O modelo econômico da China provou ser eficaz em estimular o crescimento econômico e combater a pobreza e pode ser exemplo para a América Latina. É o que disse o chefe de Pesquisa Econômica da América Latina, da Moody’s Analytics.
“Acho que o modelo econômico da China é o modelo a seguir”, declarou Alfredo Coutino à agência Nova China.
O Moody’s Analytics é uma das maiores agências internacionais de análise de risco. Fornece inteligência financeira e ferramentas analíticas para ajudar empresários e líderes políticos a tomar decisões.
A experiência da China, de acordo com Coutino, mostra “como você pode começar a resolver o problema da pobreza e da má distribuição de renda na América Latina”.
Depois de tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza, a China novamente alcançou sua meta anual em 2019 de ajudar outras 10 milhões de pessoas a saírem da classificação de pobreza, observou o diretor.
A chave do sucesso da China, disse ele, tem sido sua capacidade de transformar o crescimento econômico em empregos de qualidade.
“Eles abriram fábricas para os chineses lhes darem um emprego decente e bem remunerado”, disse Coutino. “Eles foram treinados. Não basta abrir uma fábrica e dar-lhes trabalho. Você também precisa investir no treinamento e na educação desses trabalhadores. E foi o que a China fez”.
A estratégia da China aborda as principais raízes da pobreza: empregos de baixa qualidade e salários baixos, duas reclamações constantes entre a força de trabalho da América Latina, segundo Coutino.
A China é uma ditadura dirigida pelo Partido Comunista, com economia planificada e regiões especiais controladas onde se permitem a propriedade privada, empresas e relações capitalistas. O presidente do país mais populoso do mundo, Xi Jianping é também o secretário do Comitê Central do PC chinês.


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