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  • “À estilete” de Liana Timm e “À margem do Lago” de Naia Oliveira, serão lançados dia 27 de agosto
    O novo livro da escritora e artista visual Liana Timm/ Divulgação

    “À estilete” de Liana Timm e “À margem do Lago” de Naia Oliveira, serão lançados dia 27 de agosto

     

    À Estilete é o 21º livro de poesia que a artista visual e escritora LIANA TIMM lança numa
    trajetória de 39 anos trabalhando com a palavra. Nesta nova produção a poeta segue buscando a
    subjetividade através da artesania da linguagem. A substantivação do texto poético é um norte
    em direção ao essencial e à busca de uma sonoridade rítmica e musical.
    A orelha do livro é assinada pela escritora Taiasmin Ohnmacht, de onde retiramos o seguinte
    trecho: (…) Em à estilete, fica evidente que a refração que sempre existe entre poeta e poema é
    criada por Liana Timm através de um cuidado estético com a palavra. É preciso firmeza no pulso
    para cortar versos que se abram à fruição deste outro que é o leitor.
    O prefácio é do poeta e compositor Alexandre Brito. Dele destacamos estas frases: (…) A
    poeta de à estilete, com maestria encara o desafio de edificar este objeto estético poema
    oferecendo a cada um tão somente o que exige de elementos essenciais para a sua realização.
    Um feito admirável encontrar a forma-conteúdo exata a que a poesia se faça. E, sim, Liana as
    encontra.(…)
    Também aqui um recorte do pósfacio do poeta Claudio Daniel: (…) Há que notar também a
    musicalidade conseguida pela escolha certeira de palavras, o que permite não apenas a presença
    mais ou menos previsível de assonâncias e aliterações, mas também o choque provocado pelo
    atrito de palavras com acentuação diferente. Enfim, este é um livro de alta qualidade, que concilia
    sutileza e rigor, sensibilidade e estilete, em peças de ótima fatura.
    O livro é dividido em cinco parte: fissuras, instável, hesitações, clandestino e instantes.
    LIANA TIMM é multiartista. Vive em Porto Alegre (RS). Transita pelas artes visuais, pela literatura, pelas
    artes cênicas e pela música. Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS (1976/96).
    Mestre em Educação pela UFRGS. Realizo em 56 anos dedicada às artes visuais, 76 exposições
    individuais, destacando-se: |1981 • Galeria Macunaíma-FUNARTE/RJ /RJ | 1982/90 • Sala Miguel
    Bakun/SEC/Curitiba/PR | 1984 • Fundação Cultural do Distrito Federal/Brasília/DF | 1990 • Museu da
    Gravura Cidade de Curitiba/PR | 1999 • Pinacoteca do Estado de São Paulo/São Paulo/SP | 1999 •
    Memorial da América Latina /São Paulo/SP | 1999 • Centro Cultural Correios e Telégrafos/RJ/ RJ| 2008 •
    Museu Brasileiro da Escultura/São Paulo/SP | 2009 • Espaço CulturalCiti/São Paulo/SP | 2016 • Museu de
    Arte do Rio Grande do Sul – MARGS/ POA/RS. Em 10 anos dedicada à música realizou 55 shows em Porto
    Alegre/RS, Miami/USA, França/T.S.C., México/ Culiacã, Uruguai/Montevideo. Com uma trajetória de 39
    anos na literatura, participou de 64 antologias e publicou 21 livros individuais de poesia, como A
    Dimensão da Palavra: 35 anos de poesia de Liana Timm, Extravagante, 2023, Para além da Carn, 2024.
    Nesta caminhada recebeu 17 prêmios. Os mais significativos foram: 1982 • Prêmio Aquisição IV Mostra
    do Desenho Brasileiro/Curitiba/PR | 1988 • Prêmio Melhor Produção Teatral Infantil | SMC (Secretaria
    Municipal de Cultura)POA/RS | 1992 • Prêmio MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado
    Malagoli) de Comunicação Visual 1ª Bienal de Arquitetura/POA/RS | 1994 • Prêmio Personalidade
    Cultural do Ano Associação Rio-grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa/POA/RS 2002 • Medalha
    Cidade de Porto Alegre | Prefeitura Municipal de Porto Alegre/RS | 2004 • Prêmio SEBRAE Casa
    Cor/POA/RS | 2008 • Título de Cidadão de Porto Alegre Câmara dos Vereadores | Prefeitura Municipal de
    Porto Alegre/RS, Prêmio Ages Livro do Ano em Poesia 2010 e 2012. Prêmio Minuano de Literatura 2022 –
    Mulheres na Literatura/Instituto estadual do Livro e UFRGS.

