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  • Rio homenageia Mignone, o compositor paulista que botou samba na ópera

    Rio homenageia Mignone, o compositor paulista que botou samba na ópera

    Exposição virtual no site do Theatro Municipal do Rio de Janeiro homenageia o compositor e maestro Francisco Mignone, um dos mais importantes nomes da música brasileira.

    “A música como luz da existência”, reúne peças de um dos mais importantes do acervo de Mignone que ao morrer em 1986 deixou mais de mil composições, entre óperas, bailados, músicas instrumentais e trilhas para filmes.

    Filho de imigrantes italianos, Mignone nasceu em São Paulo mas sua carreira esteve intimamente ligada ao Theatro Municipal do Rio, que agora o homenageia pelos 35 anos de sua morte, em 19 de fevereiro de 1986.

    Sua primeira ópera O contratador de diamantes, foi escrita na Itália e conta a história de Chica da Silva, a escrava que seduziu o contratador João Fernandes de Oliveira, no Arraial do Tijuco, em Minas Gerais.

    Para a estreia da ópera, em 1924 no Rio e o compositor teve que recorrer à mãe de santo Tia Ciata, em cujo terreiro se reuniam os pioneiros do samba, para encenar um bailado de negros escravos.

    Tia Ciata  pediu ajuda ao sambista Donga e este arranjou as passistas que dançaram no palco do Municipal, causando sensação. Pela primeira vez se via um bailado afro numa ópera.

    A obra de Mignone no entanto já chamava atenção dos grandes mestres da música da época. Em 1923, Richard Strauss, quando veio ao Brasil com a Orquestra Filarmônica de Viena, fez questão de só tocar Mignone.

    Da mesma forma, Arturo Toscanini, quando se apresentou no Municipal do Rio, em 1940, tocou “Congada”, de Mignone, com a Orquestra de Nova Iorque, da qual era regente.

    A  “africanidade” é uma das características da música de Francisco Mignone. Os ritmos africanos estão presentes em sua obra.

    As composições de Mignone refletem os ritmos da diversidade brasileira, como em “Maracatu de Chico-Rei” (bailado considerado a sua obra-prima), O Espantalho, Leilão, Quadros Amazônicos, Hino à Beleza, Iara, Quincas Berro D ´Água e das histórias musicadas do cotidiano do país, como é o caso das óperas O Contratador de Diamantes, O Chalaça e O Sargento de Milícias.

    Mignone começou a estudar música com o pai,, o flautista Alferio Mignone. Completou os estudos no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde se formou em flauta, piano e composição, seguindo, posteriormente, para estudar composição em Milão, Itália, no Conservatório Giuseppe Verdi.

    Ainda em vida, recebeu vários prêmios, como o Shell, em 1982, pelo conjunto da obra.

    A exposição pode ser conferida pelo público interessado nas plataformas oficiais do Teatro Municipal: Instagram, Facebook, e Youtube.

     

  • Pandemia é tema de canção nos dez anos de parceria entre Raul Elwangger e Daniel Wolff

    Pandemia é tema de canção nos dez anos de parceria entre Raul Elwangger e Daniel Wolff

    Higino Barros

    Há 40 anos, Raul Elwangger faz parte da geração de músicos que vem compondo a trilha sonora urbana e rural gaúcha. Desde “Pealo de Sangue” gravada por interpretes do quilate de Mercedes Sosa, Raul disse a que veio. Já Daniel Wolff, mais novo, integra o que há de melhor na tradição do violão brasileiro, que mistura popular com considerável conhecimento erudito,  Pois os dois se juntaram agora, em tempos de pandemia, e lançam o álbum “Na Rua da Margem”  que celebra dez anos de parceria da dupla.

    O trabalho intercala canções inéditas com releituras de sucessos anteriores em arranjos focados principalmente no instrumento de ambos: o violão e tem participação especial de Fernanda Krüger. O álbum conta também com diversos convidados , como Ayres Potthoff, Nelson Coelho de Castro, Giovanni Berti, Cristina Capparelli, Rodrigo Alquati, Veco Marques, Elieser Fernandes e Viktoria Tatour. As músicas são todas de autoria de Daniel e/ou Raul, incluindo parcerias com Ferreira Gullar, Pery Souza e Fernanda Krüger.

    Nas entrevistas abaixo, com perguntas em comum, os dois músicos falam de “Na Rua da Margem” e de outros temas.

    Foto Elenice Zaltron/ Divulgação

    ENTREVISTA COM RAUL ELWANGGER

    Pergunta: Como se deu o encontro musical de vocês? Em que ano e
    circunstâncias?
    RE: Foi um caso de interesse reciproco espontâneo. Assisti a alguns
    concertos do Daniel, em especial um que teve repertório muito
    apreciado por mim (Joaquin Rodrigo com a OSPA) e fomos
    travando amizade, até que Daniel me convidou a compor e
    cantar em seus discos que tiveram um estilo ligado à musica
    popular. A partir disso, confiamos em que poderíamos ter um
    álbum realizado a 4 mãos, e criamos Na Rua da Margem, ao qual
    somamos Fernanda Kruger.

    Pergunta: O que há em comum (e diferente) no trabalho de vocês?
    RE: A música erudita, sua criação, execução e docência, é a praia
    artística do Daniel. No meu caso, é a música popular, com a
    esperança de criar uma MPB com personalidade própria aqui do
    sul. Sendo as praias diferentes, cremos que podem se inter-
    estimular, alimentando com riquezas de uma praia as potencialidades da outra, como aliás fizeram Dvorak ou Gnatalli.
    Nessa aventura nos jogamos, estamos nesse percurso, para mim
    bastante prazenteiro pois fui estudante do Instituto de Belas
    Artes quando criança e do Conservat[orio Manuel de Falla em
    Buenos Aires quando adulto.

    Pergunta: Música em tempos de pandemia. Como tem sido?
    RE: Como atividade pública, social, de desfrute, de convívio, tem sido
    péssimo, ou nem sequer “tem sido”. Como profissão e fonte de
    renda, tem sido um desastre, aumentado pela irresponsabilidade
    da maioria dos governantes e uma parcela da população que os
    segue. Como compositor, já tenho o hábito do trabalho solitário
    e individual, onde a ouriversaria atenta em cada nova criação-
    arranjo-poesia, é fonte de riqueza interior e ajuda o decorrer
    destes tempos sinistros.

    Pergunta: Qual maior prejuízo? A ausência de público, a perda econômica,
    e outras?
    RE: Vivemos uma grande perda, em todos os sentidos; uma perda
    cultural que afeta cada escaninho da vida. Perdemos: VIDA!

    Pergunta: Algo mais ?
    RE: Tem sido um privilegio trabalhar com a Fernanda e o Daniel.
    Espero ter contribuído. Falamos de Porto Alegre, das pestes que
    nos assolam, prestamos homenagens, resgatamos e relemos
    canções (com Pery Souza e Ferreira Gullar), mesclamos técnicas
    eruditas e populares, Daniel com seus solos outorgou um status
    qualificado às canções, convocamos músicos populares e
    eruditos para tocar. Para mim, que desde os tempos da Frente
    Gaúcha da MPB ando em busca de uma música “nossa”, é um
    importante novo passo.

