimento entre as artes visuais e a literatura, numa experiência estética que se assemelha à narrativa visual e verbal, imagem e palavra, além da originalidade da criação artística contemporânea.

    Obra de Cris Salgado/ Divulgação
    Obra de Marilene Nunes/ Divulgação

    Segundo a curadora da mostra, Suzane Kochhann,  também artista visual”” a poesia de Melina Guterres visita questões relativas ao cenário político e social do Brasil, além de notas de intimismo construídas a partir de percepções, observações interpessoais, vivências pessoais e profissionais”

    Os poemas selecionados contaram com a curadoria literária da escritora e jornalista Maria Alice Bragança e pelos artistas participantes.
    Obras de Ana Dornelles Macedo/ Divulgação
    Para Susane, “a ideia de fazer uma exposição de poesias interpretadas por artistas visuais surgiu quando fiz a curadoria de outra exposição sobre os contos de Caio Fernando Abreu, em Santiago-RS, no ano de 2019. Durante esse tempo, acompanhei a através das redes sociais e os saraus de poesia que Melina organizava a poesia que ela criava. A sensibilidade inquietante e, por vezes, visceral de suas palavras me permitiram visualizar mentalmente o que Melina expressava. Mas era a minha interpretação. Outro artista poderia sentir ou visualizar outras percepções diferentes da minha. E por essa diversidade de percepções e sensações que as palavras revelam, propus a Melina realizar a exposição”.
    Obra de Jane Zofoli/ Divulgação
    Artistas participantes:
    Adéli do Canto, Ana Dornelles Macedo Andrea Capssa Ana Maria Assis Brasil, Cris Salgado Denise Wichmann, Ive Flores, Jane Zofoli, Jordana de Moraes, Kalu da Cunha Flores Karina Maia, Luís Fleck, M. Flowers, Marilene Nunes, Marília Chartune. Miguel Vasquez, M. Rosalia, Patrícia Felden, Polin Moreira e Tatiana Barrios Vinadé

    Curadora Artística: Susane Kochhann

    Homenageada: Melina Guterres
    Jornalista. Fundadora da plataforma Rede Sina (2015). Trabalhou para Uol, Estadão, Folha de São Paulo, Revista Istoé. É roteirista associada a ABRA-Associação Brasileira de Autores Roteiristas. Teve argumento de longa-metragem contemplado internacionalmente no Programa Ibermedia. Além gerir a Rede Sina, apresenta o programa Em Pauta. Tem poema publicada em livro na Unesco. Escreve e compartilha seus poemas online nas redes sociais. Mais sobre em: https://linktr.ee/melinq
  • Fabrício Carpinejar, que foi “alfabetizado pela poesia”, é o patrono da Feira do Livro de 2021

    Fabrício Carpinejar, que foi “alfabetizado pela poesia”, é o patrono da Feira do Livro de 2021

    Fabrício Carpinejar é o patrono da 67a. Feira do Livro de Porto Alegre, que este ano terá uma versão híbrida:  parte presencial, com 56 barracas na Praça da Alfângega e uma programação on line no You Tube.

    A feira  estende-se de 29 de outubro a 15 de novembro.

    Aos 49 anos, Carpinejar tem o DNA da literatura e da poesia: e filho dos poetas Maria Carpi e Carlos Nejar. Foi alfabetizado  em casa, pela mãe. “Me alfabetizei com poesia, sou filho da poesia”, disse ele ao apresentar-se  como patrono nesta segunda-feira, 27.

    Formado em jornalismo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde tornou-se, também, mestre em Literatura Brasileira, em 2001.

    Seu primeiro livro, “As solas do sol”, foi lançado em 1998. Desde então mantém uma produção intensa. Com a antologia “Caixa de Sapatos”, em 2003, ganhou projeção nacionhal como escritor.

    Tem quarenta e três livros publicados, entre poesia, crônicas, infanto-juvenis e reportagem. É detentor de mais de 20 prêmios literários.

    Foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes na internet. Seus guardanapos digitais são uma febre entre os internautas e as suas postagens ultrapassam mais de um milhão de leitores.

    Livros publicados
    1998 – As solas do sol
    2000 – Um terno de pássaros ao sul
    2001 – Terceira sede
    2002 – Biografia de uma árvore
    2003 – Caixa de sapatos (antologia)
    2004 – Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa
    2005 – Como no céu/Livro de visitas
    2006 – O Amor Esquece de Começar
    2006 – Filhote de Cruz Credo
    2006 – Meu filho, minha filha.
    2008 – Diário de um apaixonado – Sintomas de um bem incurável
    2008 – Canalha! (crônicas)
    2009 – www.twitter.com/carpinejar
    2010 – Mulher perdigueira
    2010 – O menino grisalho
    2011 – Borralheiro – Minha viagem pela casa
    2011 – A menina superdotada
    2012 – Beleza Interior – Uma viagem poética pelo Rio Grande do Sul
    2012 – Ai meu Deus, Ai meu Jesus: Crônicas de amor e sexo
    2012 – Bem-vindo – Histórias com as cidades de nomes mais bonitos e misteriosos do Brasil
    2013 – Espero alguém
    2014 – Me ajude a chorar
    2014 – Curinga
    2015 – Para onde vai o amor?
    2015 – Todas as mulheres
    2016 – Amor à Moda Antiga
    2016 – Felicidade Incurável
    2017 – Amizade é também amor
    2017 – Liberdade na vida é ter um amor para se prender
    2018 – Cuide Dos Pais Antes Que Seja Tarde
    2019 – Minha Esposa Tem a Senha do Meu Celular
    2019 – Família é Tudo
    2020 – Colo, por favor! – Reflexões em tempos de isolamento
    Prêmios
    Prêmio Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (1998)
    Prêmio Destaque Literário da 46º Feira do Livro de Porto Alegre (2000)
    Prêmio Açorianos de Literatura (2001)
    Prêmio Marengo D’Oro – Itália (2001)
    Prêmio Cecília Meireles, da União Brasileira de Escritores (2002)
    Prêmio Açorianos de Literatura (2002)
    Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003) [2]
    Prêmio Jabuti (2009) [3]
    Menção Honrosa no Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade (2012)

  • Feira do Livro volta com público, controlado, à praça e anuncia patrono hoje
    Lu Thomé- Arquivo pessoal/ Divulgação

    Feira do Livro volta com público, controlado, à praça e anuncia patrono hoje

     

    Higino Barros
    O maior acontecimento literário gaúcho, a 67ª Feira do Livro de Porto Alegre,  acontece no período de 29 de outubro a 15 de novembro de forma híbrida, com atividades virtuais e presenciais , com o retorno de público, controlado, à Praça da Alfândega.
    Nesta segunda-feira, 27, às 10 horas, serão dados todos os detalhes da edição, incluindo o anúncio do patrono.
    O evento será transmitido pela internet e basta acompanhar a coletiva de imprensa no canal da Feira do Livro no Youtube, no endereço https://www.youtube.com/feiradolivro

     

    A curadora da programação geral da Feira do Livro de Porto Alegre, a jornalista Lu Thomé conversou por email com o JÁ Porto Alegre.

    Pergunta:  Quem é Lu Thomé?  E qual sua convivência anterior com a Feira do Livro e Câmara Riograndense do Livro.

    Resposta: Eu sou jornalista formada pela PUCRS e com especialização em Jornalismo literário. Atualmente trabalho como leitora crítica e editora e como Gerente Editorial da Vienense.
    Trabalhei pela primeira vez, na Feira do Livro, fazendo a cobertura jornalística do evento em 1998. Em 2002, trabalhei na equipe de produção da programação geral. E, desde então, atuei em diferentes áreas e demandas no evento. Como assessora de imprensa da CCMQ, coordenadora do site da Feira (2005, 2006 e 2007), assessora de imprensa do mercado editoral, autora, palestrante, mediadora e – até mesmo – livreira. Em 3 edições, trabalhei na banca da editora Dublinense.