    A MARGEM DO LAGO, é o terceiro livro escrito por Naia de Oliveira/ Divulgação

    À MARGEM DO LAGO é o 3º livro de NAIA OLIVEIRA. A escritora vem desenvolvendo um
    estilo dentro da crônica que teve início na pandemia quando observou os transeuntes na praça
    em frente à seu apartamento. As histórias foram recheadas com citações das músicas de Chico
    Buarque de Holanda e o livro foi intitulado NA PANDEMIA COM CHICO. A curiosidade paira no ar
    e a reflexão crítica se estabelece, proporcionando uma reflexão sobre a realidade brasileira atual.
    O segundo livro EU PLURAL é um passeio pelos acontecimentos marcantes de sua história de
    vida. A ecologia, a política e o feminismo são assuntos de preocupação diária, junto com
    questões íntimas na busca de sua autenticidade.
    À MARGEM DO LAGO, define a linha da escritora que entende a sua escrita como
    autosociobiográfica. Com uma narrativa despretenciosa, a autora vai apresentando histórias
    entrecruzadas com acontecimentos sociais e políticos de sua geração. Estas experiências vividas
    entrelaçam o privado e o público com outros pontos de vista encontrados na passagem do tempo.
    O distanciamento temporal das vivências infantis e juvenis abre novas maneiras de ver e sentir o
    que ficou para trás. O livro se divide em Prólogo, Primeiras descobertas, Inquietações de
    juventude e Epílogo, Irmão Antonio: um mestre generoso e irado.
    O prefácio é assinado pela escritora Jane Tutikian e em um dos trechos afirma: Naia Oliveira
    escreve tão bem, recompõe com tanto encanto as memórias afetivas e tece sua malha ficcional
    com essas memórias e com as da História que o livro termina e nós, seus leitores, com um aperto
    no peito, simplesmente queremos mais.
    Em um texto, o psicanalista Enéas de Souza escreve: Naia Oliveira tem a vocação política do
    afeto. Ela é uma militante feminista, uma militante ecologista, uma militante da sociologia, uma
    militante petista, uma militante da amizade, uma militante de si mesma, uma militante plural (…)
    Mas talvez ela seja uma militante mais profunda, uma militante da vida. É essa militante que
    percorre e revive, em texto e em narração, a sua existência, alargando os espaços de
    enfrentamento, ampliando, com produção e fatos, o tempo concreto das ações.
    NAIA OLIVEIRA é Socióloga pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul/PUCRS.
    Ecofeminista pela Fundação Findhorn/Escócia. Traz experiências como professora, pesquisadora e ativista,
    com vários estudos publicados. Atualmente transita pela escultura e escrita criativa. Autora dos livros Na
    Pandemia com Chico (2021), Eu Plural (2024). Participação em diversas coletâneas e antologias. No
    início de 2025 foi selecionada para participar do Projeto Brasiliê da Coletânea Nacional de Literatura,
    Crônicas, da Editora Articule, com lançamento em 14 de junho de 2025, na Bienal do Livro, Rio de Janeiro.
    SERVIÇO:
    O QUE: Lançamento conjunto dos livro: À ESTILETE de Liana Timm
    À MARGEM DO LAGO de Naia Oliveira
    Editora TERRTÓRIO DAS ARTES
    ONDE: PUEBLO, Av, Ijuí, 147 | 19h
    CONTATO Liana Timm: whats 51 9148 35 9
    CONTATO Naia Oliveira: whats 51 91 16 32 18
    Valores: À ESTILETE: 65 reais
    À MARGEM DO RIO: 60 reais

  • Plano Diretor é um pacto que todos devem fazer parte de sua construção.

    Adeli Sell

    A Prefeitura Municipal de Porto Alegre em seu sítio eletrônico ao apresentar o tema da REVISÃO DO PLANO DIRETOR nos diz que:
    “Mais do que uma Lei, o Plano Diretor é um pacto entre a
    sociedade, o Estado (enquanto entidade técnica que deve
    trabalhar para concretizar o pacto) e os governos (atual e os que virão até 2030). Ele influi em questões como o tempo que gastamos para nos deslocar na cidade, a segurança, a qualidade de vida e a capacidade de prevenção a eventos climáticos extremos. E, para garantirmos a manutenção desse pacto ao longo da década, é fundamental que todos façam parte de sua construção.”

    Neste mesmo espaço, os gestores locais sinalizam os passos que foram dados de 2016 até hoje, como as várias consultorias, mesmo não se pronunciando sobre seus resultados, reunião temáticas etc.
    PACTO
    Sim, não dá para negar que o resultado do Plano Diretor seja um pacto, já que tem um aval final do poder legislativo local, que deve ser a representação do todo da sociedade.
    Mas para começar a realizar um pacto, como reza a lei para fazer e revisar o Plano ela tem que ter havido ampla e democrática participação popular.
    A realização de uma audiência pública num sábado, com
    decisão no dia anterior de sua suspensão pela Justiça e depois à noite uma decisão da cassação da decisão, numa verdadeira dança de canetas, não pode ser tida como a forma mais ampla e participativa para o povo.

    Porto Alegre tem oito Regiões de Planejamento com seus
    representantes eleitos pela participação popular, ampla ou não, mas tem.

    Em nenhuma destas foi realizada uma atividade aberta em qualquer momento. Como somos uma sociedade que gira 24 horas por dia, as plenárias deveriam ser em horários diferentes para o povo poder
    participar. Ademais, nenhuma atividade foi chamada par debater o que chamamos de corredores de desenvolvimento como o econômico, cultural e ecológico. Logo, mais uma falha. Logo, este tal pacto posto e falado pelos gestores locais deve ser questionado.

    * Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito.

  • Dez anos após sua estreia o filme “Ponto Zero”, de José Pedro Goulart, terá uma sessão comemorativa
    Foto: Amanda Copstein/ Divulgação

    Dez anos após sua estreia o filme “Ponto Zero”, de José Pedro Goulart, terá uma sessão comemorativa

    Dez anos após sua estreia, o filme Ponto Zero, de José Pedro Goulart, terá uma sessão comemorativa em Porto Alegre. A exibição gratuita acontece no dia 9 de agosto, às 19h, na Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico). Antes do longa, será exibido o curta-metragem “Pulso”, também de Goulart. A sessão ainda irá contar com um debate com o diretor, mediado pela jornalista e escritora Fatimarlei Lunardelli. Uma produção da Mínima e da Okna.

    O DIRETOR  DO FILME , JOSÉ PEDRO GOULART – FOTO AMANDA COPSTEIN/ Divulgação

    O crítico Luiz Carlos Merten escreveu que se tratava de um “OVNI no cinema brasileiro”, completando: “nada que está sendo feito se compara”. Já Hélio Nascimento, decano da crítica no Brasil, afirmou: “Ponto Zero é uma ousadia e se destaca num panorama onde muitos procuram um caminho fácil”. Para Ivonete Pinto, crítica e professora de cinema, Ponto Zero pertence a um “não lugar”, interpretando que o “peso do virtuosismo estético, em especial nos momentos de devaneio de Ênio, tenha apagado o contexto social-histórico e deixado o universo do filme num plano suspenso”.

    “OVNI”, “incomparável”, “filme de um não-lugar” — Ponto Zero coleciona adjetivos similares, entre o amor e o ódio, nunca a indiferença. Um filme com uma proposta original precisa de reencontros — ou de encontros. Afinal, há uma nova juventude, uma década depois do lançamento, como também novos olhares, como mostra a recente série “Adolescência”.