    Foto; Tiago Becker/ Divulgação

    ENTREVISTA COM DANIEL WOLFF

    Pergunta: Como se deu o encontro musical de vocês? Em que ano e circunstâncias?
    DW: Eu, desde adolescente, já era admirador do trabalho musical do Raul. Em 2008,participei de um arranjo de um show dele com a Orquestra de Câmara da ULBRA. A partir daí, fomos nos aproximando e, em 2010, fizemos uma turnê juntos no Rio Grande do Sul, tocando músicas nossas em arranjos para dois violões (estes arranjos foram agora gravados no
    disco Na Rua da Margem). A seguir, fizemos duas canções juntos, uma gravada no meu disco Canção do Porto (2014), outra no álbum Iberoamericano (2018), e o Raul participou dos shows de divulgação de ambos os discos. Eu toquei também em uma canção num disco dele.
    Em 2020, decidimos compor novas canções juntos e gravá-las junto com as músicas que já tocávamos antes. O resultado é o disco Na Rua da Margem.

    Pergunta: O que há em comum (e diferente) no trabalho de vocês?
    DW: Eu tive uma formação formal mais completa (faculdade de música, mestrado, doutorado, pós-doutorado) enquanto o Raul teve um aprendizado mais instintivo. Isto aparece em nossos estilos, que se complementam lindamente. Ambos temos uma preocupação em lapidar bem o trabalho, revisar cada letra, cada nota, cada harmonia, várias vezes.

    Pergunta: O que define o trabalho atual. Ele se caracteriza como?
    DW: Diferente dos meus discos anteriores, nos quais algumas canções tinham acompanhamento de grupos maiores (banda, orquestra de cordas, big band), este é um disco mais intimista, com arranjos camerísticos, com poucos instrumentos.

    Pergunta: Música em tempos de pandemia. Como tem sido?
    DW: Em 2020, pela primeira vez em mais de 25 anos, não viajei ao exterior para tocar e dar cursos de música. Foi um ano bem diferente. Mas consegui participar em eventos internacionais por video conferência, o que me permitiu algumas coisas que antes eram impossíveis. Por exemplo, em um dia de julho, dei aula em Nova Iorque pela manhã, participei de uma mesa redonda na Argentina à tarde e toquei um concerto em Nova Iorque à noite.

    Pergunta: Qual maior prejuízo? A ausência de público, a perda econômica, e outras?
    DW: Certamente, a perda econômica e a ausência de público são os maiores prejuízos. Mas também sinto muita falta do contato pessoal, fazer música junto a outras pessoas. A tecnologia de videoconferência ainda não permite um ensaio de qualidade, em tempo real, feito à distância.

    Foto: Elenice Zaltron/ Divulgação

    FICHA TÉCNICA

    Técnico de som: Tiago Becker

    Mixagem: Daniel Wolff e Marcos Abreu

    Masterização: Marcos Abreu

    Capa: Luiz Jakka

    Gravado em outubro e novembro de 2020 no estúdio Soma (Seiva do Peito e Cabana de Santa-fé utilizam material gravado no estúdio Ted áudio em 2013 e 2018, respectivamente).

    LINKS PARA OUVIR O DISCO

    YOUTUBE

    https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kc22oguRuWTHq68DWxlQD3NLFmhlLNfzM

    SPOTIFY:

    https://open.spotify.com/album/5tS1DbMPDmvjD59Lchy7HE?si=lYB1oSFbTSWTBI10pd0Nbw

    APPLE MUSIC:

    https://music.apple.com/br/album/na-rua-da-margem/1553527852

    TRATORE

    https://www.tratore.com.br/um_cd.php?id=28947

  • “I-tal”, novo trabalho da banda GrooVI, chega às plataformas digitais
    I-tal da GrooVI será lançado dia 26. Fotos Manu Freitas / Divulgação.

    “I-tal”, novo trabalho da banda GrooVI, chega às plataformas digitais

    “I-tal” é uma terminologia utilizada dentro da cultura Rastafari para designar o que é vital, natural, limpo e saudável. O prefixo “I” (Eu) expressa o entendimento de unicidade/não separação. I-tal é um conceito que, além da alimentação, se estende à relação com o divino, com a natureza, com a criação e o universo. A exaltação da natureza e o resgate de uma vivência baseada na ancestralidade da cultura africana, traçam os objetivos do trabalho que vem sendo desenvolvido pela GrooVI, conectada com os tempos atuais onde o coletivo precisa estar sempre no horizonte. O novo disco, um financiamento do Fundo Municipal de Cultura / Prefeitura de Gravataí por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e o Conselho Municipal de Política Cultural, chega às plataformas digitais em 26 de fevereiro.

    Partindo-se desse conceito foram criadas as músicas do disco I-tal, segundo álbum da banda. Cada faixa traz uma temática específica. I-tal traz a exuberância da alimentação natural e o entendimento do corpo como um templo. Reverência é uma música extremamente impactante que exalta as contribuições da África na história da humanidade. Congoman, em parceria com o cantor NiyoRah das Ilhas Virgens, fala sobre a importância do Nyabinghi, uma batida semelhante ao pulsar do coração, que representa a primeira música ouvida desde o ventre de nossa mãe. Spiritual Warrior, parceria com o selo internacional Zion I Kings, trata do entendimento da vida como uma jornada espiritual de aperfeiçoamento constante, em busca de uma consciência elevada. Águas Tranquilas exalta os elementos da natureza e expõe a forma como nos relacionamos intimamente com eles, nesse caso as águas que nos banham e nutrem. Vivência nos revela conceitos místicos da cultura Rastafari, destacando-se a prática como pilar de fé. A música tem participação do cantor Arkaingelle da Guiana Inglesa. Ancestrais reverencia aqueles que vieram antes de nós, que prepararam o caminho e deixaram um poderoso legado de glória e resistência e permanecem vivos através de EueEu.

    O disco conta ainda com uma sessão Dub, com versões exclusivas mixadas por DigitalDubs e Julio Porto. I-tal é uma produção musical de GrooVI e Julio Porto. A masterização é de Laurent “Tippy I” Alfred do selo I Grade Records das Ilhas Virgens. A produção executiva é de Paradise Entretenimento e arte gráfica de Leo Lage. O álbum estará nas plataformas digitais em 26 de fevereiro.

    Ilhas Virgens

    Guiados pelos ensinamentos de Rastafari, a GrooVI surge em 2010 no formato backing band, acompanhando diversos cantores da cena Reggae, Rap e Black Music no Sul do Brasil. A Sigla VI é uma menção às Ilhas Virgens do Caribe onde estão radicados vários artistas que serviram de referência para a identidade musical da banda. Em seis anos a banda participou de vários projetos culturais e sociais, além do suporte para mais de 30 cantores nacionais e internacionais.