    Pergunta: Qual o papel e função da Curadora da Programação Geral da Feira do Livro?

    Resposta: A Câmara Rio-Grandense do Livro sempre teve o anseio de um viés ou guarda-chuva temático que unisse toda a programação. E que especialmente as atividades voltadas para o público geral privilegiassem mais a qualidade do que a quantidade. Então o papel da curadora da Programação Geral é imprimir relações diretas ou indiretas em todos os eventos, além de planejar cada um dos debates e orientar os convidados – especialmente os mediadores. Esta necessidade ficou ainda mais evidente – e dinamizou cada um dos eventos – quando tivemos a edição exclusivamente on-line em 2020.

    Pergunta:  O que caracteriza a feira dessa edição, do ponto de vista literário?

    Resposta: No ano passado, concretizamos a meta de promover alguns debates sobre temas essenciais, e que posicionaram a Feira do Livro dentro do contexto cultural e social. Partindo dos aprendizados de 2020, apresentaremos uma programação mais propositiva dentro da temática Para ler um novo mundo. Que siga trazendo as questões importantes, mas também ressalte a leveza, a informalidade, o riso.

    Pergunta:  O público estará de volta à Praça da Alfândega. Qual o valor disso? E como se contrapõe e soma à programação virtual?

    Resposta: A programação on-line sobre uma grande escola para a Feira. Trabalhou a imagem institucional do evento de uma maneira que ainda sequer conseguimos dimensionar. Então, será natural a continuidade das transmissões dos eventos. A volta das bancas e da venda presencial dos livros é motivo de celebração e festa. E também a área que concentrará nossa atenção e cuidados com a segurança e a saúde de todos. Assim, acreditamos que era o momento dos livreiros e editores voltarem à Praça, a céu aberto. Mas que os eventos ainda não deveriam ocorrer em espaços fechados, possibilitando que muitas pessoas ainda possam acompanhar pela Web a nossa programação.

    Pergunta:  Qual a expectativa da organização sobre essa edição da Feira/ Um ensaio para o novo normal?
    Esperamos que seja uma celebração desta volta à Praça. Com o resgate do caráter popular do evento e também contando com a colaboração de todos.

    Pergunta: Algo mais que queira acrescentar.
    Resposta: A Programação Geral da Feira será composta por 36 eventos (no período de 29 de outubro a 15 de novembro), todos os dias às 18h e às 19h30min, e de uma live de aquecimento antes da abertura oficial. Nosso estúdio estará no Memorial do Rio Grande do Sul. Teremos a participação de autores estrangeiros, nacionais e locais.

  • Exposição “O jardim de Amelia” e a pintura de um casal apaixonado, dos anos 1920

    Exposição “O jardim de Amelia” e a pintura de um casal apaixonado, dos anos 1920

    “O Jardim de Amelia “- É uma exposição baseada em pesquisa que revelou o romance de uma moça porto-alegrense nascida em 1897 e um pintor catalão que fez uma exposição em Porto Alegre em 1920, a encontrou na exposição e a pediu em casamento. Casaram em 1922 e viajaram pela América do Sul e Europa pintando e expondo: ela. Amelia Pastro Maristany, pintava flores, ele, Luis Maristany de Trias, pintava paisagens.
    O Jardim de Amelia mostra um dos quadros da exposição dele em 1920 e quadros de flores pintados por Amelia desde 1924 até 1978. A cenografia busca resgatar a trajetória dela, que os curadores, Silvia Livi e Rogerio Livi, propõe ser a primeira pintora profissional porto-alegrense.
    Fotos:  F Zago StudioZ/ Divulgação.