    “A magia do filme é levar-nos para dentro da cabeça de um adolescente que, por fora, parecia insignificante e imóvel”, escreveu a psicanalista Diana Corso em Zero Hora. E o que será que se passa dentro desta cabeça?

    A trajetória internacional de Ponto Zero também merece destaque. Sua carreira começou na Coreia do Sul, no festival BIFFAN, justamente num momento em que o cinema coreano começava um protagonismo que viria a culminar com o Oscar de Parasita. Depois, o filme seguiu ainda mais longe, chegando a Xining, na China. Festivais longe de casa, remotas possibilidades de afinidades? Ou não?

    Em 2016, Ponto Zero recebeu o prêmio de melhor filme no International Film Awards Berlin (IFAB). Além disso, Sandro Aliprandini foi premiado como melhor ator, e José Pedro Goulart recebeu o prêmio de melhor roteiro.

    A sessão de 09 de agosto contará ainda com a exibição do premiadíssimo curta-metragem “Pulso”, também dirigido por Goulart com Letícia Spiller e Werner Schunemann. O evento tem produção da Mínima e da Okna.

    Todas as informações sobre o filme estão disponíveis no Portal do Cinema Gaúcho, incluindo um texto crítico assinado por Fatimarlei Lunardelli:

    Mais informações:
    https://www.cinematecapauloamorim.com.br//portaldocinemagaucho/1010/ponto-zero

    http://pontozerofilme.com.br/criticas

    FICHA TÉCNICA

     Ponto zero (2015)

    Brasil (RS-SP-RJ)
    Longa-metragem | Ficção
    HD, cor, 88 min

    Direção: José Pedro Goulart
    Companhia produtora: Mínima; Okna Produções; Teleimage; CiaRio Centro de Infraestrutura Audiovisual; Cubo Filmes

     SERVIÇO:

     O QUE: Sessão comemorativa de 10 anos  – Ponto Zero

    DATA:  09 de agosto (sábado)

    HORÁRIO:  às 19h

    LOCAL:  Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

    INGRESSO:  entrada franca e retirada de senhas no local (30min antes da sessão)

    *As fotos são de Amanda Costein 

     

  • Exposição fotográfica “Resiliência” abre no próximo sábado, no Centro Histórico de Porto Alegre
    Memorial das Águas – Percurso Interrompido – Nina Pulita/ Divulgação

    Exposição fotográfica “Resiliência” abre no próximo sábado, no Centro Histórico de Porto Alegre

    Projeto fotográfico transforma a solidariedade em memória nas imagens de 27 fotógrafos sobre a enchente de 2024

     “Resiliência”, a capacidade de se recuperar de situações adversas/traumatizantes, adaptando-se e superando desafios, mantendo o bem-estar e crescendo com a experiência é o tema da segunda exposição do projeto “Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução”, com abertura no dia 9 de agosto (sábado), a partir das 15h, na Praça da Alfândega. Localizado no coração de Porto Alegre e também palco da histórica enchente de 1941, até então a maior registrada na cidade, superada pela tragédia de maio de 2024, a iniciativa reacende o olhar coletivo sobre a dor, a empatia e a força de reconstrução. A visitação segue diariamente, ao longo de 24h, até o dia 11 de setembro.

    Memorial das Águas – Foto: Claus Canddie/ Divulgação

    A primeira mostra, “Voluntariado”, foi prestigiada por mais de 40 mil pessoas, superando todas as expectativas e confirmando a necessidade de dar visibilidade a histórias que não podem ser esquecidas. Agora, 27 fotógrafos com seus olhares sensíveis expõem 80 imagens que trazem não apenas a dor e a destruição, mas sobretudo a força coletiva que emergiu do desastre. Estes registros documentam, emocionam e revelam perdas, mas também a potência da solidariedade.

    PORTO ALEGRE (RS), 09/05/2024 – CHUVAS / INUNDAÇÃO / TEMPORAL / Divulgação ALAGAMENTO / SOLIDARIEDADE / MOVIMENTOS SOCIAIS / COMIDA / ALIMENTAÇÃO – Voluntários e integrantes de movimentos sociais organizam mutirão em Cozinha Solidária e garantem milhares de refeições para pessoas atingidas pelos alagamentos em Porto Alegre.

    Participam: Anelise Ferreira, Ário Gonçalves, Beto Martinez, Camila Mendes, Cláudia Brandão, Claus Canddie, Douglas Fischer, Felipe Campal, Gabriel Vieira, Gustavo Vara, Isabelle Rieger, Jane Cassol, Jorge Lansarin, José R. Costa, Jussara Moreira, Kathy Esposito, Leandro Abreu, Marco Resende, Margaret Abreu, Nádia Santos, Nina Pulita, Paulo Guerra, Paulo Rossi, Rafael Rosa, Rogério Soares, Rosana Duzzo e Sílvia Pozza.

    12.05.2024 – Situação da enchente em Pelotas na região das Doquinhas em Pelotas – Foto: Gustavo Vara/ Divulgação

    Surgido da urgência de transformar o luto em legado, o “Memorial das Águas” é composto por cinco exposições – três em Porto Alegre e duas em Pelotas –  de julho a dezembro de 2025, em locais que ficaram submersos. De autoria de profissionais e amadores selecionados por convocatória pública, registram os impactos da enchente, os resgates, a força do voluntariado e os movimentos de reconstrução afetiva e social nas comunidades atingidas. A terceira e última exposição na capital gaúcha será realizada de 13 de setembro a 9 de outubro, com o título “Conscientização”. Já em Pelotas, o Largo do Mercado sediará a coletiva “Gratidão”, de 25 de outubro a 20 novembro e “Retomada”, de 22 novembro a 20 dezembro.

    Memorial das Águas – -Foto: Jane Cassol/ Divulgação

    Conhecido por seus projetos curatoriais a céu aberto com forte impacto social e estético, o idealizador e coordenador Marcos Monteiro propôs um modelo de exposição pública integrada à vida urbana.  A ação ganhou força com a articulação do produtor Edison Nunes, o apoio do Clube Arte para Todos, entidade que promove o acesso democrático à arte em diversos territórios e viabilização através da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura (MinC). A promoção é da Galeria Escadaria, criada em 2021 pelo fotógrafo e designer Marcos Monteiro, no Viaduto da Borges de Medeiros, que com as obras de restauração passou para o Píer do Gasômetro.