     Em 2016 a GrooVI realizou a gravação do seu primeiro trabalho autoral “Raízes e Cultura”, evidenciando as composições de Amani Kush, que assumiu os vocais da banda, tendo como integrantes Fernando Catatau (bateria), Saulo Pinheiro (baixo), Amós Pachamama (teclados), William Artuso (guitarra) e Ras Vicente (Teclados). O projeto foi lançado em formato audiovisual, com performance ao vivo, gravado no Estúdio Soma, apresentando as principais faixas do disco. Neste mesmo ano participou de um dos maiores concursos de bandas do Brasil, o programa Superstar da Rede Globo. Selecionada entre mais de cinco mil bandas inscritas, a GrooVI ficou entre as 20 melhores colocadas, ampliando o alcance de sua música e levando seu Reggae para todo país. Em 2017 a banda participou do WebFestvalda no Rio de Janeiro e realizou a gravação audiovisual do show “Raízes e Cultura”, captado ao vivo no Bar Opinião em Porto Alegre. O evento contou com a participação da cantora Dezarie, referência mundial do gênero Reggae.

    O primeiro álbum da GrooVI chegou em 2018, coroando um ciclo de crescimento e intensa troca com seu público. O disco “Raízes e Cultura” faz um resgate ancestral e espiritual através da música Reggae. Fazem parte desse trabalho duas canções inéditas gravadas em parceria com o renomado selo internacional Zion I Kings que convidou a banda para gravar dois riddims que têm também versões de cantores como Akae Beka, Lutan Fyah e Pressure. O álbum conta com uma sessão Dub com versões exclusivas de DigitalDubs e Julio Porto, seguindo os grandes discos do gênero.

    Ficha técnica Disco I-tal:

    Amani Kush: voz e backing vocals

    Fernando Catatau: bateria e percussão

    Amós Martini: piano, ocarina, órgão e backing vocals

    Saulo Pinheiro: baixo

    William Artuso: guitarra base

    Julio Porto: guitarra base, guitarra solo, guitarra pick, synth, clavinete e minimoog

    Ras Vicente: orgão, synth e piano elétrico

    Lucas Riccordi: orgão, synth, piano elétrico, clavinete e pad

    Seraos Oiram: orgão, synth e piano elétrico

    Cleômenes Junior: saxofone e flautas

    Gabriel Guedes: guitarra slide

    Lloyd “Junior” Richards: bateria

    David “JAH David” Goldfine: baixo, guitarra pick, percussão

    Laurent “Tippy I” Alfred: orgão e guitarra

    Andrew “Drew Keys” Stoch: piano e trombone

    Andrew “Moon” Bain: guitarra solo

    Participações especiais:

    Arkaingelle: voz na faixa “Vivência”

    NiyoRah: voz na faixa “Congoman”

    Produção musical – GrooVI e Julio Porto

    Produção executiva – Paulo Hennrichs

    Gravado em Gravataí no Breakdown Studios em Fev 2019

    Captação – Davilex

    Overdubs gravados no Marmita Studios em Porto Alegre

    Mixado por Julio Porto no Marmita Studios em Porto Alegre

    Masterizado por Laurent “Tippy I” Alfred no Holy Mountain Studio em St Croix, Ilhas Virgens.

    “Spiritual Warrior” gravada no Circle House Studio em Miami, EUA e mixada por Laurent “Tippy I” Alfred e “Jah David” Goldfine no Holy Mountain Studio e Zion High Studio em St Croix, Ilhas Virgens.

    I-tal – novo disco da GrooVI

    Lançamento dia 26 de fevereiro nas plataformas digitais

    Este projeto teve o financiamento do Fundo Municipal de Cultura / Prefeitura de Gravataí por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e o Conselho Municipal de Política Cultural – Edital de Chamamento Público nº 11/2018

    Confira GrooVI nas redes:

    https://www.instagram.com/groovioficial/

    https://www.facebook.com/groovioficial

    https://www.groovioficial.com.br/

    https://www.youtube.com/user/GrooVIchannel

  • Novos críticos de teatro no projeto “Ver a Cena”, do grupo NEELIC
    Cena de “O primeiro amor”- Fotos de Marcio Garcia/ Divulgação

    Novos críticos de teatro no projeto “Ver a Cena”, do grupo NEELIC

    O Grupo NEELIC inicia o ano de 2021 apresentando uma iniciativa que pretende ampliar os olhares sobre o teatro no Rio Grande do Sul. O projeto Ver a Cena envolve a criação e o desenvolvimento de um grande programa artístico cênico, com estreia de espetáculo, mostra de repertório e uma Escola de Crítica Teatral, voltada para artistas e espectadores de artes cênicas.

    Contemplado pelo Edital FAC Movimento RS, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, o projeto será realizado de forma virtual durante todo o primeiro semestre do ano. O lançamento ocorre no dia 27 de fevereiro às 19h30 pelas redes sociais do NEELIC, com a presença dos professores, dos atores do grupo e da professora de Linguística e Letras da UFRGS Lodenir Karnopp, que atua na área da educação de surdos.

    Com inscrições gratuitas, a Escola de Crítica Teatral quer incentivar o surgimento de novos críticos de teatro, por meio de um processo imersivo de formação. Serão, ao todo, 33 encontros virtuais, incluindo aulas teóricas e práticas, fruição de espetáculos, debates e exercícios de escrita. Para nutrir a turma de conhecimento sobre a trajetória da crítica cultural no Brasil, o curso vai trazer textos de figuras icônicas na área, a exemplo de Anatol Rosenfeld, Décio de Almeida Prado, Barbara Heliodora e Sábato Magaldi, além de apresentar também o trabalho de críticos contemporâneos brasileiros. Além disso, os alunos vão assistir a espetáculos online gratuitamente e produzir resenhas sobre as peças.

    A Escola é aberta a jovens e adultos a partir de 15 anos de idade e tem carga horária total de 72 horas. As aulas iniciam no dia 15 de março e se encerram em agosto, com a publicação de um site com as resenhas produzidas pelos alunos. As inscrições podem ser realizadas pelo email cursosneelic@gmail.com ou WhatsApp 51 99274-9933.

    Outras atividades

    A programação do Ver a Cena envolve ainda uma mostra de espetáculos do repertório do grupo NEELIC, em atividade desde 2013 em Porto Alegre, com apresentações online de “Capital”, “Primeiro Amor” e “MERDA!”, além da criação e da estreia da primeira peça de teatro infantil do grupo, chamada “Traça Letra e Traça Tudo”.

    Outro destaque do projeto é seu caráter de acessibilidade: cada espetáculo proposto pelo NEELIC terá uma apresentação com tradução para Libras e uma com audiodescrição. Todos os vídeos criados durante as oficinas, que ficarão disponíveis no Youtube, terão legendas para melhor acessibilidade de pessoas surdas ou com deficiência auditiva e audiodescrição para pessoas cegas ou com deficiência visual. Completam a programação a realização de três ensaios abertos, um debate aberto ao público e 12 projeções de vídeo.

    Escola de Crítica

    Nas aulas, os estudantes poderão tomar contato com o estudo da crítica a partir de um enfoque genealógico. Um retorno ao pensamento da Antiguidade clássica e do Medievo nos leva a refletir e a explorar a atualidade das noções de ético-estética, beleza/feiúra, trágico, mimese, catarse, sublime e consolação como ferramentas conceituais para abordar a arte da presença e da cena no tempo presente.

    O curso terá ainda aulas destinadas à produção textual de críticas teatrais. Para tanto, serão estudadas as características da resenha crítica e as especificidades deste gênero textual quando voltado aos espetáculos de teatro. Nestes encontros, serão exploradas qualidades discursivas essenciais para a produção de um bom texto, o que abrirá caminhos para a escrita de uma crítica consistente. Espera-se que os e as estudantes sejam capazes, ao final do curso, de planejar, (re)escrever e revisar seus textos de maneira eficaz. A história do jornalismo cultural e da crítica de arte no Brasil também estão contempladas nos encontros.

