Ano de eleições gerais -presidente, governadores, deputados estaduais/federais e senadores – 2026 terá os negócios turbinados pelas campanhas eleitorais.
No orçamento, aprovado na última sessão conjunta de Câmara e Senado em 19 de dezembro de 2025, os arranjos parlamentares destinaram mais de 70 bilhões para financiar o jogo político ao longo do ano.
A maior parte desse dinheiro se materializa através das emendas parlamentares que destinam verbas diretas dos cofres do governo para obras e projetos em suas bases eleitorais.
Em 2025, o total empenhado para as emendas parlamentares chegou a R$ 44, 9 bilhões. A intenção do governo era não ultrapassar os R$ 50 bilhões em 2026. Acordos partidários permitiram amealhar mais R$ 11 bilhões, mesmo à custa de cortes em programas sociais.
Ficou, portanto, em R$ 61 bilhões o total à disposição de deputados e senadores para destinação via emendas.
Outra verba pública que alimenta a política é o Fundo Eleitoral, para o financiamento das campanhas. Em sua mensagem ao Congresso, o governo propôs R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral em 2026.
No orçamento aprovado em plenário na última sessão do ano, o Fundo Eleitoral saiu contemplado com R$ 5 bilhões, que serão distribuídos aos partidos na proporção de suas bancadas.
Tem ainda o Fundo Partidário, que destina um valor mensal a cada partido para manutenção de suas atividades – desde o aluguel das sedes à conta de luz. O PP foi criado há 30 anos quando foram proibidas as doações de empresas para as campanhas eleitorais. É formado por recursos advindos das multas e eleitorais e por repasses do Tesouro. Teve um aumento de R$ 160 ~milhões e vai chegar a R$ 4,9 bilhões este ano.
(Com informações do Senado Federal)