    Memorial das Aguas – Cidade Invadida – Foto: Kathy Esposito/ Divulgação

    Danificada durante a enchente, teve suas estruturas de ferro reaproveitadas para as coletivas do projeto, com bases formadas por pedras de rio, numa homenagem à força da natureza e à resistência dos afetos.

    Memorial das Aguas – Pra quem precisar; Foto: _NinaPulita/ Divulgação

    “O Memorial das Águas é mais do que um registro documental. É um tributo coletivo. Um convite à empatia, à reflexão e à valorização dos vínculos humanos que emergem nos momentos de crise”, destaca o curador Marcos Monteiro. Ele explica que mais do que um registro sobre um desastre natural, o projeto é um legado cultural vivo. Um exercício de memória que resgata o passado com os olhos voltados para o presente e o futuro. Uma homenagem àqueles que ajudaram, resistiram e, pelas águas, redescobriram o poder da coletividade.

    Memorial das Águas – Foto: Gabriel Vieira/ Divulgação

    Interessados em participar das próximas mostras podem se inscrever, gratuitamente, mediante o preenchimento do formulário (https://forms.gle./gaBDqGSmWpoRbo5s9). A exigência é que sejam maiores de 18 anos e tenham registrado o lado humano, a solidariedade e o recomeço, na catástrofe que assolou a maior parte do Estado no ano passado. Cada autor poderá realizar mais de uma inscrição, podendo ser selecionado com mais de uma imagem. Todas as informações estão no site https://memorialdasaguas.my.canva.site/memorial-das-aguas.

    Memorial das Águas – Foto: Beto Martinez/ Divulgação

    Ficha Técnica:

    Realização: Ministério da Cultura – Lei Rouanet, Galeria Escadaria e Clube Arte Para Todos

    Direção e Curadoria: Marcos Monteiro

    Administração e Produção: Edison Nunes

    Assistente de Produção: Iessa Medeiros

    Comunicação Visual: Edison Nunes e Marcos Monteiro

    Execução e Logística: Acontece Eventos

    Comunicação: Vera Pinto

    Mídias Sociais: Fernanda Bracht

    Apoio:

    Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

    Secretaria de Cultura da Prefeitura de Pelotas

    Valorize Projetos, Gestão de Recursos e Patrocínios Ltda

    CDF Locações de Materiais Cenográficos e Culturais Ltda.

    Patrocínio:

    Grupo RBS

    Paraflu do Brasil Indústria e Produtos Químicos Ltda

    Nutrire Indústria de Alimentos Ltda

    Soma Sul Equipamentos Ltda

    Memorial das Aguas – Profusão de más notícias – Foto: Nádia Maria Weber Santos/ Divulgação

    Servico:
    Memorial das Águas – Solidariedade e Reconstrução

    Exposição “Resiliência”
    Abertura: 9 de agosto (sábado) de 2025, a partir das 15h.
    Local: Praça da Alfândega – imediações do Margs – Centro Histórico de Porto Alegre
    Encerramento: 11 de setembro de 2025.
    Visitação: Diária, ao longo de 24h.
    Contato: com o curador, Marcos Monteiro, pelo whatsapp  (51) 9935-0608 ou com a jornalista Vera Pinto (51) 99104-1372. Entrada franca.

  • Reabertura do Bar do Lupi: Prefeitura lança edital para selecionar permissionário
    Lupicínio Rodrigues por Graça Craidy/ Divulgação

    Reabertura do Bar do Lupi: Prefeitura lança edital para selecionar permissionário

    Dono de vários bares e restaurantes em Porto Alegre,  nos quais dizia não querer ganhar dinheiro, mas apenas reunir os amigos, o compositor Lupicíno Rodrigues ganhou um bar no Centro Municipal de Cultura que leva seu nome.

    O bar está fechado, mas a prefeitura quer reabrí-lo. Um edital da Secretaria de Cultura e da Coordenação de Artes Cênicas já está a disposição dos interessados na “permissão de uso”.

    O primeiro pregão está marcada para terça-feira, 19 de agosto, às 10h, e será realizada no site portaldecompraspublicas.com.br.

    Os licitantes concorrem pela maior outorga mensal para exploração do espaço. O valor a ser pago mensalmente ao Município para a permissão de uso é de R$ 2.400.

    O Centro Municipal de Cultura recebe atividades culturais durante todo o ano com a programação do Teatro Renascença e da Sala Álvaro Moreyra.

    Também estão instalados no local a Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães e o Atelier Livre Xico Stockinger.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)
     
     
     

  • Espetáculo musical protagonizado por jovens autistas circula por cinco cidades gaúchas, em agosto
    Projeto Social da 50 Tons de Pretas. Grazi Pires e Dejeane Arruée. Foto: Ricardo Lage/ Divulgação

    Espetáculo musical protagonizado por jovens autistas circula por cinco cidades gaúchas, em agosto

    A segunda edição do projeto TEAprochega na Estrada: Grupo Artístico para Jovens Autistas, levará música e inclusão para cinco cidades do Rio Grande do Sul. As apresentações do Musical Protagonizado Por Pessoas Com Autismo acontecerão nas APAEs de Montenegro, Osório, Feliz, Ivoti e Alvorada, reunindo jovens autistas e músicos profissionais em um show emocionante e totalmente acessível e gratuito. A circulação do projeto faz parte do edital PNAB Política Nacional Aldir Blanc de Fomento a cultura. Realização Ministério da Cultura e Financiamento Pró-Cultura – Sedac RS.

    O projeto social de musicoterapia para autistas da banda 50 Tons de Pretas, nasceu há 7 anos com o nome UMA SINFONIA DIFERENTE RS, e em sua nova fase, desde 2024, busca evidenciar as potencialidades das pessoas com autismo, promovendo um espetáculo que une qualidade estética e inclusão. O elenco conta com crianças e jovens autistas, acompanhados por uma banda composta por oito músicos profissionais e por convidados locais.