    O corpo docente da Escola de Crítica é composto por professores com experiência em suas respectivas áreas de atuação, como Marcio Pizarro Noronha (doutor em História e doutor em Antropologia, professor no curso de licenciatura em Dança (ESEFID UFRGS)), Desirée Pessoa (doutora em Artes Cênicas UNIRIO e diretora do grupo NEELIC) e Samuel Oliveira (mestre e doutorando em Letras pela UFRGS.). Completam o quadro os editores do site Nonada – Jornalismo Cultural: Rafael Gloria (mestre em Comunicação pela UFRGS e especialista em Jornalismo Digital pela PUCRS) e Thaís Seganfredo (graduada em Jornalismo pela UFRGS)

    Serviço

    Escola de Crítica Teatral

    Aulas de 15 de março a 8 de agosto, no turno da noite

    Curso Gratuito e aberto a artistas e espectadores a partir de 15 anos

    Inscrições até 12 de março pelo email cursosneelic@gmail.com ou WhatsApp 51 99274-9933.



     
     
  • Dia da Cultura da UFRGS promove 15 horas de atividades culturais
    Akin participou do Unimusica-2019. Foto:Maciel-Goelzer/ Divulgação

    Dia da Cultura da UFRGS promove 15 horas de atividades culturais

    Diante da impossibilidade de tomar o campus central da Universidade com uma maratona de atividades culturais em meio à pandemia de COVID-19, o Dia da Cultura leva quinze horas de programação até a casa das pessoas. A ação anual, realizada pelo Departamento de Difusão Cultural (DDC) da Pró-Reitoria de Extensão (PROREXT) da UFRGS, ganhará uma edição virtual no dia 27 de fevereiro, sábado, a partir das 10h, com transmissão pelo YouTube do DDC.

    Partindo da pergunta “O que é cultura para você?”, lançada pela professora Cláudia Zanatta em uma série de depoimentos, a programação exibe dezenas de trabalhos reunidos sob o princípio da pluralidade e diversidade. São performances, conversas, filmes e oficinas, protagonizadas tanto por alunos e professores da UFRGS quanto por artistas de fora da Universidade e outras instituições.

    Espetáculo Amores Surdos. Foto: Divulgação

    A programação audiovisual preparada para este Dia da Culturaé o resultado de múltiplas ações de engajamento, de artistas e parceiros, com participação do Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS), Museu da UFRGS, Ponto UFRGS, projeto Teatro, Pesquisa e Extensão (TPE), Leitura em Voz Alta, Ballet da UFRGS, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Porto Alegre em Cena e Revista Parêntese.

    O Dia da Cultura 2021 encerra a recepção aos calouros promovida pela PROREXT-UFRGS. Conheça a programação completa nas redes sociais da UFRGS>

  • Editora lança campanha nacional de apoio às livrarias

    Editora lança campanha nacional de apoio às livrarias

     

    A editora Todavia, que chegou no mercado em meados de 2017, colocou em prática ações de apoio às livrarias, com o objetivo de apresentar aos leitores lojas espalhadas por todo o Brasil. Esta semana, a editora inicia a campanha Viva a sua livraria. Nessa primeira edição, até sexta, as redes sociais da Todavia serão ocupadas por 15 livrarias de rua, homenageadas no traço de 15 jovens artistas convidados a representar um pouco do clima desses lugares.

    A ideia é que o público conheça as histórias de resistência desses espaços, que mesmo diante de todas as adversidades – econômicas, pandêmicas, políticas, de mercado – seguem cumprindo o seu papel de preservação e difusão do livro. “O mundo do livro e da leitura há anos passa por importantes transformações. Nós acreditamos que, não importa o desafio, se conjuntural ou estrutural, local ou global, as livrarias serão sempre parte da solução e não do problema. Uma paisagem urbana sem livraria no caminho dos cidadãos é apenas um deserto”, explica Marcelo Levy, diretor comercial da Todavia.

    A primeira loja a ser retratada nas redes foi a Do Arco da Velha, de Caxias do Sul (RS), com ilustração de Walter Rego. Até o final da semana, passam pelo espaço as livrarias Argumento (RJ), Arte e Ciência (CE), Bamboletras (RS), Blooks (RJ), Cooperativa Cultura (RN), Itiban (PR), Flanarte (SP), Jaqueira (PE), LDM (BA), Da Tarde (SP), Livros e Livros (SC), Nobel (PB), Poeme-se (MA) e Quixote (MG).

    Entre os artistas que também fazem parte do projeto estão nomes como Larissa da Cruz, Mari K Neves, Aline Zouvi, Bicho Coletivo, Estevam, Flora Próspero, Helena Obersteiner, mo.ratelli, Sofia Tomic, asflortudo, Luiza Formagim, Zique Lique, Bruno Miranda e Yara Santos.

     

  • Introdução a Metodologia de Dança Afro-Gaúcha, com Iara Deodoro
    O Feminino Sagrado – Foto: Bruno Gomes/Divulgação

    Introdução a Metodologia de Dança Afro-Gaúcha, com Iara Deodoro

    Iara Deodoro é uma referência no Sul do Brasil quando se fala em dança afro-gaúcha. Fundadora do Grupo Afro-Sul de Música e Dança, criado em 1974, é a mulher à frente do Afro-Sul Odomode, um renomado espaço que acolhe e difunde a arte dos tambores, o maracatu, as manifestações populares e boa parte da cultura Porto-alegrense, que converge para lá em rodas de samba, shows musicais, apresentações e oficinas de música e dança. Ela é a responsável pelo Curso de introdução a Metodologia da Dança Afro-Gaúcha

     

    Segundo o material de divulgação, o curso pretende difundir o trabalho que essa grande artista presta a sociedade com muita dedicação, inclusive com importantes premiações. O conteúdo integra conhecimentos sobre fatos e personalidades históricas da cultura afro-brasileira e vai além da metodologia de dança desenvolvida por Mestra Iara Deodoro há cerca de 50 anos. As aulas teóricas e práticas serão ministradas de forma remota, por meio das plataformas digitais, e o objetivo é instrumentalizar praticantes, bailarinos e professores negros e não negros sobre saberes e traços culturais do povo afro-gaúcho, conforme proposta de ensino de história e cultura prevista na Lei 10.639 de 2003, fortalecendo a identidade negra através da ampliação do conhecimento e da técnica, valorizando, assim, a pluralidade histórica e cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

    Irene Santos, importante fotógrafa gaúcha autora de ‘Quilombos e quilombolas’, um livro dedicado à memória fotográfica das colônias africanas de Porto Alegre afirma que ‘engana-se quem pensa que o sul [do Brasil] é branco, que nós negros teríamos sido assimilados a ponto de esquecermos nossas valorosas civilizações, dos sons dos atabaques do Batuque, da Umbanda, não perceptíveis a qualquer ouvido que guardam as raízes africanas e fazem desabrochar, a cada toque, nossa alma afro-gaúcha e afro-brasileira’. Essa tentativa sistêmica de apagamento do conhecimento do povo negro tem o intuito de torná-lo invisível, de tirar dele a perspectiva de ser intelectual e construtor de conhecimentos.

