Se o governo Bolsonaro realmente quisesse controlar a inflação deveria observar o exemplo da Argentina, que planeja criar estatal de alimentos para conter a alta dos preços. O anúncio foi feito pela porta-voz do governo de Alberto Fernández, Gabriela Cerrutti, que disse que a medida permitirá que os alimentos de pequenos e médio produtores cheguem às famílias com os preços mais baixos.
Gabriela disse que o governo está buscando estratégicas para permitir que os pequenos produtores possam distribuir suas mercadorias mais facilmente e para dissociar os preços de produtos sazonais do mercado internacional. A porta-voz não deu detalhes de como a empresa funcionaria ou quando ela começará a operar.
O Brasil já possui sua estatal de alimentos de estoques reguladores, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas em junho de 2019, em audiência na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, representantes do governo Bolsonaro revelaram que a Conab estaria desativando e privatizando 27 unidades de armazenamento, de um total de 92.
A empresa pública é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Silvio Farnese, diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da pasta, disse que a mudança na geografia da produção agrícola é responsável pela chamada “desmobilização” dos armazéns em algumas regiões.
Em 2010, estavam armazenadas quase 1 milhão de toneladas de arroz, volume que despencou para 21 mil toneladas. O feijão sumiu dos estoques públicos há mais de três anos. A formação de estoques públicos tem como objetivo executar a política governamental de intervenção no mercado para garantir o preço e a renda do produtor, bem como sua administração e manutenção a fim de regular o abastecimento interno, comercializando os estoques na entressafra para atenuar as oscilações de preço. Simplificando: evitar a fome do povo pelos altos preços e falta de alimentos.
Atualmente, os preços dos produtos básicos estão sem controle, dependendo da oferta e da procura do mercado e do dólar, sem interferência do Estado. Em recente entrevista o presidente Jair Bolsonaro disse: “A gente não vai regular, a gente não vai interferir em nada, querer dar uma carteirada, exigir, tabelar, isso não existe, é livre mercado.”
O resultado é que depois de sair do mapa da fome da ONU, em 2013, no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), estamos de volta ao mesmo patamar de insegurança alimentar do início dos anos 2000, final do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Hoje, cerca de 10% dos brasileiros não têm o que comer, ou seja, 21,4 milhões de pessoas. E esse número está aumentando devido aos reajustes de energia, derivados do petróleo, exportação de alimentos sem a manutenção de estoques reguladores, que deveriam estar sob controle do governo federal e não nas mãos do mercado.
O autor do texto deve ter sido “fiscal do Sarney”. Não aprendeu nada no decorrer dos anos.
Bolsonaro não segue o exemplo.da Argentina graças a Deus. Argentina que deveria seguir e copiar o governo brasileiro. Kkkkk mais um esquerdopata falando merda e passando vergonha. Argentina, Venezuela, Chile, peru. Exemplo de como a esquerda acaba com pais rápido..