    50 tons de pretas : Grazi e Dejeane; crédito Ricardo Lage / Divulgação

    Mais do que um show musical, TEAprochega é um espaço de sensibilização e aprendizado. Durante as apresentações, intervenções informativas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ajudarão o público a compreender melhor o universo autista, destacando aspectos importantes como comunicação, hipersensibilidade sensorial e formas de interação.

    O espetáculo será acessível para crianças autistas e não autistas, com controle de volume de som, duração ajustada e adaptação de estímulos visuais. Além disso, haverá tradutores de Libras e audiodescrição, garantindo que todos possam desfrutar da experiência ao máximo.

    A trilha sonora do projeto é um capítulo à parte. As canções são autorais, algumas inéditas, compostas pela musicoterapeuta Graziela Pires, com arranjos da cantora e multi-instrumentista Dejeane Arruée. Ambas integram a banda 50 Tons de Pretas, que tem um papel essencial na construção musical e na direção artística do espetáculo. O repertório inclui músicas de edições anteriores do TEAprochega, como O Trem do Sinfonia (2019), Felicidade (2020), Borboleta, Voa (2021), Alegria (2022),  (2023) e La Vida (2024), todas repletas de lirismo e ritmo envolvente.

    O projeto, que já teve uma bem-sucedida primeira edição em Novo Hamburgo, Porto Alegre e São Leopoldo, expande agora seu alcance para novas cidades. O objetivo é tornar os jovens autistas protagonistas de um espetáculo que inspira, emociona e promove reflexão.

    Os espetáculos serão gratuitos e acontecem dentro das APAE participantes do projeto TEAcolhe. Além disso, algumas das canções apresentadas serão registradas em estúdio, ampliando o alcance do projeto e possibilitando que mais famílias, educadores e profissionais da área tenham acesso ao repertório.

    SERVIÇO

    – 16/08 – Alvorada -17h – Ginásio Municipal

    – 26/08 – Montenegro – 19h30 Teatro Municipal Roberto Atayde Cordona

    – 28/08 – Osório – 16h – Apae de Osorio

    – 27/09 – Ivoti – 15h – Núcleo de Casas Enxaimel

    – 04/10 – Feliz – 15h – Centro Cultural de Feliz

    Para acompanhar mais sobre o TEAprochega, e se inscrever no Projeto, siga no Instagram: @teaprochega.

     

     EQUIPE TÉCNICA

    Coordenação da Musicoterapeuta e Mestranda: Graziela Pires; Dejeane Arruée, Direção musical; Coordenadora do Grupo de Pesquisa, Doutora Musicoterapeuta e Psicóloga:  Marylea Vargas; Coordenadora do grupo de pais, Mestre e Psicóloga: Mara Ritter; No apoio técnico: Jaqueline Zuccari – fonoaudióloga com especialização em ABA, Marliese Godoflite fonoaudióloga e psicopedagoga, Andreia Steinment – musicoterapeuta, Paulo Gambum – Musicoterapeuta, Patricia Scossi, jornalista e pós graduanda em musicoterapia, Cristiane – Musicoterapeuta, Leonardo da Silva – licenciado em dança, Anna Claáudia Oliveira Santos – nutricionista com especialização em ABA, Selenir Kronbauer – mestre em teologia, Musicoterapeuta Jesus Alberto Herrera e Musicoterapeuta e Psicóloga Chiara Herrera.

     

    Sobre o TEAPROCHEGA

    O TEAprochega: Grupo artístico formado por crianças e jovens com autismo tem por missão: Promover um espaço de desenvolvimento de habilidades sociais e de expressão artística para crianças e jovens com TEA (Transtorno do Espectro   Autista), através da musicoterapia, com a finalidade de torná-los protagonistas nos espaços culturais.  Como Visão: Ser referência no trabalho de desenvolvimento de habilidades sociais e artísticas para crianças e jovens com TEA (Transtorno do Espectro Autista), oportunizando o acolhimento das famílias, formação continuada para a comunidade e inclusão social e cultural das pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

    Destaca como Valores:Inclusão: Acreditamos que todo/as tem potenciais a serem desenvolvidos e merecem ser acolhidos nas suas diferenças para que se sintam pertencentes; Acessibilidade: Promovemos um ambiente que possa garantir a participação de pessoas com TEA em igualdade e equidade. Diversidade: Acolhemos e incentivamos a expressão individual de cada um, valorizando a sua forma única de ser e estar no mundo. Coletivo: Incentivamos as práticas musicais em grupo, estimulando a formação de um coletivo pautado no respeito, empatia, colaboração e circularidade.

    O projeto (conhecido anteriormente como UMA SINFONIA DIFERENTE RS) segue em sua nova fase, com a coordenação das artistas da 50 Tons de Pretas.

     

    A circulação do projeto faz parte do edital PNAB Política Nacional  Aldir Blanc de Fomento a cultura

     

    Realização @minc

    Financiamento Pró-cultura @sedac_rs

     

  • Enem 2025: Inscrições crescem 11% e chegam a 4,8 milhões no pais

    Enem 2025: Inscrições crescem 11% e chegam a 4,8 milhões no pais

    O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou 4,8 milhões de inscritos no país, em 2025, um aumento de mais de 38% em relação a 2022 e de 11,2% em relação ao ano passado.
    Os números correspondem ao balanço, divulgado nesta quarta-feira, 23 de julho, pelo Ministério da Educação (MEC).

    Entre os estados que registraram o maior número de inscritos no Enem 2025 estão: São Paulo (751.648), Minas Gerais (464.994) e Bahia (428.019).

    Confira o número de inscritos por UF:

    UF

    Inscritos

    Acre

    28.962

    Alagoas

    96.488

    Amapá

    33.193

    Amazonas

    110.842

    Bahia

    428.019

    Ceará

    275.937

    Distrito Federal

    82.975

    Espírito Santo

    85.920

    Goiás

    166.761

    Maranhão

    211.383

    Mato Grosso

    80.429

    Mato Grosso do Sul

    57.941

    Minas Gerais

    464.994

    Pará

    289.392

    Paraíba

    142.050

    Paraná

    195.870

    Pernambuco

    272.299

    Piauí

    120.040

    Rio de Janeiro

    329.001

    Rio Grande do Norte

    113.229

    Rio Grande do Sul

    186.541

    Rondônia

    46.801

    Roraima

    14.162

    Santa Catarina

    110.465

    São Paulo

    751.648

    Sergipe

    78.344

    Tocantins

    37.652

    Provas – O MEC, por meio do Inep, aplicará as provas em 9 e 16 de novembro, nas 27 unidades da Federação.