    O projeto de Iara vem ao encontro dessa valorização da cultura herdada desse povo e se propõe a buscar nas memórias toda a riqueza transmitida de pai para filho. Reconhecer a intelectualidade do povo negro gaúcho a partir de um embasamento teórico sobre temas, fatos e personalidades históricas, mas também pela emoção, pelo corpo, pelo gesto. Assim, utilizando a metodologia de dança de Iara, instigar os participantes a uma reflexão sobre ancestralidade, história e cultura negra gaúcha e movimentos populares que envolvem não apenas a trajetória da Mestra, mas a própria caminhada do povo negro do Rio Grande do Sul.

     

    Introdução a Metodologia da Dança Afro-Gaúcha será composto por aulas gratuitas, além de disponibilizar material didático complementar de forma virtual. As cidades escolhidas para as atividades têm uma marca histórica forte de comunidades negras, onde será possível movimentar e fomentar a cultura local. Serão ministradas por bailarinas negras que acompanham e estudam a técnica Deodoro há cerca de 20 anos, além da própria Mestra Iara. São educadoras com formação acadêmica em educação física, fisioterapia, dança, assistência social e publicidade. O curso está organizado em módulos teóricos e práticos, com carga-horária total de 14 horas.

    Este projeto está sendo realizado com o financiamento da Lei Aldir Blanc, Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal.

    Sobre o curso/inscrições

    Serão realizadas cinco edições transmitidas a diferentes cidades do RS: Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria e Nova Prata. As aulas utilizarão a plataforma Zoom e as inscrições estão abertas até dia 11 de março. As primeiras aulas se iniciam dia 13 e 14 de março e serão transmitidas a dez cidades gaúchas simultaneamente: Viamão, São Leopoldo, Caxias do Sul, Osório, Cachoeira do Sul, Erechim, Bagé, Venâncio Aires, Santana do Livramento e Uruguaiana. Dias 20 e 21 de março estarão em Pelotas, 27 e 28 de março em Santa Maria, 10 e 11 de abril em Nova Prata e, para encerrar, o curso será transmitido aos moradores da capital nos dias 17 e 18 de abril.

     

    Os dois primeiros módulos são teóricos e abordam a Construção Social e Teoria da Dança e a História da Dança e à Metodologia da dança Iara Deodoro. O módulo prático também contará com acompanhamento de música ao vivo, o que auxilia o entendimento rítmico musical e proporciona aos participantes conectarem-se com a ancestralidade. Didaticamente as aulas práticas serão divididas a partir das principais bases técnicas do método Iara Deodoro, sendo três ritmos diferentes para percepção da diferença de movimentação em acelerações rítmicas. São elas: Contração; Dança de memória ancestral – Suave e Forte; Dança Afro Gaúcha – Contratempo; Yabás – Conexão de energias; Relação da música com o corpo.

    Responsável pelas diretrizes do projeto, Iara Deodoro fará o momento griot, auxiliando na reprodução da linha do tempo que deu origem a metodologia. Camila Camargo será responsável pelo conteúdo teórico do curso, apresentando fatos históricos e conceitos que gerem reflexões sobre a intelectualidade do povo negro gaúcho. Natália Dornelles traçará um panorama sobre as danças negras no Brasil, trazendo personalidades que marcaram a história da dança afro-brasileira e que formaram uma identidade sobre os estudos das corporalidades negras. Taila Santos e Edjana Deodoro são responsáveis pela parte prática das oficinas, demonstrando e auxiliando os alunos na execução dos passos e aplicação da parte teórica do curso, respeitando as valências físicas dos praticantes de forma a proporcionar um exercício eficiente, agradável e muito divertido. Leciane Ferreira discorrerá sobre temas referentes a tradição, cultura, popular, ancestralidade e diversificação de saberes. Paulo Romeu acompanhará as aulas de dança práticas, dando ritmo para a execução dos movimentos que serão ministrados pelas professoras.

    Todo o material didático utilizado no curso será disponibilizado aos alunos, através da ferramenta Google Drive e/ou e-mail, conforme necessidades e conveniência. Para obter o certificado, o aluno deverá ter no mínimo 75% de participação nas aulas. A divulgação do curso será feita através das redes sociais do Grupo Afro-sul Odomodê (Instagram, Facebook e Whatsapp).

    Sobre os professores

    Iara Deodoro, fundadora do Grupo Afro-Sul de Música e Dança (1974), formou-se na Escola de Danças Folclóricas da Professora Nilva Pinto, em Porto Alegre, no período de 1968 à 1978. Graduada em Serviço Social, focada em famílias negras monoparentais, Iara tem pós-graduação em Educação Popular e Gestão em Movimentos Sociais. É Coordenadora pedagógica do grupo de Escolas Preparatórias de Dança (EPD’s) e está à frente do ponto de cultura Afro-Sul Odomode.

    Camila Camargo é bailarina com formação em balé clássico pela escola Elisabeth Santos e em dança afro pelo Grupo Afro-Sul. Integra diferentes grupos de dança como Ògúndábède Dança Yorubá e Mate Masie, e é parte do Grupo Afro-Sul de Música e Dança há 15 anos, com o qual participou de inúmeros espetáculos, entre eles, Reminiscências, Memórias do Nosso Carnaval (2019), Feminino Sagrado: um Olhar Descendente da Mitologia Africana (2014/2016), Três Marias: Mari Mariô (2016), em que atuou como bailarina e também produtora. Publicitária pela ESPM-Sul, especialista em Design Estratégico, foi colunista de dança no portal Todos Negros do Mundo, produtora de eventos na Revista Donna do Grupo RBS e hoje atua como consultora e palestrante de diversidade na Think Eva e Think Olga.

    Natália Dornelles é graduada do curso de licenciatura em dança da Universidade Federal do Rio Grande Sul. Atua como Educadora Social na Fundação de Educação e Cultura do S.C / FECI e no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS/Glória). Integra os projetos de extensão Coletivo Corpo Negra e Brincantes do Paralelo 30, ambos desenvolvidos na UFRGS, é bailarina do grupo de Música e Dança Afro-Sul e professora do projeto Nossa Identidade. Natália é ainda pesquisadora das corporalidades negras na área da dança e das práticas e ações educacionais pautada nas questões étnico-raciais.

    Taila Santos de Souza é bailarina e coreógrafa do Grupo Afro-Sul de Música e Dança desde 1994 até os dias atuais. É graduada em Educação Física pelo Centro Universitário Metodista IPA (2011) e pós-graduada em Ética e Educação em Direitos Humanos Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS (2013).

    Edjana Deodoro é bailarina do Grupo Afro-Sul de Música e Dança desde 1990 e desde 2001, é também coreógrafa. Atua como professora de dança-afro com técnicas voltadas para os públicos adulto e infantil. Formada em Fisioterapia pelo Centro Universitário Metodista IPA (2011). É instrutora de Pilates habilitada pelo Instituto Voll Pilates (2012).

    Leciane Rodrigues é bailarina do Grupo Afro-Sul de Música e Dança desde 2007 até os dias atuais. Facilitadora de Círculos de Construção de Paz e Justiça. Graduada Bacharel em Serviço Social pela Universidade Luterana do Brasil- ULBRA (2012). É Pós-Graduada em Ética e Educação em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul- UFRGS (2014).