    Pará – De forma excepcional, o Enem será aplicado em 30 de novembro e 7 de dezembro, nas seguintes cidades do Pará: Belém, Ananindeua e Marituba.

    A medida visa atender aos públicos desses municípios, em virtude da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá na capital paraense no período da aplicação regular do exame.

    Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

  • UTA e Pretagô apresentam Mesa Farta e Zaze Zaze: uma festa para Vavó, em Porto Alegre
    Zaze Zaze – credito Fábio Zambom/ Divulgação

    UTA e Pretagô apresentam Mesa Farta e Zaze Zaze: uma festa para Vavó, em Porto Alegre

    A troca e o encontro de dois grandes grupos de teatro do sul do Brasil, o UTA e o Pretagô, está sendo celebrada com uma circulação de seus mais recentes espetáculos pelo RS. As cidades de Canoas, Pelotas, Porto Alegre e Santa Maria estão vendo ou revendo as montagens de Mesa Farta, do Pretagô e Zaze-Zaze: uma festa para Vavó, do UTA.
    Os dois grupos desenvolvem com maestria as dramaturgias com temáticas negras. Intitulado UTA e Pretagô: encontro e circulação de temáticas negras, o projeto iniciou sua circulação em Canoas, passa por Pelotas dias 18 e 19 de julho e chega a Porto Alegre nos dias 24 e 25, onde se apresenta no Teatro de Câmara Túlio Piva, além de realizar uma oficina. Este projeto é realizado com recursos do edital 26/2024 – SEDAC PNAB RS com financiamento Pró-Cultura do Governo do Estado do RS e realização do Ministério da Cultura do Governo Federal.
    Zaze Zaze – Foto: Fabio Zambom / Divulgação
    O espetáculo Zaze-zaze: uma festa para Vavó, do UTA, estreou em 2023, após ser aprovado no edital FAC-RS das Artes de Espetáculo, pelo qual recebeu um financiamento para a montagem da obra. Realizou dez apresentações em bairros periféricos e áreas centrais da cidade de Porto Alegre, e, além disso, oportunizou workshops para grupos de teatro periféricos.
    ZAZE ZAZE . credito Fábio Zambom/ Divulgação
    Em 2024, foi um dos espetáculos convidados a participar do Festival Porto Verão Alegre, pelo qual realizou duas apresentações. Foi selecionado como uma das montagens locais a participar do 18º Palco Giratório, em 2024. Mesa Farta, do Pretagô retrata o cotidiano da vida de pessoas negras. A metáfora da mesa alude ao fato de que comemos, bebemos, rimos, sonhamos, divagamos, decidimos, celebramos a vida e choramos a morte. Nela são feitos acordos sobre o mundo. Na mesa, o grupo Pretagô se lança a pensar sobre as possibilidades de mudanças a partir de escolhas, confissões, compartilhamentos, celebrações e decisões que se observam na atualidade.
    Mesa Farta- Foto: Anelise de Carli/ Divulgação

    Os dois espetáculos abordam temáticas negras em suas concepções dramatúrgicas de modos distintos. O encontro entre os dois grupos se mostra potente justamente por isso. “Acreditamos que tal encontro justifica-se tanto pela troca artística entre os grupos na elaboração da oficina a ser ministrada em conjunto, quanto pela oportunidade do público de assistir aos espetáculos e entrar em contato com estéticas diversificadas, ainda que o foco de discussão encontre pontos de contato no que se refere à temática negra”, afirma Thiago Pirajira, professor da Universidade Federal de Pelotas e artista da UTA e Pretagô.

    movimenta cena sul_mesa- farta. Foto: laura testa/ Divulgação
    Ao todo, na circulação, serão três apresentações de cada grupo e quatro oficinas ministradas pelos dois grupos em conjunto. As oficinas tem como público alvo artistas, professores e estudantes de artes cênicas, visto que três das cidades escolhidas para a circulação, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre, têm cursos de graduação que formam tanto professores de artes cênicas quanto artistas da cena. “Embora exista a previsão de ensino da história e da cultura negra nos currículos escolares, ainda há uma grande lacuna na formação de artistas e professores nas universidades. Desse modo, o projeto contribui para a formação de professores, artistas e o público em geral, seja por meio das apresentações, seja por meio das oficinas”, reflete Pirajira.
    Mesa_Farta- credito Laura_Testa./ Divulgação
    Sobre os espetáculos:
    Mesa Farta
    O título Mesa Farta traz em si uma metáfora que se faz de forma encruzilhada, nas ondas simultâneas e ambíguas. Inicialmente corresponde ao objeto mesa, repleto de alimentos. Metaforicamente a mesa farta é uma imagem que representa o desejo de fartura de vida, de prosperidade, de experiências positivas, de axé – a potência vital. Por outro lado, pode ser entendida também como um local, um tempo, ou ainda, um espaço que está inconformado, rebelado, em aspecto de recusa. A mesa, objeto real, imaginário e imaginado, elemento cênico e arranjador metafórico da narrativa do espetáculo, toma a própria dimensão de mundo, operando como o lugar que pertence àqueles que detêm o poder. A mesa assume o sentido metafórico de poder, sendo ela mesma destinatária dos papéis e documentos que organizam o tempo e as condutas sob as quais vivemos. Ao tomar a mesa como este lugar emblemático, limítrofe, as cenas que se apresentam ao longo do espetáculo se referenciam a este objeto e o tornam material e imaterial. A mesa, em Mesa Farta, possui a ambivalência e o movimento do orixá Exu, por ser ela mesma encruzilhada, morada, e o princípio causador destes movimentos / deslocamentos.
                A dramaturgia é composta por cenas coletivas autorais, cenas individuais e coletivas, intercaladas ao longo do roteiro por monólogos extraídos de textos clássicos da dramaturgia euro-ocidental como Medeia de Eurípedes; Dona Rosita, a Solteira, de Frederico Garcia Lorca; A vida é sonho, de Pedro Calderón de La Barca; Medeamaterial, de Heiner Müller. Desde seu início o grupo constrói suas dramaturgias a partir de relatos pessoais, experiências individuais e coletivas, misturadas a outras histórias, textos e memórias. No caso de Mesa Farta, foram trabalhados textos clássicos euro referenciados.  A trilha sonora é embalada por mixagens eletrônicas, beats sonoros misturados com ritmos como funk carioca, rap, rhythm and blues, hip hop e distorções nos microfones.
    Zaze-Zaze: uma festa para Vavó
    O espetáculo de rua Zaze-Zaze: uma festa para Vavó, inspirado no texto dramático Zaze-Zaze, de Hermes Mancilha, comemorou os 30 anos do UTA, de um dos mais importantes grupos teatrais do sul do Brasil. Mancilha foi uma personalidade do teatro na cena sulista. Autor, ator, iluminador, dramaturgo, diretor e professor de teatro, foi coautor de “Bailei na curva”, espetáculo tão importante na história que continua em cartaz até os nossos dias. Muitos de seus textos não foram ainda publicados, quase trinta anos depois de sua morte e este espetáculo dá visibilidade à herança desse dramaturgo tão importante na constituição do teatro negro gaúcho. A montagem conta e canta a história da vida de Vavó, uma mulher negra e pobre, símbolo da resistência negra brasileira. Em cena figuram seus percalços e conquistas até seu final, quando se torna uma árvore.  A linha do tempo de sua vida, suas memórias, as conversas com seu companheiro, as cenas ritualísticas e recordações expõem a condição de vida da mulher negra no Brasil. O espetáculo explora sua caminhada, os sonhos, as relações familiares, oscilando entre cenas rituais, líricas e cômicas.
              Os espetáculos da UTA têm sua identidade bem marcada. O grupo não utiliza o texto dramático tradicional como ponto de partida, e sim um processo criativo de improvisações, que resultam em narrativas diversas até chegar ao espetáculo final.  Trabalhos de destaque como O Ronco do Bugio (1996) mostram a força criativa desse conjunto de atores e atrizes. Nesse espetáculo de rua o grupo fundia a figura do bugio – macaco típico do sul do Brasil que com seu ronco deu origem ao ritmo gauchesco – e o bufão europeu, figura grotesca que originou uma técnica específica de atuação na qual o ator usa sua própria força bizarra para fazer rir. Esse tipo de mescla esteve também em Mundéu o segredo da Noite (1998), no qual o grupo misturou a técnica de dança-teatro do sul da Índia, conhecida como Bharata Natyam e os personagens das Lendas do Sul, de Simões Lopes Neto. A temática sulista, bastante recorrente nos trabalhos, aparecia, também, de forma não estereotipada em Nos meses da corticeira florir (2001), espetáculo em que o público era convidado a entrar na casa de uma costureira e ali experimentar histórias antigas.
     
     
    FICHA TÉCNICA:
     
    ZAZE-ZAZE: uma festa para Vavó
    Inspirado na obra de Hermes Mancilha
    Direção: Gilberto Icle
    Assistência de direção: Shirley Rosário
    Elenco: Álvaro RosaCosta, Celina Alcântara, Ciça Reckziegel, Dedy Ricardo, Gilberto Icle, Gisela Habeyche, Lauro Fagundes (Juliano Barros em substituição), Nina Fola e Thiago Pirajira
    Músicas: Flávio Oliveira, Luciana Prass, Simone Rasslan, Álvaro Rosacosta, Nina Fola, Thiago Pirajira, Dedy Ricardo, Gisela Habeyche, Lauro Fagundes, Celina Alcântara, Gilberto Icle, Ciça Reckziegel e o cancioneiro popular
    Arranjos e direção musical: Simone Rasslan e Luciana Prass
    Preparação vocal: Simone Rasslan
    Preparação para percussão: Luciana Prass
    Contrarregragem: Shirley Rosário e Miguel Rosa
    Figurinos: Mari Falcão e Camila Falcão
    Acessórios cênicos e assessoria figurinos: Luiz Augusto Lacerda
    Projeto cenográfico: Gonzalo Callejas (Teatro de Los Andes, Bolívia)
    Cenografia: Alex Limberger
    Criação e confecção pássaro: Roberto Marques e Luiz Augusto Lacerda
    Arte: Mitti Mendonça
    Design gráfico: Aline da Silva Gonçalves
    Fotos: Fábio Zambom
    Produção: UTA Produções Artísticas e Culturais
    Realização: UTA
    Duração: 50 minutos
    Classificação etária: livre
    MESA FARTA
    Elenco: Bruno Fernandes, Fernanda Fiuza, Laura Lima e Silvana Rodrigues
    Direção: Thiago Pirajira
    Dramaturgia: Grupo Pretagô
    Trilha sonora original: João Pedro Cé e Thiago Pirajira
    Técnico de som e operador:  Wagner Menezes
    Figurinos: Camila Falcão e Mari Falcão
    Maquiagem: Camila Falcão
    Projeções: Jana Castoldi
    Operação de projeções: Gabi João
    Vídeos: Thiago Lazeri
    Iluminação: Bruna Casali
    Cenografia: Rodrigo Shalako e Thiago Pirajira
    Cenotécnico: Rodrigo Shalako
    Contrarregra: Miguel Rosa
    Fotos: Anelise De Carli e Laura Testa
    Produção e Realização: Grupo Pretagô
    Duração: 70 minutos
    SERVIÇO:
    UTA e Pretagô: encontro e circulação de temáticas negras
    Pelotas – UFPel / Campus Porto
    18 de julho às 16h – Zaze-Zaze ( Largo do Bola, em frente ao ICH – Rua Alberto Rosa, 117, Centro)
    19 de julho às 10h – Oficina ( Bloco 3 Centro de Artes – Rua Alberto Rosa, 117, Centro)
    Porto Alegre – Teatro de Câmara Túlio Piva / Rua da República, 575
    24 de julho às 19h – Mesa Farta
    25 de julho às 10h – Oficina
    25 de julho às 19h – Zaze-Zaze
    Santa Maria – Teatro Caixa Preta UFSM /Teatro Caixa Preta – Espaço Cultural Rozane Cardoso/
    Avenida Roraima, 1000, Camobi
    08 de agosto às 19h – Mesa Farta
    09 de agosto às 10h – Oficina
    Este projeto é realizado com recursos do edital 26/2024 – SEDAC PNAB RS com financiamento Pró-Cultura do Governo do Estado do RS e realização do Ministério da Cultura do Governo Federal
     