    SERVIÇO:

    Curso de Introdução a Metodologia de Dança Afro Gaúcha : Iara Deodoro

    Inscrições entre 15 de fevereiro e 11 de março/ nos formulários abaixo conforme sua região:

    10 cidades – http://tiny.cc/cidades

    Pelotas – http://tiny.cc/pelotas

    Santa Maria – http://tiny.cc/stamaria

    Nova Prata – http://tiny.cc/prata

    Porto Alegre – http://tiny.cc/midpoa

    Edições do curso:

    13 e 14 de março em 10 cidades simultaneamente: Viamão, São Leopoldo, Caxias do Sul, Osório, Cachoeira do Sul, Erechim, Bagé, Venâncio Aires, Santana do Livramento e Uruguaiana

    20 e 21 de março em Pelotas

    27 e 28 de março em Santa Maria

    10 e 11 de abril em Nova Prata

    17 e 18 de abril em Porto Alegre

    Financiamento:

    Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal # LEI ALDIR BLANC – edital 09/2020 da SEDAC RS para ser realizado com recursos da Lei n. 14.017/2020

    Redes sociais:

    Facebook:  @afrosul.odomode

    Instagram: @afrosul.odomodeoficial

  • Escadaria da Borges ganha galeria de fotografia a céu aberto, permanente
    Arte de Marcos Monteiro sobre foto de Adil Lima/ Divulgação

    Escadaria da Borges ganha galeria de fotografia a céu aberto, permanente

    Higino Barros

    Num final de tarde ensolarada do início de 2018, o produtor cultural e fotógrafo Marcos Monteiro, 65 anos, estava sentado no bar Armazém, na parte alta da Escadaria da avenida Borges de Medeiros, quando lhe ocorreu a ideia: fazer na extensa parede do prédio à sua frente, do outro lado da avenida, uma exposição de fotografia à céu aberto. Assim nasceu e foi realizada naquele ano a primeira Street Expo Photo.  O evento deu certo, já ocorreu em três ocasiões e agora a partir de março, o local terá exposições durante todo o primeiro semestre de 2021 e que deve prosseguir no segundo semestre. A primeira será do fotógrafo Gilberto Perin e outras três estão agendadas. Todos os protocolos de segurança contra a Covid 19 são obedecidos.

    Marcos Monteiro. Foto; Gilberto Perin/ Divulgação

    Abaixo, o produtor Marcos Monteiro fala sobre o assunto.

    Pergunta: Como surgiu a ideia da galeria a céu aberto na Escadaria da Borges?

    Resposta: Desde a primeira da Street Expo Photo em 2018 pensei na possibilidade de tornar a escadaria numa galeria a céu aberto. Nesse meio tempo a ideia foi tomando forma e veio acontecer agora. A inspiração vem do grafite, que foi uma das primeiras expressões de Arte na Rua (Street Art) em Nova York. Essa cultura começou de forma subversiva e hoje ganhou relevância pelo significado e pelo questionamento a ambientes sociopolíticos. Hoje no Brasil existem poucas galerias de rua.

    Pergunta:  Qual a programação para o primeiro semestre de 2021.

    Resposta:  Em março na inauguração apresentaremos a exposição Gilberto Perin e em abril uma exposição com fotos minhas . Em junho teremos a exposição Pantanal com Douglas Fischer e Daisson Flach e em julho a exposição da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho.  As datas posteriores estão em tratativas.

    Pergunta: Como é a primeira exposição?

    Resposta : A exposição de abertura da temporada é de Gilberto Perin, chama-se, Retratos. São fotos de conhecidos, amigos, atrizes, atores, artistas visuais, escritores . O artista afirma que “reeencontrar rostos sem máscaras foi um pequeno oásis nesses tempos difíceis.”

    Pergunta: Como tem sido fazer e produzir cultura em tempos pandêmicos?

    Resposta: Meus principais projetos em sua maioria sempre foram ao ar livre e com a chegada da pandemia ganharam maior relevância.

    Pergunta: O projeto de interiorizar as exposições de rua. Em que pé está?

    Resposta:  Ano passado fizemos uma parceria com a prefeitura de Canela/RS para realizar uma exposição de rua na cidade, porém com a pandemia reagendamos para o primeiro semestre deste ano.

    Pergunta: Como reage o público diante das obras expostas na rua? Qual foi a experiência nos eventos que você promoveu?

    Resposta: Nossos museus e galerias recebem menos de 1% da população da cidade, a arte sempre foi elitizada e eu quis quebrar esse paradigma. Em 2016 criei juntamente com o Gilberto Perin, a Mosaicografia no Largo Glênio Peres em frente ao Mercado Público, onde circulam cerca de 200 mil pessoas diariamente. Houve previsão de que os painéis não iriam durar dois dias e no final da exposição não houve um único incidente, nada foi danificado. A Street 2020/2021 não teve vigilância e durante os 30 dias também não ocorreram incidentes. Isso prova que o povo sabe admirar  e respeitar arte.

    Pergunta: E qual a expectativa para a galeria a céu aberto na Escadaria?Resposta: A Galeria veio para ocupar nosso tão machucado viaduto Otávio Rocha, onde acontecem outros eventos culturais que, aos poucos, vão dando vida ao nosso viaduto. Ele completou 88 anos de existência em dezembro de 2020. Merece ser mais valorizado.

     

    Júlio Zanotta,dramaturgo e escritor. Foto Gilberto Perin/ Divulgação

    O pequeno oásis do fotógrafo Gilberto Perin:

    “Conhecidos, amigos, atrizes, atores, artistas visuais, músicos, escritores, desconhecidos, gente. Os retratados nos convidam, ternamente, a viajar nos sentimentos que podem despertar em nós. Para mim, essas imagens soam como um ato de libertação e resistência em novos tempos de convivência, esperança e saúde, reencontrar rostos sem máscaras foi um pequeno oásis nesses tempos difíceis.”

    Morgana Kretmann, atriz e escritora. Foto: Gilberto Perin/ Divulgação

    -Foi Uma grande alegria receber o convite de Marcos Monteiro para inaugurar o espaço no viaduto como uma galeria com programação constante e renovada. Uma galeria aberta para que o público possa ver os mais diferentes olhares artísticos”.

    Vaneza Oliveira, atriz . Foto Gilberto Perin/ Divulgação

    Quem é Gilberto Perin:

    Fotógrafo, diretor de cena, roteirista. Exposições individuais recentes no MARGS (Porto Alegre), Lisboa (Portugal) e Genebra (Suíça). Tem dois livros de fotografia: “Camisa Brasileira” e “Fotografias para Imaginar. Possui obras em museus, entidades culturais e coleções particulares, no Brasil e Exterior; além de fotos publicadas em jornais e revistas brasileiras e estrangeiras; e também fotografias que ilustram capas de livros. Formado em Comunicação Social pela PUC-RS.

    FICHA TÉCNICA:

    RETRATOS – fotografias de Gilberto Perin

    -De 1º a 31 de março de 2021 – aberta 24 hora por dia.

    -Galeria da Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha, centro histórico

    de Porto Alegre, RS. São 32 dois retratados em 14 painéis de 2x1m.

    Alguns dos retratados: Julio Zanotta Vieira, Xadalu, Mario Vargas Llosa, Edu K., Otto Guerra, Vagner Cunha, Fernando Baril, Leandro Machado, Vaneza Oliveira, Yang Liu e Morgana Kretzmann.

     

     

  • Alfredo Aquino e sua narrativa pungente de sobrevivente da Covid 19

    Alfredo Aquino e sua narrativa pungente de sobrevivente da Covid 19

    Geraldo Hasse

    “O livro NÃO ABRIR OS OLHOS (Edições ARdoTEmpo, 2020) é um relato sofrido do artista plástico Alfredo Aquino sobre sua experiência como vítima do coronavirus, supostamente contraído durante um evento social a que compareceram diversas pessoas numa noite de agosto passado em Porto Alegre.

    Mesmo tendo se resguardado perto da lareira, o pintor demorou a ir embora e ficou exposto a contatos fortuitos. Deu mole, enfim… Os sintomas apareceram depois de alguns dias. Feitos os testes, ele precisou ser internado num hospital de Porto Alegre, do qual saiu, dias depois, grato à equipe médica e revoltado com o desmazelo das autoridades em geral diante da doença mais mortal desde o surgimento da Aids.

    Com 90 páginas, o livro tem passagens impactantes, a começar pelo  acompanhamento da evolução do estado do seu companheiro de quarto no hospital. No primeiro dia, os dois possuíam idênticos sinais vitais, mas logo o outro mergulhou num estado de inconsciência do qual não saiu mais. Nos dias seguintes, sua piora exigiu novos cuidados e avaliações frequentes da equipe médica. A seguir, foi levado para a UTI e, por fim, lá pelo quarto ou quinto dia, veio a informação de que ele havia morrido, mesmo tendo sido socorrido pelo respirador mecânico.

    Após ver seu espelho partir, o artista ficou solito em seu quarto, sem receber visitas senão de integrantes da equipe do hospital. Decidiu manter-se quieto o máximo do tempo para não perder energia com distrações deletérias. Vem daí o título do livro: trata-se de uma referência a seu próprio estado físico – de olhos fechados – mas serve também como metáfora sobre o comportamento das autoridades políticas diante da gravidade da situação.

    Tremendo risco

    Sem abrir os olhos mas com a sensibilidade exacerbada pela luta para sobreviver, Aquino entra no melhor do seu relato. Aprofunda-se em algumas reflexões sobre o tremendo risco de morrer sozinho num quarto de hospital. Conclui que a Morte joga cara x coroa com a vida das pessoas, levando uns embora imediatamente e deixando outros para mais tarde. O momento é oportuno para um balanço de vida: segundo Aquino, cada um vai fazendo escolhas que representam “bifurcações”, algumas benfazejas, outras nefastas. Numa divagação próxima do delírio, recorda amigos escritores que a seu ver mereceriam ter ganho o Nobel de Literatura, entre eles o gaúcho Aldyr Garcia Schlee, o poeta maranhense Ferreira Gullar e o paulista Ignacio de Loyola Brandão, seu amigo dos tempos de São Paulo.

    O registro é impactante pelo ineditismo e, também, pela descoberta de que, mesmo isolado, um doente pode ser alcançado pela solidariedade de um amigo médico distante que lhe pede informações e dá orientações por vias digitais. Quem o conhece sabe que a mão amistosa é de um psiquiatra de Pelotas.

    Narrativa tão pungente pode ser útil às pessoas em geral e, particularmente, para jovens estudantes que desdenham da virulência do coronavirus. É notório que Aquino fez um esforço insano para vencer o vírus na solidão do isolamento e ao mesmo tempo sair do hospital com o rascunho de uma memória sobre a própria internação. Depois, enquanto se recuperava das sequelas da doença – exaustão e vertigens, entre outros sintomas –, ele praticou por semanas um dos atos mais solitários da vida humana: escrever. Coisa que conhecia indiretamente por força de seu ofício como editor.

    Quem é

    Nascido em 1953 em Porto Alegre, Aquino é formado em arquitetura mas passou boa parte da vida profissional em São Paulo, onde sobreviveu como publicitário e capista de livros da Editora Brasiliense e do Circulo do Livro. Explorando sua habilidade para pintar, em 1978 fez uma pioneira exposição crítica à ditadura militar no Museu de Arte de São Paulo. A partir daí, passou a vender quadros no eixo Rio-São Paulo e abriu um surpreendente nicho de mercado na França, onde expõe com frequência.

    De volta ao Rio Grande do Sul no início do século XX, estreou como editor independente ao criar a ArdoTempo com o objetivo de lançar em 2010 Os Limites do Impossível – Contos Gardelianos de Aldyr Garcia Schlee, livro que vendeu 400 exemplares na noite de lançamento em Pelotas e abriu caminho para a luxuosa edição em capa dura de Don Frutos (550 páginas, 2011), romance biográfico sobre Fructuoso Rivera, o caudilho colorado do Uruguai.

    Animado com o sucesso de crítica e público, Aquino relançou uma dezena de livros de contos de Schlee, que faleceu em 15/11/2018 aos 84 anos. Depois, a Ardotempo publicou livros de outros autores como a poeta Maria Carpi, a escritora Mariana Ianelli, o poeta Pedro Gonzaga, o médico-cronista Paulo Rosa e o jornalista/cronjista/romancista Ignacio de Loyola Brandão.

    Marcas profundas

    Mesmo sem estourar nas bancas com seus lançamentos, Aquino vinha otimista quando a pandemia lhe roubou a esperança em dias melhores, deixando marcas profundas no corpo e na alma.

    Mais enquadrável como novela do que como romance, seu livro é uma narrativa instrutiva sobre os efeitos do vírus mais devastador do século XXI.

    Se a ciência, a educação e o ensino não estivessem passando por um momento tão constrangedor no Brasil, “Não Abrir os Olhos” seria candidato certo à leitura em escolas para uma tomada de consciência sobre os estragos provocados pelo vírus e o estigma deixado por moléstia tão maligna quanto a tuberculose, o câncer e a Aids.

    Dadas as restrições às atividades comerciais, o livro está sendo vendido pelo site da Ardotempo. A R$ 40 por exemplar, a receita obtida será doada a um hospital de atendimento ao Covid. Aquino não apostou numa grande tiragem, até porque é mais artista do que empresário. Como costuma fazer ao editar livros de autores de sua estima pessoal, ele custeia as despesas gráficas com o que consegue amealhar vendendo quadros – bem cotados no Brasil, melhor avaliados na França. Não acredita que o livro seja um sucesso de vendas a ponto de merecer uma segunda edição, mas arremata: “Se este livro evitar algumas contaminações e uma morte por Covid, terá valido a pena tê-lo escrito, editado, publicado e distribuído”.

  • Livro desvenda inserção dos evangélicos na política brasileira

    Livro desvenda inserção dos evangélicos na política brasileira

    José Antônio Severo

    “Povo de Deus”, mantra católico usado, no passado, pelo bispo Dom Hélder Câmara para denominar os pobres e oprimidos, foi o título escolhido pelo antropólogo Juliano Spyer para seu livro sobre a massa de desvalidos que atualmente se reúnem em torno de pastores evangélicos.

    É uma obra de referência que chega ao mercado com o carimbo de tese de doutorado aprovada pela University College London (UCL). Quem são e onde estão os crentes, essa massa que hoje constitui uma das mais disciplinadas e consistentes forças eleitorais do País?

    Este é um estudo sobre o tema.

    É importante anotar que “Povo de Deus” deriva do projeto acadêmico que rendeu, ao autor, dois livros: um deles de grande aceitação nos meios profissionais da comunicação, intitulado “Mídias Sociais no Brasil Emergente”, sobre as consequências do uso da internet pelas camadas populares.

    O segundo é esta obra sobre os evangélicos, que está chamando atenção entre cientistas políticos, militantes partidários e profissionais do ramo, tanto que já, mesmo recém lançado, é referência bibliográfica em discursos, conferências e artigos.

    A população evangélica é um tema quentíssimo na área, pois traz à tona a conformação de uma parcela significativa da nova direita, no aspecto eleitoral.

    A presença de religiões protestantes no Brasil é tão antiga quando o próprio descobrimento do país pelos europeus.

    A primeira guerra de fato, envolvendo os recém-chegados europeus, deu-se entre católicos e calvinistas franceses, no atual Rio de Janeiro, em 1555. Outro embate com forte motivação religiosa que a historiografia narra como conflito internacional foi a chamada invasão holandesa, entre 1624, na região leste, a travada na Bahia, depois nos estados nordestinos, em 1630, com epicentro em Pernambuco.

    Sem falar da chamada revolta dos malês, na Bahia, em 1835, entre muçulmanos e católicos.

    Ou seja: o atual estranhamento da intelectualidade brasileira com a participação de pastores e crentes na disputa pelo poder político não é nada de novo, vem dos momentos fundadores e continua assim.

    A diferença é que os padres, desta vez, aparecem perdendo a guerra para os pastores, que estão ganhando almas como nunca antes da História deste País. E não há como botá-los de volta na obscuridade.

    É uma obra indispensável, tamanha a riqueza de informações e detalhes sobre esse público submerso, que só aparece nas mídias como se fosse uma aberração sociológica.

    É assim que as chamadas elites os veem, embora já estejam se tornando maioria física no País, devendo em uma década ultrapassar em números os papistas brasileiros, que se orgulhavam de ostentar o título de maior população católica do mundo.

    O leitor não espere encontrar a aridez da literatura acadêmica. Embora mantenha o rigor científico, o autor não tem como evitar o depoimento pessoal, na primeira pessoa, para respaldar suas observações e conclusões.

    Para fazer esse trabalho ele teve de ir viver um ano e meio na periferia da periferia de Salvador, na Bahia. Seu testemunho é um conteúdo essencial.

    Spyer chegou à comunidade (que ele não revela qual seja) para estudar os efeitos das mídias sociais, especialmente da internet, naquele mundo de excluídos. Não precisou muito para sentir-se ameaçado.

    Aquela figura branca e urbana, fazendo perguntas, não convencia a ninguém do crime: era evidente que se tratava de um espião. O tratamento para policiais disfarçados é a pena de morte.

    Ele encontrou acolhida entre os protestantes pentecostais, que validaram sua presença e assim ganhou livre trânsito e pode ficar naquela favela por mais de um ano.

    Ao final, percebeu que sua cobertura era mais do que uma garantia, mas, na verdade, um projeto maravilhoso que poderia levar em paralelo. Foi o que fez gerando este “Povo de Deus”.

    Essa aventura do autor, arriscando-se num ambiente de alta periculosidade, por si só já é um feito espetacular. Penetrar nas profundezas da periferia é algo raro, poucas vezes encontrado em nossa literatura jornalística (poucas exceções, Carlos Amorim e Caco Barcelos), muito mais surpreendente encontrar num trabalho de rigor científico.

    Este é “O Povo de Deus”, que tem um subtítulo ambicioso: “Quem são os evangélicos e por que eles importam”, referindo-se à sua presença no cenário político e eleitoral do País.

    O livro começa com uma avaliação estatística, como sói acontecer nos trabalhos sociológicos, com dados quantitativos para oferecer ao leitor um a panorama demográfico do cristianismo evangélico.

    Interessante observar que as seitas pentecostais, ramo do protestantismo, se expande não só no Brasil e na América do Sul, mas também na África e na Ásia pobre. É um fenômeno do que hoje se chama de “Sul do Mundo” (que nem sempre corresponde ao sul geográfico dividido pela linha do equador).

    Outro capítulo importante para a avaliação política é “Cristianismo e preconceito de classe”, seguido por “Evangélicos na mídia e mídia evangélica”, completando com “Consequências positivas do cristianismo evangélico”, uma incursão lúcida nas entranhas de uma prática religiosa desqualificada pela intelectualidade brasileira.

    Mais surpreendente é o capítulo “A religião mais negra do Brasil”, que desmente o estereotipo de que os pretos são praticantes de seitas de matrizes africanas, acrescentando, algo ainda mais revelador, de que essas tendências protestantes, originadas nos Estados Unidos, surgiram em comunidade negras e muito pobres daquele País.

    Outras abordagens polêmicas de interesse para a classe política: “Reciclagem de almas – traficantes e cristianismo”, falando sobre as relações dos pastores e fiéis com o crime, que constitui a instituição mais poderosa nessas periferias, e, também, “A esquerda e os evangélicos”, tema explosivo nos arraiais acadêmicos, onde essas comunidades são desconsideradas e suas lideranças execradas como se fossem impostores.

    Formado em História pela Universidade de São Paulo, pós graduado, mestre e doutor pela UCL inglesa, Spyer alinha alguns comentários de grande relevância na apresentação de seu livro, chamando atenção um texto introdutório de autoria de Caetano Veloso, músico e compositor,  e prefácio de Gabriel Feltran, professor da Faculdade de Sociologia da Universidade Federal de Santa Catarina.

    Destaca-se, também, o deputado federal Patrus Ananias (PT/MG), ex-ministro dos governos Lula e Dilma (criador e gestor do Bolsa Família, programa de profunda penetração nas periferias urbanas), conhecido líder católico e professor da Faculdade de Direito da PUC-MG, que diz ser “o cristianismo evangélico uma forte e crescente realidade entre nós.

    “Este livro nos ajuda a entender esse desafio instigante”, escreve Patrus

    Na área acadêmica, alinha nomes de grande relevância, professores de universidades de referência mundial, como Amy Erica Smith, professora de ciências políticas da Iowa State University, David Nemer, professor de Estudos de Mídias da Universidade de Virginia (EEUU) e Malu Gatto, cientista política e professora da University College London, completando com a indicação do professor Ricardo Abramovay, titular da FEA/USP e do IEE/USP. Que diz: O autor apresenta as razões pelas quais esta religião tem sido capaz de fortalecer a coesão social de comunidades desamparadas pelo Poder Público, tornando-se, assim, um movimento cultural decisivo”.

    “O Povo de Deus – Quem são os evangélicos”, da Geração Editorial, de São Paulo, editado por Luís Fernando Emediato, capa de Alex Maia, produzido em todas as mídias, disponibilizando cópias impressas em papel, também numa versão digital, disponíveis nas livrarias virtuais e nos sites de vendas da editora.