     
  • Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo
    Foto Guilherme Roman – créditos Photorobs, @photorobs/ Divulgação

    Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo

    Guilherme Roman, de 31 anos, desponta como um dos poucos autores de música sacra para coro no RS. “Sacrum Novum” ocorre no dia 20 de julho, às 17h. Entrada gratuita

    No dia 20 de julho (domingo), às 17h, Guilherme Roman apresenta seu trabalho como compositor de músicas sacras para coro na Comunidade Evangélica Luterana Cristo“Sacrum Novum” traz sete peças escritas entre 2018 e 2024, duas delas inéditas, incluindo textos extraídos do breviário romano.

    Guilherme Roman. Foto: @vitoriaproenca/ Divulgação

    concerto é formado por cerca de 38 cantores. Uma parte do repertório conta com coro masculino, cantando a quatro e cinco vozes, e a outra apresenta uma missa de pouco mais de 20 minutos dividida em seis partes, cantada por coro misto e solista.

    Membro da Companhia de Ópera do RS (CORS), Guilherme é formado em Canto e em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Como compositor, teve várias de suas músicas apresentadas por grupos como Coral da UFRGS, Madrigal Nestor Wennholz, Grupo Cantabile, Donna Voce, entre outros.

    SERVIÇO
    “Sacrum Novum” – Música para coro a capela
    Quando:
     20 de julho | Domingo | 17h
    Onde: Comunidade Evangélica Luterana Cristo (Avenida Presidente Roosvelt, 730 – Bairro São Geraldo)
    Entrada gratuita

  • Fernando Lima costura arte, memórias e poesia na exposição “A Pele do Bordado”
    Fernando Lima – Vestido de Feltro – Foto: Rosana Almendares/ Divulgação

    Fernando Lima costura arte, memórias e poesia na exposição “A Pele do Bordado”

    Um artista que transforma o tecido em pele que recobre a alma com poesia. A exposição “A Pele do Bordado”, de Fernando Lima, apresenta produções que transcendem as telas em pinturas com linhas, cores e retalhos. A exposição, que tem curadoria de Alexandra Eckert, será inaugurada no sábado, 19 de julho, das 14h às 16h30, na Galeria Duque. A mostra segue no local até o dia 19 de setembro, com entrada franca.

    Fernando Lima  – Acervo Pessoal/ Divulgação

    “‘A Pele do Bordado’ apresenta uma produção autobiográfica que evoca lembranças de uma vida, narradas em coloridas, vibrantes e preciosas camadas de tecido”, sintetiza a curadora. “As sobras de tecido e tiras que Fernando costura criam camadas e revelam transparências e texturas, capazes de contar as histórias nelas contidas. Utilizando a costura e os pontos do bordado como uma delicada ferramenta de apresentação de sua sensibilidade e de seu universo simbólico, Fernando nos oferece suas obras como possibilidade de partilha. Aqui, o nosso corpo pode aceitar o convite do artista de vestir os seus panôs como uma segunda pele e se impregnar de calor e proteção”, observa Alexandra.

    Fernando Lima  – Manto de feltros – Foto: Rosana Almendares/ Divulgação

    “Minha produção é eclética e uso diversas técnicas. Assim tenho circulado pela pintura, desenho, tecelagem, cerâmica e vidro. A mostra ‘A Pele do Bordado’ traz um conjunto de panôs de parede e panôs vestíveis. Minha inspiração para o trabalho com os tecidos vem da memória, das manifestações artísticas vistas na infância, minha relação com a natureza, com as pessoas”, conta Fernando.

    Fernando Lima  -Flameo – Rosana Almendares/ DivulgaçãoDivulgação

    A obra visceral é traduzida pelo próprio artista: “A pele do bordado é minha própria pele, se atravesso agulhas nesses tecidos, também sangro de dor…, mas ao ver nascendo do nada, uma imagem quase sagrada, minha dor já não é nada mais que um registro de tudo que sou”.

    Fernando Lima  – Acervo Pessoal/ Divulgação

    Fernando Lima Lima é artista visual e poeta. Sua trajetória na arte inicia no Atelier Livre da prefeitura de Porto Alegre, nos anos 70, onde estudou desenho e litografia. No local, nos anos 80, foi aluno de Danúbio Gonçalves. Com graduação em Letras e pós-graduação em Poéticas Visuais, desenvolve pesquisas artísticas e diversas experimentações em seu ateliê, na cidade de Canoas/RS.

    Fernando Lima -Vestido de Noiva – Foto: Rosana Almendares/ Divulgação

    Atuou como gerente de artes na Secretaria Municipal de Cultura – Canoas, onde realizou projetos de artes visando à inserção dos artistas contemporâneos nos mais diversos eventos ligados à área cultural. Sua atual produção tem como principal suporte os tecidos, onde são reproduzidas imagens de um repertório vindo de revistas, jornais e outras imagens de domínio público. As técnicas vindas da costura estão presentes nesta atual fase, que tem como principais referências José Leonilson, Leda Catunda, Andy Warhol, Sigmar Polke, Torres Garcia, Vik Muniz e Arthur Bispo do Rosário

    Fernando Lima  – A Floresta – Rosana Almendares/ Divulgação

     A Pele do Bordado

    Artista: Fernando Lima

    Local: Galeria Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: 
    sábado, 19 de julho, das 14h às 16h30
    Período da exposição: de 19 de julho a 19 de setembro
    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca